Da redação
O publicitário Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha de Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, afirmou que a decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, ao alterar as regras do debate da TV Globo, influenciou o resultado das urnas em favor de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus aliados. Conforme Vasconcelos, o episódio foi decisivo para mobilizar um “voto inconformado de reta final” e provocou mudanças significativas nas disputas estaduais.
Vasconcelos relatou que, assim como em outras eleições, a “onda de reta final” foi resultado de fatores como o cancelamento do debate da TV Globo e o desgaste atribuído ao Judiciário. Segundo ele, “o cancelamento de debate mexeu num voto que estava acomodado”. O marqueteiro também destacou que o aumento do chamado “voto de protesto” afetou candidaturas como Cleitinho em Minas Gerais, Douglas no Rio de Janeiro e Sergio Moro no Paraná.
O publicitário ainda declarou que o poder das redes sociais espontâneas é limitado, defendendo que “o tráfego pago é o segredo das redes sociais”. Segundo Vasconcelos, mensagens orgânicas só atingem o público já convencido, enquanto campanhas segmentadas e pagas conseguem impactar eleitores indecisos, especialmente em públicos específicos. Ele avaliou que o cansaço dos eleitores diante das disputas e denúncias também contribuiu para o cenário eleitoral.
Vasconcelos observou que, no Rio de Janeiro, a novidade da candidatura de Douglas Ruas foi determinante, pois o eleitor buscava alternativas a grupos políticos tradicionais. O alinhamento com figuras como Flávio Bolsonaro fortaleceu a campanha, enquanto alianças passadas perderam protagonismo em meio ao desejo popular por renovação.




