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Suspeita de infecção por superbactérias isola oito pacientes no DF

20150601231943128074eApós a morte de três idosas infectadas com organismos multirresistentes no Hospital Regional de Taguatinga, governo admite a dificuldade de conter a disseminação. Oito pessoas ainda estão em isolamento suspeitas de estarem contaminadas.

“Casos de bactérias multirresistentes são comuns em toda a rede e ultrapassam os muros dos hospitais.” A frase, da coordenadora-geral de Infectologia do Governo do Distrito Federal, Maria Lourdes Lopes, desafia a capacidade da saúde da capital em controlar um possível surto nos hospitais públicos. Situação agravada pela morte de três idosas infectadas por superbactérias. Luzia Quintino Rocha, 79 anos, e Inácia Gonçalves Araújo, 80, morreram domingo no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A primeira estava com a temida Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), que matou 18 pessoas no DF em outubro de 2010. Já Inácia havia contraído enterococo, outra superbactéria. Ontem, uma terceira mulher, Maria Rosa Freitas, 70, também infectada por enterococo, não resistiu no HRT. Cinco pessoas continuam isoladas na unidade de Taguatinga e três, no Hospital Regional do Guará (HRGu). Ao todo, 25 pacientes tiveram amostras coletadas sob suspeita de estarem infectados com os organismos multirresistentes, e 17 deles foram liberados após os exames apontarem resultados negativos. Segundo a Secretaria de Saúde, o HRT volta hoje a funcionar normalmente depois de cinco dias com serviços interrompidos por conta da “endemia”.

As famílias se queixam de falta de informações. Luzia Quintino havia sido internada há 23 dias no HRT com uma fratura no fêmur. Segundo parentes da idosa, ela ficou pelo menos 12 horas em uma maca em frente a um banheiro. “Só a tiraram de lá depois que eu reclamei. Depois da morte, eles (equipe médica) tentaram dizer que ela já tinha chegado com a infecção, o que não é verdade. Nós vimos a piora dela durante os dias, várias culturas (procedimento feito para teste laboratorial) foram feitas até o isolamento. Um primo meu conseguiu vê-la de longe com um papel colado na maca escrito KPC”, reclamou Tuane Reis Lelis, 33 anos, neta de Luzia. Durante o período em que a mulher esteve hospitalizada, a família diz não ter sido comunicada oficialmente sobre a infecção com a superbactéria.

Uma enfermeira do HRT, que não quis se identificar, disse ao Correio que a ordem da chefia médica é não repassar informações aos familiares dos pacientes nos casos de infecção por superbactérias. “Eles (médicos) falam que esse comunicado deve ser autorizado pela Secretaria de Saúde e pela direção do hospital. Às vezes, ouvimos alguns comentários sobre os pacientes, mas não podemos falar nada. A equipe inteira fica sabendo e não pode falar uma palavra”, revelou. Segundo a servidora pública, as condições de limpeza no hospital são precárias. “Às vezes, faltam alguns itens de proteção”, contou.

Fonte: Correio Braziliense

Ricardo Teixeira movimentou R$ 464,56 milhões em contas pessoais durante organização da Copa

20150601192733896619ePolícia Federal indiciou Ricardo Teixeira por quatro crimes.

Um relatório produzido pela Polícia Federal em janeiro, e divulgado nesta segunda-feira pela Revista Época, revela que o ex-presidente da CBF e ex-presidente do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, movimentou R$ 464,56 milhões em suas contas pessoais no período em que comandou a organização da Copa do Mundo do Brasil, entre 2009 e 2012, ano em que renunciou aos dois cargos.

A Polícia Federal indiciou Ricardo Teixeira pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público.

De acordo com documentos obtidos pela revista Época, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou que Ricardo Teixeira mantinha contas no exterior e repatriou valores, considerados atípicos, para comprar um apartamento. Segundo a PF, Teixeira “não teria como justificar os valores envolvidos na aquisição” e, por isso, trouxe dinheiro de fora do país.

O cartola é suspeito de fazer parte de um esquema internacional de propinas. Na última quarta-feira, o também ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi um dos sete cartolas da Fifa presos em Zurique, acusado pelo FBI de corrupção e envolvimento num esquema que movimentou US$ 150 milhões (R$ 423,7 milhões).

Segundo os investigadores, o inquérito não tem relação imediata com o escândalo de corrupção que atingiu a Fifa, mas pode dar subsídios à apuração que está em curso nos Estados Unidos tocada pelo FBI. O inquérito no Brasil foi concluído em janeiro deste ano, mas só agora veio a público. As investigações duraram dois anos.

No inquérito, ao qual o Estado de S. Paulo teve acesso, a PF afirma que nas declarações de imposto de renda do ex-dirigente “não existe referência alguma a contas bancárias em seu nome no exterior”, o que configura crime de evasão de divisas.

A reportagem revelou que Teixeira possui 30 milhões de euros numa conta secreta em Mônaco e a procuradoria da Suíça também identificou movimentações no país.

A PF destacou informações da procuradoria da Suíça de que Teixeira teria recebido, ainda, 12,7 milhões de francos suíços de suborno enquanto esteve na CBF, de 1989 a 2012, inclusive envolvendo a realização de Copas do Mundo, ao considerar que “ele vem praticando atos contra a administração pública brasileira, com exigência de vantagens para práticas administrativas da CBF, contra a administração pública estrangeira e o sistema financeiro nacional”.

OPERAÇÕES

A PF acusou Teixeira de simular operação de compra de vários imóveis, entre eles uma cobertura na Barra da Tijuca, no Rio. Ele adquiriu o apartamento em bairro nobre que estava avaliada em R$ 4 milhões por R$ 720 mil. O imóvel foi comprado de Claudio Abrahão, irmão de Wagner Abrahão, dono do Grupo Águia. Em depoimento à PF, Claudio justificou o preço porque o imóvel estava “em mau estado de conservação, precisando de reforma”. A PF considerou suspeito o fato de Claudio ter comprado o imóvel em 2002, por R$ 1,9 milhão, mas só ter escriturado em 2009, mesmo ano em que foi vendido para Teixeira.

A PF também encontrou irregularidades na compra de uma aeronave pela Alianto Marketing por R$ 8 milhões da empresa 100% Brasil Marketing, que não tem endereço fixo. As duas empresas têm como sócios Alexandre Rosell Feliu, conhecido como Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona. Ou seja, ele vendeu a aeronave para ele mesmo.

Outro negócio investigado pela PF é a simulação de operação de compra de ações de Teixeira e Rosell numa transação que envolveu a cifra de R$ 22,5 milhões. A PF descobriu que a Alpes Eletronic Broker não era detentora de opção de venda, como informado no negócio. A Alpes negou em depoimento relação com Teixeira. Como moram no exterior, a PF indiciou Teixeira e Rosell sem a presença deles. Os dois, contudo, conforme o inquérito “tomaram conhecimento dos fatos e não tiveram interesse em desmentir”. A reportagem não conseguiu contato com Teixeira e Rosell.

Fonte: superesportes.com.br

Dilma Rousseff sanciona com vetos o projeto de lei das domésticas

20150602074205623615iO primeiro veto refere-se à possibilidade de estender o regime de horas previsto na lei, de 12 horas trabalhadas por 36 de descanso.

A presidente Dilma Rousseff sancionou com vetos o projeto de lei que regulamenta o trabalho das empregadas domésticas. A lei está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (2/6). O primeiro veto refere-se à possibilidade de estender o regime de horas previsto na lei, de 12 horas trabalhadas por 36 de descanso, para os trabalhadores de outras categorias, como os vigilantes. A presidente vetou esse parágrafo por entender que se trata de matéria estranha ao objeto do projeto de lei e com características distintas.
O segundo veto trata de uma das razões para demissão por justa causa, a de violação de fato ou circunstância íntima do empregador ou da família. A presidente entendeu que esse inciso é amplo e impreciso e daria margem à fraudes, além de trazer insegurança para o trabalhador doméstico. Na exposição de motivos, a presidente destacou que a medida, se aprovada, geraria um impacto de R$ 600 milhões por ano aos cofres públicos.

A lei estabelece uma série de garantias aos empregados domésticos. Além do recolhimento previdenciário, a nova legislação para a categoria prevê o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A regulamentação, no entanto, ainda será feita pelo Conselho Curador do FGTS e pelo agente operador do fundo.

O empregador doméstico somente passará a ter obrigação de promover a inscrição e de efetuar os recolhimentos referentes ao FGTS de seu empregado após a regulamentação da lei. No caso de demissão, o aviso prévio será concedido na proporção de 30 dias ao empregado que conte com até um ano de serviço para o mesmo empregador. Ao aviso prévio devido ao empregado serão acrescidos três dias por ano de serviço prestado para o mesmo empregador, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias.

A falta de aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período ao seu tempo de serviço. No caso do empregado descumprir o aviso prévio, o empregador terá o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo. O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado.

Fonte: Correio Braziliense

Ataques aéreos sauditas a depósito de armas deixam 8 mortos no Iêmen

Smoke billows from Noqum mountain after it was hit by an air strike in Yemen's capital SanaaPelo menos oito civis morreram e 20 ficaram feridos em explosões consecutivas provocadas por ataques aéreos sauditas a um depósito de armas dos rebeldes no Iêmen, disse nesta segunda-feira (1º).

Testemunhas afirmaram que os aviões de combate da coligação árabe bombardearam Jebel Noqom, uma montanha no Leste de Sanaa, capital do Iêmen, junto a uma área residencial e que os moradores foram atingidos com projéteis e estilhaços do depósito.

Neste domingo (31), o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que cidadãos norte-americanos foram detidos no Iêmen por rebeldes xiitas. Os americanos foram feitos prisioneiros pela milícia Huthi e estão em uma prisão. O Departamento de Estado está a par das detenções e está fazendo o possível para libertá-los.

Fonte: Jornal Metro

Contra fim de invasão, grupo fecha acesso a viaduto no DF

bombeiroestruturalEles usaram pneus queimados na entrada da Cidade do Automóvel.
Corpo de Bombeiros e Polícia Militar foram acionados.

Os dois sentidos do viaduto que dá acesso à Cidade do Automóvel, no SIA, no Distrito Federal, foram fechados na manhã desta terça-feira (2) durante protesto contra a derrubada de uma invasão na região. De acordo com a Polícia Militar, cem pessoas participavam do ato. O grupo ateou fogo a pneus e pedaços de madeira para fazer o bloqueio.

O Corpo de Bombeiros informou que os manifestantes também incendiaram outro ponto, na altura do Lúcio Costa. A corporação tentava por volta de 8h20 controlar as chamas e evitar acidentes. Próximo ao local há depósitos de combustíveis.

A moradora Lucimar Santos Bezerra contou que habita a região há dez anos e que a casa dela está entre as 50 previstas para serem derrubadas. Ela disse participar do protesto como forma de reivindicar o direito de ter moradia.

De acordo com a Agefis, 19 barracos foram derrubadas nesta segunda. A previsão é de terminar a operação nesta tarde. Uma equipe do Batalhão de Choque acompanhava o ato.

Fonte: G1

Quase um ano depois da Copa, placas de sinalização não foram retiradas pelo Detran

quase-um-ano-depois-da-copa-placas-de-sinalizacao-nao-foram-retiradas-pelo-detranA sinalização diferenciada, com fundo branco e logomarca da Fifa, deveria permanecer nas ruas até 31 de julho do ano passado, em respeito ao prazo determinado pelo Contran.

Já estamos prestes a recordar o primeiro ano do vexatório 7 a 1 contra a Alemanha, mas as placas “padrão Fifa” não deixam os brasilienses esquecerem a Copa do Mundo de 2014, cenário do maior massacre da história da seleção brasileira.

A sinalização diferenciada, com fundo branco e logomarca da Fifa – a entidade toda-poderosa agora investigada por corrupção – deveria permanecer nas ruas até 31 de julho do ano passado, em respeito ao prazo determinado pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

Quando a Copa acabou, o governo local chegou a anunciar que os equipamentos seriam, de imediato, reaproveitados e reinstalados em outros pontos do Distrito Federal. O que se vê, porém, são situações esdrúxulas, como a da manutenção de placas indicando locais de estacionamento para veículos credenciados durante o evento esportivo.

0-resolucao-contranCusto elevado

As placas, em português e em inglês, começaram a ser instaladas em abril de 2013, ainda para a Copa das Confederações. O custo de todo o processo ultrapassou os R$ 900 mil, entre material e mão-de-obra, conforme divulgado pelo GDF. A expectativa era fincar 500 peças em locais considerados estratégicos.

Na época, especialistas questionaram a propaganda da Fifa nas placas, algumas com erros de tradução, incluindo o que transformou o “Setor Hoteleiro Norte” em “Southern Hotel Sector”, direcionando os turistas para o sul.

Embora possa parecer inofensiva, a sinalização da Copa que já acabou se transformou em “legado morto”. Por exemplo: as placas indicando o Estádio Nacional Mané Garrincha – algumas, inclusive, bastante óbvias, bem ao lado da arena de R$ 1,4 bilhão – tinham a função específica de orientar quem não conhecia Brasília, principalmente estrangeiros. Agora, não fazem mais tanto sentido, uma vez que os principais pontos de visitação do DF contam com placas turísticas próprias.

Enquanto as peças com símbolo da Fifa seguem de pé no Eixo Monumental, nos setores hoteleiros, no Parque da Cidade e até na Estrutural, outros pontos da cidade continuam carentes de sinalização instrutiva e eficiente.

Respostas

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) informou que não há previsão para concluir a “troca ou adequação das placas”. Sobre o desrespeito ao prazo estipulado pelo Contran, o órgão sustentou não existir conflito algum entre os equipamentos em questão e o restante da sinalização viária nas rodovias distritais.

O Contran e a Secretaria de Turismo não responderam aos questionamentos da reportagem até o fechamento deste texto.

O Detran (Departamento de Trânsito) informou que não foi responsável pela instalação das placas nas vias que competem ao órgão. O departamento esclareceu que cuida da sinalização de trânsito, mas atribuiu a responsabilidade das peças específicas da Copa à já extinta Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo). De acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), no artigo 21, compete ao Detran “implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário”.

Fonte: Fato Online

Presidente da CPI do Transporte quer mudar a ordem dos depoimentos na CLDF

presidente-da-cpi-do-transporte-quer-mudar-a-ordem-dos-depoimentos-na-cldfBispo Renato Andrade (PR) vai, depois de uma reunião no TCDF, propor a mudança e convocar primeiro os executores dos contratos com as cinco empresas que venceram a licitação do transporte.

O presidente da CPI do Transporte da Câmara Legislativa, Bispo Renato Andrade (PR), vai propor aos demais membros da CPI que a ordem das oitivas seja invertida. A sugestão deve ser apresentada em reunião extraordinária, na próxima segunda-feira (8), por conta das informações recebidas em reunião no TCDF (Tribunal de Contas do Distrito Federal), na tarde desta terça (1º), com o presidente do órgão, conselheiro Renato Rainha, e técnicos do órgão.

O primeiro a ser ouvido seria o presidente da Comissão de Licitação Galeno Furtado Montes, porém Bispo Renato, após conversas no TCDF, achou por bem convocar primeiro os executores dos contratos com as cinco empresas que venceram a licitação do transporte do DF. A CPI pretende juntar o maior número de informações para saber qual era o objetivo real da licitação.

Segundo Bispo Renato, a constatação tanto dos membros da CPI quanto do TCDF é que a qualidade do transporte piorou.

“A constatação é que a licitação conseguiu deixar o transporte pior do que já estava. O objetivo que era melhorar o sistema com a integração que não foi implementado. São uma série de coisas que não aconteceram, não foram efetivadas”, declara o presidente da CPI.

Ele afirma que, por si só, a licitação é “nula de pleno direito” desde o início, já que estava cheia de erros desde o início do processo.

O presidente elencou quatro pontos principais para a nulidade do processo licitatório: não ter o projeto básico, que na visão dele é algo inadmissível; a participação das empresas Pioneira e Piracicabana, que são da mesma família e grupo econômico; a participação do advogado Sacha Reck que atuava como consultor da licitação, tendo acesso a documentação e na exclusão de concorrentes, mesmo advogando para a empresa Marechal; e a manutenção de sigilo das planilhas, que não foram disponibilizadas para o TCDF durante o processo licitatório.

Bispo Renato, entre outros membros da CPI, estiveram no TCDF para pedir que o órgão que repasse à Câmara Legislativa os documentos referentes a licitação que modificou o sistema de transporte público do DF. Apenas o processo principal, investigado pelo Tribunal de Contas, possui 17 mil páginas e só deve ser entregue à CPI do Transporte na próxima segunda-feira (8).

Segundo a assessoria da Comissão da Câmara Legislativa, que investiga a licitação do transporte realizada em 2012, dos órgãos a quem foram requeridos documentos, apenas a Polícia Civil já enviou o material de investigação.

Na semana passada, os membros da CPI Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (PMDB) condicionaram a convocação de envolvidos à entrega de documentos ainda nesta terça (2). Apesar do prazo maior pedido pelo TCDF, Bispo Renato garante que os depoimentos dos que já foram convocados serão mantidas.

Fonte: Fato Online

Parque Tecnológico pode alavancar economia do DF

parque-tecnologico-pode-alavancar-economia-do-dfIsso se o GDF tirar o projeto do papel. O potencial é grande, e empresas como Microsoft, IBM, Cisco Systems e Oracle têm escritórios na Capital Federal. O setor tem cerca de 600 empresas no DF e movimenta R$ 5 bilhões por ano.

Ninguém em Brasília tem a conta exata de quantas foram as inaugurações de pedras fundamentais do Parque Tecnológico Cidade Digital. Nos últimos 15 anos, os sucessivos governos prometeram, com convicção, tirar o projeto do papel. Nenhum deles conseguiu.

A estreita relação do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) com o tema tem alimentado na poderosa indústria de TI uma nova expectativa. O chefe do Executivo local foi secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia no governo Lula e, durante a corrida ao Palácio do Buriti, repetiu insistentemente que, se eleito, implantaria, enfim, o Parque Digital.

“O parque deixou de ser apenas uma demanda das empresas de tecnologia da informação. Virou um desejo da sociedade brasiliense”, aposta Jeovani Salomão, presidente do Sinfor-DF (Sindicato das Indústrias da Informação e Comunicação do Distrito Federal) e da Assespro (Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação).

Cobrança

Nos últimos dias, Salomão começou a provocar o governo sobre o tema, tentando marcar reuniões com técnicos e secretários. “O governo parece compreender bem a importância do Parque. Mas não basta boa intenção: tem que colocar em prática as ideias”, cobra o principal representante do setor. “Garantia de que desta vez vai sair? Ninguém tem, infelizmente.”

O secretário de Ciência e Tecnologia do DF, o acadêmico e entendedor do assunto Paulo Salles, sustenta que o Parque Digital será tratado como prioridade. “Sim, o parque vai sair. Tenho plena confiança de que vai sair”, pontua o secretário. Segundo ele, nesses cinco meses de trabalho, o governo foi procurado por “um grande número de empresas” interessadas no projeto do centro tecnológico. Na terça-feira (26), ilustrou Salles, o governador Rollemberg recebeu a visita da vice-presidente mundial para o setor público da Amazon Web Services, Teresa Carlson.

 “Sim, o Parque vai sair”.Paulo Salles

Enquanto tenta ajustar as contas públicas, o governo anuncia que concretizará o parque a partir de “uma nova formatação”, ainda não detalhada. O secretário Paulo Salles adiantou ao Fato Online que a ideia é não restringir o projeto ao universo das atividades de TI. “Queremos ampliar o leque, abrindo espaço para outros segmentos, mas sem perder de vista o contexto de inovação tecnológica”, comentou ele, antecipando que o modelo atualizado deve mesmo contemplar, por exemplo, unidades da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Parque desabitado

Por enquanto, o espaço dedicado ao parque, próximo à Granja do Torto, tem um único prédio funcional: o datacenter do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, inaugurado há dois anos graças a uma parceria público-privada de R$ 320 milhões. Por conta da estrutura pública capenga na região, os bancos tiveram que investir mais do que o esperado para começarem a funcionar.

Em outubro do ano passado, após aplicação de R$ 12 milhões, a CEB (Companhia Energética de Brasília) inaugurou uma subestação no local. A ideia era usá-la para atender ao parque, mas o espaço segue desabitado, bem longe de abrigar as 1,2 mil empresas previstas inicialmente, com criação de 25 mil empregos diretos.

Vocação

Representantes do setor de TI acreditam que, apesar da boa vontade do governo, é muito difícil fazer o Parque Digital engatar antes de 2018. Quando (e se) vingar, o centro de tecnologia terá potencial para mudar a matriz econômica de Brasília, transformando-a em referência internacional de desenvolvimento de softwares. Será a chance de despertar a vocação da cidade para indústrias não poluentes.

Atualmente, sem o Parque Digital, as cerca de 600 empresas de tecnologia da informação presentes no DF movimentam pelo menos R$ 5 bilhões por ano e empregam cerca de 40 mil pessoas, incluindo os servidores públicos do ramo. As principais marcas mundiais, como Microsoft, IBM, Cisco Systems e Oracle, têm escritórios na capital brasileira. Cerca de 80% do total de negócios fechados envolvem órgãos públicos.

Fonte: Fato Online

Agnelo feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal, acusa Rollemberg

20150602003043Para justificar divergência de saldo, governador divulga relatório do TCDF, que traz ?implicações criminosas? ao ex-gestor.

Em mais uma tentativa de explicar a divergência entre o saldo bancário anunciado pelo governo   no início do ano (R$ 64 mil) e o  apontado pelo Tribunal de Contas do DF (R$ 4,7 milhões), o governador Rodrigo Rollemberg  divulgou outro relatório do Tribunal de Contas: nele, aponta-se que o ex-governador Agnelo Queiroz descumpriu o Artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“E descumpriu várias vezes”, reiterou o governador, em entrevista coletiva, ontem. “Assumimos o governo com o Artigo 42 da LRF totalmente descumprido, o que dará um trabalho enorme ao governo, nos próximos anos, para resgatar a normalidade”, destacou.

Visivelmente nervoso e irritado, o governador criticou a oposição, por divulgar o que chamou de “informações manipuladas”. Com o relatório do Tribunal de Contas na mão,  Rollemberg disse que o ex-governador “incorreu em vários crimes de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal”. O documento, ele disse, tem informações que trarão “implicações criminais graves ao governo passado”.

Subsídio para parecer

O relatório é resultado de uma auditoria para subsidiar a elaboração de parecer sobre as contas do último ano do governo de Agnelo Queiroz. O Tribunal de Contas não se manifestou sobre o documento, alegando, por meio da assessoria,  que o relatório nem sequer fora finalizado.

O ex-governador, segundo o advogado Paulo Guimarães, ainda não teve acesso ao inteiro teor deste relatório e vai se defender, “assim que for intimado pelo Tribunal”.

De acordo com um despacho do conselheiro Paulo Tadeu, que relata as contas do último ano de governo do petista, os poderes Executivo e Legislativo terão  30 dias para se manifestar acerca dos achados da auditoria.

Para o Buriti, a oposição tenta abalar o governo

Sobre a divergência de saldos, Rollemberg disse que há a tentativa de abalar a credibilidade do  governo. “A oposição manipulou os dados, querendo parecer para a população que  nós teríamos recursos e não queríamos pagar”, disse.

A manipulação, ele disse, não vem do Tribunal de Contas. “Pelo contrário. Os dados são claros”, afirmou quando fora lembrado que os números foram saíram do gabinete de Paulo Tadeu, ex-petista e ex-secretário na gestão anterior.

Os R$ 4,7 milhões  apontados pelo Tribunal de Contas foram encontrados em mais de 1.200 contas. O governador disse que, no primeiro dia de governo, não dava para ter acesso e somar os saldos de todas elas. “Quando a gente assumiu o governo. só com o pagamento de pessoal, foi gasto R$ 1,075 bilhão”, argumentou. Ele frisou que os R$ 4,7 milhões, “não significavam nem dois milésimos da dívida deixada pelo governo anterior”.

Déficit de R$ 18 milhões

Com relação ao R$ 1 bilhão apontado pela oposição – e confirmados pelo TCDF – que estavam em contas vinculadas, Rollemberg  se defendeu: “Como tinham várias ordens bancárias, de 30 e 31 de dezembro, e que não tinham entrado ainda na conta, na verdade, o saldo da conta única era negativo: R$ 18 milhões no primeiro dia do ano”.

Fonte: Jornal de Brasília

Cerveró pede transferência para presídio estadual

20150602121126O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró pediu à Justiça na segunda-feira, 1, para ser transferido para o Complexo Médico Penal do Paraná. Ele está preso desde janeiro deste ano na Polícia Federal, em Curitiba, base das investigações da Operação Lava Jato.

“O pedido se justifica ante as reiteradas manifestações do Departamento de Polícia Federal de Curitiba – Paraná nesse sentido, com as quais anui o peticionário”, diz o documento subscrito pelo advogado Edson Ribeiro, que defende o ex-diretor.

Nas últimas semanas, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, mandou transferir muitos outros acusados para o Complexo Médico Penal, situado na região metropolitana de Curitiba. O juiz atendeu pedido da Polícia Federal, que alegou não ter espaço suficiente para alojar todos os réus da Lava Jato.

Cerveró respondia a dois processos no âmbito da Lava Jato. Na semana passada, ele foi condenado pela Justiça Federal em uma das ações, a cinco anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro na compra de apartamento de luxo em Ipanema, zona Sul do Rio, hoje avaliado em R$ 7,5 milhões.

A sentença é do juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato. Moro decretou também confisco do imóvel que, segundo o Ministério Público Federal foi adquirido “com produto de crimes de corrupção” na Petrobras.

Para ocultar “a origem e natureza criminosa dos valores envolvidos na aquisição, bem como o real titular dos valores e do imóvel”, Nestor Cerveró constituiu, de acordo com a denúncia da força tarefa da Lava Jato, em 12 de abril de 2007, a empresa Jolmey Sociedad Anonima no Uruguai.

Em 7 de novembro de 2008, o ex-diretor da estatal montou uma subsidiária da Jolmey no Brasil, a Jolmey do Brasil Administradora de Bens Ltda. O capital da empresa brasileira foi constituído por investimento direto da Jolmey, ingressando cerca de R$ 2,6 milhões do exterior. Desse total, R$ 1,53 milhão foram utilizados para aquisição do imóvel e o restante para reforma do imóvel e pagamentos de tributos e honorários advocatícios.

Fonte: Jornal de Brasília

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