Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende transformar o encontro desta sexta-feira, 16, com a presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em uma “celebração da contraofensiva do multilateralismo”. Segundo integrantes do governo, Lula vê a reunião como oportunidade para reafirmar a importância da cooperação internacional, diante do que considera movimentos unilaterais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem ignorado organismos multilaterais.
O encontro será realizado no Rio de Janeiro e, conforme interlocutores, Lula e os representantes europeus devem evitar discutir publicamente conflitos como os da Venezuela, Ucrânia, Palestina e Irã. Entretanto, não está descartado que esses temas sejam debatidos de forma reservada durante a visita.
No discurso público, Lula planeja criticar iniciativas que visam “erguer muros tarifários”, em referência ao tarifaço implementado por Trump, e deverá destacar o recém-aprovado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia como um avanço do diálogo multilateral.
O acordo em questão foi resultado de mais de 25 anos de negociações e será assinado oficialmente no sábado, em Assunção, no Paraguai. Apesar da relevância do tratado, Lula não irá à cerimônia.
O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, único representante brasileiro no evento de assinatura, já que Lula não comparecerá à reunião no país vizinho.







