Da redação
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump protagonizaram um encontro tenso durante a reunião do G7 em Évian-les-Bains, na França, nesta semana. O episódio ocorre em meio ao esfriamento evidente na relação entre os dois, que já foi considerada minimamente amistosa há poucos meses.
No passado, Trump elogiou Lula, chegando a chamá-lo de “homem muito legal” e “dinâmico”. Entretanto, o contexto atual demonstra um distanciamento. Nos bastidores do G7, embora ambos tenham trocado sorrisos e um aperto de mão, os sinais de desconforto predominaram. O clima diferiu daquele registrado na Assembleia-Geral da ONU, em setembro do ano passado.
Desde então, as declarações mudaram de tom. Recentemente, Trump afirmou em um programa de televisão americana que não pensa em Lula, afirmando: “Para ser honesto, eu não penso nele. Eu realmente não penso nele. Não poderia me importar menos”. O ex-presidente americano também classificou Lula como “muito volátil”.
Durante a viagem à França, Lula respondeu de forma crítica, dizendo que Trump “continua agindo como imperador” e defendendo que o ex-presidente americano não interfira nas eleições brasileiras. Essas manifestações marcaram o aumento da tensão entre os dois líderes, evidenciada após o encontro do G7.
Segundo especialistas, a piora na relação pode impactar negativamente a economia brasileira, especialmente porque reduz as chances de revisão do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Por outro lado, a situação permite a Lula fortalecer o discurso em defesa da soberania, pauta central em sua pré-campanha à reeleição.
No final do ano passado, Lula e Trump ainda demonstravam cordialidade pública, especialmente após o anúncio do primeiro tarifaço americano, quando houve expectativa de aproximação entre os governos. As opiniões e elogios, porém, foram descartados nos últimos episódios envolvendo ambos.





