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Entrevista com Rogério Rosso

Foi convidado para um cargo no governo Agnelo?
Abri um bom diálogo com o governador. Entendo que a política moderna não se faz com o fígado. Veja o exemplo de Alckmin com a Dilma que têm uma boa relação. Tenho esse pensamento. Um bom diálogo não significa entrar no governo.

Essa aproximação causou atrito com integrantes do seu partido que fazem oposição a Agnelo?
É natural que haja conflitos quando existe muita especulação ou informações desencontradas. Existe uma reação. Mas a posição continua a mesma. O PSD continua independente. A bancada é livre para suas posições políticas. Os parlamentares vão participar das discussões se essa situação for alterada.

O PSD vai ter candidato a governador?
Preparamos o partido para candidatos proporcionais e majoritários em 2014.

Quem são os nomes?
Temos quatro deputados distritais e o (ex)senador Adelmir Santana está no partido. Temos feito várias filiações. Vamos começar uma campanha intensa em janeiro e agora teremos inserções partidárias. Queremos ampliar o PSD, especialmente do ponto de vista qualitativo.

Quem vai aparecer nas inserções do partido?
Todos de forma igualitária. Quem tiver mandato e liderança vai participar. Estou trabalhando o partido para ter a cara de todos.

Se for essa regra de ter mandato, você não poderia aparecer.
Todos devem divulgar suas ideias.

Brasília saiu da crise?
Do ponto de vista institucional, sim. O problema são as dificuldades administrativas. Os problemas estão aí para todo mundo ver. Mas se por acaso eu me deparar com alguma falha, vou avisar a administração. Não vou ficar fazendo festa com problemas da cidade.

Depois dos desentendimentos que resultaram na sua saída do PMDB, você voltou a falar com o vice-governador Tadeu Filippelli?
Só o cumprimentei em eventos sociais.

Ficou mágoa?
Não. Até aproveito o espaço para convidá-lo para tomarmos um café.

Voltando à primeira pergunta não respondida, você foi convidado para um cargo no governo?
Não me aperta. Eu e o governador temos um diálogo. Isso é fundamental.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE – EIXO CAPITAL / ANA MARIA CAMPOS

Afagos & empurrões

A solenidade de ontem no Planalto tirou um pouco do brilho do jantar entre Dilma e a cúpula do PSB, porque passou a ideia de que a presidente pensa em sufocar a candidatura presidencial de Eduardo Campos afagando Cid Gomes. Ocorre que o controle do partido é do pernambucano.

Para quem tem entre os congressistas a imagem de durona e avessa a conversas políticas, a presidente Dilma Rousseff termina esta semana com jeito de quem começa a mudar esse tom. Ao primeiro movimento, o jantar com o PMDB, veio outro em 24 horas, o jantar com o PSB. Dois encontros recheados de afagos em que Dilma deixou claro que quer os dois ao seu lado. O problema é a lei da física. Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. E aí começa o jogo de empurra, onde todos os atores, inclusive a própria Dilma, mostram suas armas.

Vejamos os movimentos da presidente. Ontem, depois dos jantares e dos afagos aos dois principais partidos da sua base, PMDB e PSB, ela aproveitou a solenidade de lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa para enaltecer o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, um dos mais próximos da presidente, com quem ela discute todas as questões estratégicas do governo, pediu licença para quebrar o protocolo. Foi ao microfone, dispensou o locutor oficial e, de viva-voz, enalteceu o trabalho de Cid Gomes na área da educação no Ceará.
Para muitos, o gesto de Mercadante foi jogo combinado com a chefe. Nenhum conhecedor dos humores de Dilma ousaria voltar ao microfone dentro do Planalto sem a permissão dela. Depois, o governador ainda foi almoçar com a presidente. Cid Gomes há tempos não tinha um tapete vermelho tão novo para pisar no palácio. Foram tantos afagos que só faltou a proposta de um ministério para Ciro Gomes — o que setores do PSB comentavam na semana passada como uma possível jogada no sentido de enfraquecer Eduardo Campos dentro de seu próprio partido, tirando inclusive qualquer chance de que o presidente do PSB possa reclamar.

O governador cearense, vale lembrar, tão logo terminou a eleição municipal, fez questão de avisar que Dilma era sua candidata a presidente da República. Seu irmão, Ciro Gomes, que tentou se lançar à Presidência em 2010, mas foi impedido pelo PSB, está hoje cuidando da vida, sem mandato. Ontem, depois de parte da série de afagos palacianos, Cid saiu-se com essa: se o PMDB ficar com a Presidência da Câmara e do Senado, por que o PSB não poderia ficar com a vice de Dilma?

A declaração de Cid foi vista como maldade pura por todos os atores envolvidos nessa história. Primeiro, que ninguém é “candidato a vice”. A vice é consequência de acordos políticos. Por isso, há quem tenha visto nessa proposta não um afago a Campos, mas uma tentativa de “queimá-lo” e ainda deixar o PMDB desconfiado. O PSB não tem sequer metade dos votos do PMDB no Congresso e Dilma não precisa colocar Eduardo Campos na vaga de vice-presidente para ter o PSD de Gilberto Kassab ao seu lado. O prefeito hoje tem a quarta bancada, o que lhe dá autonomia. Tanto é que estará com Dilma na semana que vem. Portanto, Dilma não tem hoje como “dispensar” o PMDB.

E entre os socialistas…

Os aliados de Eduardo Campos não entenderam muito bem por que tantos afagos de Dilma a Cid Gomes no dia seguinte ao jantar com Eduardo Campos e o vice-presidente do partido, Roberto Amaral. Afinal, em termos numéricos, a hegemonia do partido está com Eduardo Campos e dois movimentos deixam isso muito claro. O primeiro foi em 2010, quando Ciro Gomes quis ser candidato a presidente. O segundo foi no ano passado, quando Cid e Ciro tentaram fazer de Gabriel Chalita, então do PSB, líder da bancada na Câmara. Chalita obteve três dos 34 votos. Quem venceu foi a deputada Ana Arraes, mãe de Eduardo, hoje ministra do Tribunal da Contas da União.

Pelo que se sabe, 2014 não entrou na conversa de Dilma e Eduardo Campos na noite de quarta-feira, e nem poderia. Afinal, Dilma ainda não avisou com todas as letras que será candidata e Campos já cansou de dizer que não tratará de 2014 agora, pois discutir a próxima eleição neste momento seria jogar contra o Brasil. Mas, para os socialistas, está claro que, se Dilma pensa em sufocar a candidatura de Eduardo Campos afagando Cid Gomes, o efeito pode ser o inverso.

Enquanto isso, no Jaburu…

Com toda essa confusão, o próximo passo dessa história é o PMDB cobrar e Dilma mais uma vez reforçar — como já disse lá atrás — que, se for candidata à reeleição, repetirá a parceria com Michel Temer. A ordem entre os peemedebistas é procurar fazer a menor marola possível para eleger os presidentes da Câmara e do Senado. Entre os deputados, a campanha de Henrique Eduardo Alves é feita à luz do dia e a ideia é, já na próxima semana, começar a tratar da proporcionalidade para os demais cargos da Mesa Diretora.

Fonte: Blog da Denise Rothenburg

Entrevista com o responsável pelo Marketing de ACM Neto

Responsável pelo trabalho de marketing na campanha do prefeito eleito ACM Neto (DEM), o jornalista Pascoal Gomes dá detalhes da maratona que empreendeu para ajudar a eleger o democrata. Garante que a postura que classifica de “agressiva” da presidente Dilma e do ex-presidente Lula contribuiu para a vitória de Neto.

Qual foi a estratégia de marketing para levar ACM Neto à vitória? Ele e o pessoal da cúpula política deram muito “pitaco”?
Foi uma campanha planejada. Na pré-campanha investimos no fortalecimento da imagem de ACM Neto. Criamos, com a equipe política e técnica, um plano de governo – tocado de forma muito competente pelo ex-governador Paulo Souto -, que foi amplamente divulgado. Chegamos na campanha em si fortalecidos e isso se refletiu nos índices de pesquisas. No campo político, ACM Neto uniu em torno de si aliados inéditos, como o PSDB, PPS, PV, e o PTN. Havia um diálogo constante entre o candidato, o seu conselho político e o marketing. Foi ACM Neto quem escolheu Célia Sacramento como sua vice, mas ele dividiu essa escolha numa ampla discussão onde o marketing teve participação junto com o conselho político.

O que na sua opinião anulou os apoios do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff ao candidato do PT Nelson Pelegrino, o desgaste do governo Wagner?
Dilma e Lula estavam desde o começo da campanha de nosso adversário pedindo voto e reforçando a tese do alinhamento. Quando vieram ao vivo para Salvador, foram agressivos com ACM Neto. Inclusive na vinda de Lula, na primeira vez, A TARDE registrou, em manchete, que o ex-presidente usara a tese do medo contra Neto. Enfim, acho que, no palanque, Lula e Dilma acabaram ajudando a ACM Neto e prejudicando Pelegrino.

Você acha que em Salvador houve a repetição do fenômeno que ocorreu em São Paulo, quando um candidato novo, que nunca havia disputado eleição de prefeito, derrotou um veterano? Ou seja, o eleitorado prefere uma cara nova, embora o próprio Neto possa ser considerado um veterano na política apesar da pouca idade?
São casos diferentes. Serra deixou a Prefeitura (de São Paulo) para ser governador. Depois, em vez de tentar se reeleger governador foi disputar a presidência. Perdeu. Abriu dissidência entre os aliados, criando o PSD, e tentou voltar ao começo para disputar a prefeitura novamente. Deu errado. No caso de Salvador, o fato de ACM Neto ser jovem ajudou, mas o decisivo foi o fato de ele representar um projeto novo para a cidade.

Na campanha, Neto recebeu bem mais ataques dos seus adversários do que bateu no primeiro turno. Mas no segundo mudou o tom, e atacou o candidato do Partido dos Trabalhadores. As pesquisas internas determinaram esta mudança?
No primeiro turno, os ataques foram intensos, porque a frequência do adversário era maior. Eles tinham três vezes mais tempo do que nós, sem contar o auxílio de outros candidatos. Para completar, alguns membros da Justiça Eleitoral nos tiraram do ar em vários momentos decisivos, de forma surpreendente, revertendo o nosso tempo para o adversário. Apanhamos amarrados. No segundo turno, com tempos iguais e Justiça equilibrada, pudemos fazer o confronto e mostrar quem era quem.

ACM Neto aparentemente se saiu melhor que os adversários nos debates. Houve algum tipo de orientação dada a ele para enfrentar esses embates?
Discussão da estratégia e treinamentos intensos, gravados. O treino era muito mais pesado que o jogo. Quando era para valer, ele estava muito bem preparado. Mas, além de ser disciplinado, ele aprendeu a dominar o veículo, adequar o discurso e ter noção de tempo de televisão.

 

Você trabalhou na campanha de Neto em 2008, quando ele nem foi para o segundo turno. Quais as diferenças daquela campanha para esta?Em 2008, havia quatro candidaturas fortes, Imbassahy, Neto, João e Pinheiro. Sendo que Neto e Imbassahy disputavam o mesmo eleitorado. Isso acabou sendo prejudicial. Desta vez, o PSDB foi aliado de primeira hora e o PMDB veio no segundo turno, mesmo com o candidato do partido indo para o outro lado. Em 2012, tivemos uma candidatura muito mais forte. Mas em 2008, foi a clássica história do “perdeu ganhando”. Acho que ali, ficou claro que um dia ACM Neto ocuparia um cargo no Executivo.
Quais os ataques mais difíceis de enfrentar? Foi o vídeo da surra em Lula, o “eu digo sim a João” ou a acusação de que o candidato do DEM era contra a política de cotas raciais?
As cotas raciais. Mesmo sendo uma inverdade em relação ao nosso candidato, ela trazia embutida a tese boçal, que roçava com o totalitarismo, de que a cidade estava dividida entre ricos e pobres, negros e brancos.

Afinal, o apoio do prefeito João Henrique seria um ponto negativo para a campanha na visão do marketing?
O partido do prefeito, o PP, ficou com o candidato do PT. Era de se esperar que, pelo menos, alguém do PP na campanha de Pelegrino defendesse João. Ao contrário, tentaram colar João a Neto, quando havia um passivo pesadíssimo do PT e aliados, principalmente, na primeira administração de JH. Negar o passado foi ruim para o adversário.

ACM Neto fez muitas promessas na campanha. Isso não é um risco para a própria carreira política dele caso não consiga tirar essas promessas do papel?
Ele fez um programa de governo bem cuidadoso, com a preocupação de só prometer o que seria viável.

No primeiro turno, Neto teve votação menor nos bairros periféricos, mas isso mudou no segundo turno. Como a campanha conseguiu mudar esse quadro?
Com o trabalho intenso nos bairros onde não fomos bem. O resultado favorável foi consequência do corpo a corpo do candidato e dos militantes de todos os partidos que apoiavam Neto. Na televisão e no rádio com mais tempo,  falamos mais das propostas para toda a cidade, mas principalmente para os bairros periféricos.

Fale um pouco da  experiência de mudar da função de jornalista para a de marqueteiro. São duas coisas completamente distintas ou vê semelhanças?
Acho que o marketing teve importância na campanha de ACM Neto, porque formamos uma equipe de profissionais talentosos e, acima de tudo, comprometidos com o trabalho. Fica aqui a minha homenagem a todos eles.  O jornalismo ensina a lidar com as pessoas. Sem isso, você não chega na redação com uma reportagem que possa ir para a primeira página, subir para o site, ou ganhar a escalada do telejornal, ou no rádio. Então essa vivência no jornalismo ajuda nisso que chamam de marketing político. O jornalismo lida com gente, com o povo. E não tem quem mais goste de eleição do que o povo.

Fonte: Portal A Tarde

As seis fases da campanha: uma breve introdução

Para que uma campanha eleitoral produza os resultados desejados é importante planejá-la em fases distintas.

Cada campanha é única e terá seu próprio cronograma – mesmo assim, é possível propor uma divisão geral em etapas, pelas quais toda campanha, inevitavelmente, passa. Essa distribuição é útil, sobretudo, porque organiza as tarefas e desafios sob a forma de metas a serem cumpridas em diferentes momentos. Ou seja, cada fase tem um objetivo principal que deve ser alcançado dentro de seu próprio período de duração – e que corresponde a um determinado problema básico da campanha.

Cada fase superada deve ser igual a um(ou mais) alvo atingido

À medida em que cada meta for atingida, criam-se as condições para a conquista daquela que corresponde à próxima fase. Tal sucessão permite superar os obstáculos naturais da campanha no momento mais adequado. Também esse encadeamento assegura a cumulatividade dos resultados – e a campanha passa a assemelhar-se a uma construção, na qual os alicerces vêm antes das paredes e estas precedem o telhado. Podemos, portanto, sugerir cinco fases para a campanha:

1.    Lançamento da candidatura
2.    Início da campanha
3. Consolidação da candidatura
4.    Desenvolvimento da campanha
5. Final de campanha

Cada uma dessas etapas propõe um desafio específico, que deve ser bem equacionado no decorrer de seu tempo de duração. Assim, no período de lançamento, o objetivo é apresentar a candidatura posicionada para a disputa, com o máximo de divulgação na mídia. Na fase seguinte, a do início, o alvo é repercutir o lançamento, tornando conhecidos o candidato e sua mensagem. Na seqüência, a consolidação, os propósitos são levar a candidatura para as ruas e fixar uma organização capaz de sustentá-la. A etapa de desenvolvimento contém o intento de estabelecer comparações com os adversários, vencendo-os e crescendo na intenção de voto. No período final, as determinações são manter o pico da fase anterior, mostrar volume de campanha e desenvolver a programação intensiva na última reta para vencer a eleição. Quem ganha a eleição enfrenta, ainda, uma sexta etapa: a transição. Antes de analisarmos detalhadamente cada uma das fases, convém fazer algumas advertências gerais:

Organizar o tempo é a melhor forma de colher bons frutos

1. A primeira e mais importante observação consiste em reforçar a regra básica que estabelece que cada fase deve ser bem resolvida, a fim de tornar possível enfrentar a próxima com segurança. Afinal, os problemas não se deslindam por si mesmos e, caso não sejam equacionados – ou o sejam de maneira deficiente -, acarretam as seguintes conseqüências:

acumulam-se com os problemas da fase seguinte;
o candidato começa a campanha em condições adversas, tendo que resolver os problemas sob o fogo dos adversários;
o ajustamento da equipe de campanha realiza-se sob tensão – em geral, na fase predominantemente executiva da campanha, quando o tempo escasseia, o nervosismo aumenta e as desavenças se manifestam – tornando o cenário desfavorável para a superação de desafios estratégicos;
a equipe precisa tomar, concomitantetemente e com grande urgência, decisões estratégicas e decisões sobre questões de curto e curtíssimo prazo (os obstáculos surgidos no dia-a-dia).

2. Cada fase tem uma duração específica. Simplificadamente, sugere-se que em uma campanha de 100 dias, por exemplo, as etapas durariam, aproximadamente:

Lançamento da candidatura e início da campanha: 15 dias cada
Consolidação da candidatura: 20 dias
Desenvolvimento da campanha: 55 dias
Final da campanha: 10 dias

É evidente que cada campanha estabelecerá sua própria distribuição e que nossa tabela é meramente sugestiva. Não obstante, é aconselhável seguir a orientação de reservar 10 dias para a fase final (o ‘esforço concentrado’), destinando a maior porção para o desenvolvimento da campanha.

Fonte: Política para Políticos

Em quem você votaria?

Quatro nomes para o governo de Goiás em 2014.

Em quem você votaria?

Sem Agnelo, PMDB vai cobrar cabeça de chapa

Vice avisa que acordo com petistas pressupõe apoio a atual governador para disputar a reeleição em 2014.

O governador Agnelo Queiroz é o fiel da balança para a manutenção da aliança entre PT e PMDB nas eleições de 2014. Palavra do presidente regional do PMDB, o vice Tadeu Filippelli. Caso outro  petista venha a ser apresentado para a próxima corrida ao  Buriti, Filippelli não vê razões para a continuidade do casamento partidário, salvo se o PMDB passar à cabeça de chapa. O vice-governador não esconde que a relação com o PT ainda passa por provações. No entanto, Filippelli acha que as diferenças podem ser superadas com construção diária. O vice também comentou a posição do deputado Luiz Pitiman, eleito, segundo ele, por engenharia política.

PMDB e PT juntos em 2014?

Caminhando da forma como estamos caminhando com o PT, com o Agnelo, acho que poderá ser um caminho a se repetir. Lógico, essa colocação que faço aqui, esse entendimento, pressupõe a candidatura do Agnelo e sua confirmação pelo mesmo grupo político. Não teria sentido, caso haja um reposicionamento do PT, o PMDB não rever a sua própria posição. Mantido esse trabalho que foi feito em conjunto, mantido o respeito aos nomes, e o próprio posicionamento do Agnelo, creio que é um bom caminho andado para a reconstrução da mesma chapa.

A figura de Agnelo então é central à repetição da chapa?

Sem duvida nenhuma. É lógico que em um entendimento desse tipo, se uma das partes tiver o direito de rever sua posição, a outra parte também terá o direito.

Caso Agnelo não esteja presente?

Se houver uma modificação desta, eu preferiria pensar no PMDB como cabeça de chapa. A manutenção dessa aliança, na ausência do governador Agnelo, subentenderia o PMDB cabeça de chapa. A ausência dele não impede a aliança, desde que neste caso, o PMDB seja cabeça de chapa. Estamos honrando o compromisso.

A relação com o governador é diferente da relação com o PT?

A relação com o Agnelo, com a pessoa Agnelo, é muito especial. Ele é uma pessoa interessante, muito respeitosa. Logicamente, a relação com o PT tem as suas particularidades. Pode até ser difícil entender. Depois do trabalho que fizemos em conjunto, do desafio que foi para todos nós, de conseguirmos a vitória na última eleição e, no momento em que se sobe no palanque  logo após a apuração das urnas, ouvem-se vaias. É lógico que isso vem de pequenos segmentos e não pode contaminar o pensamento do PT, do Partido dos Trabalhadores, como um todo. Mas mostra que o partido tem as suas vertentes, as suas particularidades. E isso, logicamente, indica que nossa  relação precisa ser trabalhada todos os dias. É bem diferente de uma relação um tanto mais desarmada que tenho com o governador, pelo perfil de pessoa humana que é o Agnelo no dia a dia.

Particularidades do PT?

O PT tem valores fantásticos, tem pessoas fantásticas. E isso permite um belíssimo relacionamento. Tem pessoas, não apenas o Agnelo, que são responsáveis pelo inicio, pela construção dessa aliança. Por exemplo, o Chico Vigilante. Tem pessoas que entenderam, desde o primeiro momento, a possibilidade dessa aliança. De qualquer modo, tenho de respeitar essas dificuldades internas do PT. Eu respeito isso, porque é próprio de um partido. Tenho de respeitar manifestações, que às vezes posso entender como desconfortáveis, de alguns segmentos do PT, mas tenho de recordar que nós sempre fomos opositores no plano do Distrito Federal. Às vezes, essa linha mais intransigente nas bases surge como fruto ainda daquele momento que vivemos e que ainda não está superado. Mas isso pode ser construído ao longo do tempo, da mesma forma como também tenho algumas dificuldades no PMDB. O importante é construir. Não podemos parar de construir.

É o caso do deputado federal Luiz Pitman, que pode deixar o PMDB?

Eu entendo que a decisão do deputado Pitiman em relação ao seu projeto político é uma decisão dele. O partido não pode se arvorar em decidir por ele. Apenas o seguinte: ele tem manifestado politicamente uma vontade muito grande de deixar o PMDB. Não por dificuldade com o PMDB, não por aproximação por este ou aquele partido, mas sim em função de uma engenharia política, de um projeto político. E nós temos de respeitar.

O senhor tem conversado com ele sobre este assunto?

Sistematicamente, constantemente. Ele foi eleito pelo PMDB. No momento tem um projeto político que poderá levá-lo para outro partido. Então, só cabe respeitar esse fato. Não existe nenhuma dificuldade nisso. Sempre insisto: todos os que querem  permanecer no partido,  devem ter entusiasmo de estar no partido, devem entender o partido como sua casa.

Mas ele teria espaço?

O mesmo esforço que fizemos na última eleição para elegê-lo, sem duvida nenhuma estaria presente para elegê-lo novamente (para deputado federal) na próxima. Ele foi eleito com menos votos do que o Bessa, por engenharia política que nós fizemos. O Bessa, de outro grupo político, além de outras pessoas tiveram mais votos do que ele, que ganhou uma coligação específica, montada para isso, que  foi bem sucedida. Logicamente, com a atenção do partido, com tempo de televisão, com esforço dos demais pares.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Cartada de mestre

Não tem nada de aventureira a investida de um grupo de deputados dispostos a elegerem Rôney Nemer o novo presidente da Câmara Legislativa. O peemedebista tem bom trânsito com todos os grupos da casa e pode ser nome de consenso que o governo tem buscado. Fiel escudeiro do vice-governador Tadeu Filippelli, Nemer tem perfil conciliador e atuou inúmeras vezes como vice-líder do governo no período em que Wasny de Roure ocupava a liderança. Era incumbido de garantir quórum para as votações em períodos de turbulência. Foi assim que conquistou a confiança do governador.

Até pouco tempo atrás, pesava sobre sua possível candidatura uma acusação de participação no mensalão do DEM. A versão foi derrubada no depoimento prestado por Durval Barbosa em audiência na 2º Vara de Fazenda Pública do DF, onde, diante do Juiz Álvaro Ciarlini, o delator do escândalo que resultou na operação caixa de pandora revelou jamais ter entregado dinheiro ao deputado e que o considerava um homem honesto.

Experientes analistas do cenário local consideram grandes as possibilidades deque a presidência seja mesmo conquistada por Nemer, já que o comando da casa ficou nas mãos do PT no primeiro biênio.  Na Câmara Federal, a presidência seguirá a alternância entre os dois partidos. Na quarta-feira (7), um jantar celebrou a união das duas siglas em âmbito federal, o que certamente implicará em reflexos no DF. O apoio ao nome de Nemer agradaria em cheio a Filippelli.

O que todos sabem é que 2014 é logo ali e o tempo é de composições.

Fonte: Do cafezinho

Justiça manda policiais civis voltarem a trabalhar imediatamente

O desembargador Esdras Neves, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), determinou a suspensão integral da greve dos policiais civis. A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Os policiais devem retomar imediatamente o trabalho, sob pena de incorrer em descumprimento de decisão judicial. Qualquer violação acarreta multa de R$ 100 mil ao Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol).

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Jantar em Águas Claras reúne 12 senadores, menos dois do DF

Treze senadores (veja lista), dois governadores e… Um banco de desenvolvimento do Centro-Oeste. Esse é o resumo do jantar (quarta-feira, 07/11), na Residência Oficial de Águas Claras.

Conversa vai, risoto de castanha vem, vinho, robalo no gengibre e Agnelo emplacou a ideia de unir esforços para a criação de um banco de fomento. Tocou no assunto, quando exibia as realizações de seu governo.

Na parte do desenvolvimento econômico, Agnelo puxou o gancho do banco, no que foi prontamente apoiado pelo governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB).

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS) também se uniu ao grupo e sugeriu uma audiência da CAE para discutir o assunto em Brasília.

Eram 12 senadores e, percebam, dois do três que representam o DF não estavam entre os convidados. Sem rodeios, Gim Argello (PTB) explicou a ausência dos colegas:”Aqueles dois não fazem nada pelo DF, só sobem na tribuna para atrapalhar o governo e o Agnelo está fazendo um grande governo”, provocou.

Da série Eles estão brigados mesmo… Vem chumbo por aí.

Sobre o banco de desenvolvimento do Centro-Oeste, a ideia inicial é que seja algo nos moldes do que existe no Nordeste (BNB) e na Amazonia (Basa). Os governos seriam os gestores e o setor privado o provedor de recursos. A meta é começar o fundo com, pelo menos, R$ 1,5 bilhão.

Governadores
Agnelo Queiroz (DF)
Silval Barbosa (PMDB-MT)

Senadores
Humberto Costa (PT-PE)
Delcídio do Amaral (PT-MS), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos
Walter Pinheiro (PT-BA)
José Pimental (PT-CE), líder do governo no Congresso
João Costa (PPL-TO)
Wellington Dias (PT-PI)
Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente da CCJ
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Gim Argello (PTB-DF)
Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido no Senado
Cidinho Santos (PR-MT)

Fonte: Blog da Lilian Tahan

Governador do CE sugere que Temer dispute o Senado em 2014

Em campanha para que o PSB integre a chapa majoritária na eventual candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o governador do Ceará, Cid Gomes, disse que “é mais justo” que seu partido indique o candidato a vice-presidente – cargo hoje ocupado por Michel Temer (PMDB). Em almoço com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, na quinta-feira, 8, o governador já havia defendido a indicação de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, ao cargo.

“O PMDB é uma federação de lideranças locais, sem projeto nem unidade nacional – em cada Estado, o partido tem uma posição diferente, diferente do PSB, que é menor, mas é mais coeso”, avaliou Cid. “Além disso, tudo caminha para que o PMDB presida as duas Casas (Senado e Câmara Federal), então acho justo que o PSB também tenha uma participação.”

Sobre a posição de Temer, o governador sugeriu que ele disputasse uma vaga no Senado por São Paulo. “Ele teria grande chance de ser eleito e, nesse caso, de assumir a presidência do Senado, o que, para ele, seria até muito melhor do que ser vice-presidente”, afirmou, salientando que o “nome natural” do PSB ao cargo seria o de Eduardo Campos. “Essa é minha posição pessoal, ainda não conversei com ele (Campos) sobre isso.”

Fonte: Congresso em Foco

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