Da redação
O debate realizado pela TV Globo no Rio de Janeiro contou com uma série de mudanças de participantes e determinações judiciais, refletindo as disputas do cenário eleitoral brasileiro. Luiz Inácio Lula da Silva já havia anunciado que não compareceria e preferiu participar de uma entrevista no podcast Flow no mesmo horário.
Mesmo com a ausência de Lula, Flávio Bolsonaro confirmou presença, acompanhado de Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema. Conforme a organização do evento, Renan Santos, candidato do Missão, não havia sido convidado e recorreu à Justiça Eleitoral. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, e a ministra Cármen Lúcia negaram o pedido para obrigar a inclusão do candidato.
Nos preparativos finais para o debate, a ministra Estela Aranha, do TSE, determinou que a emissora retirasse do palco o púlpito reservado ao presidente e que os presentes estivessem impedidos de fazer perguntas ao candidato ausente à reeleição. Em seguida, o ministro Gilmar Mendes contrariou os colegas e determinou que a Globo convidasse Renan Santos, argumentando que as regras da própria emissora respaldavam a decisão.
Após essas decisões, Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para anunciar sua saída do evento, alegando “censura imposta ao evento pelo TSE”. Até o momento em que a reportagem foi finalizada, Renan Santos ainda aguardava retorno da Globo enquanto se dirigia à emissora. Augusto Cury confirmou presença, enquanto Ronaldo Caiado e Romeu Zema não haviam decidido se permaneceriam no debate.



