Início Mundo No Dia Mundial dos Refugiados, Guterres defende solidariedade e proteção internacional

No Dia Mundial dos Refugiados, Guterres defende solidariedade e proteção internacional


Da redação

Neste 20 de junho, o Dia Mundial dos Refugiados é celebrado globalmente para reconhecer a força e a coragem das pessoas que precisaram deixar seus países devido a perseguições, violência, conflitos e guerras. A data é marcada pela Assembleia Geral da ONU, que neste ano adota o tema “Até que todos estejam em segurança.”

Segundo dados da Agência da ONU para Refugiados, até o final de 2023 registraram-se 41,6 milhões de refugiados, 9 milhões de requerentes de asilo e 68,7 milhões de deslocados internos em todo o mundo. Esses grupos buscam proteção dentro ou fora de seus países após serem afetados por diferentes tipos de violência.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que este momento deve ser de “solidariedade renovada e de ação robusta para proteger as pessoas deslocadas por conflitos e perseguições.” Ele ressaltou a necessidade de reforçar o apoio tanto às pessoas forçadas a fugir quanto aos países e comunidades que as recebem.

A ONU estima que cerca de 70% dos refugiados têm origem em poucos países: Venezuela, Territórios Palestinos, Ucrânia, Síria, Afeganistão, Sudão e Sudão do Sul. O Sudão se destaca como a maior crise de deslocamento interno, com mais de 9 milhões de pessoas deslocadas. A recente escalada de conflitos também obrigou mais de um milhão de iranianos e libaneses a abandonar suas casas.

A Organização Internacional do Trabalho ressalta a importância da inclusão no mercado de trabalho para refugiados e deslocados. Gladys Cisneros, da OIT, afirma: “O acesso ao trabalho digno é essencial, não apenas para os refugiados e outras pessoas deslocadas, mas também para apoiar as comunidades de acolhimento e promover coesão social.”

O tema deste ano enfatiza a relevância da Convenção de 1951, que estabelece os direitos dos refugiados. Barham Salih, alto-comissário do Acnur, destaca: “Essa promessa era universal e foi concebida para perdurar. Foi pensada para os nossos avós, para nós e para todas as gerações futuras.”