Obra de construção do viaduto do Riacho Fundo I começou
Na manhã desta quinta-feira (2), a região do Riacho Fundo 1 deu mais uma subida de degrau, com o início da obra de construção do viaduto da cidade. A obra, que está sendo aguardada há, aproximadamente, 30 anos, como escreveu o governador do Distrito Federal (GDF), Ibaneis Rocha (MDB), por meio de suas redes sociais, receberá um grande valor e trará um grande benefício. “Essa obra receberá um investimento de cerca de R$ 22,3 milhões e irá beneficiar 90 mil motoristas”, disse.
O chefe do executivo, que sempre busca trazer melhorias para a população do DF como um todo, pontuou, ainda, que “nossa gestão está colocando toda nossa força para fazer as coisas acontecerem”, além de perceber qual o verdadeiro sentido de governar. “Governar só faz sentido quando se fazem entregas ao povo”, falou.
A gestão de Ibaneis tem sido bastante reconhecida, tanto nacionalmente, quanto internacionalmente, quando a gente percebe que ficou em evidência em um grande site de arquitetura exterior, além de diversas obras entregues, sobretudo em um ano tão difícil de pandemia.
A nova sensação do momento é a tentativa de união de dois adversários políticos históricos. O ex-presidente Lula e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Alckmin foi derrotado por Lula e por Dilma na tentativa de ser presidente do Brasil pelo PSDB. Agora, ensaia sair do PSDB e ser candidato a vice-presidente na chapa com Lula. Será que o eleitor vai entender essa união? Ambos os lados eram polarizados contra o outro. E agora terão que se unir e fazer defesas inimagináveis, um do outro. A política não é mesmo para qualquer um.
Na Bahia o ritmo de campanha está acelerado em relação ao ritmo no Distrito Federal. O ex-deputado federal e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, lançou sua campanha ao governo do estado na última quinta-feira (2) com presença de grandes nomes do Democratas e do PSL. Os partidos aguardam a homologação do TSE para a junção e criação do União Brasil. Na Bahia, outro pré-candidato definido é o senador Jaques Wagner pelo PT. Diferente da Bahia, no DF ainda não existem pré-candidatos definidos. Apenas ensaios e valorização do passe, que é quando o candidato diz que concorrerá a um determinado cargo, mas na realidade não irá. Essa é uma estratégia velha de se valorizar para conquistar outros espaços. Por hora, no DF, apenas o governador Ibaneis é candidato a reeleição. Só para fechar. A campanha tem 45 dias, já a pré-campanha já começou e é legalmente liberada pela justiça eleitoral. Quem ainda não começou está atrasado.
O empresário Claudeci Luart deve disputar sua terceira eleição pelo MDB. Claudeci bateu na trave em 2018 pelo Podemos com 11.403 votos e em 2014 pelo PRB com 9.231 votos. Infelizmente o time de Claudeci encontra-se desfalcado. Sua responsável pelo marketing, Claudia Frota, faleceu no mês de novembro e era quem cuidava da empresa Luart e do marketing pessoal de Claudeci.
90 mil motoristas serão beneficiados diariamente; os trabalhos devem durar cerca de um ano e gerar 300 empregos; investimento é de R$ 22,3 milhões
A obra consiste em dois viadutos, que serão erguidos na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB/ DF-075), no acesso ao Riacho Fundo e à Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Águas Claras. O local escolhido para a construção é uma importante rota de entrada e saída de Brasília pela BR-060 | Foto: Renato Alves/ Agência Brasília
O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou a construção do viaduto do Riacho Fundo nesta quinta-feira (2). A obra vai beneficiar 90 mil motoristas que trafegam por este trecho da DF-075 diariamente, oriundos do Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires, Arniqueiras e Park Way.
A obra consiste em dois viadutos, que serão erguidos na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB/ DF-075), no acesso ao Riacho Fundo e à Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Águas Claras
Para viabilizar a obra de arte, o governo investe aproximadamente R$ 22,3 milhões, o que deve gerar até 300 empregos. A expectativa é de que a obra de arte seja concluída em um ano.
“Faltava coragem e era por isso que as coisas não aconteciam, mas nós estamos colocando toda a nossa força para que elas aconteçam e a vida das pessoas melhorem. Nosso sonho é ver um DF sem trânsito, é ver as famílias saindo de casa mais tarde e chegando em casa mais cedo”, disse o governador Ibaneis Rocha após assinar a ordem de serviço para início dos serviços.
A obra consiste em dois viadutos, que serão erguidos na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB/ DF-075), no acesso ao Riacho Fundo e à Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Águas Claras. O local escolhido para a construção é uma importante rota de entrada e saída de Brasília pela BR-060.
No local onde será construído o elevado, hoje existe uma rotatória que causa grande congestionamento na região.
Devido ao grande número de acidentes e as entradas e saídas das cidades, ali existem duas barreiras eletrônicas com velocidade de 40 km/h nos dois sentidos da via, que forçam os veículos a reduzirem consideravelmente a velocidade ao se aproximarem do balão. Isso vai acabar segundo o diretor-geral do DER/DF, Fauzi Nacfur.
“Esses dois viadutos que iniciamos as obras hoje a gente consegue tirar esse entroncamento em desnível. Vai passar todo mundo que está chegando de Brasília por debaixo do viaduto e quem está saindo do Riacho Fundo e ADE de Águas Claras vai sair em outro nível. Não vai ter mais o entroncamento, melhorando muito a vida das pessoas”, explica Fauzi.
Ainda segundo ele, o fim do entroncamento no balão vai representar um grande ganho de tempo. “Isso é qualidade de vida, as pessoas ganham meia hora para ir ao trabalho e meia hora para voltar, totalizando uma hora a mais no dia livres”, acrescenta.
Uma dessas pessoas é a dona de casa Socorro de Freitas, de 60 anos. Ela mora na cidade há três décadas, e agora com as máquinas e operários em campo sente-se aliviada com o início dos trabalhos.
“Era meu sonho ver esse viaduto construído. Aqui é muito perigoso, não consigo passar nessa curva, tem muitos acidentes. É um sonho para os moradores daqui e também de pessoas que vêm de outras cidades. Moro aqui há 30 anos e sempre prometeram essa obra”, comemora.
“Muitos passaram, mas só o governador Ibaneis Rocha cumpriu. Esse viaduto era esperado há tantos anos e está sendo feito mesmo diante de uma pandemia de covid-19”, acrescenta Ana Lúcia Melo, administradora da cidade.
Instituições hospitalares filantrópicas e privadas poderão vender capacidades ociosas para a Secretaria de Estado da Saúde; meta é reduzir a fila de cirurgias eletivas. O anúncio foi feito pelo titular da Saúde, Ismael Alexandrino, durante entrevista concedida ao programa Boa Noite Goiás
Para aderir ao programa, os hospitais terão de atender três exigências: ter alvará sanitário; fazer uma autodeclaração de capacidade técnica e operacional; e o gestor de saúde municipal terá de abrir mão da regulação desses pacientes para o Estado
Foi publicada na quarta-feira, 1º, no Diário Oficial do Estado, portaria da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que institui o Programa Opera Goiás. Instituições hospitalares filantrópicas e privadas poderão vender suas capacidades ociosas para a SES, tornando possível realizar grande número de cirurgias em todo o Estado. O edital de adesão deve ser lançado até esta sexta-feira, 3.
O anúncio foi feito pelo titular da Saúde, Ismael Alexandrino, durante entrevista concedida ao programa Boa Noite Goiás nesta quarta-feira, 1º. “Nossa ideia é que tenhamos uma adesão de 50 cidades, para que possamos operar no Estado inteiro uma média de 50 mil pessoas que estão aguardando”, afirmou.
Para aderir ao programa, os hospitais terão de atender três exigências: ter alvará sanitário; fazer uma autodeclaração de capacidade técnica e operacional; e o gestor de saúde municipal terá de abrir mão da regulação desses pacientes para o Estado. Isso porque a ideia é operar não só pessoas da cidade, mas da região como um todo, explicou Ismael Aelxandrino. Atendendo a esses três requisitos, a participação será feita por adesão.
Ele citou as áreas prioritárias das cirurgias a serem realizadas: oftalmologia, ortopedia e traumatologia, ginecologia, otorrinolaringologista, cirurgia vascular, proctologia e cirurgia geral. O secretário pediu apoio dos prefeitos para ajudar a localizar as instituições privadas e filantrópicas que têm capacidade de ofertar esse serviço para o Estado e possibilidade de aderir ao programa Opera Goiás. E falou ainda de outro programa, o Qualifica PS Goiás, cuja meta é tornar as unidades básicas de saúde mais resolutivas.
Covid-19
O secretário falou ainda sobre a pandemia da Covid-19 e comentou o fato de 900 mil goianos ainda não terem tomado a segunda dose da vacina. Adiantou que, até o final desta semana, deverá ser emitida recomendação de exigência da segunda dose para a entrada de pessoas em alguns lugares, como teatros, campos de futebol, boates e shows em locais fechados. “Infelizmente, se depender só da conscientização da população, a gente vai passar anos e anos (com a pandemia), porque está faltando conscientização”, ponderou.
Sobre o Carnaval, argumentou que ainda faltam quatro meses para o evento. A Secretaria da Saúde permanecerá alerta, mas considerou que ainda é precoce para se tomar alguma decisão, que provavelmente sairá em janeiro. “Não emitiremos nenhuma recomendação a respeito do Carnaval de rua neste momento”, destacou.
Confira a entrevista na íntegra no canal da TV Brasil Central no YouTube, emyoutu.be/8iz9djRu_z0
Para analistas, ex-juiz da Lava Jato é o nome mais forte para derrubar polarização entre Lula e Bolsonaro, mas há uma série de obstáculos à candidatura
O ex-juiz Sergio Moro em evento de filiação ao Podemos / Fotos: Saulo Rolim / Sérgio Lima / Danilo Martins/ Divulgação
Em meio à profusão de candidaturas na “terceira via” para as próximas eleições presidenciais, analistas políticos veem hoje o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) como o nome com maior potencial para liderar um movimento alternativo à disputa travada entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A 30ª edição do Barômetro do Poder, iniciativa do InfoMoney que compila mensalmente as avaliações e expectativas de consultorias de análise de risco político e analistas independentes sobre assuntos em destaque na política nacional, mostra que tal percepção é compartilhada por 7 de 13 especialistas (54%) que se manifestaram sobre o assunto.
Outros 38% acreditam que nenhuma das opções até o momento colocadas terá condições de ocupar o espaço de líder da “terceira via” e em condições de tirar Lula ou Bolsonaro do segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto. Para 8%, os ventos podem soprar a favor de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal.
“Enquanto Bolsonaro dá ‘all-in’ na complicada busca pela reeleição ao se entregar à aliança com o PL, de Valdemar Costa Neto, Lula realizou expressiva demonstração de força em sua recente agenda na Europa. A terceira via segue batendo cabeça, e Sérgio Moro se fortalece ao se antecipar, surgindo como uma segunda via do bolsonarismo”, disse um participante.
Apesar do momento favorável para a campanha, Moro tem como um dos grandes obstáculos para crescer ao longo da disputa o fato de sua principal bandeira ‒ o combate à corrupção ‒ não ocupar o mesmo espaço que teve nas últimas eleições.
O Barômetro mostra que, considerando uma escala de 1 (muito baixo) a 5 (muito alto), a média das avaliações dos especialistas indica que o enfrentamento aos chamados “crimes de colarinho branco” poderia ter impacto de 3,00 sobre a decisão de voto do eleitor, ficando atrás de ao menos 8 temas: inflação (4,86), desemprego (4,79), renda (4,64), fome (4,57), saúde (4,29), desigualdade social (4,00), educação (3,14) e violência (3,14).
Uma avaliação que circula nos bastidores é que Moro seria hoje um “candidato de uma nota só”, com a agenda ideal para 2018, e que agora terá de se reinventar como possível candidato, mostrando ao eleitorado ser capaz de apresentar soluções para outros problemas do país ‒ sobretudo na esfera econômica.
O movimento já começou a ser feito. Em entrevista concedida duas semanas atrás ao programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, Moro colocou-se como pré-candidato ao Palácio do Planalto e revelou que o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, é hoje um de seus conselheiros econômicos.
Nesta semana, ele foi recebido na casa do economista Luiz Fernando Figueiredo, sócio-fundador da Mauá Capital, em jantar que reuniu 24 empresários e banqueiros. Entre os convidados, estavam Roberto Setubal, do Itaú Unibanco, Luís Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset, e Paulo Galvão, da Klabin.
Do ponto de vista político, Moro sofre fortes resistências por parte dos integrantes do establishment e deverá enfrentar dificuldades na formação de um arco de alianças sólido. A falta de traquejo para discursos e de experiência também impõe novos desafios ao ex-juiz, que terá de nadar em raia estreita entre o lulismo e o bolsonarismo, explorando a rejeição a ambos.
Esta edição do Barômetro do Poder foi realizada entre os dias 22 e 24 de novembro, com questionários aplicados por meio eletrônico. Foram ouvidas 10 casas de análise de risco político – BMJ Consultores Associados; Control Risks; Dharma Political Risk & Strategy; Empower Consultoria; Medley Global Advisors; Patri Políticas Públicas; Ponteio Política; Prospectiva Consultoria; Pulso Público; Tendências Consultoria Integrada – e 4 analistas independentes – Antonio Lavareda (Ipespe); Carlos Melo (Insper); Claudio Couto (EAESP/FGV) e Thomas Traumann.
Conforme acordado previamente com os analistas, os resultados do levantamento são divulgados apenas de forma agregada, sendo preservado o anonimato das respostas e comentários.
Riscos e oportunidades
A pouco menos de um ano das eleições, as pesquisas mostram que Sérgio Moro e Ciro Gomes (PDT) dividem o posto de nomes mais bem posicionados para fazer frente à polarização Lula-Bolsonaro na corrida presidencial. Mas caso a avaliação de que Lula está virtualmente no segundo turno se confirme, o pedetista teria menos condições de alavancar sua candidatura.
Segundo pesquisa Ipespe divulgada na sexta-feira (26), Moro ocupa a terceira posição em duas simulações de primeiro turno feitas, com 11% das intenções de voto ‒ tecnicamente empatado com Ciro, que aparece com 9%. Mas ainda são 13 ou 14 pontos percentuais de distância para Bolsonaro, dependendo do cenário, e 31 pontos para Lula.
Já levantamento PoderData divulgado na quarta-feira (24) mostrou que Moro tem 8% das intenções de voto em dois cenários testados. Neste caso, entre 18 p.p. e 21 p.p. de Bolsonaro e 26 p.p. e 28 p.p. de Lula.
“Moro possui espaço de crescimento que as demais opções da terceira via não dispõem”, avaliam os analistas da consultoria Arko Advice.
“O PSDB está rachado, após uma prévia bastante tumultuada. O MDB posicionará a senadora Simone Tebet (MS) no tabuleiro sem muita convicção. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vem perdendo espaço. O também ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) desistiu da pré candidatura. E o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é um nome que empolga pouco”, observam.
Para os especialistas, Moro ainda conta com capital político acumulado ao longo da Operação Lava Jato e conseguiu construir bom relacionamento com integrantes das Forças Armadas e o próprio mercado financeiro.
“Além de manter um espaço conquistado no noticiário e de ter atraído aliados militares, o ex-ministro flerta com o mercado e pode se aproximar do establishment político via União Brasil. Terá, a partir de agora, de construir uma narrativa que ultrapasse os limites do combate à corrupção e de enfrentar os obstáculos que o mundo político apresenta para aqueles que vêm de fora”, concluem.
Uma pesquisa divulgada pela consultoria Ponteio Política mostra que as intenções de voto de Sergio Moro variam de 11% a 18% (este último em cenário sem Bolsonaro) no primeiro turno, figurando hoje entre as alternativas mais viáveis da chamada “terceira via”.
O ex-juiz tem melhor desempenho entre eleitores que avaliam o governo como “regular”. São 16% deste grupo, contra 11% dos que consideram a atual administração “ruim” ou “péssima” e 8% entre os que classificam positivamente a gestão. Dos nomes testados, Moro é o que mais teria votos entre eleitores que aprovam Bolsonaro, desconsiderando o próprio presidente.
Segundo a pesquisa, Moro tem seu melhor desempenho entre eleitores com Ensino Superior (16%), idade acima de 60 anos (15%), renda familiar superior a 10 salários mínimo (23%) e das regiões Sul (17%) e Sudeste (15%).
O levantamento também mostrou que os eleitores que não votariam de jeito nenhum em Lula e Bolsonaro (os chamados “nem-nem”) somam apenas 12%. Considerando aqueles que declaram apoio a Lula ou a Bolsonaro mas que estão abertos a votar em outro candidato (a chamada “terceira via expandida”), o grupo concentraria 63% do eleitorado.
“Há bastante gente que pode mudar de voto, mas tem pouco eleitor que não tem uma predisposição hoje dada. A maioria já está pendendo para um lado ou para outro, mas pode, sim, mudar o jogo no ano que vem. Nada está definido”, afirmou o cientista político Jair Pimentel, responsável pela coordenação da pesquisa.
O levantamento da Ponteio Política mostrou que Moro concentra 77% do eleitorado que diz que não votaria nem em Lula e nem em Bolsonaro. “Moro hoje é quem consegue encampar mais possibilidades para ser essa terceira via. Os dados estão claros nesse sentido”, avaliou o especialista em evento de divulgação do levantamento.
No chamado “núcleo soft” (ou seja, eleitores não convictos) de Bolsonaro, o ex-juiz tem a simpatia de 84%, contra 35% de João Doria (PSDB) e 44% de Ciro Gomes. Já no “núcleo soft” de Lula, a relação muda para 39%, contra 54% e 75%, respectivamente.
“Se formos esperar alguma movimentação entre os eleitores que votam em Lula ou em Bolsonaro, o que esperaríamos é que os bolsonaristas tenderiam a votar mais em Moro e os lulistas um pouco mais em Ciro Gomes”, pontuou Pimentel.
“Na nossa opinião, o Brasil ainda está dividido entre vermelhos e azuis e a questão hoje é: quem vai ocupar o espaço azul? Será que o bolsonarismo vai enfraquecer o suficiente para que Moro capte esses eleitores de Bolsonaro? Vai depender da questão nacional, mas também das estratégias dos candidatos”, disse.
Para ele, Moro seria hoje um “azarão” na disputa, por vir como outsider em um novo contexto eleitoral e com uma agenda central que já não dialoga mais com a prioridade da maioria dos brasileiros, além de esperadas dificuldades de trânsito no mundo político e restrições financeiras para fazer campanha em um partido de menor estatura do que Lula e Bolsonaro.
“Hoje, os eleitores ainda estão muito divididos nos campos vermelho e azul. Não vejo a possibilidade de dois candidatos no campo vermelho ou dois candidatos no campo azul irem para o segundo turno. No campo vermelho, está muito definido que é Lula – a não ser que aconteça uma tragédia, o que diminui drasticamente as chances de Ciro. No campo azul, ainda restam dúvidas se Bolsonaro vai conseguir estancar essa sangria e impedir que Moro consiga amealhar mais votos para poder chegar ao segundo turno. A tendência hoje é que não. Hoje, Bolsonaro, por tudo que tem e por ser governo, é favorito para ir ao segundo turno”, concluiu.
Jair Bolsonaro vai disputar a reeleição enquanto Lula tenta retornar ao Palácio do Planalto para um terceiro mandato. Enquanto isso, candidatos de esquerda e direita tentam se viabilizar com ‘terceira via’
Esta reportagem será constantemente atualizada para refletir novas candidaturas e a retirada de nomes da disputa presidencial até o registro oficial pelos partidos no ano que vem.
A eleição presidencial de 2022 tende a gerar grande polarização, com Jair Bolsonaro (PL) disputando a reeleição e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentando retornar à Presidência da República para um terceiro mandato.
Mas pré-candidatos de esquerda, centro e direita tentam se viabilizar como “terceira via”, entre eles Ciro Gomes (PDT), a senadora Simone Tebet (MDB) e o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos).
Já o PSDB escolheu o governador de São Paulo, João Dória, como pré-candidato do partido à eleição. Mas ele terá a tarefa difícil de resgatar a relevância do partido na corrida presidencial. Em 2018, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, ficou em quarto lugar no primeiro turno, com pouco mais de 4% dos votos.
Até agora, a única mulher na disputa é a senadora Simone Tebet, do MDB. A lista definitiva de candidatos só vai ser definida nas convenções partidárias que vão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2022.
A BBC News Brasil lista aqui as pessoas que, pouco menos de um ano antes da eleição, já foram lançadas como pré-candidatas — e os desafios que cada uma tem a enfrentar.
Jair Bolsonaro, pelo PL
O presidente Jair Bolsonaro vai disputar a reeleição pelo Partido Liberal, legenda de Valdemar Costa Neto, um dos condenados no escândalo do mensalão. Atualmente, um dos principais desafios de Bolsonaro é a popularidade em baixa. Segundo pesquisa Datafolha de setembro, 53% consideram o seu governo ruim ou péssimo — o pior índice desde o início do mandato. Na pesquisa anterior, o percentual era de 51%.
Alguns elementos contribuíram para essa queda: a reação do governo à pandemia do coronavírus; os escândalos envolvendo filhos do presidente, especialmente o chamado caso das “rachadinhas”; e as acusações relacionadas à compra de vacinas contra a covid.
A crise econômica, com alta contínua da inflação, e o aumento da pobreza também podem significar desafios para a reeleição de Bolsonaro. Por outro lado, o aumento do valor do Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família) pode ajudar a recuperar parte dos votos. Bolsonaro deu novo nome ao Bolsa Família, numa tentativa de imprimir marca própria na assistência social. O presidente também conta com uma base de eleitores fiéis dispostos a ir às ruas para defender suas posições, como ocorreu nos protestos de 7 de setembro.
“O principal desafio de Bolsonaro é a avaliação ruim do seu governo, conforme mostram pesquisas de opinião”, disse à BBC News Brasil o cientista político Claudio Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Tem bolsonaristas que não abandonam Bolsonaro, mas tem os bolsonaristas de ocasião, que podem abandonar Bolsonaro e ir para outros candidatos de direita, principalmente para Sérgio Moro”, avalia.
Para Couto, Bolsonaro tem dois desafios pela frente que não existiam na eleição de 2018. Primeiro, ele vai ter que centrar força na campanha em atacar dois candidatos: Sérgio Moro, seu principal adversário na disputa para chegar ao segundo turno; e Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.
“Em 2018, Bolsonaro só precisava atacar Lula. Ele era o candidato do antipetismo. Agora, tem Moro como alternativa e ele vai precisar centrar fogo em duas frentes no primeiro turno”, diz Couto.
O segundo desafio é o fato de que Bolsonaro terá mais dificuldade para sustentar o discurso de combate à corrupção, especialmente após as denúncias de corrupção na compra de vacinas contra a covid e as acusações de que tentou interferir em investigações da Polícia Federal.
Se antes de se eleger presidente Bolsonaro era um dos principais defensores da Lava Jato, foi durante seu governo que a força tarefa foi desmantelada e o ritmo das investigações se reduziu consideravelmente.
“Para Bolsonaro o discurso anticorrupção foi perdido e foi perdido por conta dos problemas na família, o envolvimento em compra de vacina, e o favorecimento de seus aliados do Centrão. Esse discurso, a não ser para quem acredita que o PT detém o monopólio da corrupção, não vai colar como em 2018”, diz Couto.
Bolsonaro está, atualmente, em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva. Num eventual segundo turno com Lula, ele poderá voltar a personificar o antipetismo que o ajudou a se eleger em 2018.
Luiz Inácio Lula da Silva, pelo PT
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvia aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República, seguido por Bolsonaro e Sérgio Moro. Desde que teve sua condenação por corrupção anulada pelo Supremo Tribunal Federal, sua candidatura pelo PT à Presidência é tida como certa por políticos do partido.
Embora, não tenha confirmado que irá concorrer, o ex-presidente tem participado de eventos para discutir propostas para o Brasil, vem se reunindo com setores da sociedade, como lideranças evangélicas, e até rodou a Europa para dialogar com chefes de Estado e de governo.
O principal obstáculo do ex-presidente é o antipetismo, que ainda deve ter peso na próxima disputa presidencial, com eleitores buscando alternativas numa terceira via ou recorrendo a Moro ou Bolsonaro para evitar um retorno de Lula.
“O Lula tem a dificuldade de vencer o antipetismo. Mas isso está mais fraco do que foi anteriormente. Uma parte dos problemas que originou o antipetismo, que é o escândalo de corrupção, se dissolveu pelo tempo que passou, são escândalos já precificados”, avalia Claudio Couto, da FGV..
Lula tem a vantagem de, ao menos por enquanto, só ter Ciro Gomes (PDT) como adversário de esquerda na disputa. Todos os demais pré-candidatos são associados à centro-direita ou direita. Isso garante a ele maior facilidade para chegar ao segundo turno.
“Lula, de todos os candidatos, é o que pode estar na posição mais confortável. Ele tem na esquerda um apoio consolidado. Ciro Gomes, ao bater forte em Lula e Dilma, como tem efeito, abdicou de parte do eleitorado da esquerda”, diz Couto.
Sergio Moro, pelo Podemos
Em 10 de novembro, o ex-juiz Sergio Moro se filiou ao Podemos numa cerimônia na qual o partido o anunciou como “futuro presidente da República”.
Depois de deixar os processos da Operação Lava Jato, renunciar ao cargo de juiz, entrar para a política como ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e pedir demissão, Moro se torna o principal adversário do atual presidente na disputa para o segundo turno da eleição presidencial de 2022.
Nas primeiras pesquisas de intenção de voto realizadas após a filiação ao Podemos, o ex-juiz aparece em terceiro lugar na disputa, atrás de Lula e Bolsonaro, mas com tendência de alta no desempenho.
Pesquisa PoderData realizada na semana do dia 22 a 24 de novembro, aponta Lula com 38% das intenções de voto, Bolsonaro em segundo lugar, com 27%, e Moro em terceiro, com 14%.
“Ele é um candidato que tende a crescer agora. Primeiro, por se confirmar como candidato de fato. Antes era apenas uma hipótese de candidato. Ele agora tem chances de roubar votos de Bolsonaro, já que parte do eleitorado do presidente também é ‘morista’ ou ‘lavajatista'”, avalia Claudio Couto, da FGV.
Por outro lado, Moro terá o desafio de comprovar que suas capacidades vão além do discurso anticorrupção. Também terá de enfrentar as acusações de que agiu com parcialidade nos julgamentos da Lava Jato e de que cometeu abusos durante a investigação. Mas ele tem espaço para conquistar votos de antipetistas, e pode roubar parte do eleitorado do PSDB que desaprova Bolsonaro, mas também não quer o retorno de Lula.
“Ele vai ter que demonstrar que consegue dominar outros temas e fazer promessas críveis. Apostaria numa disputa entre Moro e Bolsonaro para chegar ao segundo turno. Os dois vão se vender como baluartes do antipetismo, mas Moro vai precisar comprovar que é mais que um ex-juiz”, diz Couto.
João Dória, pelo PSDB
O governador de São Paulo, João Dória, foi escolhido para ser candidato do PSDB após vencer o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, em prévias realizadas pelo partido.
Durante a pandemia do coronavírus, Dória se projetou ao adotar postura oposta à de Bolsonaro na reação à crise. Nos picos de infecção, ele defendeu lockdowns, fechamento de comércio e restaurantes e medidas de isolamento social, além de ter investido, por meio do Instituto Butantan, na produção da CoronaVac, a primeira vacina a ser disponibilizada no Brasil contra a covid-19.
Para se cacifar nacionalmente, a tendência é que ele se apresente como “o candidato da vacina” contra covid, ou seja, como alguém que reagiu à crise. Mas pesquisas de intenção de voto realizadas até agora o colocam na quarta ou quinta posição no primeiro turno.
O PSDB vem passando por um processo de desgaste interno e, na última eleição presidencial, candidato tucano Geraldo Alckmin só alcançou 4% dos votos no primeiro turno — resultado considerado desastroso para um partido que sempre figurava em primeiro ou segundo lugar na disputa presidencial desde 1994.
Além disso, Dória enfrenta resistências dentro do próprio partido e corre o risco de ser alvo de “fogo amigo” durante a campanha. “Há chance de integrantes do PSDB apoiarem outros candidatos de centro e direita, como Sérgio Moro”, diz Claudio Couto, da FGV.
Dória também vai enfrentar o desafio de convencer o eleitorado de outras regiões do país, especialmente do Nordeste, que não é um político centrado nos interesses e desafios de São Paulo e do Sudeste.
“Dória ainda tem uma imagem antipática fora de São Paulo, de alguém muito distante da realidade das regiões mais pobres do país. Ele precisa vencer essa resistência e terá a tarefa de comprovar que tem sensibilidade para questões de outros Estados”, avalia o professor de ciência política da FGV.
Ciro Gomes, pelo PDT
Se for confirmada a sua candidatura à Presidência pelo PDT, esta será a quarta vez que Ciro Gomes concorre ao cargo. Em 2018, ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,5% dos votos.
Ele também concorreu à Presidência em 2002 e 1998. Candidato associado à esquerda ou centro-esquerda, Ciro Gomes tenta novamente despontar como terceira via, ou seja, alternativa a Lula e Bolsonaro.
A seu favor, ele conta experiência política, numa eleição que não dará o mesmo peso a “outsiders” ou figuras antipolíticas como a de 2018. Ciro foi prefeito de Fortaleza, deputado estadual, deputado federal, governador do Ceará e ministro dos governos Itamar Franco e Lula.
Ele passou por sete partidos e deve concorrer à eleição de 2022 pelo PDT. Para fazer frente à candidatura de Lula, Ciro tem adotado uma estratégia de ataque, criticando fortemente o ex-presidente petista.
“Lembre que o Brasil mudou muito e Lula não renovou as ideias. Será que ele se corrigiu e não vai repetir aqueles erros terríveis que você só descobriu depois? O pior é que você nunca viu ele pedir perdão pelos erros e está vendo ele se juntar de novo às mesmas pessoas”, escreveu Ciro nas redes sociais.
O ex-governador do Ceará também chegou a acusar Lula de conspirar para o impeachment de Dilma e, quando a petista saiu em defesa do padrinho político, Ciro reagiu dizendo que a ex-presidente foi uma das pessoas “mais inapetentes, incompetentes e presunçosas” a presidir o Brasil.
Se por um lado essa estratégia visa firmar Ciro Gomes como alternativa a Lula, por outro, pode eventualmente afastar eleitores que nutrem alguma simpatia pelo PT ou que defendem uma ampla aliança anti-Bolsonaro.
“Ao mesmo tempo em que essa estratégia pode custar votos de eleitores da esquerda, Ciro tem dificuldade em conquistar, de fato, eleitores da direita. Ele ainda é visto como alguém, no mínimo, de centro-esquerda”, diz o cientista político Claudio Couto.
Simone Tebet, pelo MDB
Única mulher até o momento a ser cogitada como pré-candidata à Presidência, a senadora Simone Tebet deve ser lançada para disputar o Palácio do Planalto pelo MDB em dezembro.
Ela foi a primeira mulher a disputar o comando do Senado, em 2021. Também foi a primeira parlamentar mulher a comandar a disputada Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a primeira vice-governadora de Mato Grosso do Sul e primeira prefeita de Três Lagoas (MS).
A possibilidade de candidatura à Presidência surgiu do destaque que Tebet teve na CPI da covid no Senado. Embora não fosse integrante fixa da comissão, ela participou dos principais depoimentos da CPI com uma postura contundente e crítica à gestão do governo Bolsonaro na pandemia.
O principal obstáculo que a senadora deverá enfrentar é se tornar nacionalmente conhecida. “Ela é desconhecida fora de seu estado, o Mato Grosso do Sul. A CPI fez com que ela se tornasse conhecida por uma parcela pequena dos eleitores, aqueles que leem jornal, mas isso não é ainda suficiente”, avalia Couto.
Alessandro Vieira, pelo Cidadania
Lançado como pré-candidato pelo partido Cidadania, o senador Alessandro Vieira (SE), assim como Tebet, se destacou durante a CPI da covid no Senado. Ele também é apresentado pelo Cidadania como uma possível “terceira via” para evitar a polarização Bolsonaro-Lula.
“Alessandro representa o pensamento do campo democrático à polarização existente entre Bolsonaro e Lula. É um sistema que não pode continuar pelo retrocesso e atraso que significam. É um senador que tem boa presença, com muito engajamento nas redes, uma postura de extrema competência e reconhecida pela opinião pública”, defendeu o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, ao anunciar que Vieira seria candidato à Presidência pelo partido.
Nascido em Passo Fundo, Vieira tem 46 anos, é delegado da polícia civil e novato na política, sendo eleito pela primeira vez senador em 2018 pelo Sergipe. Na época, ele declarou voto em Bolsonaro, mas depois disse que se arrependeu e se tornou um dos principais críticos do presidente na CPI da covid.
“Me arrependo profundamente do voto no Bolsonaro. Faço parte de um grupo de milhões de brasileiros que, primeiro, estava movido por um sentimento de não votar no PT. Subestimei o mal que Bolsonaro poderia fazer. Imaginei que ele poderia ter um governo com uma equipe técnica forte que evitasse esses equívocos. E foi o contrário, temos ele submetendo a equipe técnica”, disse Vieira em entrevista à BBC News Brasil em junho.
Mas, apesar da projeção que ganhou na CPI, Vieira tem como obstáculo o fato de ainda não ser uma figura conhecida em todas as regiões do país
“Ele teve um desempenho bom na CPI, que o tornou uma figura nacionalmente conhecida em alguma medida. Digo em alguma medida, porque quando vemos pesquisas de intenção de voto, muita gente não sabe quem ele é. Ele é conhecida por uma parcela mais elitizada, que acompanhou de perto os trabalhos da CPI”, diz Couto, da FGV.
Luiz Felipe D’Ávila, pelo Partido Novo
O cientista político Luiz Felipe D’Ávila foi anunciado no dia 3 de novembro como pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República. Em 2018, o partido surpreendeu em desempenho quando seu então candidato à presidente, João Amoêdo, terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,5% dos votos, à frente de candidatos como Henrique Meirelles e Marina Silva.
Amoêdo, que chegou a anunciar voto em Bolsonaro no segundo turno, passou a defender o impeachment do presidente durante a pandemia. Ele chegou a ser lançado novamente como pré-candidato pelo Novo no início do ano, mas sua candidatura sofreu oposição de parcela dos integrantes do partido, sobretudo entre os que apoiam Bolsonaro. O partido, então, decidiu lançar Luiz Felipe D’Ávila.
Ex-PSDB, D’Ávila coordenou o programa de governo do candidato tucano à Presidência Geraldo Alckmin em 2018, mas depois deixou o partido e recentemente se filiou ao Novo. Ele é crítico de Bolsonaro e Lula, e diz que os dois formaram governos “populistas de direita e esquerda”. Ao ser lançado pré-candidato pelo Novo em cerimônia no dia 3 de novembro, ele defendeu privatizações e outras reformas para reduzir o papel do Estado na economia.
“O populismo apenas perpetua a miséria, a pobreza, a corrupção e o mau funcionamento das instituições democráticas”, disse.
A dificuldade do partido Novo será tornar D’Ávila conhecido nacionalmente. Além disso, enquanto em 2018 o partido se beneficiou de um forte movimento de rejeição da política e de busca por quadros novos, a eleição de 2022 tende a ser menos focada na busca pelos chamados “outsiders”.
Rodrigo Pacheco, pelo PSD
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco se filiou em outubro ao PSD, partido do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Embora a pré-candidatura ainda não esteja confirmada, alguns dias antes da cerimônia de filiação de Pacheco, Kassab disse que a ideia é que o senador seja o candidato pelo partido.
“Rodrigo mostrou que tem talento e sabedoria para a vida pública. Se Deus quiser ele é o próximo presidente do Brasil. O PSD está pronto para abraçar suas propostas”, disse o ex-prefeito de SP.
Na cerimônia de filiação, Pacheco defendeu, em discurso, que é preciso acabar com a “divisão” na sociedade brasileira.
“Hoje, estamos todos cansados e descrentes. Estamos cansados de viver em meio a tanta incerteza, a tanta incompreensão e intolerância. Uma sociedade dividida, em que cada um não admite o contrário e não aceita a existência do outro, nunca irá chegar a lugar algum”, disse.
Mas o senador não quis confirmar se será candidato e disse que “tudo tem seu tempo”. Pacheco enfrenta como principal obstáculo o fato de ser desconhecido do público em geral.
“Ele é conhecido por quem acompanha a política muito de perto. O presidente da Câmara, Arthur Lira, está mais no noticiário- um noticiário negativo muitas vezes, mas que o torna mais conhecido”, destaca o professor Claudio Couto.
A parlamentar entende que são muitas as barreiras na caminhada
A sociedade em que vivemos, mesmo que com avanços já notáveis, é ainda muito machista e preconceituosa. Se olharmos para o ambiente da Câmara dos Deputados, podemos constatar isso a partir de dados, que apontam que de um total de 513 vagas, apenas 77 são ocupadas por mulheres.
A situação faz com que tenhamos coragem e força para fazer com que mais mulheres cheguem à casa, mas é complicado, como contou a deputada federal Celina Leão (PP-DF), em conversa com a equipe do programa Conectado ao Poder. “Muito difícil. A mulher encontra várias barreiras”.
Contudo, embora as dificuldades apareçam, as mulheres ainda continuam mostrando força, ainda que sem muitos elementos. “Elas querem se envolver e muitas vezes não sabem como, não existe ferramenta para isso”, pontuou Celina Leão.
Com isso, a parlamentar possui o entendimento de que o que tem que ter mesmo é raça para passar pelos temporais que se colocam no caminho. “Tem que ter o coro grosso, por ser ainda um ambiente muito masculino”, completou a fala.
Santos Cruz possui o entendimento de que o porte de arma vai além de segurança pública
Como é do conhecimento de toda a população, o presidente da república, Jair Bolsonaro, sempre deixa evidente a defesa do direito ao porte de arma. No entanto, muitas pessoas são contra a atitude e outras entendem que a forma com a qual o presidente aborda a temática, não é a mais consciente, como é o caso do posicionamento do General Santos Cruz, que participou de uma conversa com a equipe do programa Conectado ao Poder.
“Isso aí não tem cabimento dentro da justificativa que tem sido feita. O governo tem que ter um plano racional de segurança pública, executar um plano nacional de segurança pública, desenvolver a segurança pública e não estimular o cidadão a se armar achando que isso está trazendo mais segurança pública”, disse.
Embora seja necessário elaborar um plano de segurança pública, a posse de arma, para Santos Cruz, parte para o princípio da individualidade. “A aquisição de armamento é uma questão de liberdade individual e não é uma questão de segurança pública”, pontuou.
O General relatou, ainda, que viveu por cinco anos no exterior, em áreas de conflito, como Haiti e África, locais em que pessoas vivem armadas e, em razão disso, percebe que a arma, para defender a política, é um erro. “A pior deformação de todas é achar que a arma na sua mão é uma opção política, isso é um dos maiores absurdos”.
Cookies são pequenos arquivos de texto que podem ser usados por sites para tornar a experiência do usuário mais eficiente. A lei afirma que podemos armazenar cookies no seu dispositivo se eles forem estritamente necessários para o funcionamento deste site. Para todos os outros tipos de cookies, precisamos de sua permissão. Este site usa diferentes tipos de cookies. Alguns cookies são colocados por serviços de terceiros que aparecem em nossas páginas.
Necessary cookies help make a website usable by enabling basic functions like page navigation and access to secure areas of the website. The website cannot function properly without these cookies.
Marketing cookies are used to track visitors across websites. The intention is to display ads that are relevant and engaging for the individual user and thereby more valuable for publishers and third party advertisers.
Preference cookies enable a website to remember information that changes the way the website behaves or looks, like your preferred language or the region that you are in.