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Como articulador, Temer ganha autonomia para fazer nomeações

20150410133408Ao assumir a função de articulador político do governo, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) recebeu poderes da presidente Dilma Rousseff para decidir nomeações de cargos. A falta de poder para nomeações era apontada como o maior empecilho enfrentado pelos ministros que precederam Temer na função durante o primeiro governo Dilma.

“A autonomia dele está dada pelo fato de que ele integra o governo, é do coração do governo, não é uma pessoa estranha ao governo. Ele vive o dia a dia do governo”, respondeu a presidente ao ser questionada, em rápida entrevista, ontem, em Duque de Caxias (RJ).

Dilma disse que o vice “tem todas as condições” de desempenhar a nova função. “Primeiro, ele tem a autoridade de ser vice-presidente. Segundo, tem experiência da vida dele, inclusive como presidente da Câmara Federal. Ele tem imensa capacidade para o diálogo, para construir consenso, para construir toda relação que é necessária em uma coalizão da envergadura da nossa”, disse a presidente depois de participar da solenidade de entrega das chaves de 500 apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida.

Parceria

Em São Paulo, o vice-presidente disse que, com autorização de Dilma, vai levantar cargos e demandas dos parlamentares como parte do trabalho de recompor a base aliada. “A presidenta me deu poderes para tanto. Evidentemente, sempre conversarei com ela, mas eu tenho autonomia para fazer todos levantamentos não só nesse ponto”, disse Temer, que minimizou a dimensão da crise política. “Não há ingovernabilidade. Eu sou vice-presidente da República, quando a presidente me pediu (para assumir a articulação), ela disse ‘nós somos parceiros, você vai me ajudar a governar’”, completou o vice.

Na quinta-feira, 9, Temer se encontrou durante uma hora e meia com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema principal da conversa foi a reforma política mas o vice-presidente revelou que Lula aprovou sua ida para a articulação política. “Delicadamente, ele disse que talvez eu me saia bem”, afirmou.

A expectativa para a nova tarefa de Temer é “a melhor possível” também para Dilma. “O vice-presidente, como qualquer pessoa que integra o governo, leva em consideração o fato de que a nossa base é integrada por diversos partidos”, afirmou a presidente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadao Conteudo

Dilma completa 100 dias de governo nas mãos de Levy e do PMDB

20150410102918Completaram-se nesta sexta-feira, 10, 100 dias de governo nas mãos de Levy e do PMDB. Nesse período simbólico de todo início de governo, a presidente Dilma Rousseff não conseguiu criar uma agenda positiva para se contrapor às denúncias de corrupção na Petrobras nem explicar à população por que foi reeleita em outubro passado com um discurso contrário a cortes e apertos e agora governa adotando medidas amargas na economia.

Desde que iniciou o segundo mandato, em janeiro, Dilma está isolada. Sem conseguir dialogar com os atores econômicos e políticos, tornou-se refém de seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy – de uma escola liberal tão atacada por ela durante a campanha -, e de seu principal aliado no Congresso, o PMDB, partido cujos integrantes sempre dizem se sentir “desprezados” pela presidente e por outros petistas.

“A vida é mais complexa do que parece”, costuma repetir Dilma aos auxiliares mais próximos.

Com a popularidade em queda – 64% dos brasileiros consideram seu governo ruim ou péssimo – e a base de sustentação parlamentar em frangalhos, a presidente sofre uma derrota atrás da outra no Congresso. Todas elas protagonizadas pelo PMDB, que chefia a Câmara dos Deputados com Eduardo Cunha (RJ) e o Senado com Renan Calheiros (AL). Os dois peemedebistas – ao lado de outros 33 parlamentares – são alvo da Operação Lava Jato, um dos principais fatores da desestabilização política. Desde que a dupla passou a ser considerada suspeita oficialmente, com a abertura de inquéritos no Supremo Tribunal Federal, o clima político recrudesceu.

Em pouco mais de três meses de segundo mandato, Dilma já trocou cinco ministros. Além de Cid Gomes, que deixou a pasta de Educação após protagonizar um confronto direto com Cunha na Câmara, saíram Thomas Traumann (Comunicação Social), defenestrado após vazamento de um documento que apontava “caos político” no governo; Pepe Vargas, que foi transferido para Direitos Humanos logo após Dilma ser obrigada a passar a articulação política do governo para o vice Michel Temer; e Marcelo Neri, substituído na Secretaria de Assuntos Estratégicos pelo peemedebista Mangabeira Unger. Ideli Salvatti, que estava nos Direitos Humanos foi a quinta a perder o cargo.

Oposição

“São cem dias de desgoverno”, disse na quinta-feira o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), que levou um bolo preto ao plenário com a inscrição “Sem (sic) dias de Dilma 2”, acompanhado de duas estrelas vermelhas do PT. “Esse bolo amargo deveria ser servido apenas à bancada do governo”, disse Mendonça.

Até dois dias atrás, quando Dilma oficializou seu vice peemedebista no posto de articulador político, quem se destacou na função foi o ministro da Fazenda. Levy foi obrigado a entrar em cena para negociar com os parlamentares e pedir apoio ao ajuste fiscal que o governo tenta aprovar. Mas até o PT é contra as medidas, que restringem o acesso de trabalhadores a benefícios como seguro-desemprego e abono salarial.

“Levy tem se esforçado bastante para aprovar as medidas, mas um ministro da Fazenda não pode se expor assim”, disse o senador Delcídio Amaral (PT-MS). “A articulação política do governo precisa funcionar.”

Nesses cem dias, não foram poucas as queixas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação à sua sucessora, que não lhe dá ouvidos. Nos bastidores, até mesmo auxiliares de Dilma dizem que ela não tira a crise de cima da mesa e “o máximo que consegue é encaixá-la na gaveta”.

Num cenário marcado por problemas com aliados, nomeações emperradas, inflação alta, “pibinho” e desemprego batendo à porta, a crise política acabou se convertendo no principal fator de incerteza na economia.

Se, por um lado, a chegada de Levy aumentou a confiança de que as contas públicas serão ajustadas, abrindo espaço para a queda dos juros, por outro, as dificuldades de relacionamento do Planalto com o Congresso lançam dúvidas sobre o quanto será possível avançar com os cortes de gastos e aumento das receitas.

É por causa desse ambiente negativo que os investimentos privados – grande aposta do governo para a retomada do crescimento – não deslancham. Do ponto de vista dos investidores estrangeiros, por exemplo, o momento é favorável para trazer recursos ao Brasil. O dólar chegou a valores astronômicos, ultrapassando, em muito, a marca dos

R$ 3 e a Operação Lava Jato forçou as grandes construtoras e a Petrobras a colocarem ativos à venda. Mesmo assim, muitos optaram pela cautela, à espera de um quadro político mais claro.

Ruas

Dilma, que assumiu com o discurso de que ia defender a Petrobras dos “inimigos externos”, foi obrigada a afastar da presidência da estatal sua amiga Graça Foster e viu a empresa entrar em uma crise sem precedentes. Além dos problemas da economia e da política, Dilma enfrentou apagões, greve de caminhoneiros e uma manifestação contrária a seu governo que reuniu milhares nas ruas do País no dia 15 de março – os protestos devem se repetir no próximo domingo. No Planalto, a aposta é que – aprovado o ajuste fiscal – a economia começará a reagir até o fim do ano. Assim, os três anos seguintes serão menos tumultuados.

Fonte: Estadao Conteudo

Do sonho ao pesadelo

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Na região Centro Oeste entre os paralelos 15° e 20° do hemisfério sul, um lugar de muita riqueza, próximo a um lago.Neste paraíso sonhado por Dom Bosco, foi construída a cidade de Brasília. Planejada pelo Urbanista Lucio Costa e pelo Arquiteto Oscar Niemeyer, foi fundada em 1960 pelo presidenteJuscelino Kubitschek. Detentora da maior área tombada do mundo foi inscrita pela UNESCO,em 1987 como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Uma cidade que nasceu à frente do seu tempo. Um monumento a céu aberto. Tantasqualificações idealizadas, mas, próxima de completar 55 anos aos poucos a cidade planejada vai se transformando em um pesadelo como a maioria das grandes cidades. No projeto original a cidade de Brasília foi planejada para abrigar 500 mil habitantes, hoje já passa de 2,6 milhões de moradores em todo o Distrito Federal. A cidade vai sorrateiramente sofrendo algumas modificações em nome do progresso e dos milhares de habitantes que, aqui, se instalaram. Esses “remendos e retalhos” urbanísticos alteram o projeto original. E, assim, surgem problemas que antes só se conhecia em outras cidades, mas agorafazem parte do seu cotidiano.

Por incompetência governamental, o transporte do DF é incompatível com sua população. Sendo incapazes de prever que a capital do Brasil naturalmente teria um inchaço populacional e necessitaria de alternativas eficientes. O governo e a mídia elegeram a bicicleta como a grande alternativa. De forma criminosa, quase que como uma obrigatoriedade, passou-se induzir a população a usá-la. Com isso, criaram as ciclovias colocando em risco a vida dos cidadãos. Assim, não diferente de outros bairros do Distrito Federal e do Brasil, a Asa Norte sofre com esse problema de inadequação de suas ciclovias.  Como vários outros projetos, esse é mais um formato importado de outros países sem respeitar nossas condições estruturais e culturais.

Os ciclistas precisam se adaptar às vias, sem continuidades, sem segurança, sem iluminação e falta de sinalização. A maior aberração fica nas vias da L2 Norte e Sul, entre uma quadra e outra, acaba a ciclovia.É necessário passar atrás do comércio local. O ritual é o seguinte: desce da bicicleta, espera os carros passarem, depois que conseguir atravessar, o ciclista disputa com os pedestres uma estreita calçada, de mais ou menos uns 300 metros de distância até atravessar novamente a próxima rua e conseguir chegar à ciclovia.

Mas, como todos os moradores de Brasília sabem, essas vias foram feitas do dia para noite. Sem consultar a comunidade, os tratores e os operários do governo invadiram as quadras. E como diria o velho ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. Mas, se tivesse havido planejamento, poderiam evitar os transtornos e, não apenas, resolver o problema das ciclovias, mas acabar com a segregação entre as cidades dos DF e do entorno. Bastava ter construído a ciclovia no canteiro central da via L2 e seguir rumo às cidades satélites e do entorno, facilitando a vida de todos os trabalhadores e criando um espaço para lazer. Outra opção aclamada por vários moradores é,em vez de ciclovias, criar ciclofaixas. Estas evitariam a invasão e destruição das calçadas e, consequentemente, os atropelamentos de pedestres.   A ciclofaixa seria uma forma de atribuir e designar o verdadeiro papel da bicicleta: “meio de transporte”.

Mas como diria o antropólogo Roberto DaMatta, o jeitinho brasileiro está arraigado nas inter-relações sociais do nosso país.  Assim, a nossa cultura e título de cidade planejada, conquistada pelos esforços dos nossos desbravadores e idealizadores, vai, aos poucos, sendo substituída pelo caos e o desordenamento urbanístico das grandes cidades.

Armando Mercadante

Convidados 10/4: Banda Brasiliana, o Deputado Distrital Raimundo Ribeiro e o Assessor de comunicação da Prefeitura de Águas Lindas.

O Deputado Distrital Raimundo Ribeiro e o Assessor de comunicação da Prefeitura de Águas Lindas, Marcos Marques, serão os entrevistados de hoje, no programa Conectado ao Poder, na rádio OK FM, que também contará com a participação da Banda Brasiliana. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.

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Após ficar ‘surdos’, distritais prometem troco para telefônicas

jc10-800x533Os deputados distritais parecem estar dispostos a não permitir que seus telefones fiquem mudos mais uma vez, como ocorreu na semana. Não foi por falta de pagamento, como se chegou a noticiar, mas por falha na operadora que atende a Câmara Legislativa.

Para evitar que a situação constrangedora se repita, os parlamentares resolveram fechar o cerco às empresas de telefonia e à Anatel, agência responsável por controlar e fazer o setor funcionar.  O primeiro passo foi dado nesta quinta-feira 9, com a aprovação de uma Comissão Geral para discutir o problema. O evento será no dia 7 de maio.

Mas o debate não está afeto apenas à surdez dos telefonemas dos distritais. O problema aflige toda a sociedade. Portanto, a discussão será abrangente, afirma o deputado Júlio César (PRB). “Queremos melhorar um serviço precário, que afeta toda a sociedade”, disse.

Júlio César lembrou que as empresas prestadores de serviços de telefonia são recordistas em reclamações, violando os direitos dos consumidores. “Essa iniciativa visa debater sobre um serviço que atualmente é necessário para a maioria das pessoas, e que muitas vezes deixa muito a desejar”, sentenciou.

Também a favor da medida, o deputado Chico Vigilante (PT) lembrou que, em gestão anterior, os dirigentes de operadoras de telefonia foram convocados pela Comissão de Defesa do Consumidor e se comprometeram a sanar vários problemas.. Porém, admite, nada foi resolvido “Este é um bom momento para cobrarmos as promessas feitas”, afirmou.

Vigilante, que é presidente da comissão, sugeriu convidar para o debate o Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), a Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público, a comissão de defesa do consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor.

Fonte: Notibras

Lideranças comentam sobre o encontro com o governador

Rollemberg-assustadoRodrigo Rollemberg e empresários debateram demandas que vão desde melhorias na mobilidade urbana até a desburocratização da máquina pública.

Durante almoço organizado pela Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), ontem (9) o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg falou com dezenas de lideranças do setor produtivo. O encontro teve como principal objetivo o estreitamento da relação entre o GDF e os empresários, além da apresentação de uma pauta com demandas que vão desde melhorias na mobilidade urbana até a desburocratização da máquina pública.

De acordo o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), Flávio Correia de Sousa, o encontro foi positivo, mas é preciso colaboração por parte do governo. “Creio que a vinda do governador demonstra uma abertura ao diálogo, o que é importante. No entanto, é preciso que o GDF dê maior atenção aos pagamentos em aberto e que não tente forçar descontos, pois os empresários já estão sofrendo muito e não é possível manter a situação como está”, disse.

Para o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, o encontro serviu como uma reaproximação entre o governo e os empresários. “Vejo com bons olhos a fala do governador e percebo que ele está realmente empenhado em destravar a máquina pública, e isso é importante”, afirmou.

Para o presidente das Organizações PaulOOctavio, Paulo Octávio, é fundamental que se dê melhores condições para o empresariado. “Brasília tem um grande potencial, e nós apostamos nisso. A capacidade de geração de emprego no setor público só vem caindo, e é no setor privado que estão as grandes oportunidades”, afirmou.

O que disse o governador Rodrigo Rollemberg sobre as seis principais demandas apresentadas durante o encontro:

Mobilidade urbana
“Estamos organizando o sistema e corrigindo distorções e erros que vinham sendo cometidos. A questão do transporte coletivo no período da madrugada é algo caro pra mim, que já apresentei inclusive um projeto sobre esse assunto quando estava no Congresso. Vamos ampliar o metrô e aprimorar a cada dia o serviço oferecido à população. Sobre a Zona Azul, estamos abertos a discutir propostas”

Segurança pública
“As ações estão sendo intensificadas por todo o Distrito Federal. Os números já estão apresentando melhoras e queremos reduzir ainda mais a criminalidade na nossa região. Tenho confiança de que estamos no caminho certo com o Pacto pela Vida. Temos muito o que evoluir, mas os avanços nesses primeiros meses já foram bastante satisfatórios”

Desburocratização
“Não tenham dúvidas de que esse problema da demora na liberação de alvarás, por exemplo, incomoda mais a mim do que aos senhores. É uma questão de honra a simplificação da vida do empresariado local. Teremos uma reunião na próxima terça-feira [14] para discutir esse assunto e muito em breve medidas nesse sentido serão anunciadas”

Feiras livres e ambulantes
“Essa questão deve ser tratada de forma mais ampla. É preciso dar condições dignas para essas pessoas trabalharem, mas ao mesmo tempo não é possível permitir que não paguem impostos e não tenham outras obrigações que os empresários possuem. Quero construir uma Política de Desenvolvimento para o Distrito Federal, e para isso é muito importante encontros como este de hoje [ontem]”

Refis e IPVA
“O nosso Mutirão de  Regularização Fiscal foi um grande sucesso e a população se mostrou muito parceira no sentido de procurar o governo para negociar suas dívidas. O resultado foi melhor do que o esperado. Mas estamos abertos a sugestões dos empresários para aprimorarmos o processo. Sobre o retorno da isenção do IPVA [para veículos 0 km], vamos estudar o que pode ser feito”

Revitalização da W3 Sul
“Este assunto terá no meu governo a devida atenção. Já estamos estudando algumas propostas, como a de isentar algumas atividades comerciais do pagamento do IPTU e até mesmo aumentar o IPTU para os imóveis que estiverem fechados. Temos ainda que estudar a viabilidade da implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), enfim, estamos definindo um plano de recuperação para a W3 Sul”.

Fonte: Jornal Alô Brasília

Negociação do Refis poderá ser feita pela internet

foto_10042015105317Durante a Semana de Regularização Fiscal, foram negociados mais de R$ 179 milhões: R$ 34,6 milhões já foram pagos, e o restante foi parcelado.

A partir de segunda-feira (13), os interessados em participar da segunda fase do Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis) poderão renegociar as dívidas com o Estado também pela internet. Quem optar pelo novo serviço terá à disposição os mesmos benefícios oferecidos pelo governo durante a Semana de Regularização Fiscal, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães — com a diferença de que o cidadão não terá a facilidade de contar, em um mesmo espaço, com o atendimento de órgãos jurídicos, como a Defensoria Pública do Distrito Federal e o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

Vale lembrar que o atendimento pela internet também serve para aqueles que procuraram o serviço no Centro de Convenções, mas que, por algum motivo, perderam o prazo para pagar a primeira parcela do débito — cujo vencimento foi em 31 de março. “Essa é uma oportunidade única. A nossa estimativa é ainda arrecadar cerca de R$ 100 milhões à vista e R$ 500 milhões parcelados”, explicou o secretário-adjunto de Fazenda, Pedro Meneguetti.

Fonte: Jornal Alô Brasília

Costa afirma que propina saía da ‘margem de lucro’

20150410132637Ao pedir perdão judicial em um dos processos criminais a que responde por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-diretor de Abastecimento da Patrobras Paulo Roberto Costa detalhou que a propina de 3% paga a dirigentes da estatal e a políticos era embutida na margem de lucro de empreiteiras.

“Se uma empresa oferecia uma proposta de 15% acima do orçamento básico e repassava os 3%, ela ficava com lucro de 12%”, explicou Costa, por meio de petição subscrita por seu advogado João Mestieri e entregue à Justiça Federal no Paraná, base da Operação Lava Jato.

Costa esclarece pontos da denúncia do Ministério Público Federal em que também são acusados o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. A Procuradoria sustenta que os réus “frustraram o caráter competitivo das licitações obtendo vantagens consistentes em impor preços maiores que aqueles que seriam obtidos em um ambiente de livre concorrência”.

O ex-diretor explica que no caso de três obras (Comperj, Renest e Repar) – alvos da denúncia – “não se pode dizer que houve sobrepreço”. Segundo ele, “os valores dos contratos assinados pela Diretoria de Serviços variavam entre 15% e mais 20%, as empresas repassavam em média até 3% (1% para o PP e 2% para o PT)”.

Em sua delação premiada, Costa já havia declarado que “tais empresas fixavam em suas propostas uma margem de sobrepreço de cerca de 3% em média, a fim de gerarem um excedente de recursos a serem repassados aos políticos”.

Na petição agora levada à Justiça, Costa diz que “reafirma e ratifica cada um de todos os pontos de sua delação premiada”. Ele anotou que nas obras dos gasodutos Pilar-Ipojuca e Urucu-Coari13 não houve nenhuma participação da Diretoria de Abastecimento, durante sua gestão, “mas sim com Graça Foster, na Diretoria de Gás e Energia, e do sr. (Renato) Duque, na Diretoria de Serviços”.

Os investigadores da Lava Jato consideram que a petição não significa retificação da delação. “Não é retificação, mas esclarecimentos complementares”, declarou o advogado Mestieri. “A delação do dr. Costa foi a mais completa, fidedigna e eficaz que se possa imaginar.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadao Conteudo

 

PF prende três ex-deputados em nova etapa da Lava Jato

20150410131641Além do ex-deputado André Vargas (sem partido), o ex-deputado Luiz Argôlo (SD-BA) e o ex-parlamentar já condenado e atualmente cumprindo pena no mensalão, Pedro Corrêa (PP-PE) também foram presos nesta sexta-feira, 10, em Londrina (PR), na nova etapa da operação Lava Jato denominada “A Origem”, deflagrada nesta manhã. O nome da operação faz referência às investigações dos ex-parlamentares, cujo envolvimento com o esquema do doleiro Alberto Youssef foi descoberto nas primeiras etapas da operação, no ano passado.

Ao todo, cerca de 80 Policiais Federais cumprem 32 mandados judiciais: sete mandados de prisão, nove mandados de condução coercitiva e 16 mandados de busca e apreensão nos Estados do Paraná, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Os ex-parlamentares são os três primeiros políticos a serem presos na operação.

Nesta etapa, estão sendo investigados os crimes de organização criminosa, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência envolvendo três grupos dos ex-deputados. A investigação vai além da Petrobrás e também abrange desvios de recursos ocorridos em outros órgãos públicos federais, segundo divulgou a PF. Também foi decretado o sequestro de um imóvel de alto padrão na cidade de Londrina, onde o doleiro Alberto Youssef começou sua atuação.

Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. Como perderam a prerrogativa de foro, o caso dos ex-parlamentares está sendo investigado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato.

Ex-deputados

No caso de Vargas, a relação entre o ex-parlamentar e o doleiro Alberto Youssef, um dos principais alvos da operação e acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro internacional, veio a tona desde o começo das investigações. A PF interceptou contatos entre o doleiro e o deputado – 270 mensagens de texto trocadas pelo aparelho BlackBerry, entre 19 de setembro de 2013 e 12 de março de 2014.

A suspeita é de que Vargas trabalhava em favor da rede articulada pelo doleiro, tendo inclusive feito lobby para o laboratório Labogen, de Leonardo Meirelles outro réu da Lava Jato, no Ministério da Saúde. O caso deu origem a um inquérito específico na Justiça Federal no Paraná. Além disso, o parlamentar chegou a viajar de férias com a família em um jatinho fretado pelo doleiro em 2013.

Seu envolvimento com o doleiro levou Vargas a ter o mandato cassado em dezembro do ano passado e também ser expulso do PT.

Já Luiz Argôlo, segundo afirmou Alberto Youssef em sua delação premiada, teria recebido emprestado um helicóptero do doleiro para sua campanha eleitoral de 2014. Na época, Argôlo foi candidato a deputado federal. Ele teve 63.649 votos e tornou-se suplente.

Segundo Youssef, o ex-parlamentar comprou a aeronave em 2012, mas não teve dinheiro para quitar as prestações. O político teria pedido dinheiro emprestado ao doleiro para fazer os pagamentos. Youssef contou à Polícia Federal que não aceitou e fez uma contraproposta.

À PF, o doleiro informou também que “João (Luiz) Argôlo fazia parte do rol de parlamentares do PP que recebia repasses mensais a partir dos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás”. Argôlo deixou o PP no fim de 2013 e transferiu-se para o Solidariedade.

Fonte: Estadao Conteudo

Cúpula das Américas reúne Obama, Dilma, Raúl Castro e Maduro no Panamá

Captura-de-Tela-2015-04-09-às-19.49.01A 7ª Cúpula das Américas, que acontece nesta sexta e sábado na Cidade do Panamá, é a primeira com a participação dos chefes de Estado de todos os 35 países das Américas e do Caribe – incluindo Cuba, que estreia no evento. A temática deste ano é “Prosperidade com Igualdade”, e o centro do encontro será o presidente dos EUA, Barack Obama.

Esta é a primeira vez que EUA e Cuba estarão frente a frente na cúpula. Obama e Raúl Castro vão se encontrar para afinar termos do acordo bilateral entre os dois países. Em outro momento, os EUA “enfrentarão” a Venezuela de Nicolás Maduro, que deve pedir o fim das  sanções impostas recentemente ao país por Obama. Contra Maduro, uma carta de 21 presidentes pedem a libertação dos presos políticos e o respeito à independência dos três poderes na Venezuela.

Obama também conversará com o Brasil. A presidente Dilma deve anunciar a intenção de visitar os EUA ainda neste ano. Em 2013, a presidente cancelou uma visita ao país após as denúncias de espionagem da Agência Nacional de Segurança norte-americana contra o governo brasileiro. No final, será divulgado um documento conjunto sobre educação, saúde, energia, meio ambiente, migração, segurança, participação cidadã, governabilidade democrática e cooperação.

Fonte: Metro

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