Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal solicitou nesta quinta-feira, 18, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorização para intimar Jair Bolsonaro (PL) a participar de uma audiência. O pedido foi feito porque Bolsonaro é investigado em um inquérito sobre uma arma registrada em seu nome encontrada com um militar.
Segundo o documento enviado ao STF, agentes da Polícia Civil tentaram intimar Bolsonaro em sua residência, onde ele cumpre prisão domiciliar, mas a equipe de escolta impediu o contato. Por isso, os responsáveis solicitaram ao ministro a emissão de autorização judicial para garantir a regularidade processual do ato.
Conforme consta no inquérito, a polícia pretende ouvir o ex-presidente por meio de videochamada no dia 24 de junho, às 15h. A apreensão do armamento, uma pistola Glock de calibre 9mm, ocorreu na noite de segunda-feira, 15, por volta das 23h30, na região administrativa de Taguatinga, Distrito Federal.
De acordo com o registro policial, o sargento da Polícia Militar do DF, Davi Evangelista Alves, conduziu o sargento do Exército, Estácio Leite da Silva Filho, até a delegacia. Durante o depoimento, Estácio afirmou que recebeu a arma após identificar uma pane aparentemente simples no equipamento.
A defesa de Jair Bolsonaro declarou que a entrega da arma ao sargento teve como único objetivo buscar auxílio para a identificação da falha e posterior manutenção do armamento. “A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção”, afirmaram os advogados.
Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, teve seu armamento localizado em posse do militar durante uma abordagem policial. O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal, que determinará os próximos passos do processo, incluindo a autorização para a oitiva do ex-presidente.





