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“A bancada conservadora tem convicção de que precisa avançar nas pautas da segurança pública”, afirma o deputado federal Alberto Fraga

Da redação do Conectado ao Poder 

Alberto Fraga (PL), deputado federal, participou do programa Rota Atividade, da Rádio Atividade FM (107,1), e comentou que, com a entrada do governo Lula, será mais difícil aprovar pautas importantes relacionadas à segurança pública. O Rota Atividade vai ao ar de segunda à sexta, ao vivo, das 6h às 8h, na Atividade FM. O programa é apresentado pelo jornalista Sandro Gianelli com ocorrências policiais comentadas pelo Coronel Moreno.

Na opinião de Alberto Fraga, mesmo com uma bancada expressiva de conservadores, ele acredita que não haverá mudanças nas legislações voltadas para a questão penal. “Eu não acredito, porque todo mundo sabe que o PT, o PSOL, a esquerda brasileira não concorda com a redução da idade penal, não concorda com o aumento de pena, não concorda com a prisão perpétua. Todas as enquetes mostram que eles estão errados, mas o impressionante é que eles conseguem travar os projetos dessa linha”, comenta. 

O deputado destaca ainda que, a segurança pública só é tratada como prioridade na época de eleição, pois diversos projetos que são aprovados na Câmara dos Deputados ficam parados no Senado Federal. “Nós passamos 20 anos para aprovar a PEC da redução da idade penal, o Senado ‘sentou em cima’ do projeto e, se eu não me engano, o projeto prescreveu lá no Senado”. Outra aprovação da Câmara foi o fim do saidão, mas, atualmente, também está parado no Senado. “Recentemente foi aprovado o fim do saidão, que é outra bandeira minha, sempre fui contra essa questão do saidão. Pode-se observar que na época desse benefício que é concedido ao preso, a violência em qualquer lugar aumenta”, diz Fraga.

Mesmo com as tentativas da esquerda de querer parar as pautas conservadoras, o deputado federal afirma que todos aqueles que colocam a segurança pública como prioridade têm a convicção que precisam avançar. A Câmara é composta por 34 deputados federais que são oriundos da segurança pública. Segundo Fraga, 18 são policiais militares, 14 são delegados e mais um pouco são agentes da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária.


“Nós temos convicção de que nós precisamos avançar. Mas, para a minha tristeza, eu esperava que essas pautas polêmicas avançassem no governo Bolsonaro, e, lamentavelmente, isso não aconteceu e nós perdemos uma grande oportunidade de avançar nesses assuntos tão importantes para a sociedade brasileira. Agora, nós estamos lutando porque a gente sabe que se aprovar a lei [no Senado], por exemplo, do saidão, eu tenho certeza que o Lula veta a lei”, afirma Alberto Fraga.