Início Brasil Polícia indiciou oito adolescentes por cyberbullying em ranking sexual no IFSul RS

Polícia indiciou oito adolescentes por cyberbullying em ranking sexual no IFSul RS


Da redação

Oito estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, foram indiciados pela Polícia Civil por suspeita de criar e compartilhar um ranking sexual envolvendo alunos de um instituto federal em Pelotas, no Rio Grande do Sul. O caso veio à tona em março e é investigado como ato infracional análogo ao crime de cyberbullying.

Os nomes dos jovens permanecem sob sigilo, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Após o episódio ser divulgado, o Instituto Federal Sul-Riograndense (IFSul) suspendeu cautelarmente os estudantes envolvidos e adotou medidas de acompanhamento, incluindo a oferta de estudos domiciliares aos adolescentes afastados.

O inquérito foi encerrado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Pelotas em 30 de abril. A delegada Lisiane Mattarredona informou que ainda aguarda o resultado de perícia nos equipamentos apreendidos para apurar eventuais outras infrações. Segundo a polícia, o cyberbullying é, até o momento, a principal conduta investigada.

Conforme a investigação, a lista começou a circular em 21 de março e continha nomes e fotografias de 29 alunas e um aluno, classificados em ordem de preferência com termos de cunho sexual. O material foi compartilhado por aplicativos de mensagem com outros estudantes, o que motivou mandados de busca e apreensão em residências dos indiciados.

A instituição informou que vítimas do episódio estão recebendo apoio psicológico e do serviço social, além de ter promovido reuniões com os familiares para oferecer acolhimento. Iniciativas de conscientização também foram implementadas, incluindo palestra sobre assédio moral e sexual realizada em 29 de abril para servidores do campus.

A lei tipificando o cyberbullying entrou em vigor em janeiro de 2024 e prevê, para maiores de idade, penalidades que variam de multa até quatro anos de reclusão a depender da gravidade. Nos casos envolvendo menores, o processo tramita sob sigilo e medidas socioeducativas podem ser aplicadas conforme decisão judicial.