Da redação
Romeu Zema foi o pré-candidato à Presidência mais aplaudido durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria nesta segunda-feira, 22, em Brasília. Zema, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado participaram do encontro destinado a pré-candidatos, enquanto Lula e Renan Santos, também convidados, não compareceram, segundo os organizadores.
Na abertura, Zema destacou sua trajetória empresarial e atuação como governador de Minas Gerais. Defendeu “choque de moralidade”, criticou o que chamou de “gastança do PT” e prometeu endurecer no combate à criminalidade. Sem citar nomes, afirmou: “Moro na mesma cidade do banqueiro bandido. Mas nunca encontrei com ele. Ele nunca sequer me pediu audiência.”
Zema também defendeu uma nova reforma da Previdência, implantação do trabalho por hora e revisão dos programas sociais. Em menção direta, afirmou: “O que tem de marmanjão de 20, 25 anos recebendo benefício e que só aceita fazer bico… Estamos criando uma geração de imprestáveis”, declaração que foi recebida com aplausos. Zema recebeu oito aplausos ao longo do discurso.
Flávio Bolsonaro concentrou seu discurso em críticas ao PT e ao presidente Lula, declarando: “O maior problema hoje no Brasil chama-se presidente Lula”. Pontuou que suas críticas não eram institucionais, mas acrescentou que “o STF parece mais uma delegacia de polícia”. Flávio também prometeu revogar a reforma tributária aprovada pelo Congresso.
Ronaldo Caiado, do PSD, chegou com atraso para um auditório mais esvaziado devido a compromissos de agenda. Em sua explanação, defendeu a “liturgia do cargo” e alegou que o país precisa de um estadista. “Nenhum candidato deve recorrer à presunção de inocência para governar. Se paira alguma dúvida, não é esse o perfil que o país espera”, afirmou.
Renan Santos, do Partido Missão, justificou ausência no evento por incompatibilidade de agenda e por ter sido, segundo ele, convidado “meio que de última hora”; a organização, porém, informou que o convite foi enviado com pelo menos dez dias de antecedência. Segundo interlocutores, Lula não costuma participar desses encontros da CNI em anos eleitorais.





