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Sergio Moro ganha espaço como opção na “terceira via” para eleições de 2022

Para analistas, ex-juiz da Lava Jato é o nome mais forte para derrubar polarização entre Lula e Bolsonaro, mas há uma série de obstáculos à candidatura

O ex-juiz Sergio Moro em evento de filiação ao Podemos / Fotos: Saulo Rolim / Sérgio Lima / Danilo Martins/ Divulgação

Em meio à profusão de candidaturas na “terceira via” para as próximas eleições presidenciais, analistas políticos veem hoje o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) como o nome com maior potencial para liderar um movimento alternativo à disputa travada entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A 30ª edição do Barômetro do Poder, iniciativa do InfoMoney que compila mensalmente as avaliações e expectativas de consultorias de análise de risco político e analistas independentes sobre assuntos em destaque na política nacional, mostra que tal percepção é compartilhada por 7 de 13 especialistas (54%) que se manifestaram sobre o assunto.

Outros 38% acreditam que nenhuma das opções até o momento colocadas terá condições de ocupar o espaço de líder da “terceira via” e em condições de tirar Lula ou Bolsonaro do segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto. Para 8%, os ventos podem soprar a favor de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal.

“Enquanto Bolsonaro dá ‘all-in’ na complicada busca pela reeleição ao se entregar à aliança com o PL, de Valdemar Costa Neto, Lula realizou expressiva demonstração de força em sua recente agenda na Europa. A terceira via segue batendo cabeça, e Sérgio Moro se fortalece ao se antecipar, surgindo como uma segunda via do bolsonarismo”, disse um participante.

Apesar do momento favorável para a campanha, Moro tem como um dos grandes obstáculos para crescer ao longo da disputa o fato de sua principal bandeira ‒ o combate à corrupção ‒ não ocupar o mesmo espaço que teve nas últimas eleições.

O Barômetro mostra que, considerando uma escala de 1 (muito baixo) a 5 (muito alto), a média das avaliações dos especialistas indica que o enfrentamento aos chamados “crimes de colarinho branco” poderia ter impacto de 3,00 sobre a decisão de voto do eleitor, ficando atrás de ao menos 8 temas: inflação (4,86), desemprego (4,79), renda (4,64), fome (4,57), saúde (4,29), desigualdade social (4,00), educação (3,14) e violência (3,14).

Uma avaliação que circula nos bastidores é que Moro seria hoje um “candidato de uma nota só”, com a agenda ideal para 2018, e que agora terá de se reinventar como possível candidato, mostrando ao eleitorado ser capaz de apresentar soluções para outros problemas do país ‒ sobretudo na esfera econômica.

O movimento já começou a ser feito. Em entrevista concedida duas semanas atrás ao programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, Moro colocou-se como pré-candidato ao Palácio do Planalto e revelou que o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, é hoje um de seus conselheiros econômicos.

Nesta semana, ele foi recebido na casa do economista Luiz Fernando Figueiredo, sócio-fundador da Mauá Capital, em jantar que reuniu 24 empresários e banqueiros. Entre os convidados, estavam Roberto Setubal, do Itaú Unibanco, Luís Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset, e Paulo Galvão, da Klabin.

Do ponto de vista político, Moro sofre fortes resistências por parte dos integrantes do establishment e deverá enfrentar dificuldades na formação de um arco de alianças sólido. A falta de traquejo para discursos e de experiência também impõe novos desafios ao ex-juiz, que terá de nadar em raia estreita entre o lulismo e o bolsonarismo, explorando a rejeição a ambos.

Esta edição do Barômetro do Poder foi realizada entre os dias 22 e 24 de novembro, com questionários aplicados por meio eletrônico. Foram ouvidas 10 casas de análise de risco político – BMJ Consultores Associados; Control Risks; Dharma Political Risk & Strategy; Empower Consultoria; Medley Global Advisors; Patri Políticas Públicas; Ponteio Política; Prospectiva Consultoria; Pulso Público; Tendências Consultoria Integrada – e 4 analistas independentes – Antonio Lavareda (Ipespe); Carlos Melo (Insper); Claudio Couto (EAESP/FGV) e Thomas Traumann.

Conforme acordado previamente com os analistas, os resultados do levantamento são divulgados apenas de forma agregada, sendo preservado o anonimato das respostas e comentários.

Riscos e oportunidades

A pouco menos de um ano das eleições, as pesquisas mostram que Sérgio Moro e Ciro Gomes (PDT) dividem o posto de nomes mais bem posicionados para fazer frente à polarização Lula-Bolsonaro na corrida presidencial. Mas caso a avaliação de que Lula está virtualmente no segundo turno se confirme, o pedetista teria menos condições de alavancar sua candidatura.

Segundo pesquisa Ipespe divulgada na sexta-feira (26), Moro ocupa a terceira posição em duas simulações de primeiro turno feitas, com 11% das intenções de voto ‒ tecnicamente empatado com Ciro, que aparece com 9%. Mas ainda são 13 ou 14 pontos percentuais de distância para Bolsonaro, dependendo do cenário, e 31 pontos para Lula.

Já levantamento PoderData divulgado na quarta-feira (24) mostrou que Moro tem 8% das intenções de voto em dois cenários testados. Neste caso, entre 18 p.p. e 21 p.p. de Bolsonaro e 26 p.p. e 28 p.p. de Lula.

“Moro possui espaço de crescimento que as demais opções da terceira via não dispõem”, avaliam os analistas da consultoria Arko Advice.

“O PSDB está rachado, após uma prévia bastante tumultuada. O MDB posicionará a senadora Simone Tebet (MS) no tabuleiro sem muita convicção. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vem perdendo espaço. O também ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) desistiu da pré candidatura. E o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é um nome que empolga pouco”, observam.

Para os especialistas, Moro ainda conta com capital político acumulado ao longo da Operação Lava Jato e conseguiu construir bom relacionamento com integrantes das Forças Armadas e o próprio mercado financeiro.

“Além de manter um espaço conquistado no noticiário e de ter atraído aliados militares, o ex-ministro flerta com o mercado e pode se aproximar do establishment político via União Brasil. Terá, a partir de agora, de construir uma narrativa que ultrapasse os limites do combate à corrupção e de enfrentar os obstáculos que o mundo político apresenta para aqueles que vêm de fora”, concluem.

Uma pesquisa divulgada pela consultoria Ponteio Política mostra que as intenções de voto de Sergio Moro variam de 11% a 18% (este último em cenário sem Bolsonaro) no primeiro turno, figurando hoje entre as alternativas mais viáveis da chamada “terceira via”.

O ex-juiz tem melhor desempenho entre eleitores que avaliam o governo como “regular”. São 16% deste grupo, contra 11% dos que consideram a atual administração “ruim” ou “péssima” e 8% entre os que classificam positivamente a gestão. Dos nomes testados, Moro é o que mais teria votos entre eleitores que aprovam Bolsonaro, desconsiderando o próprio presidente.

Segundo a pesquisa, Moro tem seu melhor desempenho entre eleitores com Ensino Superior (16%), idade acima de 60 anos (15%), renda familiar superior a 10 salários mínimo (23%) e das regiões Sul (17%) e Sudeste (15%).

O levantamento também mostrou que os eleitores que não votariam de jeito nenhum em Lula e Bolsonaro (os chamados “nem-nem”) somam apenas 12%. Considerando aqueles que declaram apoio a Lula ou a Bolsonaro mas que estão abertos a votar em outro candidato (a chamada “terceira via expandida”), o grupo concentraria 63% do eleitorado.

“Há bastante gente que pode mudar de voto, mas tem pouco eleitor que não tem uma predisposição hoje dada. A maioria já está pendendo para um lado ou para outro, mas pode, sim, mudar o jogo no ano que vem. Nada está definido”, afirmou o cientista político Jair Pimentel, responsável pela coordenação da pesquisa.

O levantamento da Ponteio Política mostrou que Moro concentra 77% do eleitorado que diz que não votaria nem em Lula e nem em Bolsonaro. “Moro hoje é quem consegue encampar mais possibilidades para ser essa terceira via. Os dados estão claros nesse sentido”, avaliou o especialista em evento de divulgação do levantamento.

No chamado “núcleo soft” (ou seja, eleitores não convictos) de Bolsonaro, o ex-juiz tem a simpatia de 84%, contra 35% de João Doria (PSDB) e 44% de Ciro Gomes. Já no “núcleo soft” de Lula, a relação muda para 39%, contra 54% e 75%, respectivamente.

“Se formos esperar alguma movimentação entre os eleitores que votam em Lula ou em Bolsonaro, o que esperaríamos é que os bolsonaristas tenderiam a votar mais em Moro e os lulistas um pouco mais em Ciro Gomes”, pontuou Pimentel.

“Na nossa opinião, o Brasil ainda está dividido entre vermelhos e azuis e a questão hoje é: quem vai ocupar o espaço azul? Será que o bolsonarismo vai enfraquecer o suficiente para que Moro capte esses eleitores de Bolsonaro? Vai depender da questão nacional, mas também das estratégias dos candidatos”, disse.

Para ele, Moro seria hoje um “azarão” na disputa, por vir como outsider em um novo contexto eleitoral e com uma agenda central que já não dialoga mais com a prioridade da maioria dos brasileiros, além de esperadas dificuldades de trânsito no mundo político e restrições financeiras para fazer campanha em um partido de menor estatura do que Lula e Bolsonaro.

“Hoje, os eleitores ainda estão muito divididos nos campos vermelho e azul. Não vejo a possibilidade de dois candidatos no campo vermelho ou dois candidatos no campo azul irem para o segundo turno. No campo vermelho, está muito definido que é Lula – a não ser que aconteça uma tragédia, o que diminui drasticamente as chances de Ciro. No campo azul, ainda restam dúvidas se Bolsonaro vai conseguir estancar essa sangria e impedir que Moro consiga amealhar mais votos para poder chegar ao segundo turno. A tendência hoje é que não. Hoje, Bolsonaro, por tudo que tem e por ser governo, é favorito para ir ao segundo turno”, concluiu.

Fonte: InfoMoney

Eleições 2022: quem são os pré-candidatos a Presidente e os obstáculos que devem enfrentar

Jair Bolsonaro vai disputar a reeleição enquanto Lula tenta retornar ao Palácio do Planalto para um terceiro mandato. Enquanto isso, candidatos de esquerda e direita tentam se viabilizar com ‘terceira via’

Esta reportagem será constantemente atualizada para refletir novas candidaturas e a retirada de nomes da disputa presidencial até o registro oficial pelos partidos no ano que vem.

A eleição presidencial de 2022 tende a gerar grande polarização, com Jair Bolsonaro (PL) disputando a reeleição e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentando retornar à Presidência da República para um terceiro mandato.

Mas pré-candidatos de esquerda, centro e direita tentam se viabilizar como “terceira via”, entre eles Ciro Gomes (PDT), a senadora Simone Tebet (MDB) e o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos).

Já o PSDB escolheu o governador de São Paulo, João Dória, como pré-candidato do partido à eleição. Mas ele terá a tarefa difícil de resgatar a relevância do partido na corrida presidencial. Em 2018, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, ficou em quarto lugar no primeiro turno, com pouco mais de 4% dos votos.

Até agora, a única mulher na disputa é a senadora Simone Tebet, do MDB. A lista definitiva de candidatos só vai ser definida nas convenções partidárias que vão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2022.

A BBC News Brasil lista aqui as pessoas que, pouco menos de um ano antes da eleição, já foram lançadas como pré-candidatas — e os desafios que cada uma tem a enfrentar.

Jair Bolsonaro, pelo PL

O presidente Jair Bolsonaro vai disputar a reeleição pelo Partido Liberal, legenda de Valdemar Costa Neto, um dos condenados no escândalo do mensalão. Atualmente, um dos principais desafios de Bolsonaro é a popularidade em baixa. Segundo pesquisa Datafolha de setembro, 53% consideram o seu governo ruim ou péssimo — o pior índice desde o início do mandato. Na pesquisa anterior, o percentual era de 51%.

Alguns elementos contribuíram para essa queda: a reação do governo à pandemia do coronavírus; os escândalos envolvendo filhos do presidente, especialmente o chamado caso das “rachadinhas”; e as acusações relacionadas à compra de vacinas contra a covid.

A crise econômica, com alta contínua da inflação, e o aumento da pobreza também podem significar desafios para a reeleição de Bolsonaro. Por outro lado, o aumento do valor do Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família) pode ajudar a recuperar parte dos votos. Bolsonaro deu novo nome ao Bolsa Família, numa tentativa de imprimir marca própria na assistência social. O presidente também conta com uma base de eleitores fiéis dispostos a ir às ruas para defender suas posições, como ocorreu nos protestos de 7 de setembro.

“O principal desafio de Bolsonaro é a avaliação ruim do seu governo, conforme mostram pesquisas de opinião”, disse à BBC News Brasil o cientista político Claudio Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Tem bolsonaristas que não abandonam Bolsonaro, mas tem os bolsonaristas de ocasião, que podem abandonar Bolsonaro e ir para outros candidatos de direita, principalmente para Sérgio Moro”, avalia.

Para Couto, Bolsonaro tem dois desafios pela frente que não existiam na eleição de 2018. Primeiro, ele vai ter que centrar força na campanha em atacar dois candidatos: Sérgio Moro, seu principal adversário na disputa para chegar ao segundo turno; e Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.

“Em 2018, Bolsonaro só precisava atacar Lula. Ele era o candidato do antipetismo. Agora, tem Moro como alternativa e ele vai precisar centrar fogo em duas frentes no primeiro turno”, diz Couto.

O segundo desafio é o fato de que Bolsonaro terá mais dificuldade para sustentar o discurso de combate à corrupção, especialmente após as denúncias de corrupção na compra de vacinas contra a covid e as acusações de que tentou interferir em investigações da Polícia Federal.

Se antes de se eleger presidente Bolsonaro era um dos principais defensores da Lava Jato, foi durante seu governo que a força tarefa foi desmantelada e o ritmo das investigações se reduziu consideravelmente.

“Para Bolsonaro o discurso anticorrupção foi perdido e foi perdido por conta dos problemas na família, o envolvimento em compra de vacina, e o favorecimento de seus aliados do Centrão. Esse discurso, a não ser para quem acredita que o PT detém o monopólio da corrupção, não vai colar como em 2018”, diz Couto.

Bolsonaro está, atualmente, em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva. Num eventual segundo turno com Lula, ele poderá voltar a personificar o antipetismo que o ajudou a se eleger em 2018.

Luiz Inácio Lula da Silva, pelo PT

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvia aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República, seguido por Bolsonaro e Sérgio Moro. Desde que teve sua condenação por corrupção anulada pelo Supremo Tribunal Federal, sua candidatura pelo PT à Presidência é tida como certa por políticos do partido.

Embora, não tenha confirmado que irá concorrer, o ex-presidente tem participado de eventos para discutir propostas para o Brasil, vem se reunindo com setores da sociedade, como lideranças evangélicas, e até rodou a Europa para dialogar com chefes de Estado e de governo.

O principal obstáculo do ex-presidente é o antipetismo, que ainda deve ter peso na próxima disputa presidencial, com eleitores buscando alternativas numa terceira via ou recorrendo a Moro ou Bolsonaro para evitar um retorno de Lula.

“O Lula tem a dificuldade de vencer o antipetismo. Mas isso está mais fraco do que foi anteriormente. Uma parte dos problemas que originou o antipetismo, que é o escândalo de corrupção, se dissolveu pelo tempo que passou, são escândalos já precificados”, avalia Claudio Couto, da FGV..

Lula tem a vantagem de, ao menos por enquanto, só ter Ciro Gomes (PDT) como adversário de esquerda na disputa. Todos os demais pré-candidatos são associados à centro-direita ou direita. Isso garante a ele maior facilidade para chegar ao segundo turno.

“Lula, de todos os candidatos, é o que pode estar na posição mais confortável. Ele tem na esquerda um apoio consolidado. Ciro Gomes, ao bater forte em Lula e Dilma, como tem efeito, abdicou de parte do eleitorado da esquerda”, diz Couto.

Sergio Moro, pelo Podemos

Em 10 de novembro, o ex-juiz Sergio Moro se filiou ao Podemos numa cerimônia na qual o partido o anunciou como “futuro presidente da República”.

Depois de deixar os processos da Operação Lava Jato, renunciar ao cargo de juiz, entrar para a política como ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e pedir demissão, Moro se torna o principal adversário do atual presidente na disputa para o segundo turno da eleição presidencial de 2022.

Nas primeiras pesquisas de intenção de voto realizadas após a filiação ao Podemos, o ex-juiz aparece em terceiro lugar na disputa, atrás de Lula e Bolsonaro, mas com tendência de alta no desempenho.

Pesquisa PoderData realizada na semana do dia 22 a 24 de novembro, aponta Lula com 38% das intenções de voto, Bolsonaro em segundo lugar, com 27%, e Moro em terceiro, com 14%.

“Ele é um candidato que tende a crescer agora. Primeiro, por se confirmar como candidato de fato. Antes era apenas uma hipótese de candidato. Ele agora tem chances de roubar votos de Bolsonaro, já que parte do eleitorado do presidente também é ‘morista’ ou ‘lavajatista'”, avalia Claudio Couto, da FGV.

Por outro lado, Moro terá o desafio de comprovar que suas capacidades vão além do discurso anticorrupção. Também terá de enfrentar as acusações de que agiu com parcialidade nos julgamentos da Lava Jato e de que cometeu abusos durante a investigação. Mas ele tem espaço para conquistar votos de antipetistas, e pode roubar parte do eleitorado do PSDB que desaprova Bolsonaro, mas também não quer o retorno de Lula.

“Ele vai ter que demonstrar que consegue dominar outros temas e fazer promessas críveis. Apostaria numa disputa entre Moro e Bolsonaro para chegar ao segundo turno. Os dois vão se vender como baluartes do antipetismo, mas Moro vai precisar comprovar que é mais que um ex-juiz”, diz Couto.

João Dória, pelo PSDB

O governador de São Paulo, João Dória, foi escolhido para ser candidato do PSDB após vencer o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, em prévias realizadas pelo partido.

Durante a pandemia do coronavírus, Dória se projetou ao adotar postura oposta à de Bolsonaro na reação à crise. Nos picos de infecção, ele defendeu lockdowns, fechamento de comércio e restaurantes e medidas de isolamento social, além de ter investido, por meio do Instituto Butantan, na produção da CoronaVac, a primeira vacina a ser disponibilizada no Brasil contra a covid-19.

Para se cacifar nacionalmente, a tendência é que ele se apresente como “o candidato da vacina” contra covid, ou seja, como alguém que reagiu à crise. Mas pesquisas de intenção de voto realizadas até agora o colocam na quarta ou quinta posição no primeiro turno.

O PSDB vem passando por um processo de desgaste interno e, na última eleição presidencial, candidato tucano Geraldo Alckmin só alcançou 4% dos votos no primeiro turno — resultado considerado desastroso para um partido que sempre figurava em primeiro ou segundo lugar na disputa presidencial desde 1994.

Além disso, Dória enfrenta resistências dentro do próprio partido e corre o risco de ser alvo de “fogo amigo” durante a campanha. “Há chance de integrantes do PSDB apoiarem outros candidatos de centro e direita, como Sérgio Moro”, diz Claudio Couto, da FGV.

Dória também vai enfrentar o desafio de convencer o eleitorado de outras regiões do país, especialmente do Nordeste, que não é um político centrado nos interesses e desafios de São Paulo e do Sudeste.

“Dória ainda tem uma imagem antipática fora de São Paulo, de alguém muito distante da realidade das regiões mais pobres do país. Ele precisa vencer essa resistência e terá a tarefa de comprovar que tem sensibilidade para questões de outros Estados”, avalia o professor de ciência política da FGV.

Ciro Gomes, pelo PDT

Se for confirmada a sua candidatura à Presidência pelo PDT, esta será a quarta vez que Ciro Gomes concorre ao cargo. Em 2018, ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,5% dos votos.

Ele também concorreu à Presidência em 2002 e 1998. Candidato associado à esquerda ou centro-esquerda, Ciro Gomes tenta novamente despontar como terceira via, ou seja, alternativa a Lula e Bolsonaro.

A seu favor, ele conta experiência política, numa eleição que não dará o mesmo peso a “outsiders” ou figuras antipolíticas como a de 2018. Ciro foi prefeito de Fortaleza, deputado estadual, deputado federal, governador do Ceará e ministro dos governos Itamar Franco e Lula.

Ele passou por sete partidos e deve concorrer à eleição de 2022 pelo PDT. Para fazer frente à candidatura de Lula, Ciro tem adotado uma estratégia de ataque, criticando fortemente o ex-presidente petista.

“Lembre que o Brasil mudou muito e Lula não renovou as ideias. Será que ele se corrigiu e não vai repetir aqueles erros terríveis que você só descobriu depois? O pior é que você nunca viu ele pedir perdão pelos erros e está vendo ele se juntar de novo às mesmas pessoas”, escreveu Ciro nas redes sociais.

O ex-governador do Ceará também chegou a acusar Lula de conspirar para o impeachment de Dilma e, quando a petista saiu em defesa do padrinho político, Ciro reagiu dizendo que a ex-presidente foi uma das pessoas “mais inapetentes, incompetentes e presunçosas” a presidir o Brasil.

Se por um lado essa estratégia visa firmar Ciro Gomes como alternativa a Lula, por outro, pode eventualmente afastar eleitores que nutrem alguma simpatia pelo PT ou que defendem uma ampla aliança anti-Bolsonaro.

“Ao mesmo tempo em que essa estratégia pode custar votos de eleitores da esquerda, Ciro tem dificuldade em conquistar, de fato, eleitores da direita. Ele ainda é visto como alguém, no mínimo, de centro-esquerda”, diz o cientista político Claudio Couto.

Simone Tebet, pelo MDB

Única mulher até o momento a ser cogitada como pré-candidata à Presidência, a senadora Simone Tebet deve ser lançada para disputar o Palácio do Planalto pelo MDB em dezembro.

Ela foi a primeira mulher a disputar o comando do Senado, em 2021. Também foi a primeira parlamentar mulher a comandar a disputada Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a primeira vice-governadora de Mato Grosso do Sul e primeira prefeita de Três Lagoas (MS).

A possibilidade de candidatura à Presidência surgiu do destaque que Tebet teve na CPI da covid no Senado. Embora não fosse integrante fixa da comissão, ela participou dos principais depoimentos da CPI com uma postura contundente e crítica à gestão do governo Bolsonaro na pandemia.

O principal obstáculo que a senadora deverá enfrentar é se tornar nacionalmente conhecida. “Ela é desconhecida fora de seu estado, o Mato Grosso do Sul. A CPI fez com que ela se tornasse conhecida por uma parcela pequena dos eleitores, aqueles que leem jornal, mas isso não é ainda suficiente”, avalia Couto.

Alessandro Vieira, pelo Cidadania

Lançado como pré-candidato pelo partido Cidadania, o senador Alessandro Vieira (SE), assim como Tebet, se destacou durante a CPI da covid no Senado. Ele também é apresentado pelo Cidadania como uma possível “terceira via” para evitar a polarização Bolsonaro-Lula.

“Alessandro representa o pensamento do campo democrático à polarização existente entre Bolsonaro e Lula. É um sistema que não pode continuar pelo retrocesso e atraso que significam. É um senador que tem boa presença, com muito engajamento nas redes, uma postura de extrema competência e reconhecida pela opinião pública”, defendeu o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, ao anunciar que Vieira seria candidato à Presidência pelo partido.

Nascido em Passo Fundo, Vieira tem 46 anos, é delegado da polícia civil e novato na política, sendo eleito pela primeira vez senador em 2018 pelo Sergipe. Na época, ele declarou voto em Bolsonaro, mas depois disse que se arrependeu e se tornou um dos principais críticos do presidente na CPI da covid.

“Me arrependo profundamente do voto no Bolsonaro. Faço parte de um grupo de milhões de brasileiros que, primeiro, estava movido por um sentimento de não votar no PT. Subestimei o mal que Bolsonaro poderia fazer. Imaginei que ele poderia ter um governo com uma equipe técnica forte que evitasse esses equívocos. E foi o contrário, temos ele submetendo a equipe técnica”, disse Vieira em entrevista à BBC News Brasil em junho.

Mas, apesar da projeção que ganhou na CPI, Vieira tem como obstáculo o fato de ainda não ser uma figura conhecida em todas as regiões do país

“Ele teve um desempenho bom na CPI, que o tornou uma figura nacionalmente conhecida em alguma medida. Digo em alguma medida, porque quando vemos pesquisas de intenção de voto, muita gente não sabe quem ele é. Ele é conhecida por uma parcela mais elitizada, que acompanhou de perto os trabalhos da CPI”, diz Couto, da FGV.

Luiz Felipe D’Ávila, pelo Partido Novo

O cientista político Luiz Felipe D’Ávila foi anunciado no dia 3 de novembro como pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República. Em 2018, o partido surpreendeu em desempenho quando seu então candidato à presidente, João Amoêdo, terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,5% dos votos, à frente de candidatos como Henrique Meirelles e Marina Silva.

Amoêdo, que chegou a anunciar voto em Bolsonaro no segundo turno, passou a defender o impeachment do presidente durante a pandemia. Ele chegou a ser lançado novamente como pré-candidato pelo Novo no início do ano, mas sua candidatura sofreu oposição de parcela dos integrantes do partido, sobretudo entre os que apoiam Bolsonaro. O partido, então, decidiu lançar Luiz Felipe D’Ávila.

Ex-PSDB, D’Ávila coordenou o programa de governo do candidato tucano à Presidência Geraldo Alckmin em 2018, mas depois deixou o partido e recentemente se filiou ao Novo. Ele é crítico de Bolsonaro e Lula, e diz que os dois formaram governos “populistas de direita e esquerda”. Ao ser lançado pré-candidato pelo Novo em cerimônia no dia 3 de novembro, ele defendeu privatizações e outras reformas para reduzir o papel do Estado na economia.

“O populismo apenas perpetua a miséria, a pobreza, a corrupção e o mau funcionamento das instituições democráticas”, disse.

A dificuldade do partido Novo será tornar D’Ávila conhecido nacionalmente. Além disso, enquanto em 2018 o partido se beneficiou de um forte movimento de rejeição da política e de busca por quadros novos, a eleição de 2022 tende a ser menos focada na busca pelos chamados “outsiders”.

Rodrigo Pacheco, pelo PSD

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco se filiou em outubro ao PSD, partido do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Embora a pré-candidatura ainda não esteja confirmada, alguns dias antes da cerimônia de filiação de Pacheco, Kassab disse que a ideia é que o senador seja o candidato pelo partido.

“Rodrigo mostrou que tem talento e sabedoria para a vida pública. Se Deus quiser ele é o próximo presidente do Brasil. O PSD está pronto para abraçar suas propostas”, disse o ex-prefeito de SP.

Na cerimônia de filiação, Pacheco defendeu, em discurso, que é preciso acabar com a “divisão” na sociedade brasileira.

“Hoje, estamos todos cansados e descrentes. Estamos cansados de viver em meio a tanta incerteza, a tanta incompreensão e intolerância. Uma sociedade dividida, em que cada um não admite o contrário e não aceita a existência do outro, nunca irá chegar a lugar algum”, disse.

Mas o senador não quis confirmar se será candidato e disse que “tudo tem seu tempo”. Pacheco enfrenta como principal obstáculo o fato de ser desconhecido do público em geral.

“Ele é conhecido por quem acompanha a política muito de perto. O presidente da Câmara, Arthur Lira, está mais no noticiário- um noticiário negativo muitas vezes, mas que o torna mais conhecido”, destaca o professor Claudio Couto.

Fonte: BBC News | Brasil

“Tem que ter o coro grosso”, ressalta Celina Leão sobre a participação feminina na política

Da redação

A parlamentar entende que são muitas as barreiras na caminhada

A sociedade em que vivemos, mesmo que com avanços já notáveis, é ainda muito machista e preconceituosa. Se olharmos para o ambiente da Câmara dos Deputados, podemos constatar isso a partir de dados, que apontam que de um total de 513 vagas, apenas 77 são ocupadas por mulheres.

A situação faz com que tenhamos coragem e força para fazer com que mais mulheres cheguem à casa, mas é complicado, como contou a deputada federal Celina Leão (PP-DF), em conversa com a equipe do programa Conectado ao Poder. “Muito difícil. A mulher encontra várias barreiras”.

Contudo, embora as dificuldades apareçam, as mulheres ainda continuam mostrando força, ainda que sem muitos elementos. “Elas querem se envolver e muitas vezes não sabem como, não existe ferramenta para isso”, pontuou Celina Leão.

Com isso, a parlamentar possui o entendimento de que o que tem que ter mesmo é raça para passar pelos temporais que se colocam no caminho. “Tem que ter o coro grosso, por ser ainda um ambiente muito masculino”, completou a fala.

“Isso aí não tem cabimento dentro da justificativa que tem sido feita”, diz General Santos Cruz sobre armamento

Da redação

Santos Cruz possui o entendimento de que o porte de arma vai além de segurança pública

Como é do conhecimento de toda a população, o presidente da república, Jair Bolsonaro, sempre deixa evidente a defesa do direito ao porte de arma. No entanto, muitas pessoas são contra a atitude e outras entendem que a forma com a qual o presidente aborda a temática, não é a mais consciente, como é o caso do posicionamento do General Santos Cruz, que participou de uma conversa com a equipe do programa Conectado ao Poder.

“Isso aí não tem cabimento dentro da justificativa que tem sido feita. O governo tem que ter um plano racional de segurança pública, executar um plano nacional de segurança pública, desenvolver a segurança pública e não estimular o cidadão a se armar achando que isso está trazendo mais segurança pública”, disse.

Embora seja necessário elaborar um plano de segurança pública, a posse de arma, para Santos Cruz, parte para o princípio da individualidade. “A aquisição de armamento é uma questão de liberdade individual e não é uma questão de segurança pública”, pontuou.

O General relatou, ainda, que viveu por cinco anos no exterior, em áreas de conflito, como Haiti e África, locais em que pessoas vivem armadas e, em razão disso, percebe que a arma, para defender a política, é um erro. “A pior deformação de todas é achar que a arma na sua mão é uma opção política, isso é um dos maiores absurdos”.

BolsoNeis

Por Sandro Gianelli

Jair Bolsonaro e Ibaneis. Reprodução da internet.

Ibaneis é um dos governadores com a maior quantidade de aliados no Governo Federal. Atualmente, dois Ministros do governo Bolsonaro são da base do governo Ibaneis. Anderson Torres, Ministro da Justiça e Segurança Pública que foi secretário de Segurança Pública do governo Ibaneis e Flávia Arruda, Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República. A boa avaliação do governo Ibaneis deve manter essas parcerias rumo a sua reeleição.

Capacitação Republicana

Por Sandro Gianelli

Reprodução da internet.

A brasiliense Dani Salomão tem percorrido o Brasil palestrando na área de Orçamento Público pelo partido Republicanos. O evento é promovido pela Fundação Republicana Brasileira. Dani é representante da Central de Atendimento aos Municípios (CAM) e tem visitado autoridades republicanas para traçar planejamento orçamentário e medidas de gestão pública. A CAM foi implementada para auxiliar questões estratégicas nos municípios em todo o território nacional.

Inclusão, Cultura e Acessibilidade

Por Sandro Gianelli

Deputado Rafael Prudente e deputado Guarda Janio. Reprodução da internet.

Os deputados distritais Guarda Janio e Rafael Prudente aprovaram uma resolução que institui o Ciclo de Inclusão Cultural e Acessibilidade, com exposição de trabalhos artísticos de pessoas com deficiência. As exposições serão realizadas anualmente na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A ideia é que as exposições ocorram pelo menos três vezes ao ano com o custeio por parte da CLDF.

Prato Cheio e Cartão Gás serão política de Estado

Projeto de Lei vai garantir continuidade dos benefícios em qualquer época. Mais de 110 mil famílias de baixa renda serão beneficiadas

Em dezembro, mais de 4 mil novas famílias foram incluídas no programa Prato Cheio, que passa a atender cerca de 40 mil famílias em todo o Distrito Federal | Foto: Paulo H. Carvalho

O Governo do Distrito Federal (GDF) deu mais um passo para aperfeiçoar a gestão do Cartão Gás e do Prato Cheio. Os programas sociais de segurança alimentar e nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) foram instituídos emergencialmente por conta da pandemia da covid-19. Mas dois projetos de lei foram enviados nesta quarta-feira (1º) para tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) com o objetivo de que ambos tenham um caráter permanente a partir de agora.

“A pasta já estudava essas alterações que serão extremamente benéficas à população, pois os programas passam a ganhar um caráter permanente, uma vez que não sabemos até quando os efeitos econômicos da pandemia vão afetar as famílias”Ana Paula Marra, secretária substituta de Desenvolvimento Social

Em relação ao Cartão Gás, lançado em de 10 de agosto deste ano, a ideia é alterar parte da Lei nº 6.938/2021. Considerando o alto custo do gás de cozinha, de acordo com o novo texto, no artigo 1º deixa de constar o trecho “de caráter emergencial”. Outra mudança ocorre no artigo 6º. A intenção é alterar o prazo de duração do programa de 18 meses para se tornar continuado.

Outra mudança foi a revogação do artigo 11 da lei anterior, que previa a vedação do recebimento cumulativo do benefício, caso houvesse a implementação de programa semelhante pelo governo federal. Dessa forma, passa a ser possível receber o benefício local, que oferta R$ 100 às famílias a cada dois meses, juntamente com o auxílio do Governo Federal.

Quanto ao Prato Cheio, lançado em maio de 2020, o objetivo é que ele seja instituído como lei, tendo assim orçamento próprio visando à manutenção do programa. O benefício é pago ao cidadão por um período de seis meses consecutivos. Para uma nova solicitação, é necessário que a pessoa agende um novo atendimento nos Cras, pelo 156 ou no site www.sedes.df.gov.br.

Pagamento

É importante lembrar que, nesta quarta-feira (1º) começou a ser depositada a parcela de R$ 250 referente ao mês de dezembro. Além disso, mais de 4 mil novas famílias foram incluídas no programa, que passa a atender cerca de 40 mil famílias em todo o Distrito Federal. Foram quase R$ 10 milhões investidos apenas no pagamento deste mês.

“A pasta já estudava há algum tempo essas alterações, que serão extremamente benéficas à população brasiliense, pois os programas passam a ganhar um caráter permanente, uma vez que não sabemos até quando os efeitos econômicos da pandemia vão afetar as famílias”, explica a secretária substituta de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

*Com informações da Sedes

Fonte: Agência Brasília

Lei garante que médicos estabeleçam prazo para que o SUS realize cirurgia reparadora em pacientes pós bariátricos e mastectomizadas

De autoria do deputado Hermeto, a Lei visa devolver a autoestima a esses pacientes através da reparação plástica, de forma mais ágil, com prazo estabelecido pelo médico

De autoria do deputado Hermeto, a Lei visa devolver a autoestima a esses pacientes através da reparação plástica, de forma mais ágil, com prazo estabelecido pelo médico

Foi sancionada nesta segunda feira (29), a Lei nº 6.983, que garante cirurgia plástica reparadora no SUS, para pacientes pós bariátricos e mastectomizadas. A Lei é de autoria do deputado Distrital Hermeto (MDB) e visa evitar os longos anos de espera na fila do SUS para a realização desses procedimentos.

A cirurgia reparadora consta na tabela de procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde), e de acordo com o texto sancionado, as unidades de saúde que irão realizar o procedimento serão determinadas pela Secretaria de Saúde.

De acordo com o autor do projeto, deputado Hermeto, a intenção é devolver a autoestima aos pacientes que passaram por cirurgias muito invasivas e que trazem consequências posteriores, sem que elas precisem passar por anos de espera.

“PASSAR POR UMA MASTECTOMIA OU UMA CIRURGIA BARIÁTRICA É UM ATO DE CORAGEM E AMOR À VIDA, NOSSA INTENÇÃO É GARANTIR QUE ESTES PACIENTES SE SINTAM BEM FÍSICA E PSICOLOGICAMENTE”, AFIRMOU HERMETO.

Em quais situações será possível fazer Cirurgia reparadora pelo SUS?

Pós Cirurgia Bariátrica

No procedimento de cirurgia bariátrica ocorre uma grande perda de peso que traz consigo um excesso de flacidez e pele principalmente no abdômen e mama. Muitas vezes a mama tem tamanha flacidez que chega a tocar o meio do abdômen, assim como o abdômen pode tampar as partes genitais dificultando as necessidades fisiológicas e higiene. Associado a isso esse excesso de pele pode acarretar em feridas e necessidade de uso antibióticos com frequência.

Milena Rocha, de 27 anos passou pelo procedimento há dois anos e perdeu 98 quilos, e relata que apesar da felicidade de estar bem mais leve, carregar o peso do excesso de peso é algo traumático:

“Fazer a cirurgia bariátrica era um sonho, que foi realizado! Mas com a perda dos 98 quilos, fiquei com muito excesso de pele, nos braços, barriga e abdômen. Isso me faz sentir muito constrangida, não tenho coragem de ir a praia ou clubes, ou usar qualquer roupa mais justa no corpo. Ter a oportunidade de fazer a cirurgia reparadora, com certeza, iria mudar muito a minha autoestima”, relatou Milena.

Pós mastectomia

A mastectomia é normalmente utilizada para tratamento do câncer de mama. Pode ser total, ou seja, retirada de toda a mama, ou parcial quando uma parte da mama é retirada. Em ambos os casos se faz necessária a reparação plástica pós cirúrgica, para reestabelecimento da saúde física e mental do paciente, evitando complicações graves como feridas infectadas, depressão e suicídio.

Mara Lúcia, de 56 anos, passou pelo procedimento de mastectomia há 3 anos, onde foi preciso fazer a retirada total da mama esquerda, e relata as inseguranças que a cirurgia a trouxe:

“Sempre fui uma mulher muito vaidosa, quando passei pela quimioterapia que me salvou a vida, me descobri uma mulher muito forte também, o processo não é fácil. Venci o câncer de mama, mas a marca que ficou no meu peito me deixa muito triste. Não consigo me olhar no espelho o que me causa muitos transtornos. Espero ter a chance de receber essa cirurgia reparadora e me sentir linda novamente” Afirmou Mara.   

Pós Cirurgia Bariátrica

No procedimento de cirurgia bariátrica ocorre uma grande perda de peso que traz consigo um excesso de flacidez e pele principalmente no abdômen e mama. Muitas vezes a mama tem tamanha flacidez que chega a tocar o meio do abdômen, assim como o abdômen pode tampar as partes genitais dificultando as necessidades fisiológicas e higiene. Associado a isso esse excesso de pele pode acarretar em feridas e necessidade de uso antibióticos com frequência.

Milena Rocha, de 27 anos passou pelo procedimento há dois anos e perdeu 98 quilos, e relata que apesar da felicidade de estar bem mais leve, carregar o peso do excesso de peso é algo traumático:

“FAZER A CIRURGIA BARIÁTRICA ERA UM SONHO, QUE FOI REALIZADO! MAS COM A PERDA DOS 98 QUILOS, FIQUEI COM MUITO EXCESSO DE PELE, NOS BRAÇOS, BARRIGA E ABDÔMEN. ISSO ME FAZ SENTIR MUITO CONSTRANGIDA, NÃO TENHO CORAGEM DE IR A PRAIA OU CLUBES, OU USAR QUALQUER ROUPA MAIS JUSTA NO CORPO. TER A OPORTUNIDADE DE FAZER A CIRURGIA REPARADORA, COM CERTEZA, IRIA MUDAR MUITO A MINHA AUTOESTIMA”, RELATOU MILENA.

Pós mastectomia

A mastectomia é normalmente utilizada para tratamento do câncer de mama. Pode ser total, ou seja, retirada de toda a mama, ou parcial quando uma parte da mama é retirada. Em ambos os casos se faz necessária a reparação plástica pós cirúrgica, para reestabelecimento da saúde física e mental do paciente, evitando complicações graves como feridas infectadas, depressão e suicídio.

Mara Lúcia, de 56 anos, passou pelo procedimento de mastectomia há 3 anos, onde foi preciso fazer a retirada total da mama esquerda, e relata as inseguranças que a cirurgia a trouxe:

“SEMPRE FUI UMA MULHER MUITO VAIDOSA, QUANDO PASSEI PELA QUIMIOTERAPIA QUE ME SALVOU A VIDA, ME DESCOBRI UMA MULHER MUITO FORTE TAMBÉM, O PROCESSO NÃO É FÁCIL. VENCI O CÂNCER DE MAMA, MAS A MARCA QUE FICOU NO MEU PEITO ME DEIXA MUITO TRISTE. NÃO CONSIGO ME OLHAR NO ESPELHO O QUE ME CAUSA MUITOS TRANSTORNOS. ESPERO TER A CHANCE DE RECEBER ESSA CIRURGIA REPARADORA E ME SENTIR LINDA NOVAMENTE” AFIRMOU MARA.   

Fonte: Site do Deputado Hermeto

Desemprego em Goiás recua e taxa de desaceleração é 2,6% superior ao índice nacional, diz IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística contabiliza que número de pessoas ocupadas em território goiano fechou em 3,36 milhões durante meses de julho, agosto e setembro deste ano. Goiás apresenta a sétima menor taxa de desocupação na comparação com as outras 26 unidades da federação. Setores de serviços, administração pública e indústria puxam oferta de empregos. “Isso mostra como a retomada tem sido eficiente no Estado. Nossa responsabilidade com educação e profissionalização avança para gerar riqueza e dignidade”, afirma governador Ronaldo Caiado

O governador Ronaldo Caiado em visita a indústrias goianas, setor que foi um dos responsáveis pela queda na taxa de desemprego, com mais de 427 mil postos de trabalho | Fotos: Secom

O desemprego em Goiás caiu de 13,5% para 10% nos meses de julho, agosto e setembro de 2021, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A desaceleração do desemprego goiano foi 2,6% superior a queda nacional, que fechou em 12,6%. Com isso, o Estado apresenta a sétima menor taxa de desocupação na comparação com os outros 26 estados brasileiros, acompanhado pelo Espírito Santo, que também teve 10% de desemprego no trimestre.

“Isso mostra como a retomada tem sido eficiente em Goiás. Nossa responsabilidade com a educação e a profissionalização avança para gerar riqueza e dignidade”, afirma o governador Ronaldo Caiado.

O número de pessoas ocupadas em território goiano fechou em 3,36 milhões no trimestre. Enquanto a população desempregada ficou em 375 mil. Dentre os setores que mais cooperaram para a empregabilidade dos três meses, estão o comércio que emprega 667 mil pessoas; seguido da administração pública (560 mil); e a indústria, com 427 mil contratados.

Já a média da renda por habitante em Goiás fechou em R$ 2.363,00 o que representa que a massa de remuneração total goiana é de R$ 7,88 bilhões. Na comparação com o último indicador, o montante teve alta de R$ 185 milhões.

O titular da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel Sant’Anna disse que o trabalho do Governo de Goiás é para gerar emprego e renda e os números divulgados pelo IBGE mostram que o trabalho do Estado está dando certo.

“Trabalhamos dia após dia para devolver Goiás aos goianos. Acreditamos que preparando um ambiente favorável para os negócios e qualificando a mão de obra, iremos gerar empregos e renda através da atração de novos investimentos”.

Joel lembrou que este final de semana é de notícias boas. Destacou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou saldo positivo de mais de 107 mil trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada em Goiás no período entre janeiro e outubro.

Fonte: Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) – Governo de Goiás

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