Da redação
O Prêmio Nobel da Física foi atribuído ao belga Francis Halzen nesta terça-feira (6) pelo Comitê Nobel, reunido em Estocolmo. O físico foi reconhecido “pelas suas contribuições decisivas para o observatório de neutrinos IceCube e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica”, segundo o comitê. Halzen é professor da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e sua pesquisa se concentra em partículas subatômicas conhecidas como neutrinos.
De acordo com o Comitê Nobel, Francis Halzen percebeu, na década de 1980, o potencial do gelo da Antártida para capturar neutrinos, o que permitiu avanços nas investigações científicas sobre a origem dessas partículas. O Observatório de Neutrinos IceCube está instalado no interior da Antártida e registra interações raras dessas partículas, conhecidas como “partículas-fantasma” por atravessarem a matéria sem deixar vestígios.
Segundo Eva Olsson, membro do comitê, o prêmio deste ano está relacionado ao “gigantesco cubo de gelo situado no Polo Sul do nosso planeta”. Olsson afirmou também que “os neutrinos trazem informação do cosmos”, permitindo o acesso a galáxias distantes e conhecimento sobre explosões estelares. O presidente do Comitê Nobel de Física destacou que “Francis Halzen liderou uma equipe internacional de investigadores e engenheiros que nos proporcionou um instrumento fantástico”.
Ainda em 2014, a revista Smithsonian apelidou Halzen de Homem do Neutrino ao conceder um de seus prêmios ao físico e publicou uma história em quadrinhos sobre sua trajetória. O Prêmio Nobel foi criado pelo sueco Alfred Nobel e é concedido desde 1901 em áreas como ciência, literatura e paz, tendo a economia sido posteriormente incluída. Os laureados recebem doze milhões de coroas suecas, valor que pode ser dividido entre os vencedores.




