Da redação
A expansão das redes de proteção social e a modernização digital das administrações públicas da China, Quênia e Laos foram analisadas em relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O estudo investigou cooperação técnica, capacitação, diálogo de políticas e desenvolvimento de ferramentas digitais entre 2023 e 2026.
A Associação Chinesa de Segurança Social (Caoss) conduziu a pesquisa no âmbito de projeto da OIT voltado à ampliação da cobertura de proteção social para trabalhadores informais no Laos e Quênia. Os países apresentam desafios estruturais semelhantes, como alta informalidade e barreiras burocráticas para adesão a seguros sociais.
Tian Feng, gerente do Programa de Parceria OIT/China, afirmou que “cada um possui mercados de trabalho, instituições e capacidades fiscais e digitais distintos, portanto não existe uma solução única para os problemas”. Segundo a OIT, a experiência chinesa é destacada por combinar contribuição dos beneficiários e subsídios públicos, incluindo financiamento parcial de fundos do governo para apoiar trabalhadores de baixa renda e autônomos.
O relatório aponta que a adoção do cartão eletrônico de segurança social e plataformas digitais unificadas na China reduziu custos administrativos e facilitou a portabilidade dos benefícios. Para Quênia e Laos, limitações fiscais e peso da economia informal exigem reformas nacionais adequadas, com recomendações como fortalecimento institucional, apoio estatal à população de menor renda e uso de tecnologia para reduzir custos operacionais, incluindo o pagamento móvel.



