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Testes de covid garantem segurança após festas de fim de ano

Secretaria de Saúde montou estruturas para testagem no aeroporto, na Rodoviária do Plano Piloto e nas unidades básicas de saúde

Resultados do teste saem em até 30 minutos | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Natal, Réveillon, confraternizações, encontros familiares e viagens. Após dias agitados no fim de 2021 e no começo de 2022, a população do Distrito Federal pode tirar uma dúvida que tem deixado muita gente preocupada: a possibilidade de ter contraído covid-19. Além das unidades básicas de saúde (UBSs), pontos avançados para testagem foram montados na Rodoviária do Plano Piloto e no desembarque do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek. Pode fazer o teste quem está com sintomas da doença ou teve contato com alguém contaminado.

É o caso do militar Carlos Alberto Marinho. Ele viajou de carro com a família para Salvador (BA) e sofreu para fazer o caminho de volta. “Cheguei tossindo, com febre e espirros; agora estou mais tranquilo”, conta. Ele foi atendido no posto de vacinação montado na Rodoviária do Plano Piloto, que funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 17h. Em 20 minutos, recebeu a confirmação de que não estava com covid-19. Foi o mesmo resultado para o professor Gabriel Santos da Silva, que elogiou a disponibilidade dos testes no local: “Ajuda bastante e até estimula as pessoas a fazerem o teste”.

Montado em parceria com o Sesc, o ponto de testagem foi inaugurado em 30 de dezembro do ano passado e tem atraído moradores de todo o DF. “O fluxo começou a aumentar”, informa a enfermeira Aline Gonçalves, do Sesc. “Recebemos desde idosos até jovens, vindos de todas as regiões. Também temos sido procurados por pessoas em situação de rua”.

Desembarque

Com movimento de 285 mil passageiros somente entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, o Aeroporto de Brasília também conta com um ponto de testagem para a covid-19. O local, estruturado em parceria com a Secretaria de Turismo (Setur), o Sesc e a Inframérica, fica próximo às esteiras de restituição de bagagem do desembarque nacional e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Os resultados saem em até 30 minutos.

“É preciso testar, até para resguardar e manter distanciamento das demais pessoas, evitando propagação da doença” Lívia Vanessa Ribeiro, infectologista

Nesta segunda (3), o casal de dentistas Fernando e Samya Frascino aproveitou o tempo de conexão no aeroporto para tirar a dúvida sobre o vírus. Vindos de Santarém (PA) com destino a São Paulo (SP), eles decidiram testar antes de seguir viagem. “Nós tivemos contato com uma pessoa que depois disse estar contaminada; ela está com sintomas leves”, explicou Fernando. O casal segue os protocolos de segurança, já tendo recebido as duas doses de vacina e a adicional contra a covid-19.

Vacinados também testam

Essa necessidade é explicada pela médica Lívia Vanessa Ribeiro, referência técnica distrital (RTD) em infectologia: “A vacina protege contra formas graves e críticas da doença e óbitos. Reduz a transmissibilidade, mas não a impede. Portanto, é preciso testar, até para resguardar e manter distanciamento das demais pessoas, evitando propagação da doença”.

A médica esclarece que, assim como os adultos, crianças também devem ser testadas em caso de apresentarem sintomas ou terem tido contato com alguém infectado. A infectologista esclarece que “ter contato” significa residir no mesmo domicílio ou ter permanecido a menos de um metro de distância por mais de 15 minutos. Caso o exame seja positivo, a pessoa será orientada sobre o isolamento, que deverá cumprir, e a respeito do seu estado geral de saúde.

Em caso negativo, é preciso também ter atenção: testes do tipo antígeno devem ser repetidos 24 a 48 horas após a primeira realização. E, dependendo dos sintomas, a pessoa deve procurar assistência médica por poder se tratar de outra doença, como a influenza.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Agência Brasília

Caiado vistoria municípios afetados pelas fortes chuvas

No povoado de São Pedro, em Guarani de Goiás, governador acompanha trabalho de busca ao corpo de criança de 4 anos, encontrado pelo Corpo de Bombeiros, na manhã desta segunda-feira (3/1), e conversa com familiares. Reforma de escola do município tem investimento superior a R$ 500 mil. Em Nova Roma, entrega cestas básicas, que são para comunidades isoladas. Ele permanece na região desde 30 de dezembro de 2021, e lidera trabalhos de atenção à situação de calamidade provocada pelos temporais ocorridos no final de ano. “Minha grande obra de governo não é construir prédios, é cuidar das pessoas, para que possam viver com dignidade, saúde, educação e emprego”, declara

Caiado permanece na região desde 30 de dezembro de 2021, e lidera trabalhos: “Minha grande obra de governo não é construir prédios, é cuidar das pessoas, para que possam viver com dignidade, saúde, educação e emprego”

O governador Ronaldo Caiado iniciou, nesta segunda-feira (3/1), mais um dia de monitoramento na região Nordeste de Goiás, atingida por fortes temporais desde o final de dezembro de 2021. Em Guarani de Goiás, acompanhou o trabalho de busca ao corpo de uma criança de 4 anos, resgatado na manhã desta segunda-feira (3/1) pelo Corpo de Bombeiros, e conversou com familiares. Ele também vistoriou a reforma de uma escola do Estado, que conta com investimento superior a R$ 500 mil. “A luta é de todos. Temos obrigação de ajudar uns aos outros”, afirmou.

Já em Nova Roma, houve a entrega de cestas básicas, que serão destinadas para comunidades isoladas. “Vamos continuar a seguir por aqui, verificar as necessidades e, em parceria com os prefeitos, recuperar o mais rápido possível as condições de trafegabilidade para as pessoas e melhorar as condições de vida”, garantiu.

A comitiva prossegue na região desde o dia 30 de dezembro, quando Caiado suspendeu o retorno a Goiânia para acompanhar pessoalmente a força-tarefa do Governo de Goiás, que presta assistência aos moradores e realiza serviços de recuperação de danos nas localidades. “É dessa maneira que governamos. Em horas difíceis temos que chegar junto. No momento das festividades, podemos até faltar, mas na hora das dificuldades a gente tem que estar junto. Isso que aprendi na vida e pratico sempre”, disse Caiado durante as vistorias nos dois municípios.

“Minha grande obra de governo não é construir prédios, é cuidar das pessoas, dar qualidade de vida para que possam viver com dignidade, saúde, educação e emprego. A pessoa tem que ter condições de viver com aquilo que se exige de um Estado rico como Goiás”, pontuou o governador. “Vamos à cidade de Formoso e àquela região de Estrela do Norte que foram cruelmente penalizadas. E tem a região de Niquelândia que está sofrendo muito e Santa Teresa”, adiantou sobre os próximos percursos.

Guarani de Goiás

Em gesto de solidariedade e para expressar condolências, Caiado esteve na casa da família da menina Tamires Alves dos Santos, 4 anos, cujo corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira (03/01). A criança estava desaparecida após cair no Riacho dos Porcos, no povoado de São Pedro, em Guarani de Goiás, enquanto brincava. “É triste este acidente que ocorreu aqui. Viemos nos solidarizar com toda a família e mostrar a presença rápida do governo”, afirmou Caiado. Assim que chegou ao município, o governador foi ao local, acompanhado pelo prefeito Janézio Pereira da Silva, que o informou sobre o encerramento das buscas.

Após seis dias de trabalhos, o Corpo de Bombeiros localizou o corpo da criança. A ação foi dificultada em função do alto volume de chuvas e características do riacho. Caiado enalteceu o empenho da equipe que atuou na ocorrência. “Não foi fácil para que eles conseguissem chegar. Podem ver a vegetação densa, o córrego aumentou enormemente o volume de água”, avaliou.

No povoado, o governador ainda conferiu a reforma do Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Elias Pereira de Sousa, com implantação de um refeitório/cozinha e quadra coberta, além de obras no piso, muro, acessibilidade, instalação de equipamentos de combate a incêndio e reforma das instalações elétricas. Os investimentos somam R$ 518,4 mil. “Tudo é readequado para receber nossos alunos em 2022 e com padrão de excelência. Não é porque estamos em um povoado que as crianças não podem ter o mesmo nível de educação, dignidade e uniformização que tem a capital e grandes cidades”, assegurou.

De acordo com o secretário do Cepi, Luiz Vieira de Melo, a promessa de reforma da unidade era antiga. “Só agora estamos vendo isso sair do papel. Obrigado por olhar o povoado”, agradeceu. A escola, fundada em 1986, conta, atualmente, com 65 alunos, do 1º ao 9º ano. “Parabéns por conferir in loco as dificuldades que um município pequeno, na divisa com a Bahia, passa e estender as mãos pra gente mudar, como é o caso dessa escola. E vamos corrigir as dificuldades do trânsito”, afirmou o prefeito de Guarani de Goiás, Janézio Pereira Da Silva.

Nova Roma

No período da tarde, ainda no Nordeste do Estado, Caiado esteve em Nova Roma. Por lá, pelo menos quatro regiões estão isoladas por conta das chuvas: Magalhães Quilombola, Ouro Minas, Covanca e Garimpo da Serra. “É uma situação adversa, que surpreendeu a todos pelo volume de chuva que tivemos nesses últimos dias, chegando a uma situação de isolamento de várias comunidades, com destruição de rodovias e pontes”, reconheceu o governador.

“No entanto, estamos aqui para socorrer e ombrear essa batalha”, assegurou Caiado, que anunciou a entrega de cestas básicas para famílias carentes afetadas pelo temporal. O Governo de Goiás, por meio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), do Gabinete de Políticas Sociais (GPS) e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Seds), encaminhou 1.600 cestas básicas e 1.200 cobertores à região Nordeste do Estado.

O prefeito do município, Eleuses Gonzaga, elogiou o governador por seu compromisso com o povo e por ajudar as famílias ilhadas, que neste momento não têm muitas condições. “Não tem obra mais importante do que ser humano. O senhor se sensibilizou e veio à nossa cidade. Obrigado pelas cestas básicas. Elas já estão aqui e já vamos começar a distribuir para as comunidades que estão precisando”, frisou o gestor.

“Costumo dizer que o governo tem que ser humanitário. Todo gestor tem que ter amor ao próximo, coragem para tomar decisões e proteger a vida das pessoas”, pontuou Caiado. O governador fez questão de lembrar seu discurso de posse, em que ressaltou o combate às desigualdades regionais. “Muita gente não acreditou naquilo e hoje as pessoas estão vendo o trabalho feito pela primeira-dama [presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais, Gracinha Caiado], os secretários de Estado e do governador, onde as maiores obras de construção de rodovia, de pontes e na área da saúde e educação tem sido no Nordeste e Norte de Goiás. Esta é uma realidade do nosso Estado hoje e as pessoas podem atestar”, concluiu Caiado.

Fonte: Secretaria de Comunicação (Secom)

“Hermeto é insistente no que diz respeito às forças de segurança”, disse Ibaneis

Da redação

É fato que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tem feito um grande trabalho, mas esse trabalho vai além do nível distrital, chegando ao nível federal, com boas relações em todos os ambientes, com isso ele entende a importância desse fator.

“Desde cedo, eu aprendi que aqui em Brasília você tem que ter a liturgia do cargo, saber respeitar as pessoas, então eu sou muito respeitado em todo o poder judiciário, tenho muita facilidade em tratar de questões em âmbito federal e no âmbito local. Tem um trabalho muito bem feito junto à Câmara Legislativa, com uma base de deputados que nos ajudam sempre, então eu tenho utilizado disso para ajudar a população do DF”, disse Ibaneis.

O deputado distrital Hermeto, que é o líder do governo na Câmara Legislativa, é visto como um grande cuidador da população, como conta Ibaneis. “O Hermeto só pede aquilo que é bom. Ele pede pela população da Candangolândia, pela população do Bandeirante, pelo pessoal do Park Way, então os pedidos dele são todos bastante republicanos”, disse durante entrevista ao programa Pinga Fogo da rádio Atividade.

Além de distrital, Hermeto faz parte da corporação da polícia militar e é um grande incentivador da segurança. “Ele é insistente no que diz respeito às forças de segurança do Distrito Federal, em especial os policiais militares. É de valor e tem que ser reconhecida pelos policiais militares”, finalizou Ibaneis.

“Trato as pessoas mais humildes da melhor forma possível”, disse Ibaneis

Da redação

Comandando o Distrito Federal há 3 anos, com uma gestão que certamente ficará para a história, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), teve sua trajetória iniciada na advocacia.

Em entrevista ao programa Pinga Fogo da rádio Atividade, o chefe do executivo local relembrou sua trajetória, iniciando a fala falando sobre o meio do direito. “Participei de vários embates aqui no Distrito Federal, nas campanhas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) desde 97 ou 98, que eu participei das eleições da ordem aqui, fui presidente da seccional da OAB, fui diretor do conselho federal da ordem”, relembra.

Com essa caminhada como presidente e diretor de setores do órgão, Ibaneis andava pelo Distrito Federal e percebia as dificuldades da população, com isso o emedebista fazia uma análise da política, percebendo que a unidade federativa precisava de alguém com olhar diferente.

“Eu vi que a política no Distrito Federal terminou tomando caminhos que não eram os mais corretos, então eu dizia que a cidade precisava de alguém com vontade de fazer alguma coisa diferente e tinha que ser alguém de fora da política, que chegasse com disposição, com vontade de realizar”, disse Ibaneis.

Percebendo esse potencial, Ibaneis se lançou ao GDF, sem deixar sua essência, conquistada na época em que residiu no Piauí. “Eu não perdi uma coisa que é da minha essência, lá das minhas raízes do Piauí, que é exatamente tratar as pessoas mais humildes da melhor forma possível.” Contudo, Ibaneis entende que não possui inimigos políticos, mas sim adversários e entende que essa é uma das razões pela qual conseguiu conquistar as pessoas e desenvolver um belo trabalho para o Distrito Federal.

Convênio garante 2 milhões para investimentos em ações conservacionistas no Descoberto

No apagar das luzes de 2021, mais uma boa notícia para o Distrito Federal. A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) e a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) firmaram convênio com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para promover ações de conservação de água e solo na bacia hidrográfica do rio Descoberto, com investimentos de 2 milhões para a região. O convênio, que prevê ações de revitalização ambiental, terá vigência de três anos.

Segundo o diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, “o convênio assinado pelos três órgãos demonstra a importância e necessidade de ações integradas entre os diversos governos, independentemente das esferas de competência.”

Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa da Adasa

Fonte Luminosa na Torre de TV poderá ser vista até 8 de janeiro

Da redação

Fonte Luminosa poderá ser vista até 8 de janeiro

Até o dia 8 de janeiro, moradores e visitantes, que eventualmente venham para Brasília neste período, poderão desfrutar de uma atração de muita beleza na Torre de TV, pois a fonte do ambiente trará uma luminosidade para ficar na memória de quem passar por lá. Sendo assim, a Fonte luminosa estará exposta.

A atração faz parte do projeto Torre 360, que é em parceria com o BRB e será incrível, conforme o divulgado. “Um show com espetáculo, vídeo e projeção para essa temporada tão linda de festas de fim de ano.”

Os horários podem ser consultados pela rede social @torre360brb.

Fonte:É di Brasília

Articulação de Hermeto garante união histórica de lideranças políticas na Candangolândia

Da redação

O Diário Oficial do Distrito Federal de hoje (3) trouxe a nomeação de Pablo Valente como novo administrador da Candangolândia

A nomeação de Pablo Valente é uma articulação do líder do governo Ibaneis na Câmara Legislativa, deputado Hermeto, que tem demonstrado muita habilidade política e está dando uma aula de articulação política nos bastidores. Hermeto cada vez mais tem somado, agregado e varrido para dentro, como é dito nos bastidores.

Hermeto é reconhecido como trabalhador e tocador de obras. E agora ganha o  reconhecimento político pela sua capacidade de articulação, diálogo e composição.

Hermeto uniu as principais lideranças da Candangolândia, ampliando seu grupo político e fortalecendo seu projeto de reeleição e principalmente de manutenção de um morador da cidade na Câmara Legislativa.

Hermeto foi o candidato a deputado distrital mais votado na Candangolândia nas 3 últimas eleições e tem trabalhado pesado para ampliar sua votação na região nas eleições de 2022.

Ele conta hoje, além do apoio do novo administrador da cidade, Pablo Valente; com o apoio de Expedito Bandeira, ex-deputado distrital; João Dantas, ex-administrador da cidade por três vezes; Zé Luiz (o Zela), que também é ex-administrador da Candangolândia; e o Afonso da Afonsolândia, liderança histórica do MDB na cidade.

A maturidade política de Hermeto é um exemplo para outras cidades, que possuem mais eleitores e seus políticos não conseguem compor em favor da cidade. Nesta aliança criada na Candangolândia, quem mais saiu ganhando foi o morador da cidade.

Fora as alianças políticas, Hermeto é disparado o parlamentar que mais destina recursos para a cidade, vários milhões, ano após ano, para tentar colocar a casa em ordem.

A Candangolândia hoje tem várias obras entregues, outras sendo realizadas e algumas para serem licitadas no começo do ano.

Começa obra do Terminal Rodoviário do Sol Nascente

Serão investidos mais de R$ 3,5 milhões na obra, que vai gerar 200 empregos e beneficiar cerca de 20 mil pessoas

A empresa vencedora da licitação para a construção do terminal rodoviário já começou a cercar a área onde será erguida a estrutura

Foi dado o pontapé inicial na construção do Terminal Rodoviário do Sol Nascente. A empresa vencedora da licitação já começou a cercar, com estacas e tapumes de ferro, a área onde será erguida a estrutura. O investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) na obra é de mais de R$ 3,5 milhões, com a expectativa de geração de 200 postos de trabalho e, quando concluída, vai beneficiar mais de 20 mil pessoas da região.

Mesmo ainda nos momentos iniciais, a construção do terminal já é aguardada com expectativa pela população local. A dona de casa Eliane da Silva, 46, mora na Chácara 117 e tem dificuldade de se locomover por conta de uma artrose nas articulações dos dois pés. “Tenho que caminhar muito pra chegar nesse ponto de ônibus, que tem um banco pra sentar”, conta.

Ela diariamente tem que pegar ônibus para se deslocar para Samambaia Sul, onde faz um curso de panificação, e para a L2 Sul, onde estuda em uma instituição de Educação de Jovens e Adultos (EJA), e comemora a chegada do futuro terminal rodoviário. “Vai ser bem melhor, para nós e para os motoristas também”, ressalta.

“Assim que o governador Ibaneis Rocha criou a região administrativa Sol Nascente/Pôr do Sol, determinou prioridade para o terminal de ônibus no local”, lembra o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro.

“A secretaria elaborou o projeto e licitou a obra. Além disso, criamos várias linhas de ônibus e instalamos abrigos nas paradas para melhorar o transporte público para os moradores da região”, completou o secretário.

“Esta é uma obra muito aguardada pela população do Sol Nascente e o GDF vai dar prioridade na construção desse espaço. O novo terminal será amplo, confortável e com acessibilidade para todos os usuários”, destaca o subsecretário de Terminais da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), Ronivaldo Bento Costa.

O administrador regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, Cláudio Ferreira, destaca o impacto que as obras de desenvolvimento urbano estão tendo para a cidade. “O Sol Nascente era visto como uma favela, e agora está se tornando uma cidade, com aparelhos públicos, obras de infraestrutura, e o terminal rodoviário vai trazer ainda mais dignidade e conforto para essa população que tanto precisa”, afirma.

Sobre o terminal

O terminal de ônibus do Sol Nascente será construído em terreno com área de 24.250 metros quadrados, localizado na Quadra 105, Conjunto M, AE1, Trecho 2. A área construída será de 5.875 metros quadrados, e o terminal contará com seis baias para embarque, 10 pontos de estocagem, 14 vagas de estacionamento para veículos e 11 para motos, paraciclos com 24 vagas, três salas para apoio administrativo, além de lanchonete e banheiros com acessibilidade.

Atualmente, o Trecho II é atendido por cinco linhas com 243 viagens em dias úteis, 154 aos sábados e 84 aos domingos. Recentemente foi criada a linha 0.907, que faz o trajeto Sol Nascente/Rodoviária do Plano Piloto, e a 364.5, para o Taguatinga Shopping.

Com a infraestrutura do terminal, outras linhas serão criadas e haverá ampliação da oferta de transporte coletivo que atende o local, de forma que os usuários poderão ter acesso a destinos como no Plano Piloto, SIA/Saan, Águas Claras, Pistão Sul, em Taguatinga, e Samambaia.

* Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade

Fonte: Agência Brasília

‘A economia do DF está aquecida e teremos mais empregos em 2022’, disse Ibaneis

Em entrevista à Agência Brasília, governador faz um balanço da gestão, do enfrentamento à pandemia e apresenta um cenário de propostas para 2022

Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Um Distrito Federal que enfrentou a pandemia, vacinou a população, manteve os canteiros de obras ativos e, ainda em meio à crise nacional, conseguiu reaquecer a economia nos diversos setores produtivos. Esse é o balanço que o governador Ibaneis Rocha faz dos três anos de sua gestão, em meio ao prenúncio do que esperar para 2022.

No penúltimo dia do ano, o chefe do Executivo local recebeu a equipe da Agência Brasília para uma conversa. Nela, fez uma avaliação das ações de governo, das obras que vão impactar positivamente a vida do brasiliense –  principalmente de quem depende do transporte público – , das construções de unidades básicas de saúde (UBSs) e das unidades de pronto atendimento (UPAs), e lembrou ainda as mais de 18 mil nomeações de concursados para melhorar o serviço prestado à população.

“Nós temos as contas em dia, não temos o risco de deixar de pagar nenhum funcionário, estamos avançando nos benefícios sociais, temos muitas obras na cidade e melhoramos a nossa capacidade de pagamento da classe C para a classe B”, resumiu Ibaneis, ao dar nota 8 à condução do governo na gerência da pandemia.

Confira abaixo os principais trechos dessa conversa.

Esta gestão já acumula mais de 1,4 mil obras em todo o DF. O que o brasiliense pode esperar para 2022?

2022 é o ano da conclusão da maioria dessas obras. É um ano que a gente tem expectativa de acelerar bastante, principalmente a partir do término das chuvas, o que deve gerar muito emprego para população do Distrito Federal – e nós precisamos que isso cresça realmente. Nós temos outras obras que serão lançadas ao longo do ano, principalmente na área da saúde. Temos ainda algumas unidades básicas de saúde que precisam ser construídas para a gente estabilizar o atendimento da saúde na nossa cidade. Será um ano de muito crescimento, um ano de desenvolvimento para cidade, um ano que a gente vai buscar, o máximo possível, não atrapalhar a continuidade do trabalho da máquina administrativa.

O que o senhor destaca como a principal ou as principais entregas para esse primeiro semestre do ano?

Olha, nós temos aí a principal entrega para o primeiro semestre que é o túnel de Taguatinga que deve sair ali por volta do mês de junho. E nós temos vários desses viadutos que foram iniciados, em especial do Sudoeste, também com previsão de entrega ainda no final do primeiro ou início do segundo semestre.

O brasiliense se locomove muito de carro e o DF tem um automóvel para cada três habitantes. As novas obras de arte feitas na cidade estão sendo pensadas nesse fluxo de veículos nas vias?

Nós temos uma dificuldade muito grande que é o modelo de transporte público feito aqui no Distrito Federal. É um modelo ponta a ponta. A pessoa entra no ônibus em Samambaia e vem descer na Estrutural. Isso dificulta o sistema público de transporte porque não se tem o reabastecimento ao longo das linhas dessa população. Em razão disso utiliza-se muito o transporte veicular, as pessoas fazem isso aqui com muita constância. Mas o foco dessas obras todas é exatamente facilitar o transporte via ônibus. Todas essas vias estão sendo pensadas com corredores. É o caso da Avenida Hélio Prates, que vai ter um corredor de ônibus saindo lá do final de Ceilândia, próximo ao Sol Nascente, e desaguar no Eixo Monumental. Todo pensamento é exatamente voltado para que a gente tenha um tráfego mais ágil no transporte público. Isso vai ser feito também com a continuidade da EPTG – que, hoje, para ali logo depois do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Nós vamos concluí-la, tanto paro o Setor Policial Sul quanto para chegar ao Eixo Monumental. Isso vai facilitar muito a vida das pessoas, vai tirar um bom tempo gasto no trânsito e devolvê-lo às famílias para que elas possam viver em conjunto.

Por falar em transporte público e mobilidade, mesmo com a alta do combustível, que foi um destaque nacional, o GDF segurou o aumento do preço das passagens de ônibus. Há algum reajuste das tarifas previsto para 2022?

Não, não temos nenhuma previsão de aumento e estamos com as nossas tarifas equilibradas. Tivemos alguns problemas aí no final do ano porque houve uma complementação tarifária feita com orçamento do Distrito Federal, exatamente para que a gente não tenha aumento no valor das tarifas. A gente sabe que nós estamos vivendo um período de muito desemprego, um período de muita dificuldade e tudo que a gente não quer nesse momento é um aumento de tarifa de ônibus.

As aulas presenciais voltaram agora no fim do ano. E o governo tem algum planejamento para suprir o déficit educacional forçado pela pandemia nesses quase dois anos de ensino remoto?

Em primeiro lugar, o retorno às aulas foi um sucesso. Nós temos que parabenizar os professores, os educadores do DF como um todo. A direção das escolas fez um belíssimo trabalho de retomada das aulas. Só que nós temos um déficit educacional que foi muito grande em virtude desse período em que ficamos assistindo aulas remotas. Então, está na hora da educação, e aí a secretária de Educação Hélvia Paranaguá está fazendo isso. Fazer um reforço escolar para que todos esses alunos possam recuperar o conteúdo educacional perdido ao longo desse período.

O ICMS é a principal fonte de tributação de um Estado. O GDF abriu mão em várias taxações para movimentar setores e fomentar a economia, com reflexos, inclusive, no custo de produtos consumidos pelo cidadão. A gente pode entender quase como uma política de promoção de uma minirreforma tributária feita pelo senhor?

O que a gente tem visto é que determinadas cobranças de impostos que são feitas pelo Estado não tem o reflexo que se espera. A arrecadação termina sendo muito pequena em relação ao que você tem de benefício para as cidades. De outro lado, também há a necessidade de incentivar determinadas áreas de desenvolvimento no Distrito Federal. Isso foi feito em inúmeras áreas durante esse período de pandemia e, por incrível que pareça, o retorno tem sido muito positivo. Nós estamos arrecadando mais do que arrecadávamos antes, cobrando menos e arrecadando mais. O efeito tem sido muito favorável na balança para o Distrito Federal. Então, aquilo que for necessário fazer nos espaços onde nós tivermos condições de fazer desoneração de tributos, nós vamos continuar fazendo. Isso é uma política que eu chamo de política liberal da qual eu sou extremamente favorável. Eu acho que o Brasil perde muito de ter a sua reforma tributária. Com uma reforma de verdade, nós teríamos condições de investimentos muito maiores, teríamos investidores internacionais. Mas temos que pensar no nosso “quadradinho”. Aqui no Distrito Federal nós estamos fazendo a cartilha. Era pra ter avançado mais se não fosse a pandemia. Esperamos para 2022 poder crescer um pouco mais.

Em três anos de governo, a sua gestão foi a que mais convocou concursados – mais do que outros governos que passaram pelo DF e eram historicamente ligados às bandeiras do trabalhador. São 18 mil novos servidores até agora. O que significa esse investimento e por que ele é importante para a máquina pública?

É a reestruturação do Estado. A gente reclamou muito, por exemplo, que a saúde não está bem. Mas se você não contratar servidores na saúde, sejam eles celetistas ou estatutários – e nós fizemos os dois -, você não consegue recuperar a parte de recurso humano. Então, saúde se faz com investimentos nos suprimentos e com recursos humanos. Nós olhamos pra esse lado. Zeramos a fila de professores. Ninguém pode querer ter uma educação de qualidade se você não tiver professores lá na ponta e, principalmente, os concursados. Nós temos aqui no Distrito Federal, no caso da educação, ainda são convocados vários outros [professores] que são temporários. Mas o mais importante para nós é exatamente essa contratação de servidores públicos concursados. E tem uma área na qual não foi dada muita atenção nos últimos anos e é uma coisa que é muito importante que é a assistência social. Nós conseguimos crescer muito o número de servidores tanto da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) quanto na Secretaria de Justiça (Sejus) e na Secretaria da Mulher. Nós quase que não tínhamos nenhum chamamento para a Secretaria da Mulher. Hoje a Secretaria da Mulher funciona com quadro de pessoal efetivo. Temos o atendimento feito na Casa da Mulher Brasileira em Ceilândia que não existia, só existia Casa da Mulher Brasileira no Plano Piloto. Nós temos hoje uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Ceilândia também e tudo isso envolve um número de servidores que foram chamados. Eu me orgulho muito de, sendo um liberal, ter o respeito que eu tenho com a classe dos servidores públicos do Distrito Federal. E esse respeito se traduz também naquilo que eu fiz por eles. Além de pagar a terceira parcela do reajuste – vamos pagar a partir de abril, já está previsto -, também criamos o plano de saúde dos servidores do Distrito Federal que envolve aí mais de 50 mil pessoas inscritas. São 50 mil vidas e a gente espera chegar até o final de 2022 com aproximadamente 80 mil vidas no plano de saúde.

Na área de desenvolvimento social o GDF, inclusive, zerou as vacâncias que tinham?

E nós estamos esperando: o que aparecer de vacância nós vamos complementar.

Na saúde houve um investimento pesado: seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em 2021. Que impacto positivo o brasiliense vai sentir na área?

A gente espera muito porque uma UPA dessas ela atende em torno de quatro mil pessoas por mês. Temos aí sete UPAs, sendo que duas serão entregues agora no início do ano. Vamos ter um aumento muito grande no número de atendimentos. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são muito importantes para a saúde do brasiliense porque é exatamente nela que se faz o acompanhamento da família. É ali onde você tem todo um atendimento, seja na área odontológica, seja dos pacientes com diabetes, e isso diminui muito o impacto dentro dos nossos hospitais. Estamos também reformando os nossos hospitais, dando uma melhor condição para que eles possam atender a população. Isso vai ser feito no Hospital Regional de Planaltina, com ampliação com mais um bloco, e com o Hospital Regional de Brazlândia, onde também vai ser feito mais um bloco.

Essa pandemia veio como imprevisto para todo mundo e a condução de um governo durante ela não foi algo fácil. Que análise que o senhor faz hoje das suas tomadas de decisões, tanto no fechamento quanto na liberação de serviços e espaços?

Olha, é uma história pra se contar quando ninguém sabia o roteiro. Tivemos ali vários momentos de dificuldade, principalmente aqueles em que o número de leitos foi muito reduzido. Mas nós avançamos muito no atendimento à saúde. Conseguimos agir rápido para que a gente pudesse atender essa população. Ficou um saldo negativo na questão da saúde, porque deixou-se de atender as cirurgias eletivas, aquelas cirurgias mais simples, para atender os pacientes de covid-19 que estavam necessitando de UTI. De um modo geral, eu acho que nós conseguimos sair bem. E uma coisa que revela isso foi, agora nesse final de ano, eu ter tido o prazer de ser homenageado por quase todas as federações do Distrito Federal: pela Fibra, pela Fecomércio, pela CDL, todas elas trabalhando ali e vendo que o que foi feito era o necessário. E quando deu pra aliviar a gente conseguiu aliviar no tempo certo. Então, se tivesse sido tão ruim, quem mais sentiu, que foi o comércio, a indústria e essas categorias, estariam reclamando. E, graças a Deus, isso não existe. Aqui no Distrito Federal todos os comerciantes voltaram agora a trabalhar com força total e têm condição de tornar o emprego viável para diversas pessoas que foram demitidas ao longo da pandemia. Acho que aos poucos nós vamos conseguir retomar. Agora, o balanço geral eu acho que a gente pode tirar uma nota 8 aí que dá pra ser aprovado. No momento certo nós fechamos aqui no Distrito Federal. Fomos o primeiro Estado da Federação a fechar. Seguramos as medidas. Fomos abrindo ao longo do tempo. Conseguimos dar segurança na saúde da população do DF e chegamos hoje numa condição de que as pessoas estão cada vez vivendo com mais tranquilidade.

O governo conseguiu manter, inclusive, as obras em funcionamento desde o início da pandemia, né?

É isso que nós não paramos, nós conseguimos manter todo a força de trabalho nas ruas, nós não paramos dentro das secretarias, fizemos todas as licitações necessárias, e é por isso que o Distrito Federal hoje continua numa situação de normalidade, nós estamos com tudo andando dentro da normalidade.

Os índices de desemprego inclusive têm caído nos últimos três meses. O senhor acredita que seja uma tendência?

Acredito que sim. Para nós aqui no Distrito Federal há uma tendência de diminuição do desemprego até porque os setores estão todos aquecidos, em especial a construção civil. A construção civil do Distrito Federal está num patamar bem elevado e deve contratar muito ainda nesse início do ano.

Por que o senhor tomou a iniciativa e transformou políticas provisórias como o Cartão Gás e o programa Prato Cheio em políticas permanentes de Estado?

Eu acho que existia ali um receio da população de baixar um decreto e terminavam com o programa, né? Então, nós mandamos exatamente para converter essas políticas públicas em políticas permanentes, não só políticas que seriam tomadas durante o período da pandemia. A ideia foi exatamente essa: dar segurança tanto para aqueles que estão em uma ponta recebendo quanto para aqueles outros que estão na outra ponta prestando serviço, como é o caso do cartão creche.

Nestes três anos completos de governo, que avaliação geral o senhor faz da sua gestão?

Olha eu não sou político, aliás eu não era político, eu agora sou político. E as experiências são muito grandes que a gente vive na tomada de decisões. Mas eu acredito que o saldo é bastante positivo em relação à administração do Distrito Federal. Nós temos as contas em dia, nós não temos o risco de deixar de pagar nenhum funcionário. Nós estamos avançando nos benefícios sociais, nós temos muitas obras na cidade. Nós melhoramos a nossa capacidade de pagamento da classe C pra classe B, o que permite ao DF tirar financiamentos nacionais ou internacionais. Do ponto geral, pra quem não tinha participado ainda e não conhecia a máquina pública, eu acho que nós estamos com um saldo positivo, muito positivo.

E o senhor está gostando de ser político?

Estou. Estou gostando porque é a única maneira que se tem realmente de transformar a vida das pessoas. E quando você pega uma pessoa que não tinha um plano de saúde – e eu já encontrei várias nas ruas – e vira pra mim e diz: “Olha, eu descobri que estou com câncer e estou fazendo tratamento no [hospital] Sírio Libanês”. Era quase impossível um servidor público fazer isso e para fazer tinha que tirar do seu salário uma parcela muito alta para pagar um plano de saúde. Então você consegue através da política fazer diversas mudanças nas vidas das pessoas, ajudando-as naquilo que é possível. E o Distrito Federal precisa de muita coisa ainda. Nós pegamos uma cidade em estado de degradação muito grande, muito grande. Temos aí asfaltos que precisam ser feitos, calçadas que precisam ser feitas, obras públicas que precisam ser realizadas e muita coisa ainda a fazer no DF. Eu vou focar em 2022 para que a gente consiga tirar do papel a maioria dos projetos para que a gente consiga avançar mais para população do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasília

Procura cresce, e vacina contra gripe está disponível

Governo local segue imunizando população, porém cobertura em 2021 ainda é baixa entre grupos prioritários

A educadora entrou na fila na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Norte para finalmente completar seu calendário vacinal | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

O contágio por covid-19 em toda a família, em momentos diferentes, desregulou o controle vacinal da professora Daniela Frade, 47 anos. Moradora da Asa Norte, ela focou em se imunizar contra o novo coronavírus, ainda que contraído entre a primeira e a segunda dose, e acabou retardando a busca pela vacina que toma anualmente: a que previne a contaminação pelo vírus influenza.

Nesta semana, a educadora entrou na fila junto com outras pessoas na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Norte para finalmente completar seu calendário vacinal. “Sou totalmente favorável a qualquer tipo de vacina. Tomo todos os anos contra a gripe, mas me atrasei administrando os casos de covid em casa”, conta ela, mãe de três filhos.

O aumento de síndromes gripais em outros estados brasileiros tem feito a população do Distrito Federal procurar um dos pontos de vacinação espalhados pelo Plano Piloto abertos das 8h às 17h.

Agora, já não é mais necessário o intervalo de 14 dias entre as vacinas da gripe e da covid, podendo ser tomadas, inclusive, na mesma hora.

Ainda assim, a cobertura vacinal contra a gripe no DF foi aquém do esperado em 2021. Durante a campanha aberta pelo Governo do Distrito Federal (GDF), entre 12 de abril e 31 de agosto, foram vacinadas 1.002.342, contra 1.082.667 em 2020, e 894.959 em 2019. Confira aqui os pontos de vacinação.

Com o baixo interesse pelos grupos prioritários, o Ministério da Saúde liberou a vacinação gratuita para toda população acima dos 6 meses de idade.

Seja motivado pelo aumento dos números de casos de gripes no país ou interesse em sair do DF para aproveitar as festas ou férias de fim de ano, a busca pelo imunizante nos últimos dias impressionou até os atendentes das UBSs. “Tá vindo tanta gente que parece ainda estarmos em campanha”, observa a técnica em enfermagem da UBS 1 Simara Penido.

Entre os grupos prioritários, os idosos foram os que mais se preveniram ao contágio da gripe. Entre esse grupo a cobertura vacinal chegou a 76,7%, seguidos dos professores, com 75,9%; das gestantes, com 65.5%; das puérperas, com 55,7%; e das pessoas com comorbidades, com apenas 27,3% imunizadas.

Enfermeira da área técnica de Imunização da Secretaria de Saúde, Fernanda Lemos diz que o aumento do número de casos de pessoas gripadas fez com que pessoas “vissem” a doença, e começassem a correr atrás do imunizante. “É importante se vacinar antes de a doença aparecer, logo quando a campanha é liberada para o seu grupo. O efeito da vacina é preventivo e não curativo”, lembra.

Fonte: Agência Brasília

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