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Mulher é presa após tentar envenenar marido com diferentes substâncias no DF

Por Alex Blau Blau

Suspeita confessou o crime e vítima permanece internada em estado grave

Uma mulher de 37 anos foi presa após confessar ter tentado matar o marido, de 61, utilizando diferentes tipos de veneno em um hospital no Distrito Federal. O caso ocorreu em uma unidade de saúde localizada em Taguatinga, onde o homem já estava internado em estado delicado.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, a suspeita, identificada como Jozielly Pereira Viana da Silva, levou consigo diferentes substâncias tóxicas no dia da visita ao companheiro. Durante as investigações, agentes encontraram em seus pertences produtos semelhantes a raticidas, incluindo materiais conhecidos popularmente como “chumbinho”, além de outras variações em formas líquida e granulada.

Em depoimento, a mulher afirmou ter adquirido os venenos no mesmo dia, de forma informal. A substância conhecida como chumbinho, segundo as autoridades, tem comercialização proibida no país e não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sendo considerada um risco à saúde pública.

A tentativa foi descoberta após profissionais do Hospital Santa Marta identificarem sinais incompatíveis com o quadro clínico do paciente, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva. Diante da suspeita, a equipe acionou as autoridades e iniciou protocolos de segurança.

Imagens de câmeras de monitoramento registraram a entrada da mulher na unidade e sua ida até o quarto do paciente. Após diligências, os policiais confirmaram a presença de substâncias tóxicas tanto com a suspeita quanto no organismo da vítima.

Ainda segundo o relato prestado à polícia, Jozielly Pereira Viana da Silva alegou ter agido motivada por ameaças que, segundo ela, vinham sendo feitas pelo companheiro contra sua família. Questionada sobre o desfecho do caso, afirmou que desejava se ver livre da situação.

A prisão foi realizada por agentes da 21ª Delegacia de Polícia, e a suspeita deve responder por tentativa de homicídio. A detenção em flagrante foi posteriormente convertida em prisão preventiva.

O homem segue internado em estado grave, sob ventilação mecânica, enquanto as investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes do caso.

Declarações de conselheiro ligado a Trump geram indignação e repercussão internacional

Por Alex Blau Blau

Fala com teor ofensivo sobre brasileiras provoca críticas e amplia debate sobre xenofobia

Uma entrevista concedida pelo empresário e diplomata Paolo Zampolli provocou forte reação após declarações consideradas ofensivas contra mulheres brasileiras. Durante participação em um programa da emissora italiana RAI, ele afirmou que brasileiras seriam “programadas para arrumar confusão” e utilizou termos depreciativos ao se referir a elas.

As falas ocorreram enquanto comentava o relacionamento com a ex-esposa, a ex-modelo Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase duas décadas. Ao abordar o tema, o conselheiro fez generalizações e ampliou os ataques, associando comportamentos individuais a mulheres brasileiras de forma ampla.

A entrevista também trouxe questionamentos do próprio jornalista sobre o teor das declarações, incluindo a sugestão de que o comentário poderia indicar uma visão preconceituosa. Ainda assim, Paolo Zampolli manteve o tom das críticas e voltou a utilizar expressões ofensivas.

O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e intensificou discussões sobre xenofobia e discurso discriminatório. O caso também chamou atenção por envolver uma figura próxima ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem Zampolli é aliado de longa data.

Além das declarações, o histórico da relação com Amanda Ungaro também foi mencionado. A brasileira já fez acusações públicas contra o ex-marido, incluindo alegações de violência e abuso, enquanto ele nega envolvimento em episódios relacionados à deportação dela ocorrida anteriormente.

A repercussão do caso amplia o debate sobre responsabilidade de figuras públicas em declarações internacionais e reforça a pressão por posicionamentos diante de falas consideradas discriminatórias.

PF consulta Lula sobre eventual representação contra Flávio Bolsonaro em apuração de crimes contra a honra

Por Alex Blau Blau

Procedimento envolve investigação autorizada pelo STF e depende de manifestação da suposta vítima para avançar

A Polícia Federal encaminhou uma consulta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para saber se ele deseja formalizar representação com o objetivo de dar continuidade a uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro. O caso envolve supostos crimes contra a honra relacionados a publicações feitas em rede social.

A apuração foi aberta por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a partir de uma representação encaminhada pela própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O procedimento teve origem em uma postagem feita pelo senador na plataforma X, na qual foram feitas associações e acusações contra o presidente.

Segundo o entendimento jurídico aplicado ao caso, crimes contra a honra como calúnia, injúria e difamação dependem da manifestação da vítima para que possam prosseguir na esfera penal. Por isso, a PF solicitou que o presidente seja oficialmente consultado sobre o interesse em seguir com a representação.

O parecer da corporação também indica que, caso haja concordância, o processo pode avançar para etapas internas de investigação, sob responsabilidade das estruturas competentes da Polícia Federal, antes de eventual envio ao Ministério Público.

A decisão do STF prevê ainda prazo para diligências iniciais e prevê que os autos retornem à Procuradoria-Geral da República ao fim da fase investigativa para avaliação de possível denúncia.

O episódio ocorre em meio a uma investigação já em andamento envolvendo declarações do senador nas redes sociais, que motivaram a abertura de inquérito por possível ofensa à honra do chefe do Executivo federal.

Homem é preso no DF com quase 4 mil explosivos durante transporte irregular

Por Alex Blau Blau

Carga de alto risco foi interceptada pela polícia na região do Gama; suspeito alegou apenas fazer entrega

Um homem foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal após ser flagrado transportando uma grande quantidade de explosivos e detonadores na região do Gama, próximo à divisa com o estado de Goiás.

A abordagem foi realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal durante patrulhamento na área. No interior do veículo, os agentes encontraram cerca de 1,8 mil detonadores e diferentes categorias de explosivos, totalizando quase 4 mil unidades de materiais considerados de alto risco.

Entre os itens apreendidos estavam artefatos classificados em diferentes níveis, além de materiais com indícios de irregularidade na documentação apresentada. O caso chamou atenção pela quantidade e pela natureza do transporte.

Segundo a corporação, o suspeito afirmou que havia sido contratado apenas para realizar a entrega da carga e disse não ter conhecimento detalhado sobre o conteúdo transportado. Ele apresentou apenas uma nota fiscal no momento da abordagem, o que aumentou as suspeitas sobre a legalidade do material.

O trajeto da carga teria origem em Minas Gerais e destino final em uma cidade no estado de Goiás, passando pelo Distrito Federal durante o transporte.

Diante da situação, o homem foi conduzido à 20ª Delegacia de Polícia, onde o caso passou a ser investigado. Todo o material foi apreendido para análise e verificação de origem e regularidade.

CMN amplia incentivo à produção nacional em crédito do FAT para inovação


Da redação

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (23), mudanças nos critérios para financiamentos de projetos de inovação e digitalização com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) remunerados pela Taxa Referencial (TR), visando ampliar o incentivo à produção nacional.

Na reunião, o CMN determinou prioridade à compra de equipamentos de informática e automação desenvolvidos com tecnologia nacional nesses financiamentos, sem impedir a utilização de recursos também para bens produzidos no Brasil de acordo com o Processo Produtivo Básico (PPB). Os recursos do FAT, atualmente remunerados entre 0,16% e 0,17% ao mês (equivalente a pouco mais de 2% ao ano), são repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), operador dos créditos.

Segundo nota divulgada pelo Ministério da Fazenda, a medida amplia o incentivo à produção nacional sem excluir opções já existentes, além de não gerar impacto fiscal, pois utiliza o orçamento constitucional do FAT sem envolver despesas primárias da União. “A intenção é evitar impactos negativos no curto prazo, especialmente para empresas que dependem desse tipo de financiamento com recursos do FAT”, explicou a pasta.

O governo destacou a urgência do tema, motivo pelo qual a nova regulamentação passa a vigorar imediatamente após sua publicação.

O FAT, criado pela Constituição de 1988, financia o BNDES, abono salarial, seguro-desemprego e cursos de qualificação profissional. O CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

Governo de Goiás intensifica articulação no STF para evitar perdas bilionárias na divisão dos royalties do petróleo

Goiás está entre os estados mais impactados, com perda acumulada de aproximadamente R$ 6,09 bilhões entre 2013 e 2025

O governador Daniel Vilela irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana, acompanhado do procurador-geral do Estado de Goiás, Rafael Arruda, para tratar com ministros sobre a distribuição dos royalties do petróleo. A mobilização antecede o julgamento, marcado para 6 de maio, das ações que questionam a redistribuição dos royalties e das participações especiais no país.

Em março de 2013, medida cautelar concedida pela ministra Cármen Lúcia suspendeu a eficácia da Lei nº 12.734/2012. Desde então, a maior parte dos royalties e das participações especiais permanece concentrada em estados e municípios produtores. Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo concentram, juntos, 95% desses recursos.

Diante desse cenário, 19 estados não produtores passaram a contestar a manutenção do modelo, ao apontar perdas bilionárias. Goiás está entre os entes mais impactados. As estimativas indicam perda acumulada de aproximadamente R$ 6,09 bilhões entre 2013 e 2025 e projeção adicional de cerca de R$ 913 milhões em 2026, segundo a Secretaria da Economia.

“São recursos que poderiam ter sido aplicados em infraestrutura, segurança pública e serviços essenciais. Por isso, o julgamento representa momento decisivo para o pacto federativo brasileiro, já que pode redefinir a distribuição de receitas oriundas de um bem da União, ou seja, de uma riqueza que é nacional e que pertence a todos os brasileiros, com impacto direto na redução das desigualdades regionais”, afirma o procurador-geral do Estado, Rafael Arruda.

Proposta de acordo
Na véspera do julgamento, em 5 de maio, Rafael Arruda vai representar Goiás no ato com outros procuradores-gerais para apresentar à Corte os impactos do modelo atual e a proposta de acordo construída pelos estados não produtores e pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

A proposta a ser apresentada, segundo ele, busca uma saída equilibrada: aplicar a lei a partir de maio de 2026, prever uma transição de sete anos para adaptação dos estados produtores, renúncia de valores retroativos e excluir da negociação a margem equatorial, em razão do grau de incerteza regulatória e ambiental ainda existente.

Até o momento, os estados que subscrevem a proposta de acordo, com a participação da CNM, são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

O passivo acumulado entre 2013 e 2025, relativo às perdas de estados e municípios não produtores, alcança cerca de R$ 189,7 bilhões, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul).

Entenda o caso
Em 2012, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 12.734/2012, com base no princípio constitucional de que os recursos naturais pertencem à União e que as receitas de sua exploração devem ser compartilhadas de forma equitativa entre os entes federativos. A decisão cautelar da ministra Cármen Lúcia, em 2013, suspendeu a aplicação da norma e manteve a distribuição prevista na Lei nº 9.478/1997, conhecida como Lei do Petróleo. Na prática, a medida preservou a concentração das receitas em poucos entes federativos.

Em 2025, royalties e participações especiais somaram R$ 92,423 bilhões em arrecadação, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O estado do Rio de Janeiro foi o principal beneficiado, com R$ 14,50 bilhões em royalties e R$ 11,55 bilhões em participações especiais. “Diante desse cenário, o STF terá papel decisivo na redefinição desse equilíbrio, com reflexos diretos sobre o desenvolvimento regional e a coesão federativa”, analisa Arruda.

Fonte: Procuradoria-Geral do Estado – Governo de Goiás

Empate do conformismo

Mesclando reservas e alguns titulares, o Fluminense foi a Ponta Grossa (PR) enfrentar o Operário, bicampeão paranaense.

A escalação inicial denuncia um esquema cauteloso com 3 volantes (Hércules, Martinelli e Alisson), sem nenhum meia criativo.

Com 3 minutos JK finaliza, que o goleiro adversário defende.

Com 5 minutos Martinelli sente o músculo e sai para entrada de Otávio (??????).

Impossível entender a insistência com esse jogador.

Com 12 minutos o Operário assusta numa falha de marcação do nosso lado direito defensivo.

À medida que o Fluminense atua confusamente, o operário vai perdendo o respeito e fustigando o nosso setor defensivo.

O Fluminense não consegue segurar a bola no campo ofensivo, principalmente porque os laterais não sobem para ajudar.

A partir dos 25 minutos o Fluminense parece despertar, passa a ocupar o campo ofensivo, mas ninguém tenta a jogada individual para penetrar na área.

Mais uma vez Serna tem uma atuação medíocre, e somado a isso, o fato dos laterais não apoiarem torna a partida monótona.

Nesta partida é escandalosamente visível a falta de ambição do time, parecendo que empatar seria satisfatório.

Foi um primeiro tempo abaixo da crítica, com atuações deficientes de Samuel Xavier, Alisson e Serna, além é claro de Otávio.

É irritante o vício de alguns jogadores em trocar  passes para trás que além de improdutivo é perigoso.

Enfim, um primeiro tempo para esquecer.

Voltamos para o segundo tempo e o cenário continua o mesmo, horrível.

Aos 4 minutos Otávio tenta entregar o ouro, mas o atacante adversário não aproveita.

O desenho da postura conformista do Fluminense é visível quando se vê o time com a posse de bola e 7 jogadores no nosso campo defensivo.

JK e Canobio até ensaiam uma marcação alta, mas o resto do time não sobe.

A entrada de Fidélis, Arana, Ganso, Riquelme e Castillo poderia fazer o time jogar.

O Fluminense mostra velhos defeitos como falta de ambição, saída de jogo defeituosa, erros de passe, falta de sincronia entre defesa-meio campo-ataque e demora nas substituições.

Aos 22 minutos entram Arana e Castillo, saindo Hércules e Serna.

O erro de posicionamento na tentativa de marcação alta facilita a saída de bola adversária.

É incrível como o treinador não tenta sequer corrigir a falta de criatividade no meio e jogadas ofensivas pelos lados do campo, entrando Ganso e Riquelme.

JK prejudica as poucas jogadas ofensivas quando prende a bola tirando a velocidade do jogo.

Essa é uma partida fácil de ganhar, bastando QUERER jogar.

Aos 43 minutos Samuel Xavier perde a melhor oportunidade que foi criada.

Corrigindo: não é o Operário que não respeita o Fluminense; é o Fluminense que não se dá ao respeito com atuação tão bisonha.

Perde-se a oportunidade de liquidar a classificação com uma vitória, por absoluta falta de vontade, e com isso poder poupar no jogo de volta, no Maracanã.

Melhor em campo: por falta de opção, o estreante Millán.

No próximo domingo as 20:30 horas receberemos a Chapecoense, em que a vitória será obrigatória.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro

Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Uefa suspende Prestianni por seis jogos por ofensa homofóbica a Vinicius Júnior


Da redação

A Uefa anunciou nesta sexta-feira (24) a suspensão de seis jogos do meia-atacante Gianluca Prestianni, do Benfica, por conduta discriminatória na partida contra o Real Madrid, válida pela Champions League, após análise do Comitê de Controle, Ética e Disciplina. A punição ocorreu em decorrência de ato homofóbico durante o confronto realizado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Segundo comunicado oficial, Prestianni foi enquadrado por homofobia e já começou a cumprir a sanção, ficando fora da partida de volta dos playoffs no Santiago Bernabéu. A Uefa também informou que solicitará à Fifa a extensão da suspensão para competições internacionais, o que pode afetar a participação do argentino pela seleção nacional, inclusive na Copa do Mundo, caso seja convocado.

O episódio aconteceu na partida de ida, quando Vinicius Júnior acusou Prestianni de racismo, afirmando ter sido chamado de “macaco” durante uma discussão em campo. Imagens mostraram o jogador do Benfica cobrindo a boca com a camisa, gerando repercussão nas redes sociais e na imprensa europeia. Prestianni inicialmente negou a acusação racista em nota no Instagram, alegando que Vinicius Júnior “interpretou mal” o que ouviu, mas posteriormente, em entrevista à Telefe, admitiu o uso do termo homofóbico “maricón”.

O Benfica ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão. O caso coloca Vinicius Júnior novamente em destaque na luta contra discriminações no futebol europeu, tema sobre o qual o atacante do Real Madrid tem se posicionado de forma constante, exigindo respostas rigorosas das autoridades esportivas.

Em Goiás, agressores de mulheres vão ter que pagar pelo uso da tornozeleira eletrônica, anuncia Daniel Vilela

Governador encaminha à Assembleia Legislativa projeto de lei que imputa aos monitorados o custo pelo uso dos equipamentos eletrônicos, além de blindar as vítimas de violência doméstica de despesas

O governador Daniel Vilela enviou, nesta quinta-feira (23/4), projeto de lei à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) que institui o pagamento pelo uso de tornozeleiras eletrônicas por parte de agressores de mulheres. O chefe do Executivo estadual anunciou a medida em publicação nas redes sociais e explicou os objetivos da proposta encaminhada ao legislativo. “Agora, em Goiás, agressor de mulher vai ter que pagar pelo próprio monitoramento. Além de responder na Justiça, vai sentir também no bolso”, resumiu.

“A lógica é simples: quem comete o crime também deve assumir os custos. Por isso, envio este projeto de lei para a Alego, para que o Estado pare de gastar dinheiro com estes criminosos”, completou Daniel Vilela, ao explicar que a proposta do Governo de Goiás busca conferir eficácia ao sistema de monitoração eletrônica em casos de violência doméstica e familiar contra mulheres amparadas por medidas protetivas.

A iniciativa propõe alterar a Lei estadual nº 21.116, de 5 de outubro de 2021, que institui a cobrança do valor devido, como compensação financeira, pelo uso de equipamento de monitoração eletrônica por acusado, preso ou condenado em Goiás. Com a mudança, o que se propõe é estabelecer o custeio obrigatório, pelo agressor, dos dispositivos de segurança da vítima e seu equipamento de monitoramento. Dessa forma, a proposta amplia a disciplina no ressarcimento de valores referentes aos equipamentos utilizados.

O projeto de lei deve beneficiar vítimas de violência doméstica, que terão garantido o acesso gratuito aos dispositivos de segurança, com blindagem absoluta de seu patrimônio pessoal e de dependentes contra cobranças estatais decorrentes do inadimplemento do ofensor. Na outra ponta, agressores de violência doméstica passarão a suportar o ônus financeiro integral e incondicional do monitoramento, próprio e da vítima.

A alteração na lei não cria nova despesa pública, pois os custos operacionais da monitoração eletrônica já são suportados pelo Fundo Penitenciário Estadual (Funpes), além de ampliar a base de arrecadação da compensação financeira prevista em lei, com potencial impacto positivo sobre as receitas do fundo.

Monitoramento
Atualmente, a Polícia Penal de Goiás (PPGO) gerencia o monitoramento eletrônico de aproximadamente 10 mil tornozeleiras e 625 botões do pânico, sendo responsável, além dos equipamentos, pela mão de obra especializada, softwares de gerenciamento e equipamentos de vídeo monitoramento e comunicação de dados. Hoje, cada tornozeleira eletrônica custa, para o Estado, R$ 316,83 mensais.

O monitoramento destes indivíduos ocorre na Seção Integrada de Monitoração Eletrônica (Sime) e é realizado por equipamentos de última geração, que garantem a segurança no acompanhamento dos custodiados 24 horas por dia, evita crimes violentos, tentativas de fraude no sistema e ainda auxilia na elucidação de crimes. Também é de responsabilidade do Sime a entrega do botão do pânico para vítimas de violência doméstica e a instalação das tornozeleiras nos monitorados.

Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Governo intensifica atuação no STF contra perdas bilionárias na divisão dos royalties


Da redação

O governador Daniel Vilela irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana, com o procurador-geral do Estado de Goiás, Rafael Arruda, para tratar da redistribuição dos royalties do petróleo antes do julgamento marcado para 6 de maio, em Brasília, que analisará ações sobre o tema.

Desde março de 2013, decisão cautelar da ministra Cármen Lúcia suspende a Lei nº 12.734/2012, mantendo a concentração de 95% dos royalties e participações especiais nos estados produtores: Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Em reação, 19 estados não produtores, incluindo Goiás, contestam o modelo, apontando perdas bilionárias acumuladas. Segundo a Secretaria da Economia, Goiás terá deixado de arrecadar cerca de R$ 6,09 bilhões entre 2013 e 2025, com projeção de perda adicional de aproximadamente R$ 913 milhões em 2026.

O procurador-geral Rafael Arruda destaca: “São recursos que poderiam ter sido aplicados em infraestrutura, segurança pública e serviços essenciais. Por isso, o julgamento representa momento decisivo para o pacto federativo brasileiro, já que pode redefinir a distribuição de receitas oriundas de um bem da União, com impacto direto na redução das desigualdades regionais”.

Na véspera do julgamento, dia 5 de maio, Arruda participará de ato no STF com outros procuradores-gerais para apresentar os impactos do modelo atual e a proposta de acordo elaborada por estados não produtores e a Confederação Nacional de Municípios (CNM). A proposta defende aplicar a lei a partir de maio de 2026, com transição de sete anos para os estados produtores, renúncia de valores retroativos e exclusão da margem equatorial do acordo.

De acordo com o Codesul, o passivo dos estados e municípios não produtores chega a R$ 189,7 bilhões entre 2013 e 2025. Segundo a ANP, royalties e participações especiais alcançaram R$ 92,423 bilhões em 2025, favorecendo principalmente o Rio de Janeiro.

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