Da redação
A Receita Federal implementou uma nova exigência no Imposto de Renda Pessoa Física 2026, válida em todo o país desde o início deste ano. Segundo o órgão, agora é obrigatório detalhar informações sobre imóveis, veículos e investimentos na declaração, indo além do valor registrado anteriormente, para combater eventuais inconsistências.
O detalhamento imposto surpreendeu até contribuintes que costumam entregar a declaração corretamente. Até então, muitos optavam pelo modelo simplificado para informar bens, incluindo apenas o valor total de imóveis, veículos e aplicações financeiras. Com a mudança, é necessário inserir dados completos sobre cada item.
A Receita Federal informou que preencher apenas o valor, sem detalhar os campos adicionais, tornou-se o principal motivo para retenção na malha fina em 2026. Auditores explicaram que os sistemas de análise automática identificam declarações incompletas e retêm as pendências para conferência, o que pode atrasar o processamento da restituição.
Segundo especialistas consultados, a nova regra exige mais atenção dos declarantes, especialmente daqueles que sempre utilizaram o modelo simplificado. A orientação é que o contribuinte reúna documentos como escrituras, notas fiscais e extratos bancários para preencher corretamente todos os campos exigidos.
A Receita recomendou o uso do manual atualizado da declaração para evitar erros na inserção das informações exigidas, em especial relativas a imóveis, veículos e aplicações. O órgão ressalta que, ao seguir as orientações oficiais, o contribuinte reduz o risco de ter a declaração retida para verificação adicional durante a análise do imposto.
O Imposto de Renda Pessoa Física é entregue anualmente, sendo obrigatório para milhões de brasileiros. Segundo dados divulgados, a principal mudança em 2026 foi o fim da aceitação das declarações simplificadas para bens, com o objetivo declarado de aumentar a precisão das informações fiscais recebidas.





