Da redação
Paola Stefany Neto Cirino, diarista de 30 anos, foi presa suspeita de matar um casal de idosos com 24 facadas em um apartamento de luxo no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, ela teria confessado o crime, afirmando que vendeu objetos das vítimas por cerca de R$ 3.300.
De acordo com a investigação, câmeras de segurança registraram a entrada da suspeita no condomínio por volta das 7h e a saída às 15h30, usando roupas diferentes e carregando uma sacola que seria de uma das vítimas. A perícia identificou que Cláudio Atala Inácio recebeu 17 facadas e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, sete. Não foram encontrados sinais de arrombamento no imóvel.
A Polícia Civil informou que mantém a investigação e que a principal linha apurada é latrocínio, crime de roubo seguido de morte. Os agentes localizaram com Paola o valor de R$ 18 mil. Familiares relataram que ela enfrentava um quadro de depressão e possuía uma dívida com um agiota. “Até então ela não tinha nenhuma passagem criminal. A família informa que teria levantado R$ 40 mil para pagar um agiota”, disse a Polícia Civil.
Cláudio era advogado, fundador do escritório Atala Inácio & Advogados Associados, com pós-graduação em Direito Empresarial pela PUC Minas. Maria Clotilde era empresária e já teve uma loja de artigos de decoração. A OAB-MG lamentou a morte do advogado, informou que acompanhará a apuração e anunciou a criação de uma comissão especial para atuar como assistente de acusação no processo, caso haja denúncia.




