Início Site Página 198

Defensoria Pública recorre contra decisão de Moraes no caso Tagliaferro


Da redação

A Defensoria Pública da União recorreu, nesta semana, da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que designou o órgão para assumir a defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro no Tribunal Superior Eleitoral. A Defensoria questiona a forma como foi escolhida e alega falhas no procedimento.

No recurso apresentado, a Defensoria Pública da União argumenta que não foi consultada previamente sobre a designação para atuar na defesa de Tagliaferro. O órgão relata que a medida pode comprometer a autonomia institucional e o correto andamento dos processos assistenciais sob sua responsabilidade.

A Defensoria sustenta ainda que a decisão do ministro Alexandre de Moraes não esclareceu os critérios utilizados para a sua escolha no caso. Segundo o órgão, essa falta de transparência pode gerar precedentes que impactam negativamente o funcionamento da Defensoria Pública em futuras decisões semelhantes.

De acordo com a manifestação apresentada, a DPU aponta supostas irregularidades e pede revisão da decisão. O órgão defende que sua atuação deve estar restrita a casos previstos em lei ou quando houver insuficiência de recursos do beneficiário, situação que afirma não ter sido demonstrada no processo envolvendo Eduardo Tagliaferro.

O recurso pede, ainda, que o Supremo Tribunal Federal revise o procedimento e esclareça as condições para a designação de defensores públicos em processos de alta relevância. Segundo a Defensoria, a correta observância das normas reforça a credibilidade das instituições judiciais e garante o devido processo legal.

Eduardo Tagliaferro atuou como assessor no Tribunal Superior Eleitoral e é representado no processo julgado pelo STF. A decisão de Alexandre de Moraes, que originou o recurso da Defensoria, foi expedida na semana em contexto de investigações judiciais ligadas ao ex-assessor.

Aljamain Sterling enfrenta Youssef Zalal na luta principal do UFC Vegas 116


Da redação

Aljamain Sterling e Youssef Zalal se enfrentam neste sábado, 25 de maio, no UFC Vegas 116, realizado no Meta Apex, em Las Vegas. O duelo principal marca o encontro entre o ex-campeão dos galos e o marroquino em ascensão, em uma disputa que atrai atenção por colocar duas gerações frente a frente.

Sterling, que já deteve o cinturão da divisão até 61,2 kg, agora busca consolidar uma trajetória bem-sucedida em uma categoria superior. Ele enfrentará Zalal, sete anos mais novo e com uma série de vitórias consecutivas na divisão dos penas, até 65,7 kg, conforme o card divulgado.

Além do combate principal, oito atletas brasileiros estão confirmados para o evento, com destaque para Norma Dumont, que estará presente no co-main event. Outros nomes brasileiros também integram tanto o card principal quanto o preliminar, reforçando a participação nacional na noite de lutas.

A organização do UFC espera uma grande repercussão do evento, especialmente pelo contraste de estilos e histórias, além do retrospecto recente de Sterling e da sequência positiva de Zalal. Segundo especialistas, se espera uma luta equilibrada, dada a experiência do ex-campeão frente ao ímpeto do adversário mais jovem.

Além das disputas em Las Vegas, acontece um concurso de palpites promovido por uma equipe especializada. Esse sistema de pontuação recompensa quem acertar mais resultados, e o objetivo é definir o melhor apostador do circuito até 2026, incentivando a interação do público durante as etapas dos eventos.

O UFC Vegas 116 está entre os principais eventos da temporada por reunir nomes de destaque mundial do MMA. O Meta Apex, em Las Vegas, volta a ser palco da competição, reforçando seu papel nos grandes confrontos e na trajetória internacional de atletas brasileiros e estrangeiros no esporte.

Celina Leão adota decreto para cortar gastos e preservar serviços do DF

Da redação do Conectado ao Poder

Novo decreto prioriza revisão de contratos, controle de pessoal e fiscalização de benefícios para equilíbrio fiscal

A governadora Celina Leão assinou, na sexta-feira (24), o Decreto nº 48.509/2026 com o objetivo de reduzir gastos públicos e assegurar a continuidade dos serviços essenciais no Distrito Federal. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial e determina a adoção de diversas medidas para o equilíbrio das contas do governo local.

Entre as principais ações estabelecidas pelo decreto está a revisão de contratos de todos os órgãos da administração distrital. As secretarias e entidades terão até 60 dias para analisar despesas, especialmente aquelas relacionadas a aluguel de imóveis e veículos, serviços terceirizados, contratos de informática, eventos e patrocínios, com meta de redução de até 25% dos valores sempre que possível.

Mesmo com as medidas de corte, o decreto reforça que “serviços essenciais não podem ser interrompidos ou prejudicados”, assegurando a manutenção de áreas prioritárias para a população. O acompanhamento da execução dessas medidas ficará sob responsabilidade do recém-criado Comitê Gestor do Gasto Público Distrital.

Na área de pessoal, o decreto suspende reajustes salariais, criação de novos cargos e novas contratações, permitindo apenas reposições consideradas indispensáveis e mediante autorização da Secretaria de Economia. O intuito é evitar o aumento das despesas com servidores enquanto o ajuste fiscal estiver em vigor.

A fiscalização sobre benefícios pagos a servidores aposentados e pensionistas será intensificada pelo Instituto de Previdência do Distrito Federal (Iprev), mediante a realização de prova de vida, cruzamento de dados e auditorias. O objetivo é evitar pagamentos indevidos e garantir o uso correto dos recursos previdenciários.

Na área social, a Secretaria de Desenvolvimento Social deverá revisar e aperfeiçoar os programas de transferência de renda e outros benefícios custeados pelo Fundo de Assistência Social do DF. Segundo determina o decreto, os relatórios com os resultados dessas ações deverão ser encaminhados à Secretaria de Economia em até 90 dias.

Ibaneis aposta em acordo para integrar chapa bolsonarista no DF

Da redação do Conectado ao Poder

Governador enfrenta resistência do PL e disputa espaço ao lado de Michelle Bolsonaro nas eleições do DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), articula nos bastidores para integrar a chapa bolsonarista ao Senado nas eleições de outubro em Brasília. Segundo apurado, ele busca um acordo com aliados do PL e Michelle Bolsonaro a fim de evitar uma aliança composta exclusivamente por nomes do Partido Liberal.

O movimento do emedebista envolve negociações para convencer a deputada Bia Kicis (PL-DF) a abrir mão da pré-candidatura ao Senado. O objetivo é compor uma chapa que una PL e MDB, fortalecendo o apoio nacional entre conservadores na capital federal e consolidando um palanque compartilhado com Michelle Bolsonaro.

De acordo com lideranças políticas locais, a estratégia inclui conversas para também impulsionar a candidatura de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal. O arranjo seria vantajoso para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto, já que ampliaria a base bolsonarista na região central do poder nacional.

Ibaneis Rocha falou sobre os esforços de consenso. “Vou trabalhar até o último momento para estarmos todos no mesmo palanque. As convenções serão somente em julho e daqui para lá é gastar muita saliva”, disse o governador. Segundo ele, a prioridade é evitar divisões que fragilizem o grupo no DF.

O cenário, no entanto, ganhou tensão com a recente crise envolvendo o Banco Master e seus reflexos no BRB. Após negociações do banco público com a instituição de Daniel Vorcaro, o núcleo do governo local foi pressionado por questionamentos sobre a gestão da estatal. Ibaneis nega quaisquer irregularidades envolvendo sua administração.

Paralelamente, Michelle Bolsonaro afirmou publicamente que, no momento, seu compromisso eleitoral centra-se na candidatura de Celina Leão ao executivo local. Segundo ela, Ibaneis estaria fora dessa articulação, fator que acelerou as tratativas do governador para evitar um cenário de chapa puro-sangue do PL com Michelle e Bia Kicis disputando as vagas ao Senado.

Celina Leão desmente fake news sobre condenação e inelegibilidade

Da redação do Conectado ao Poder

Governadora afirma nunca ter sido condenada e denuncia boatos que tentam desviar foco do trabalho no DF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, negou na sexta-feira (24) ter sido condenada em processo relacionado à Operação Drácon. A resposta ocorreu após a circulação de informações falsas nas redes sociais que apontavam sua inelegibilidade para as eleições de 2026, supostamente devido a decisão judicial do Tribunal de Justiça do DF.

As publicações afirmavam que Celina Leão estaria impedida de disputar cargos públicos por conta de uma condenação, o que foi rebatido por ela por meio de suas redes sociais. A governadora classificou as mensagens como fake news e reforçou que nunca sofreu qualquer tipo de condenação judicial em sua carreira política.

Segundo Celina, as notícias falsas tentam desviar a atenção dos trabalhos realizados à frente do governo do Distrito Federal. “Enquanto a gente está trabalhando, sempre inventam uma mentira. A de hoje foi escandalosa, mas é para desviar o foco. Eu nunca fui condenada em nenhuma ação”, afirmou a governadora, destacando seus quatro mandatos eletivos.

As informações equivocadas mencionavam uma suposta derrota da gestora no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o que teria resultado na alegada inelegibilidade. Celina Leão utilizou vídeos e postagens para enfatizar que não há qualquer impedimento judicial que a impeça de concorrer nas próximas eleições.

A Operação Drácon, deflagrada em 2016, investigou suspeitas de corrupção na Câmara Legislativa do DF, envolvendo cobrança de propina para liberação de emendas parlamentares. O nome de Celina foi relacionado ao caso, mas, conforme declarado por ela, não houve condenação formal em nenhum processo judicial referente ao episódio.

A governadora ressaltou que sua trajetória política é marcada pela transparência e trabalho, reafirmando o compromisso com a população do Distrito Federal. “Nada supera a força de trabalho e a verdade”, declarou Celina Leão, reiterando que continuará respondendo a acusações infundadas e notícias falsas com informações verificadas.

Gustavo Mendanha lidera federação e busca vice em chapa de Daniel Vilela

Da redação do Conectado ao Poder

Liderança de Mendanha fortalece PRD e Solidariedade na disputa política estadual até 2029

Gustavo Mendanha assumiu a presidência estadual da Federação Renovação Solidária em Goiás, conforme certidão validada pela Justiça Eleitoral nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026. A federação, formada por PRD e Solidariedade, terá vigência até julho de 2029. Mendanha busca ampliar influência de seu grupo e mira ser vice na chapa de Daniel Vilela.

Nos bastidores, Mendanha intensificou agendas com lideranças políticas enquanto trabalha para se consolidar como opção na chapa majoritária de Daniel Vilela. O objetivo é fortalecer sua posição dentro da base governista em meio às negociações que precedem o período eleitoral de 2026 no estado.

A Federação Renovação Solidária chega como uma das forças políticas relevantes do cenário goiano. PRD e Solidariedade, partidos que integram o grupo, atualmente compõem uma das maiores bancadas da Assembleia Legislativa de Goiás, o que amplia o poder de articulação diante da disputa eleitoral prevista para o próximo ciclo.

Mendanha traz também o peso de sua votação nas eleições de 2022, quando concorreu ao Governo de Goiás e terminou em segundo lugar. Na ocasião, ele recebeu 879.031 votos, resultado considerado expressivo e próximo da marca de um milhão de eleitores, aumentando sua relevância no jogo político local.

Segundo aliados, o desempenho eleitoral de Mendanha em 2022 e a liderança conquistada na federação são vistos como trunfos na negociação por espaços na próxima composição da chapa de Daniel Vilela. Sua movimentação interna é acompanhada de reuniões e conversas reservadas com membros da base governista e representantes de outros partidos.

Neste novo cargo à frente da federação, Mendanha deverá comandar debates programáticos e estratégias para manter a coesão entre PRD e Solidariedade. Sua presença no comando pode ser determinante para os rumos das alianças no cenário político de Goiás até as definições do pleito de 2026.

Negociações por vice de Daniel Vilela avançam e definição é esperada até junho

Da redação do Conectado ao Poder

Base governista intensifica negociações e restringe lista de possíveis vices enquanto se aproxima prazo final

O governador Daniel Vilela (MDB) e sua base aliada em Goiás avançam nas negociações para a escolha do vice em sua chapa para as eleições de 2026. Segundo lideranças governistas, a definição deve ocorrer até junho, em meio a um processo considerado estratégico para fortalecer a coalizão estadual.

A seleção do nome para a vice-governadoria é tratada com cautela entre os partidos aliados. De acordo com interlocutores ouvidos, nenhum nome é oficialmente favorito, pois as negociações permanecem intensas e multidirecionadas, envolvendo interesses de diferentes legendas com participação no governo.

Daniel Vilela declarou que a decisão será tomada buscando agregar politicamente e eleitoralmente. “A decisão sobre o pré-candidato a vice será tomada buscando agregar politicamente e eleitoralmente, e encontrar um parceiro para governar”, afirmou. O critério central versa sobre a densidade eleitoral e o potencial de ampliar o apoio à chapa.

O governador ressaltou que conta com uma base ampla e integrada por diversas legendas, muitas das quais possuem candidatos ao Senado, indicando a robustez da aliança. Vilela minimizou comparações com Ronaldo Caiado, afirmando: “O tempo no governo e a campanha eleitoral vão me tornar amplamente conhecido”.

Entre os cotados para vice estão Adriano da Rocha Lima (PSD), que confirmou a expectativa de decisão em junho. “À medida que as semanas forem passando, já se aproximando do mês de junho, as coisas vão ficando mais definidas, mais claras. Mas estou aí para isso, pronto”, declarou. Ele reforçou não se tratar de disputa pessoal e destacou sua trajetória na gestão estadual.

O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), também figura entre os possíveis nomes, defendendo um projeto de fortalecimento partidário. Completam as especulações Luiz do Carmo (PSD), José Mário Schreiner (PSD) e Bruno Peixoto (União Brasil). O PSD, partido de Caiado, possui três candidatos entre os cinco postulantes e articula internamente sobre sua participação majoritária.

Caiado acusa Lula de vender Brasil ao comentar acordo sobre terras raras

Da redação do Conectado ao Poder

Após críticas de Lula ao acordo de Goiás com os EUA, Caiado responde e acusa o governo federal de vender recursos

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), reagiu a críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o acordo assinado entre Goiás e os Estados Unidos na área de minerais críticos. Em agenda em Minas Gerais, na quinta-feira (23), Caiado afirmou que Lula é quem “vende o Brasil”.

Segundo Caiado, o acordo firmado por seu governo busca agregar valor à produção local. “Ao invés de exportar apenas o mineral concentrado eu vou poder, em Goiás, desenvolver a tecnologia capaz de separar os minerais”, explicou o político ao falar com jornalistas. Ele defendeu que a medida traria desenvolvimento e incremento de renda ao estado.

A declaração de Caiado ocorre após Lula criticar publicamente a assinatura do memorando, dizendo que houve concessão de algo que seria competência da União. Em entrevista, Lula afirmou: “É uma vergonha, inclusive o que o Caiado fez. O Caiado fez um acordo com empresas americanas fazendo concessão de coisas que ele não pode fazer porque é da União.”

O acordo, conforme o documento, é um memorando de entendimento entre o governo de Goiás e o Departamento de Estado dos Estados Unidos para cooperação no setor de minerais críticos. O texto prevê que todas as atividades devem observar as leis brasileiras e não impõe obrigações financeiras ou legais a nenhuma das partes envolvidas.

Durante sua defesa, Caiado reforçou a intenção de investir em tecnologia para transformar a extração mineral em desenvolvimento econômico local. “Se eu puder vender amanhã 20g de térbio, ou de disprósio, eu vou enriquecer o meu estado, vou trazer tecnologias, vou aumentar renda, vou ampliar com isso”, afirmou o ex-governador.

A assinatura do memorando gerou reações negativas em setores do governo federal, que manifestaram preocupação quanto à soberania nacional e à necessidade de coordenação centralizada em negociações internacionais desse tipo. O episódio ampliou o debate sobre gestão de recursos minerais estratégicos no Brasil.

Roosevelt Vilela critica Lula e defende escolas cívico-militares no DF

Da redação do Conectado ao Poder

Deputado aponta impacto positivo do modelo cívico-militar e questiona decisões do governo federal

O deputado distrital Roosevelt Vilela criticou, neste sábado (25), as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o fim das escolas cívico-militares no Distrito Federal. Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, o parlamentar afirmou que o modelo apresenta melhores resultados e tem alta procura na capital federal.

Segundo Roosevelt Vilela, o posicionamento do presidente demonstra desconexão com a realidade educacional do país. O deputado declarou: “Toni, mais uma vez o nosso presidente, né? Nosso não, de alguém aí, né? Deixa claro que ele tá desconectado com a realidade do nosso país”, disse ao comentar as críticas de Lula.

Durante a entrevista, o parlamentar apontou problemas enfrentados pelo modelo tradicional de ensino público, como violência nas escolas, evasão escolar, desrespeito e baixo desempenho dos estudantes. Roosevelt Vilela também questionou os indicadores do setor, observando o aumento nos casos de analfabetismo funcional entre alunos da rede pública.

Ao defender as escolas cívico-militares, Roosevelt destacou resultados obtidos no DF. Ele afirmou: “Todas as escolas públicas em que foi implementada a estratégia cívico-militar no DF, elas saltaram no IDEB, melhoraram e hoje todas elas fazem parte das 10 melhores escolas públicas do Distrito Federal. São dados”, ressaltou o parlamentar durante o programa.

O parlamentar também relatou episódios de violência envolvendo professores, pais e alunos em escolas do DF, argumentando que a disciplina proporcionada pelo modelo cívico-militar contribui para um ambiente mais seguro. Conforme descrito por Roosevelt, as famílias buscam opções com maior controle e resultados positivos para os estudantes.

De acordo com o deputado, o DF atualmente conta com mais de 20 escolas cívico-militares, sendo 17 delas ligadas ao Corpo de Bombeiros. Roosevelt Vilela ainda relatou que a procura por vagas nessas instituições é grande e mencionou pedidos para expansão do modelo, inclusive para locais como Sobradinho.

Diferenças entre terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos no Brasil


Da redação

Terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos assumem papel crescente na transição energética, atraindo atenção mundial em 2024. No Brasil, o destaque se deve ao potencial mineral do país, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), que indica posição de protagonismo frente à demanda global por tecnologia e energia limpa.

Os elementos terras raras compõem um grupo de 17 elementos químicos essenciais para aplicações como turbinas eólicas, carros elétricos, eletrônicos e sistemas de defesa. Apesar do nome, esses minerais não são tão raros na natureza, mas sua dispersão dificulta a exploração em escala econômica.

Minerais estratégicos, conforme o SGB, são considerados fundamentais para o desenvolvimento nacional e para setores de alta tecnologia e defesa. Já minerais críticos são definidos pelo risco de interrupções no abastecimento, normalmente devido à concentração geográfica da produção, dependência externa e fatores geopolíticos.

No Brasil, as terras raras estão concentradas em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe, totalizando 21 milhões de toneladas — segundo maior volume mundial, representando 23% das reservas globais. O país também lidera em nióbio (94% das reservas mundiais), ocupa a segunda colocação em grafita e a terceira em níquel.

A lista de minerais estratégicos determinada pelo Ministério de Minas e Energia, na Resolução nº 2, de 18 de junho de 2021, inclui desde minérios importados, como enxofre e potássio, até minerais essenciais em alta tecnologia e aqueles com vantagem na balança comercial, como ferro, nióbio e alumínio.

O controle chinês sobre o refino de terras raras gera tensões globais, levando Estados Unidos e União Europeia a buscarem novos fornecedores. Analistas apontam que o Brasil precisa investir em beneficiamento e refino para agregar valor à produção, já que atualmente exporta principalmente matéria-prima e importa produtos industriais com maior valor agregado.

De acordo com Luiz Jardim Wanderley, professor de Geografia da UFF, esse padrão de exportação primária se repete historicamente no Brasil: “Exporta-se muito, consome-se pouco no mercado nacional”. O especialista alerta que “não existe mineração sustentável”, apontando impactos ambientais e sociais, como degradação dos recursos hídricos, aumento da desigualdade e violência local.

- Publicidade -
- Publicidade -