Da redação
O Ministério Público de Santa Catarina informou nesta segunda-feira (8) que avalia solicitar a exumação do corpo do cão comunitário Orelha. O caso está sendo conduzido pela 10ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, que analisa o boletim de ocorrência circunstanciado para definir quais diligências complementares serão necessárias. “Por hora, o pedido de exumação é uma possibilidade”, declarou o órgão em nota oficial.
A Polícia Civil de Santa Catarina afirmou que irá cumprir todas as diligências requisitadas pelo Ministério Público para permitir que a denúncia avance para a Justiça, juntamente com as provas já coletadas. Até o momento, a polícia não confirmou onde o corpo de Orelha está.
Um laudo da Polícia Científica revelou que o animal sofreu um golpe contundente na cabeça, provavelmente causado por um chute ou por objeto como madeira ou garrafa. Segundo a delegada responsável, o golpe ocorreu cerca de dois dias antes da morte, que se deu durante o atendimento veterinário. Informações difundidas nas redes sociais sobre empalamento ou ferimentos com pregos não foram confirmadas pelo laudo.
Orelha foi agredido por volta das 5h30 do dia 4 de janeiro na Praia Brava, no norte da ilha de Florianópolis, e encontrado ferido por moradores. Quatro adolescentes foram apontados como suspeitos, mas apenas um foi indiciado ao término do inquérito em 3 de janeiro; os demais ficaram de fora do indiciamento.
A defesa do adolescente alega falta de provas, como imagens ou registros do momento da agressão, enquanto a polícia aponta contradições nos depoimentos e ações suspeitas dos pais, como suposta tentativa de esconder um boné. Em entrevista ao Fantástico, a mãe do jovem negou que tenha tentado ocultar a peça, afirmando: “Não tinha o que esconder e também não sabíamos que tipo de prova eles estavam procurando”.






