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No DF, menos de 30% dos servidores da Saúde lavam as mãos no trabalho

higieneLevantamento foi feito pelo próprio governo em hospitais da rede pública. Categorias questionam; secretaria trocará materiais e implantará padrões.

Um estudo feito pela Secretaria de Saúde aponta uma série de “irregularidades” nos hospitais públicos do Distrito Federal: menos de 30% dos profissionais higienizam as mãos no trabalho; há fornecimento irregular de luvas e aventais, que geralmente têm baixa qualidade; são usados produtos de limpeza de pouca eficácia e falta manutenção adequada para equipamentos. Coordenadora de Infectologia, Maria de Lourdes Lopes afirmou que a situação já era conhecida pela pasta, mas o raio-X permitiu a criação de um plano de contingência, anunciado na última semana após quatro unidades registrarem casos de pacientes com superbactérias.

A estratégia se baseia em três pilares – garantia de medicamentos sem interrupção, fornecimento de materiais para limpeza e desinfecção de superfícies e materiais e incorporação de farmacêutico nas equipes multidisciplinares que atuam nas áreas críticas, como UTIs. Embora os cuidados pareçam rotineiros, a gestora afirmou que faltava sistematização.

“Entre o padrão e o que acontece na ponta você tem um espaço enorme. Por que as pessoas não higienizam a mão com álcool? Vocês não sabem que é importante o álcool? Tem álcool em toda cabeceira de paciente. Não é que as pessoas são irresponsáveis. […] Conhecimento todos temos, disponibilidade do produto todos temos. Então qual é o problema? Hoje os estudos mostram as condições ideais que você precisa ter”, explica.

“A luva que a gente utiliza é uma luva que tem muito talco. O que acontece quando você tira a luva e vai para o álcool? Vira uma papa. Então o que você faz, você tem de sair da unidade de internação e ir lá atrás da pia, que tem água e sabão, que não é o antisséptico que mata [germes]. Aí tem uma outra pia com um antisséptico”, completa. “E você já saiu da unidade, e olha só a operação: você sai da unidade como médico, que tem 14 pacientes e alguém se parou para levar, e alguém diz: ‘doutora, vem aqui que o paciente está parando’.”

 De acordo com Maria de Lourdes, quatro grupos de trabalho atuarão na identificação de outras necessidades, além de fazerem o monitoramento e discussão das ações a serem adotadas nas áreas críticas dos hospitais. Entre as próximas medidas está a substituição e padronização de aventais e luvas, que serão trocados gradualmente por produtos de maior qualidade. Somente no Hospital de Base, o maior da rede pública, são usados 60 mil pares por mês.

Os esforços também são voltados a uma mudança cultural, capacitação e acompanhamento do trabalho feito pelos 32 mil servidores da pasta. A gerência da Infectologia se reuniu com todas as coordenações de UTIs e pretende realizar em julho um workshop para disseminar cuidados preconizados.

“[É preciso fazer] Essa gestão de pessoas, de conhecimento e capacitação das lideranças. […] Não é do chefe da UTI, o chefe da UTI está fazendo escala, respondendo promotoria. É daquela liderança que é uma liderança perante os seus liderados e que vai monitorar e tutelar, pensando que você está capacitando adultos. Ensinar adultos é completamente diferente. Essas ferramentas que a gente precisa desenvolver”, afirma Maria de Lourdes.

A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde, Marli Rodrigues, criticou a forma como a gestão interpretou os dados da pesquisa, dizendo que existe um esforço para culpar profissionais. Ela também citou o déficit – de 7,9 mil servidores –, que obriga funcionários da área a trabalharem com sobrecarga. A entidade representa 104 categorias.

“Faltam materiais básicos de higiene, como álcool e clorexidina [antisséptico]. No Hospital de Santa Maria, por exemplo, faltam luvas, sondas, gasômetro, seringas e máscaras N-95. Muitas vezes, os antibióticos usados nos hospitais não são os mais indicados. A inconstância em medicamentos é uma das maiores causas do problema. Profissionais são obrigados a receitarem o antibiótico que tiver no hospital, não exatamente o necessário para cada caso. Se esse medicamento acaba, o trabalhador não tem outra opção a não ser substituí-lo. Esse improviso atrapalha o tratamento”, diz a sindicalista.

Em nota, o Sindicato dos Médicos também refutou declarações da pasta. “Se a proliferação desenfreada de infecções por bactérias multirresistentes fosse provocada simplesmente porque profissionais deixam de lavar as mãos, o atual quadro seria permanente e não uma endemia como a atual.”

“Desde o início do ano, ocorre uma falta geral de antibióticos na rede pública de saúde do Distrito Federal. Os médicos são obrigados a tratar infecções que não eram graves, mas precisavam de internação hospitalar, com carbapenêmicos – medicamentos mais recentes indicados para casos mais complexos. É de conhecimento geral que o uso indiscriminado de antibióticos de largo espectro provoca a seleção de bactérias multirresistentes”, completa.

Outras frentes
O estudo indica ainda outros “problemas”: há banalização no uso de adornos (como relógios e brincos); existe subnotificação de eventos adversos (como troca de medicação e marcação inadequada de membros para cirurgia); os recursos para diagnóstico rápido das infecções são limitados; falta gestão dos materiais hospitalares; não há controle nem padrão na limpeza dos equipamentos; falta padrão e não há insumos necessários para a higiene oral de pacientes entubados etc.

A inconstância em medicamentos é uma das maiores causas do problema. Profissionais são obrigados a receitarem o antibiótico que tiver no hospital, não exatamente o necessário para cada caso. Se esse medicamento acaba, o trabalhador não tem outra opção a não ser substituí-lo. Esse improviso atrapalha o tratamento”
Marli Rodrigues, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde

Segundo a coordenadora de Infectologia, Maria de Lourdes Lopes, o plano de contingência prevê a adoção de medidas a curto, médio e longo prazo – 30 dias, seis meses e além de um semestre – para reverter essas questões. Ela afirma acreditar que a presença dos farmacêuticos já será suficiente para minimizar as “irregularidades”, já que os profissionais conseguirão fazer um maior controle em relação a medicamentos e materiais.

“Não tem como só ter insumo. Tenho que ter o insumo e mecanismos de controle do insumo”, diz. “O farmacêutico clínico é o que está lá nas prescrições vendo diluição, sedação, dose errada, visitando paciente com o resto da equipe. […] São muitas minúcias.”

A gestora declarou ainda considerar importante trabalhar com a ideia de conscientização no lugar da de punição e, assim, estimular os servidores em vez de intimidá-los. “[Com esse trabalho vamos pegar] Carona para muitos outros processos. Vamos qualificar a assistência médica e diminuir efeitos adversos”, concluiu.

O DF tem atualmente 16 hospitais públicos, 66 centros de saúde e 6 UPAs. Foram identificados pacientes com superbactérias nas regionais de Taguatinga, Guará, Santa Maria e Sobradinho. Há atualmente sete pessoas internadas e sendo monitoradas por apresentarem o micro-organismo.

Fonte: G1

Convidados 16/6: O Vice-presidente da União Brasiliense de Quadrilhas Juninas, Tatu do Bem, e o Consultor em Marketing Político, Caio Manhanelli – SP

O Vice-presidente da União Brasiliense de Quadrilhas Juninas, Tatu do Bem, e o Consultor em Marketing Político, Caio Manhanelli – SP, serão os entrevistados de hoje no programa Conectado ao Poder, na rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.Conectado_16_06

Ganhei um presente, posso trocar?

troca-presente-natal-dica-consumidor-direitoPassada a euforia do Dia dos Namorados, inicia-se o período de troca dos presentes, pelos mais variados motivos, por exemplo: o sapato que ficou apertado, a roupa que ficou grande, o relógio cuja cor não agradou, o celular que o modelo não era o pretendido, etc., e muitos consumidores por desconhecerem seus direitos, sentem-se confusos e acabam por não se valerem dos mesmos.

É primordial informar aos consumidores que, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) não obriga fornecedores a substituir o produto/presente se o motivo da troca é preferência de cor, modelo ou tamanho, sendo que se o estabelecimento comercial o faz, é uma questão de liberalidade da própria empresa.

Todavia, se o fornecedor/comerciante oferecer a possibilidade de efetuar a troca dos produtos adquiridos, referido comerciante se vincula a tal oferta, passando, então, a ser obrigatório a possibilidade de troca dos produtos, respeitando-se as normas/regras, que variam de acordo com cada estabelecimento comercial.

Por isso, é sempre importante que o consumidor, no ato da aquisição do presente/produto, questione ao vendedor/comerciante se existe a possibilidade de troca do mesmo, prestando atenção nas normas/regras de cada estabelecimento comercial, tais como prazo para troca, etiquetas, cupom fiscal, dentre outros.

Destaca-se que a maior parte dos estabelecimentos comerciais permitem a substituição/trocas dos produtos com o interesse de fidelizar o cliente.

Contudo, se o presente/produto tiver algum problema ou defeito, a troca/substituição é obrigatória por Lei, ocasião em que o consumidor deve procurar a loja onde o produto foi adquirido, o fornecedor ou o fabricante, tendo em mãos a nota fiscal, para formalizar a reclamação.

De acordo com o CDC, fornecedores e fabricantes têm até 30 dias a partir da reclamação para resolver o problema. Caso a solução não ocorra, o Consumidor tem direito, de acordo com a sua vontade e livre escolha, à troca do produto, receber o dinheiro de volta ou abatimento proporcional no preço.
O Consumidor deve atentar-se aos prazos legais para efetuar as reclamações perante os fornecedores, sendo ideal que a reclamação ocorra imediatamente após a constatação do defeito.

Contudo, caso o Consumidor não consiga reclamar imediatamente, o mesmo possui o prazo de 30 dias em caso de bens não duráveis, como alimentos. Já para bens duráveis, que são utilizáveis por mais tempo, como roupas, calçados, celulares, são 90 dias de prazo para formalizar a reclamação. Referido prazo é contado da data da compra do produto/presente.

Já no caso de defeitos ocultos, aqueles que não são facilmente visíveis, o prazo inicia-se do momento em que referido defeito ficou evidenciado, mesmo já expirada a garantia do bem.
Então caro leitor, procure conhecer seus direitos e aja com ética tanto como cidadão quanto consumidor, lembrando-se sempre do consumo consciente e de, em caso de dúvidas, consultar um advogado.

Helena Lariucci

Câmara se mobiliza após repercussão de menina espancada na Estrutural

20150616014355Segundo a presidente da CLDF, deputada Celina Leão, esta é a quarta vez que uma criança sofre consequências devido ao tráfico neste ano.

A violência contra uma criança de   11 anos, no Setor de Chácaras Santa Luzia, na Estrutural, na última quarta-feira, chegou à Câmara Legislativa, e parlamentares   prometem fazer uma visita ao local amanhã. O caso, divulgado pelo Jornal de Brasília no último sábado, repercutiu no governo local em razão da brutalidade, além do suposto envolvimento do irmão mais velho da vítima, de 17 anos, por causa do tráfico de drogas.

Segundo a presidente da CLDF, deputada Celina Leão, esta é a quarta vez que uma criança sofre consequências devido ao tráfico neste ano, o que mobilizou duas comissões da Câmara a acompanhar o caso da Estrutural. São elas a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar  e a Comissão de Assuntos Sociais.

“Ainda não sabemos se o irmão  indicou ou facilitou que a vítima fosse agredida ou se o traficante fez por conta própria para atingi-lo. O que posso afirmar é que é uma família muito humilde e sem   estrutura”, explica.

A distrital completa que, para a segurança da vítima, ela não voltará para o local onde mora. “A criança, que ficou com problema no maxilar, está em estado de choque e a mãe, muito abalada. Além disso, uma irmã mais nova, de nove anos,  já foi ameaçada pelo traficante. São cinco irmãos”, relata.

Em nota, o Governo de Brasília afirmou que a polícia está presente na Estrutural, reprimindo os casos de violência, e que já prendeu    criminosos  que abasteciam o uso de drogas em locais como o Lixão.

 

“Exames  descartam que houve estupro. A criança foi prontamente atendida e já foi encaminhada a um abrigo. Toda a família já era assistida por meio do Conselho Tutelar e do Centro de Referência da Assistência Social (Cras), desde 2011. À época, as crianças foram encaminhadas aos serviços de convivência e matriculadas na rede escolar. Em 2014, o Conselho foi acionado novamente e não deixou de prestar assistência à família, mesmo com resistência da mãe”, diz a nota.

Família recebe assistência

O Governo de Brasília   ressaltou, por meio de nota, que, diante da violência sofrida pela criança da Estrutural na semana passada, o Conselho Tutelar foi acionado mais uma vez e tomou as providências previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para garantir a proteção dos direitos.

“A família continuará sob a proteção do Estado e a polícia está trabalhando para identificar os responsáveis pelo ato de violência. Este governo não compactua com nenhum tipo de violência e não será tolerante com criminosos que agridam nossas crianças e nossos adolescentes”, completa o documento.

Ação policial

Por fim, o Governo de Brasília esclareceu que não há registros de ilícitos que envolvam violência sexual de traficantes contra crianças e adolescentes na região.

“Em cinco meses, com a intensificação do policiamento na região da Estrutural, aumentou o número de ações contra o tráfico de drogas e a repressão ao uso e porte de entorpecentes, assim como a apreensão de armas ilegais. Isso tem mudado substancialmente a realidade da Estrutural, o que reduziu os índices de criminalidade da cidade”, conclui.

“Não há outros casos”

Segundo o conselheiro tutelar da Estrutural, Israel Lopes, o caso é o único registrado na região. “Não há outros casos de violência física contra crianças da Estrutural registrados. Ocorrências de abuso sexual, também não temos”, ressalta.

De acordo com ele, a mãe da vítima contou que, no dia da agressão, a criança a havia acompanhado até a parada de ônibus e voltaria para casa após lanchar. “Tudo aconteceu durante a volta para casa. A criança ficou muito machucada e com o rosto inchado. Foram feitos todos os exames de tomografia da cabeça e nada foi afetado”, afirma Israel.

Após a agressão, a menina, que foi largada no local, tentou voltar andando para casa, mas caiu no trajeto e foi socorrida. Segundo o conselheiro, não foi registrada negligência pela família, em especial da mãe, que está abalada com a situação. “Eles são muito vulneráveis e simples. Estiveram no conselho tutelar para receber orientação de cuidados com os filhos e para aderir a alguns programas do governo. Não existe registro de violência dentro de casa”, completa.

O JBr. procurou a Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom) para confirmar se esse é o quarto caso de criança vítima de violência devido ao tráfico de drogas no DF e para obter informações sobre o autor da agressão. Mas a reportagem não recebeu resposta até o fechamento desta edição.

 Fonte: Jornal de Brasília

“Menores cometem 34% dos homicídios no DF”, denuncia Laerte Bessa

20150615234450Ex-delegado brasiliense Laerte Bessa levanta a bandeira da redução da maioridade penal por acreditar que, aos 16 anos, o jovem tem conhecimento suficiente para saber o que faz.

De volta este ano à Câmara dos Deputados, o ex-delegado brasiliense Laerte Bessa levanta a bandeira da redução da maioridade penal por acreditar que, aos 16 anos, o jovem tem conhecimento suficiente para saber o que faz. “A evolução da sociedade, com o poder da internet, a própria globalização da educação, isso tudo  fortalece a pessoa humana. E o moleque, com toda essa informação a seu favor,  não pode mais ser considerado um menor com 16 anos”, opina. O deputado federal critica a postura dos deputados do PT e até da presidente da República, Dilma Rousseff, contrários à alteração e denuncia: 34% dos homicídios foram cometidos por menores.

Como está avançando a tentativa de reduzir a maioridade penal?

Tem sido uma luta, principalmente porque temos encontrado problemas com deputados, principalmente do PT. E o governo federal tem tentado influenciar nessa questão e isso tem dificultado nosso trabalho. A presidente da República, ao invés de cuidar do povo brasileiro, se mete em um poder autônomo, que é o Legislativo, em um caso em que a população se manifesta e exige que o Congresso vote. Tudo que é bom, ela é contra.

Por que reduzir a maioridade penal?

Eu entendo hoje que a comunicação hoje está altamente massificada. A evolução da sociedade, com o poder da internet, da informação, a própria globalização da educação, isso tudo vem fortalecer a pessoa humana. E o moleque hoje, com toda essa informação a seu favor, não pode mais ser considerado um menor com 16 anos. A pessoa com 16 anos tem perfeito entendimento do ato ilícito que venha a cometer. O cara de 16 anos sabe muito bem o que é certo e errado, ele sabe votar, pode eleger o mandatário maior do nosso País. Porque não pode responder criminalmente por seus atos ilícitos? Dizer que um menor de 16 anos é adolescente é balela.

Mas eles não seriam responsáveis por parcela relativamente pequena da violência no País?

Isso é coisa de esquerdistas que têm interesse em que o País se mantenha com essa violência. Não dá para compreender a razão porque muitos parlamentares, principalmente do PT, defendem isso com tanta ganância. Eu sei que a Dilma não quer problema para ela, não quer construir presídio. E isso vai ser preciso, além de aumentar as vagas para a internação socioeducativa, para os menores infratores. Ela não quer porque sabe que não dá voto. Ninguém quer mexer com segurança pública nesse País porque sabe que não dá voto.

Quem é contra a redução da maioridade penal fala em falta de oportunidades, de educação e trabalho para os jovens que entram no crime. O que o senhor acha desse argumento?

Concordo. Justamente, porque falta uma prevenção. Quem dá a prevenção? É o governo federal, que tem de investir em educação, saúde, cultura e combate ao narcotráfico. Assim tiraríamos esses moleques das ruas, das drogas. Mas o governo não faz nada disso. Se isso não acontece, essas crianças enveredam para o lado do crime. Agora, o povo que está sofrendo aí. Todo dia você vê casos de menor matando gente na rua, estuprando, como aconteceu lá no Piauí. A gente sabe muito bem que isso é a falta do governo, no sentido de incentivar e investir na juventude. Mas o povo tem culpa disso? Por esse fato das pessoas se delinquirem e se irrecuperáveis, o povo tem culpa disso? O povo é que quer a redução da maioridade penal. Primeiro, ele sabe que uma pessoa de 16 anos tem consciência dos atos ilícitos e, segundo, se ele está delinquindo, não é por culpa do povo, que paga impostos. A culpa é dos governantes, que não investem em nada de prevenção. Eu sei que eles acabam no crime por não terem esses incentivos, mas — e daí? — só por esse fato vamos deixá-los na rua, matando e roubando? A curto prazo, o jeito de resolver isso é acabar com a impunidade. “Ah, mas não vai reduzir a criminalidade”. Vai, porque aquele que matou e roubou vai preso e ficará um bom tempo sem fazer isso de novo. Mas se houver a inimputabilidade, ele vai matar, sair, matar de novo e continuar matando.

Existem dados que batem de frente com a redução. A população carcerária aumentou 74% nos últimos sete anos e os menores terem cometido menos de 5% dos homicídios. O que o senhor acha?

É mentira. Tudo coisa falaciosa, estatística inventada, principalmente pelos petistas. Eles inventam estatísticas e jogam para o povo. Isso eles aprenderam com o Lula, não é mesmo. Ele mesmo já declarou que as estatísticas dele eram feitas na hora, de acordo com a conveniência dele. Só aqui em Brasília 34% dos homicídios de janeiro a maio desse ano foram cometidos por menores. Está provado pela Polícia Civil e eu tenho os documentos. Foram mais de 300 homicídios até agora praticados por menores. Existe também o problema do aliciamento de menores para que os crimes sejam cometidos.

A lei atual não seria suficiente para coibir essa prática de aliciamento?

Primeiro, vai-se agora reduzir o universo do maior. Ele não vai poder mais cooptar o que ultrapassou os 16 anos, porque vai passar a responder tanto quanto ele. Segundo, eu tenho um projeto que propõe o aumento de pena para o maior que corrompe o menor, além de tornar a prática como crime hediondo. Já está na pauta da Câmara para votar. Vai se tornar crime hediondo cooptar o menor. E outra coisa, a mão de obra do maior vai ficar deficiente, porque ele não vai poder pegar um menor de 16 anos para trabalhar para ele. Vai ser preciso cooptar um menor de 15 anos e eu digo que essa mão de obra não é muito especializada para ajudar, não. Primeiro, o serviço que o bandido quer que seja feito não vai sair bem. Quanto mais jovem a pessoa, mais inexperiente.

O sistema sócio-educativo com que contamos hoje é suficiente?

Não funciona. Na verdade, nem o Estatuto da Criança e do Adolescente, nem o sistema sócio-educativo funcionam. Os executores do ECA, infelizmente, pinçam os artigos que beneficiam os menores e colocam em prática. Por exemplo, um menor esses dias tentou matar e estuprou um casal, em Samambaia. Os dois foram jogados dentro de um córrego e o menor saiu achando que tinha matado os dois, que acabaram salvos. Esse menor foi preso. Eles geralmente ficam 45 dias presos, que seria o prazo para terminar o prazo do processo de instrução do inquérito policial. E em nenhum caso dá tempo de terminar em 45 dias. É preciso ouvir as pessoas, fazer os exames de perícia, o laudo cadavérico, que demora no mínimo dois meses. Por não instruir um processo, eles são colocados em liberdade ao completar 45 dias. Isso vale em 99% dos casos. E aqueles, que por acaso, fiquem presos depois que termina o processo, a primeira avaliação deles é com seis meses. Nessa avaliação existe um fator que se chama remissão, um perdão judicial. Então, esse menor é colocado na rua com seis meses e não vai cumprir três anos.

Isso facilita a saída desses menores?

Eu não conheço nenhum que tenha cumprido três anos. Para você ter ideia do tanto que o ECA é inoperante, sua aplicação não costuma sequer dar o tempo de três anos para um delinquente periculoso  se ressocializar dentro do sistema. Até porque só fica seis meses. Como é possível ressocializar com seis meses? Se três anos dá tempo de recuperar, então vamos cumprir os três anos. Mas isso não acontece. Esse tipo de coisa desmoralizou o Estatuto da Criança e do Adolescente. A impunidade é a cara do ECA.

Existem propostas de redução da maioridade apenas para crimes hediondos. O senhor é a favor desse tipo de punição?

Sou a favor da redução geral para 16 anos, porque entendo que um menor dessa idade é um homem completo. Existe também uma proposta muito boa que atinge crimes hediondos e violentos, como homicídio simples, lesão corporal grave, roubo qualificado. Apesar de eu acreditar que o menor de 16 anos tem a consciência do ilícito para qualquer crime, seja hediondo, violento ou o que for.

Qual sua avaliação sobre o governo Rollemberg?

Estou esperando ele começar, igualzinho ao que faz o povo. Está parado, não começou. Não vi nada ainda. A única coisa que posso falar é que não tem nada. Não vi o governo começando uma obra, tomando uma iniciativa, contratando policiais. A Polícia Civil está precisando. Parece que muitas empresas prestaram serviços e até hoje não receberam. Então, acho que ele não fez nada até agora. Estou na expectativa.

Como está o efetivo da Polícia Civil?

É um efetivo de 30 anos atrás, quando Brasília tinha 1 milhão de habitantes. Hoje tem 2 milhões. Acho que é preciso investir tanto na Polícia Civil, quanto na Polícia Militar, contratando policiais, dando uma atenção para essas duas instituições, um salário digno. As nossas polícias hoje são as mais mal pagas do País. E motivação, porque os policiais sabem fazer o trabalho, precisam de motivação. Se o governo investir, contratando, dando apoio e incentivo para o policial, dando um salário digno, o resto a polícia sabe fazer.

 Fonte: Jornal de Brasília

Doyle aposta que adversários de Rollemberg vão eleger novos alvos

20150616074206121047iEm entrevista, o ex-chefe da Casa Civil aponta falta de bases como maior problema.

Depois de mais de quatro anos empenhado no sucesso do projeto de governo liderado por Rodrigo Rollemberg, cinco meses no papel de secretário superpoderoso e os últimos dias na ressaca do pedido de demissão, Hélio Doyle viveu ontem o primeiro dia útil fora do Palácio do Buriti. Em entrevista ao Correio, o jornalista faz um balanço dos erros e acertos. Revela que foi alvo de intrigas e fogo amigo. Saiu para não atrapalhar o sucesso da gestão. O ex-chefe da Casa Civil evita comentários negativos — ou positivos — ao sucessor, que toma posse quinta-feira, mas avalia que o papel de Sérgio Sampaio, será diferente do que teve no governo. Para Doyle, sem a comunicação e sem o papel de porta-voz do governo, o ex-diretor-geral da Câmara dos Deputados ficará blindado dos desgastes e petardos dos adversários políticos. “Vão encontrar novos alvos. Uma das minhas funções era justamente ser um anteparo do governador”, acredita Doyle.

Como é passar cinco meses sendo considerado tão ou mais poderoso que o governador e ter que abandonar o projeto ainda no início?
Essa é uma imagem criada. Ninguém é mais forte que o governador. Isso é uma bobagem. Ele foi eleito, tem o poder da caneta. Eu apenas tinha uma posição de destaque, por conta do cargo que exercia. O que havia eram intrigas de pessoas que queriam me desgastar.

Quem fazia intrigas?
Vinha de todos os lados. Pessoas com projetos políticos diferentes, com interesses contrariados, com ciúmes, partidos descontentes, muito fogo amigo. Isso em governo acontece. Existe certa normalidade, mas tem limite. Nesse caso, acho que passou.

Isso abalou a sua relação com o governador?
Nunca senti nenhum abalo. A gente até conversava sobre isso e ele me dizia que isso não o atingia. Ele sabe que o governador é ele.

Com o Cristovam Buarque, o senhor passou por um episódio parecido. Era um secretário forte e saiu prematuramente. Que semelhanças observa nesses casos?
Nos dois casos, houve intrigas internas e na política. Mas o Rodrigo é muito mais seguro, muito mais firme e muito menos influenciável do que é o Cristovam.

Em que pontos errou?
Errei ao me intimidar. Parei de aparecer e deixei de ser tão porta-voz. Isso acabou prejudicando o governo. Poucas pessoas se dispõem a defender o governo. Outra coisa que não foi um erro, mas não teria feito de novo, foi a entrevista que dei sobre os efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Falei com transparência o que prevê a lei. Por interesses, essa declaração foi deturpada e passou-se a dizer que eu defendia a demissão de servidores públicos. Não é verdade.

Por que acha que a deputada Celina Leão praticamente pediu a sua cabeça?
Ela teve interesses contrariados no governo. Mas não fui eu que contrariei esses interesses. É fácil culpar o secretário. Não saiu a nomeação? A culpa é do Hélio Doyle. Vetaram fulano de tal? A culpa é do Hélio Doyle. Passei a ser o culpado de tudo. É mais fácil atacar o supersecretário. Quando ela começou a pressionar o governo, a partir da divulgação de notícias de ligações dela com o Luiz Estevão e do nepotismo do funcionário dela, o governador disse que a relação estava complicada. Ela pediu a cabeça do controlador-geral. Seria o fim da picada o governador demitir o controlador-geral por estar fazendo bem o seu trabalho.

Quais interesses foram contrariados?
Ela queria dominar determinar áreas do governo, como o Detran. Nunca tive uma única discussão com a Celina, nunca a impedi de fazer nada. Não deixou de dominar o Detran por culpa minha.

Há falhas na articulação política?
A articulação política e a relação com a sociedade são os pontos fracos desse governo. A articulação política partiu de uma premissa errada. Mas não é uma questão de pessoa. Eu e o governador tivemos uma reunião com um médico muito renomado e ele comentou que, por conta do sistema atual da saúde, você pode colocar a maior sumidade na secretaria que não vai resolver. Tem que fazer uma mudança radical, seria trocar seis por meia dúzia mudar o secretário. O mesmo vale para a articulação política, não é uma questão de pessoa, é uma questão de ter estratégia clara e definida.

Acha que os insatisfeitos vão buscar um novo culpado a partir de agora?
Certamente. Mas como a Casa Civil a partir de agora vai ter um perfil mais baixo, ele vai se blindar disso. Não vai ser porta-voz, não vai ter área de comunicação com ele. Vão encontrar novos alvos. Uma das minhas funções era justamente ser um anteparo do governador.

Fonte; Correio Braziliense

Governador recebe PDT e promete retomar proposta da criação de conselho político

20150616011227A princípio, o governo abrirá espaço para que o partido tenha maior participação na elaboração e definição das decisões políticas.

O PDT permanece ao lado do governo Rollemberg, embora com ressalvas. Após críticas das principais lideranças pedetistas aos rumos do GDF, o governador Rodrigo Rollemberg chamou, oficialmente, o partido para integrar o núcleo de decisão política do governo. No entanto, quadros importantes da sigla ainda mantêm posição de independência e espera para ver se a promessa do Buriti será cumprida.

Primeiro aliado de Rollemberg durante as eleições de 2014, o PDT se queixa de ter sido deixado de lado das principais decisões políticas do governo, desde a transição. Sabe-se também que alas do partido não achariam ruim se ampliassem o número de cargos no governo. O desconforto se inflamou com as sucessivas crises do governo e a recém declarada adoção de postura de independência da presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão, eleita pelo partido. Celina manterá a postura.

Governo abre espaço

A princípio, o governo abrirá espaço para que o partido tenha maior participação na elaboração e definição das decisões políticas. “O pleito é correto. A gente gostaria de contar com o apoio do PDT. O interlocutor do partido conosco será Georges Michel (secretário do Trabalho e presidente regional do PDT). Ele vai começar a participar das reuniões do núcleo político do governo”, afirmou Rollemberg. Segundo o governador, a crítica dos pedestistas sobre o isolamento do governo é válida.

O governo deverá promover reuniões dos secretários e administradores regionais com representantes do partido, a começar pelo senador Cristovam Buarque. O Buriti também pretende retomar o projeto do Conselho Político, no qual aliados podem discutir o cenário político  com o governo.

“O PDT está dentro do governo. Esse governo pertence ao PDT. Fomos o principal partido da coligação, do ponto de vista da eleição”, declarou Georges Michel. Para o cacique pedestista, o aceno de Rollemberg foi positivo.

“Não queremos cargos. Reivindicamos participar das decisões para que esse governo seja vitorioso”, declarou. Nas palavras do cacique pedetista, a participação da legenda no processo de discussão, planejamento e decisão do governo passou a ser mínima depois do resultado das urnas em 2014.

Cristovam diz que rombo não desculpa mais

“Honestamente, a conversa com o governador foi positiva. E, honestamente, não sei se será consequente”, ponderou o senador Cristovam Buarque. Na leitura do parlamentar, o GDF errou quando tomou uma postura de isolamento político. Segundo o senador, os secretários  não podem mais se escorar na desculpa de falta de recursos e pecam pela falta de criatividade na solução dos problemas.

“O partido, tanto do ponto de vista local quanto federal, deveria adotar uma postura de independência. Não ter cargos no governo, elegiando o que é certo e criticando o que é errado. De repente, com essa posição, quem sabe, o governador acorde para os problemas. Quem sabe, funcione como um despertador”, comentou o senador Reguffe, que evitou comparecer à reunião.

Após o aceno do Buriti, Celina Leão se mostrou satisfeita, mas manterá a posição de independência, argumentando ser representante do Legislativo. Nesse sentido, declarou que não irá admitir tentativas de transferência da crise do governo à Câmara.

“A tentativa de criminalizar a relação do governo com os deputados foi desastrosa”, cravou. Sobre a relação com o Buriti, a deputada comentou que o governo precisa entender que projetos bons para o DF serão votados, mas   em determinadas matérias, os deputados poderão dizer “não”, a exemplo de projetos de aumentos de impostos e redução de direitos de servidores.

 Fonte: Jornal de Brasília

Ministro do TCU indica rejeição de contas de Dilma

20150616110446Apesar de todo o sigilo alimentado pelo ministro relator Augusto Nardes em torno de sua decisão sobre as contas do governo, interlocutores e outros ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) afirmam que ele deu sinais claros de que vai dar parecer pela reprovação das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff.

Até a segunda-feira, 15, pelo menos, essa era a sinalização que Nardes havia transmitido a alguns de seus pares ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. A apenas um dia do julgamento do processo pelo TCU, portanto, uma eventual mudança de voto de Augusto Nardes para aprovar as contas seria uma “surpresa”, segundo fontes.

A decisão que será tomada pelo ministro relator é crucial, porque embasa os demais sete votos da corte. Em caso de empate da decisão – quatro a quatro -, o processo segue para o nono voto, que seria dado pelo presidente do TCU, Aroldo Cedraz.

Na segunda-feira, 15, os ministros passaram o dia em reuniões. Há propostas que vão desde um parecer adverso pontual – espécie de reprovação apenas das “pedaladas” – até a rejeição total das contas.

Fonte: Jornal de Brasília

Tribunal egípcio confirma pena de morte contra Morsy por fuga e ataques

2015-05-16t130412z_131660496_gf10000096879_rtrmadp_3_egypt-court-mursiO juiz já havia condenado à pena capital no mês passado Morsy e uma centena de acusados.

Cairo – Um tribunal egípcio confirmou nesta terça-feira a pena de morte contra o ex-presidente deposto Mohamed Mursi em um julgamento por fuga de prisão e violência durante a revolta de 2011, um veredicto que atesta a vontade do poder de erradicar a oposição islamita.

Pouco antes, o mesmo tribunal havia condenado Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, à prisão perpétua por “espionagem”. E em 21 de março, em um primeiro julgamento, ele foi condenado a 20 anos de prisão por estimular a violência contra manifestantes em 2012.

A pena de morte neste terceiro processo foi confirmada depois que o tribunal consultou o grão-mufti, a maior autoridade religiosa do país na interpretação da lei islâmica, que recebe do governo um papel consultivo.

Ao ouvir as sentenças, o ex-presidente, calmo e sorridente, levantou os punhos unidos para expressar sua determinação.Os veredictos dos três primeiros julgamentos (ainda faltam outros dois) foram pronunciados em primeira instância e podem ser alvos de recursos.

‘Veredictos grotescos’

A Irmandade Muçulmana denunciou veredictos grotescos, convocando manifestações na sexta-feira “contra as penas de morte, os desaparecimentos forçados” e contra “o criminoso fascista Abdel Fatah al-Sissi e seu bando”.

O tribunal do Cairo, localizado dentro de uma academia de polícia, condenou Mursi por fugir da prisão durante a revolta popular de janeiro e fevereiro de 2011, que acabou com 30 anos da presidência de Hosni Mubarak, assim como por ter “planejado ataques contra o Estado com a colaboração do Hamas palestino e do Hezbollah libanês”.

No processo por espionagem, que resultou na pena de prisão perpétua – que no Egito equivale a 25 anos de prisão –, o juiz confirmou as penas de morte para outros 16 acusados, incluindo dois líderes da Irmandade Muçulmana: o rico empresário Khairat al-Shater e Mohamed al-Beltagui.

Outras 16 pessoas, entre elas o guia supremo da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e o ex-presidente do Parlamento Saad al-Katatni, foram condenadas à prisão perpétua. Dois réus foram condenados a sete anos de prisão. Badie também foi condenado à morte no processo por “espionagem”.

“Vamos recorrer do veredicto”, anunciou Abdel Moneim Abdel Maqsud, um advogado da defesa, explicando que, no caso de Mursi, devem antes obter seu acordo.

Efetivamente, Mursi, que ainda está sendo processado em outros dois julgamentos – um por “ultraje a um magistrado” e outro por espionagem para o Catar – continua se considerando o “presidente do Egito” e recusa a legitimidade de seus juízes.

O ex-presidente e 34 coacusados foram declarados culpados de fornecer “relatórios de segurança” ao Irã e de espionagem a favor do Hamas e do Hezbollah “para cometer ataques terroristas no país com o objetivo de espalhar o caos e acabar com o Estado”.

Desde que Mursi foi destituído pelo ex-comandante do exército e atual presidente Abdel Fatah al-Sissi, as forças de segurança lideram uma repressão contra seus partidários e pelo menos 1.400 manifestantes islamistas morreram no país. Mais de 40.000 foram detidos.

Além disso, centenas de pessoas foram condenadas à morte em julgamentos sumários, considerados pela ONU “sem precedentes na história recente”.

A repressão se ampliou aos movimentos laicos e de esquerda, que lideraram a revolta de 2011 que expulsou Mubarak do poder, o que provoca detenções arbitrárias, segundo organizações de defesa dos direitos humanos. Dezenas de manifestantes foram condenados a penas de prisão por violação a uma polêmica lei que limita o direito de manifestação.

Fonte: Correio Braziliense

Em greve, rodoviários de cooperativa que atende 4 regiões fazem ato no DF

4255317_x360Eles fecharam uma faixa da pista na entrada do Recanto das Emas. Salários não são pagos desde março, diz sindicato; GDF confirma dívida.

Em greve, rodoviários da cooperativa MCS fizeram um protesto contra atrasos nos salários na manhã desta terça-feira (16) no balão de acesso ao Recanto das Emas, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Militar, uma faixa da pista chegou a ser fechada pelos manifestantes, mas liberada. Cerca de 20 pessoas participaram do ato, que começou por volta das 7h15, informou.

O diretor do Sindicato das Cooperativas do DF, Diógenes dos Santos, disse que a MCS parou de rodar há cerca de um mês alegando falta de repasses do governo e não pagou os salários de março, abril e maio dos trabalhadores.

Ela conta com 220 funcionários e atua no Recanto das Emas, Estrutural, Riacho Fundo e Guará. Parte dos funcionários aderiu ao programa de demissão voluntária e diz também estar sem receber.

Dívida
O DFTrans afirmou ter uma dívida de R$ 6 milhões para as seis cooperativas que rodam na capital federal e afirmou que até agosto quer fazer o pagamento. “O governo tem honrado seus compromissos todos em 2015. O que existe são alguns valores de restos a pagar referente a 2014 ou até 2013. A previsão, segundo estimativas do governo, é que até agosto vamos fazer os pagamentos”, disse o diretor técnico do DFTrans, Adônis Ribeiro.

Além da MCS, rodoviários da Coopertran, que atende passageiros de Planaltina, também tinham aderido à greve, mas segundo o sindicato da categoria, eles voltaram a rodar nesta terça. De acordo com o sindicato, a Cootarde Convencional, que faz o trajeto Santa Maria – Plano Piloto também está parada.

O representante jurídico da Coopertran, Wagner Pereira, afirmou que a empresa não tem dinheiro para pagar os funcionários e que o GDF deve R$ 1 milhão a Coopertran. ”

O governo, na medida do possível, colocou em dia os pagamentos de 2015, mas não houve a quitação dos débitos de 2014, que de acordo com o governo, inclusive um decreto apresentado pelo governador, até na proxima quinta-feira estará quitado, e a gente espera que isso aconteça para a gente conseguir uma maneira paleativa de resolver esse problema”, disse.

Fonte: G1

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