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Câmara aprova uso de reconhecimento facial em buscas por pessoas desaparecidas


Da redação

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira, 8 de junho, um projeto que amplia o uso de tecnologia na busca por pessoas desaparecidas e fortalece mecanismos de combate ao tráfico de pessoas em todo o território nacional, com o objetivo de aumentar a eficiência das investigações.

A proposta aprovada autoriza a utilização de câmeras de monitoramento e sistemas de reconhecimento facial por órgãos de segurança pública. Segundo os parlamentares, o emprego dessas tecnologias busca acelerar a localização de desaparecidos e fornecer apoio mais eficaz às investigações policiais vinculadas ao tráfico de pessoas.

Durante a sessão, membros da Comissão destacaram que o uso de soluções tecnológicas tem potencial para reduzir o tempo de resposta em casos complexos e melhorar a articulação entre diversos órgãos responsáveis pelas buscas. De acordo com os dados apresentados, a integração dessas ferramentas digitais poderá ampliar consideravelmente a taxa de resolução de casos registrados.

O projeto prevê também medidas para garantir a proteção de dados e resguardar a privacidade dos indivíduos monitorados, conforme a legislação vigente. Representantes ressaltaram a necessidade de atuação conjunta entre as esferas federal, estadual e municipal para garantir que a aplicação dos recursos aconteça dentro dos parâmetros legais.

Além disso, a proposta detalha critérios para o uso do reconhecimento facial, estabelecendo limites para o compartilhamento e armazenamento das imagens captadas. O texto ainda determina que as informações obtidas sejam utilizadas estritamente para fins de investigação ou localização de desaparecidos, evitando o uso indevido dos dados.

Conforme o procedimento legislativo, o texto aprovado segue agora para outras comissões temáticas na Câmara antes de eventual análise no plenário. Atualmente, dados do Ministério da Justiça indicam que milhares de pessoas ainda permanecem desaparecidas no Brasil, o que reforça a discussão sobre aprimoramento dos mecanismos de busca.