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Presidente Sarney

jose sarneyApós 22 anos, o senador José Sarney volta ao palácio do Planalto como Presidente da República. Sarney assume o mandato hoje. Interinamente, é claro. Como é o quarto na linha sucessória do país, o senador vira presidente apenas porque a presidenta Dilma Rousseff está em viagem oficial à França desde domingo. Só retorna ao Brasil no sábado. O vice-presidente, Michel Temer, embarcou ontem à noite para Lisboa. O terceiro na linha sucessória, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, viaja hoje para o Panamá e só retorna na segunda-feira. Ou seja, até sábado, quando Dilma retorna ao país, o Presidente do Brasil é ninguém menos que José Sarney.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

O retorno

cristiano araujoOs deputados distritais Alírio Neto (PEN) e Cristiano Araújo (PTB) estão com retorno marcado para a Câmara Legislativa hoje. A publicação no Diário oficial da Casa deverá ser vista hoje, com efeito retroativo, para que seja cumprido o prazo de 48 horas. Segundo fonte da coluna, Cristiano volta para ser candidato à presidência do Legislativo – e tem apoio para isso. A eleição da Mesa Diretora da Casa, que acontece hoje, promete fortes emoções.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Ponha-se à frente das ideias do século

ideiaFrase de Louis Napoleon continua cada vez mais atual.

“Ponha-se à frente das ideias do século e aquelas ideias seguirão você e lhe darão sustentação.
Ponha-se a reboque delas e elas o arrastarão.
Ponha-se contra elas e elas o destruirão”
(Louis Napoleon ‘Fragments Historiques’)

Louis Napoleon escreveu esta frase por volta de 1839. Doze anos ainda o separavam da conquista do poder, e do início da implantação do II Império. Exilado na Inglaterra, após o fracasso do golpe de Strasbourg e antes de igual fracasso na tentativa de tomar Boulogne, o sobrinho de Napoleão I refletia sobre a sua pretensão de recuperar o trono que havia sido de seu tio.

Louis Napoleon, líder voluntarista

Naquele momento o poder não poderia estar mais distante e a pretensão pareceria, a qualquer um, despropositada. Não obstante, Louis Napoleon, um voluntarista, obcecado com a idéia de que o tempo dos Napoleões não havia ainda passado, não abandonava sua esperança, manifestando a um só tempo sua disposição para esperar e confiança em si mesmo, no “moto” tantas vezes repetido: “J’ espère em Dieu et je crois en moi”.

Esperar e confiar foi a receita que, a contragosto, todos os líderes políticos dos tempos modernos que conquistaram o poder, tiveram que se submeter. Quem a ela não se submeteu foi derrotado e até liquidado.

O líder voluntarista, como o próprio nome indica, atribui à sua vontade política, e de seus liderados, um poder desproporcional. Cedo descobre que não bastam a vontade, a coragem, o idealismo, o sacrifício, para conquistar o poder. O sucesso somente virá quando a vontade estiver em sintonia com “as ideias do século”, “o momento histórico”, o “sentimento coletivo”, a “tendência da opinião pública”.

Como Louis Napoleon, todo líder voluntarista sai da reflexão para a ação, mediante um lance político ousado, com o qual, acredita, conquistará entusiasmadas adesões e derrubará seus adversários.

Louis Napoleon com a frustrada invasão de Boulogne que durou poucas horas; Fidel Castro com o ataque ao quartel de Moncada em 1953; Hitler com a tentativa de golpe de estado em Munich em 1923; para citar três casos amplamente conhecidos.

Nos três, o resultado imediato foi a derrota, a prisão, e o uso do processo pelos réus como uma oportunidade para denunciar o regime que os derrotara. Tiveram que, a contragosto e na prisão, esperar por um outro momento. Mesmo na prisão, porém, nenhum deles jamais deixou de confiar em si e na vitória final. Outros líderes voluntaristas enfrentaram a mesma situação de maneira diferente. Mussolini, preparou seu lance, a Marcha sobre Roma de 1922, com todos os ingredientes da ousadia e voluntarismo.Convicto de que o momento certo havia chegado, assim mesmo, tomou suas precauções, e, aguardou a uma distância segura, o resultado da ação. Somente depois de plenamente assegurado do sucesso da iniciativa chegou a Roma para tomar o poder. Mussolini combinou as “ideias do século” com o lance ousado e com uma farta dose de cautela. Foi menos heroico, mas não foi preso.

Num trem selado, Lênin viajou à Finlândia liderar revolução russa

Ghandi, entendeu seu tempo (“as ideias do século”), sabia que a conquista da independência não ocorreria de um só golpe, que, ao contrário, seria a resultante de um longo e continuado conflito, uma guerra de atrito, que educaria o povo para a luta e pouco a pouco envolveria milhões de indianos. Para Ghandi (que também foi várias vezes preso) não havia conflito entre esperar e agir, agia esperando, e esperava agindo.

Lênin tão voluntarista quanto os outros referidos, em março de 1917 encontrava-se exilado na Suíça, e, numa carta, comentara pesaroso que ele e sua geração já não viveriam para assistir a revolução na Rússia. Que ela só viria bem depois de sua morte.

Um mês depois, viajava no trem selado rumo à Estação Finlândia, para liderar a revolução. Lênin havia feito tudo que um voluntarista poderia fazer para provocar a revolução. No exílio Suíço esperava, sem muitas esperanças… As “ideias do século” vieram ao seu encontro e ele, não só assistiu como liderou a revolução.

Todos os líderes aqui citados, acabaram por chegar ao poder que ambicionavam. Seu voluntarismo, entretanto, só produziu resultados quando, depois da espera e da prisão, o tempo da mudança chegou.

Na linguagem de Louis Napoleon, quem pôs-se à frente das “ideias do século”, mesmo que tenha se antecipado demasiadamente à elas, e que, como consequência, tenha sido frustrado na primeira tentativa, tenha sido preso, e tenha sido forçado a esperar mais do que desejaria (vale lembrar o caso de Nelson Mandella na África do Sul), acabou triunfando. As ideias os carregaram e os sustentaram. Quem se opôs à elas, mais cedo ou mais tarde, acabou sendo expulso do poder que ocupava.

Os exemplos históricos referidos são de revolucionários, que lutavam para destruir um regime e substituí-lo por outro. A lição de Napoleão III, entretanto, é mais abrangente. Em democracias, nas quais as mudanças vêm com as eleições e não com a tomada do poder pela força, também há voluntarismo e também há mudanças que são sustentadas e legitimadas pelas “ideias do século”.

Esperar e confiar são também a receita do sucesso de um líder político numa democracia. O “roteiro” será, menos dramático, menos heroico que em revoluções, mas, sem dúvida alguma, igualmente verdadeiro.

Fonte: Política para Políticos

Itamar Imóveis é confirmado pelo TSE como prefeito de Santo Antônio do Descoberto

itamar imoveisNo dia 25/10, por maioria, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou a candidatura do Padre Getulio, à prefeitura de Santo Antonio do Descoberto. Com a decisão da Corte Eleitoral, o prefeito eleito da cidade passa a ser Itamar Imóveis, que obteve 11.909 votos (40,03% dos votos válidos).

Padre Getúlio teve o registro eleitoral indeferido pela Justiça Eleitoral porque estava com seus direitos políticos cassados em 5 de julho de 2012, prazo final para o registro das candidaturas. Mesmo tendo obtido 12.208 votos (41,04% dos votos válidos) no primeiro turno, ele teve os direitos de votar e ser votado suspensos por ter sido condenado por improbidade administrativa.

A assessoria jurídica de Padre Getulio entrou com recurso e hoje (12/12/12) saiu o resultado que dá a vitória para Itamar Imóveis. Parece um prenuncio, no dia 12/12/12 o candidato do PDT, cujo número é o 12 é confirmado prefeito de Santo Antônio do Descoberto.

Voto eletrônico: Hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição

Voto-eletronicoUm novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.

Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado.

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados  mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades –  foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A fraude, acrescentou, era feita em benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que  também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel  – afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Fernando Peregrino, coordenador do seminário, por sua vez, cobrou providências:

“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras –  mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque  ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.

Por ordem de apresentação, falaram no seminário o presidente da FLB-AP, que fez um histórico do voto no Brasil desde a República Velha até os dias de hoje, passando pela tentativa de fraudar a eleição de Brizola no Rio de Janeiro em 1982 e a informatização total do processo, a partir do recadastramento eleitoral de 1986.

A Dra. Maria Aparecida Cortiz, por sua vez, relatou as dificuldades para fiscalizar o processo eleitoral por conta das barreiras criadas pela própria Justiça Eleitoral; citando, em seguida, casos concretos de fraudes ocorridas em diversas partes do país – todos abafados pela Justiça Eleitoral. Detalhou fatos ocorridos em Londrina (PR), em Guadalupe (PI), na Bahia e no Maranhão, entre outros.

Já o professor Pedro Rezende, especialista em Ciência da Computação, professor de criptografia da Universidade de Brasília (UnB), mostrou o trabalho permanente do TSE em “blindar” as urnas em uso no país, que na opinião deles são 100% seguras. Para Rezende, porém, elas são “ultrapassadas e inseguras”. Ele as comparou com sistemas de outros países, mais confiáveis,  especialmente as urnas eletrônicas de terceira geração usadas em algumas províncias argentinas, que além de imprimirem o voto, ainda registram digitalmente o mesmo voto em um chip embutido na cédula, criando uma dupla segurança.

Encerrando a parte acadêmica do seminário, falou o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola, implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com o próprio Fernando Peregrino, que, na época, presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Luis Felipe reforçou a idéia de que é necessário aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro – hoje inseguro, na sua opinião.

O relato de Rangel – precedido pela exposição do especialista em redes de dados, Reinaldo, que mostrou como ocorre a fraude dentro da intranet, que a Justiça Eleitoral garante ser segura e inexpugnável – foi o ponto alto do seminário.

Peregrino informou que o seminário  será transformado em livro e tema de um documentário que com certeza dará origem a outros encontros sobre o mesmo assunto – ano que vem. Disse ainda estar disposto a levar a denuncia de Rangel as últimas conseqüências e já se considerava um militante pela transparência das eleições brasileiras: “Estamos aqui comprometidos com a trasnparência do sistema eletrônico de votação e com a democracia no Brasil”, concluiu. (OM)

Fonte: www.viomundo.com.br

Descuidar da aparência pessoal

aparenciaO político é conhecido por sua imagem, não por sua personalidade total.

Políticos são personagens públicas. Já foi explicado várias vezes em textos anteriormente publicados que o eleitor conhece o candidato pela sua imagem, não pela sua personalidade total. E a imagem do candidato começa com a sua aparência.

Políticos são indivíduos que se destacam de uma coletividade

Políticos conhecidos são como artistas famosos. Aparecem nos jornais, revistas, na TV; despertam curiosidades sobre sua vida pessoal e familiar; compõe, em uma palavra, aquela dimensão de espetáculo que a política naturalmente incorpora, mais ainda numa era televisiva.

A aparência do candidato, portanto, é o primeiro ponto de contato entre ele e o eleitor. Descuidar da aparência constitui-se num daqueles erros que corrói uma candidatura, sem mandar aviso e sem deixar marcas. É, pois, uma questão de prevenir, ou corrigir, se o problema for detectado a tempo.

Aparência física

Você não é obrigado a ser bonito(a) e charmoso(a) para se eleger, mas se for ajuda. Em qualquer hipótese, sua aparência física influi na opinião dos eleitores. Há certas condições que são para efeitos práticos proibidas. Por exemplo, a obesidade do candidato prejudica e muito. Se você estiver muito acima do seu peso, trate de fazer regime antes da campanha.

As pessoas tendem a associar estar em forma com o sucesso, autocontrole, e estar de bem com a vida. Inversamente, o candidato gordo é percebido como desleixado, indisciplinado, e com baixa auto estima. Isto não significa que um candidato gordo não será eleito. Mas significa que terá mais dificuldades.

Além da questão do peso, importa também sua máscara facial. Nem o esgar do sorriso permanente, que transmite a ideia de falsidade, nem a “cara amarrada” que aparenta má vontade, irritação e antipatia. O rosto deve transmitir naturalidade. Sorridente quando há razões, sério quando o assunto ou a situação exige, mas sempre atencioso, interessado e atento.

A postura também importa. A maneira de andar, o gestual, a maneira de sentar-se à mesa, a forma como cumprimenta as pessoas são componentes da imagem que será construída pelos indivíduos. A regra geral é ficar o mais próximo possível do natural.

Se a situação é formal, comporte-se com mais sobriedade, se é informal adote um comportamento mais descontraído, sem permitir-se excessos.
A maneira de vestir-se

Tão importante quanto sua aparência física é a forma de vestir-se. Sempre que estiver afastado de seu local de residência, leve consigo várias mudas de roupa, desde trajes mais formais (escuros) a roupas mais esportivas. A roupa que você usa deve ser adequada para sua idade, sua compleição física e para as situações em que você vai usá-la.

Importante: escolha das roupas

A palavra chave é adequação. Não se preocupe em “lançar moda”, usando roupas que chamem a atenção para sua originalidade. Você certamente vai chamar a atenção, mas vai deixar uma suspeita de vaidade, futilidade e pouca seriedade.

Suas roupas devem apresentá-lo(a) como uma pessoa que se veste bem, com capricho, limpeza(atenção com os sapatos) e bom gosto. Nada mais que isso, nada menos que isso. Os mesmos critérios se aplicam para o uso de roupas informais. Devem ser adequadas para a situação e para você. Cuidado sempre com o excesso de informalidade.

Assessoramento

Você muito provavelmente vai necessitar de assessoramento de profissionais para orientá-lo em questões de aparência. Uma orientação geral para suas viagens/deslocamentos, na seleção das peças de roupa necessárias para levar junto. Já para apresentações na TV, o assessoramento será fundamental.

Nestas situações, você necessitará de assessoramento na escolha das roupas, que precisarão combinar com a luminosidade, com as cores do estúdio, assim como os cuidados de maquiagem, mãos, cabelos e barba.

As questões relativas à sua apresentação e postura ficarão a cargo do seu diretor, caso esteja gravando no seu estúdio. A aparência do candidato, portanto, está muito longe de tratar-se de uma questão de vaidade pessoal. As pessoas fazem inferências políticas a partir da aparência.

Um candidato desleixado é percebido como um político que não dá atenção a detalhes, que é descuidado e que provavelmente se comportará da mesma forma no poder.

Um candidato que se apresenta como uma pessoa que dá excessiva atenção à aparência tenderá a ser percebido como um indivíduo vaidoso, superficial e fútil, o que também não o recomenda para governar. Fugindo destes dois extremos, com um assessoramento competente e com os cuidados normais, sua aparência poderá ajudá-lo na conquista de votos.

Fonte: Política para Políticos

PT x PSB

pt_x_psbBola da vez

O PT brasiliense já escolheu seu alvo preferencial. É o superintendente de desenvolvimento do Centro-Oeste, Marcelo Dourado, indicado pelo senador Rodrigo Rollemberg, que levou o PSB a romper com o governador Agnelo Queiroz.  Os petistas alegam que a Sudeco tem orçamento milionário e condições de intervir em questões extremamente relevantes para o Distrito Federal, como financiamento para programas regionais, aí incluídos recursos para empresas privadas, e infraestrutura, caso da ferrovia Luziânia-Brasília.

Questão de oxigênio

O verdadeiro objetivo, no caso, é cortar oxigênio do senador. A avaliação dos petistas é a de que, sem programas públicos, nem cargos do governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg precisaria de espaços na administração federal para manter sua influência. Tomar a Sudeco teria esse efeito.

Lá não é como cá

De seu lado, Rodrigo Rollemberg procura cultivar boas relações com o Governo Federal. Ontem mesmo foi à tribuna, para elogiar a presidente Dilma Rousseff por ter sancionado o projeto que prevê discriminação de impostos nas notas fiscais. O senador tem feito questão de afirmar que, embora passe à oposição no Distrito Federal, mantém-se na base do Planalto.

Dize-me com quem andas

O que pode pesar, aí, é a proximidade de Rodrigo Rollemberg com o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos. O senador já revelou que, antes de romper com Agnelo, consultou Eduardo Campos. E o presidente do PSB anda sendo encarado com desconfiança pelo Planalto.

Fonte: Do Alto da Torre

Climão pessedista

Rogerio-RossoPintou um climão, daqueles bem tensos e pesados, no bloco do PSD da Câmara Legislativa. Com o objetivo de fechar questão em um nome para vaga destinada ao partido na Mesa Diretora da Casa, o presidente regional Rogério Rosso convidou a bancada para um almoço. A conversa foi iniciada com defesas passionais de um discurso da unidade pelos quatro parlamentares: Eliana Pedrosa, Celina Leão, Liliane Roriz e Washington Mesquita. Só que o consenso não durou por muito tempo.

Candidaturas paralelas

Ao defender a unidade do grupo, a distrital Eliana Pedrosa, que é líder do partido na Casa, sustentou que o melhor nome para compor a Mesa, então, seria o dela próprio, coisa que não agradou o colega Washington Mesquita, que conta com o apoio declarado do governador Agnelo Queiroz. Contrariado, Mesquita avisou que não teria alternativa que não fosse lançar uma candidatura paralela. E, desta vez, quem não gostou nada, mas nada mesmo, foi Eliana Pedrosa. A reunião chegou ao fim sem se saber quem será, afinal, o nome do bloco oposicionista.

Fonte: Do alto da torre

Risco de impasse institucional

josegenoinoAté por seus vínculos com o ex-ministro José Dirceu (foto), o distrital Chico Vigilante acompanha de perto o julgamento do mensalão e suas repercussões políticas. Prevê um impasse caso o Supremo Tribunal Federal imponha a cassação automática de mandatos no caso de parlamentares federais que venham a ser condenados. “O presidente da Câmara, Marco Maia, assumiu o compromisso de não se curvar a essa determinação, pois a Constituição confere a prerrogativa de determinar perda de mandato a cada Casa do Congresso”, diz Chico Vigilante. Para o distrital, estaria se caracterizando “mais um caso de arrogância de determinados ministros do Supremo, que querem assumir o papel do Legislativo”.

Fonte: Do Alto da Torre

Sucessão na CLDF

AlirioProcura-se um Fábio Barcellos

Que o efeito “Fábio Barcellos” (aquele distrital eleito no último segundo do segundo tempo, sem a previsão de ninguém, no susto, só para medir forças com o governo) pode acontecer na eleição da Mesa Diretora da Câmara Legislativa amanhã, ninguém tem dúvidas. O grande “xis” da questão é: quem é o escolhido pelo grupo dissidente para ser o Fábio Barcellos da vez? Como a coluna publicou em edição anterior, a primeira opção é o deputado distrital Robério Negreiros (PMDB). Nome que pode ter perdido força nos últimos dias.

Eu sou, eu sou!

Ontem, o vice-presidente da Câmara, deputado Dr. Michel (PEN), dizia a um jornalista nos bastidores que ele seria candidato à presidência e disputaria com o nome indicado pelo Executivo, o distrital Wasny (PT), a cadeira de presidente da CLDF. “Quem tiver mais votos, leva. Vou bater chapa com o Wasny”, afirmou. Vamos relembrar que, conforme publicado na edição de ontem de Ons e Offs, um acordo de bastidor entre Michel e o governo garantiria para o deputado a próxima vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do DF – sonho de nove entre dez políticos, já que o cargo é vitalício, com o mesmo salário de um deputado distrital e livraria o parlamentar do enfrentamento das urnas em eleições.

Surpresa

Pelo tom de “satisfação” que rola na Câmara Legislativa, não duvidem que o “Fábio Barcellos” do momento pode ser figurinha repetida. Fonte da coluna aponta que o atual presidente da Casa, deputado Patrício (PT), pode muito bem conseguir com o grupo dissidente aprovar sua reeleição e ser reeleito presidente da Casa. É o único petista que contaria com os votos dos dissidentes e até mesmo das oposicionistas Eliana Pedrosa, Celina Leão e Liliane Roriz – ambas do PSD.

Dá tempo

Ontem, a grande preocupação na Casa era, porém, com o tempo regimental para a volta do deputado distrital Alírio Neto (PEN) para a Câmara Legislativa. Ainda dá tempo. Caso seja publicado no Diário oficial de hoje, Alírio pode retornar ao Legislativo e participar, nos últimos segundo do segundo tempo, da eleição da Mesa Diretora. Nos votos, Alírio teria bem mais votos que Wasny. Segundo fonte da coluna, Alírio pensa sim em retomar a cadeira de presidente da Câmara. Isso ajudaria, inclusive, em seus projetos para o futuro. Mas sobre este assunto conto depois, em outra oportunidade…

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

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