Da redação
A Secretaria de Economia do Distrito Federal apresentou dois projetos fiscais tecnológicos na 68ª Reunião da Comissão de Gestão Fazendária, realizada de 16 a 18 de abril em Brasília. Os projetos visam aperfeiçoar a fiscalização tributária e incorporar inteligência artificial no combate à sonegação no Distrito Federal.
O Sistema Eletrônico de Fiscalização Tributária em Trânsito (Sefit) foi um dos principais destaques do encontro. A apresentação foi conduzida por Silvino Nogueira, Hermógenes Boccanera e Rubens Costa. O Sefit integra câmeras OCR para leitura de placas veiculares, balanças WIM que pesam caminhões em movimento e um aplicativo inteligente que gera alertas fiscais em tempo real.
De acordo com os responsáveis, o Sefit permite monitorar mercadorias que entram, saem ou circulam dentro do Distrito Federal em tempo real. O objetivo é reduzir a evasão fiscal e aumentar a eficiência da fiscalização, considerada desafiadora devido ao intenso fluxo de caminhões e à presença de grandes transportadoras e distribuidoras na região.
Hermógenes Boccanera afirmou que a iniciativa responde à limitação dos métodos tradicionais, que se baseavam em blitz presenciais de menor alcance. Segundo ele, o novo sistema amplia a cobertura e facilita o trabalho dos auditores da Subsecretaria da Receita.
O evento também apresentou avanços no uso de inteligência artificial na fiscalização. O auditor Vinícius Di Oliveira, doutor em Informática pela UnB, explicou que a IA já proporciona resultados concretos, aumentando a efetividade da seleção fiscal. De acordo com Di Oliveira, a Seec-DF utiliza modelos com curadoria humana e machine learning para mapear e identificar padrões de sonegação de forma automatizada.
Di Oliveira relatou que a Secretaria Executiva da Receita testa atualmente grandes modelos de linguagem para apoio à classificação tributária. Além disso, o auditor destacou a identificação facilitada de empresas noteiras, responsáveis por créditos fraudulentos de ICMS, graças às novas tecnologias. O especialista afirmou que a fiscalização evolui da abordagem tradicional ao uso de dados, inteligência artificial generativa e fiscalização preditiva.





