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Saiba esperar: nunca decida quando em dúvida

Agir com prudência é a prova máxima da sabedoria e o atestado definitivo de um verdadeiro líder.

Na grande maioria dos casos, saber esperar é uma virtude política adquirida pelo exercício da disciplina. É uma virtude que não é inata, que se adquire pelo autocontrole. O impulso mais forte que age sobre um político sempre será o de agir.

Gracián: “Domine a si mesmo que você dominará os outros”

Políticos, geralmente, são pessoas agitadas, sempre com pressa, ocupadas, correndo contra o tempo. Ter uma grande quantidade de compromissos torna-se uma obsessão. Significa que ele está desempenhando bem sua função, de que é necessário e de que é importante. Em ação, está “acumulando”, parado, está perdendo. Este traço comportamental tende, com o tempo, a levá-lo a encarar a espera, o tempo necessário à reflexão, ao planejamento, como “perda de tempo”.

Em geral, o político prefere agir sobre os fatos, assim que eles ocorrem, e, se necessário, corrigir suas ações posteriormente, do que refletir, planejar e adotar uma estratégia que oriente as suas ações quanto ao seu timing, conteúdo e forma.

Por outro lado, a sabedoria política ensina que a maior virtude do político é a prudência. E uma das marcas da prudência é saber esperar e ter paciência para evitar agir impulsionado pela emoção.

As palavras de Baltasar Gracián(1601/1658), o jesuíta espanhol que, com um realismo que se aproxima de Maquiavel, ensina nas suas máximas as lições para o sucesso na vida real: “Domine a si mesmo que você dominará os outros” e “Caminhe pelos espaços abertos do tempo, em direção ao centro, onde se encontra a oportunidade”. É, pois, prudente adquirir a virtude da paciência, a arte de esperar, o hábito de escolher o melhor momento para agir.

Nunca parta para a ação se não estiver racionalmente convencido de que é prudente agir. Se você tem dúvidas sobre o sucesso de sua ação, sua dúvida é uma certeza para quem observa, principalmente para o seu adversário. Decisões tomadas no calor da emoção costumam deixá-lo mal quando a situação se acalma e volta ao normal. Em situações de dúvida sobre a propriedade e acerto da ação é melhor não agir. Espere o momento em que as dúvidas sejam superadas pelas certezas.

Gracián era um jesuíta espanhol

“Muitas vezes os remédios agravam a doença. O médico sábio sabe quando prescrever os medicamentos e quando deve evitar prescrever. É preciso habilidade, sabedoria e maturidade para não aplicar remédios à doença, e esperar que a natureza corrija o mal.” – Maquiavel

Há situações em que é melhor deixar passar a tempestade do que tentar agir em meio a ela. Como diz Gracián: “É preciso muito pouco para turvar a água de um córrego, mas não há nada que se possa fazer para deixá-la novamente límpida, a não ser deixando-a quieta”.

Saber esperar, porém, não é contemporizar com o inevitável, nem tampouco esconder a hesitação e a fraqueza, sob as vestes da prudência.

Maquiavel alerta: “que não se adiam guerras inevitáveis”, tema que já foi tratado nesta coluna, sob este mesmo título. E como afirma Churchill, “o contemporizador é uma pessoa que alimenta o crocodilo na esperança de que ele o coma por último”.

Saber esperar é provar autodomínio, segurança e sabedoria. É a marca da excelência e da superioridade. O atestado definitivo da liderança

Fonte: Política por Políticos

Marketing político e marketing comercial (I)

Grande parte dos erros políticos de campanha provêm da insistência em desconhecer as diferenças entre esses dois tipos de marketing.

O marketing político nasceu do marketing comercial, mas logo dele se diferenciou. Grande parte dos erros políticos de campanha provêm da insistência em desconhecer estas diferenças. A linguagem corrente, usada em campanhas eleitorais, é uma evidência da origem comercial do marketing político. Fala-se, com absoluta naturalidade, do candidato como um produto, da campanha como o esforço coordenado para vender o produto.

Muitas vezes o candidato é comparado a um produto e a campanha ao esforço coordenado para vender esse produto

A analogia do ato de votar com o ato de comprar é quase obrigatória e, em grande medida, determina a linguagem, a propaganda, o comportamento do candidato e suas propostas.

Afinal, a campanha eleitoral, como uma campanha de vendas, é um processo de comunicação interessada, isto é, o agente da comunicação busca provocar uma reação no seu público alvo que lhe favoreça, diferentemente de outros tipos de comunicação não interessada, como a altruísta, afetiva, educativa.

A analogia portanto é apropriada e útil, mas não passa de uma analogia. Aponta semelhanças, identifica características comuns, mas não descreve uma mesma realidade.

Ela é apropriada porque há semelhanças muito importantes entre o ato de comprar e o de votar; é útil sobretudo porque impõe ao candidato uma postura ativa, empurrando-o para o esforço de persuadir eleitores. As diferenças entre o marketing comercial e o político são, porém, pelo menos tão importantes quanto as semelhanças.

O ponto crítico destas diferenças localiza-se no lado do comprador (eleitor). O eleitor, mesmo encarado como um comprador, é um comprador completamente diferente do consumidor comercial.

A insistência em desconhecer ou ignorar estas diferenças, e o hábito de tratar o eleitor como se fora um consumidor de um produto comercial, é uma das decisões mais equivocadas que se comete, responsável, na maioria dos casos, pelo insucesso eleitoral.

Ela equivale, em termos práticos, a substituir, ou, na melhor das hipóteses, a subordinar a estratégia política à estratégia de vendas, o que acarreta consequências muito mais graves para a campanha do que uma análise superficial revelaria.

A primeira consequência é atribuir-se à publicidade de campanha, e ao publicitário que a concebe e dirige, um poder quase “mágico” de persuasão dos eleitores. A segunda consequência é o contraponto da primeira : o eleitor é visto como um indivíduo cuja decisão de voto será basicamente determinada pela qualidade da campanha publicitária que lhe será oferecida.

O candidato-produto acaba sendo transformado em ator

A terceira consequência diz respeito ao candidato. Encarado como um produto, ele tende a ser transformado em um ator que deve representar, disciplinadamente, o papel que lhe está reservado no “script” publicitário da campanha.

O fato entretanto é que nem a publicidade possui aquele poder mágico, nem o eleitor é tão manipulável, e nem o candidato pode ser reduzido a um ator representando um papel.

Esta cadeia de consequências entretanto, subordina a estratégia política à publicitária. Se todos os candidatos adotarem o mesmo procedimento, vencerá provavelmente aquele que tiver a melhor publicidade. Se entretanto, um dos candidatos competitivos (chance de vencer) estruturar a sua publicidade a serviço de uma estratégia política correta suas chances de vencer a eleição são muito maiores.

Isto ocorre porque, diferentemente das campanhas comerciais, na campanha política, pelo fato de que nela é tão legítimo promover o “seu produto” quanto atacar os “produtos concorrentes”, sempre chega o momento em que o eleitor é levado a procurar o candidato, e até a pessoa do candidato, por trás da imagem que lhe foi cuidadosamente apresentada pela publicidade eleitoral.

Somente o marketing político isto é, o uso das técnicas publicitárias como um instrumento de comunicação de uma estratégia política para divulgar a mensagem certa para o público certo, pode preparar uma candidatura para enfrentar este momento da verdade.

Fonte: Política para Políticos

Nota Legal em dinheiro é regulamentado

Está regulamentado o Nota Legal em Dinheiro. A partir do próximo ano, quem não tiver casa nem carro receberá os créditos do programa em dinheiro na conta bancária. Autor da lei, o deputado Professor Israel acredita que a ampliação do benefício é um passo importante, mas ele quer mais. Ele apresentou outro projeto que permite aos contribuintes optar por receber os créditos em dinheiro na conta bancária ou em desconto no IPVA ou IPTU.

A nova proposta apresenta formato de crédito optativo, a exemplo do que já ocorre em São Paulo com o Nota Fiscal Paulista. A intenção é democratizar o programa. “O cidadão tem o direito de escolher se quer receber em dinheiro ou em abatimento nos impostos. Além disso, esta é uma forma eficiente de estimular a fiscalização tributária”, argumentou.

Regulamentação

A portaria nº 176/12 publicada no Diário Oficial do Distrito Federal aponta as regras para ter direito aos créditos do programa. No caso do benefício em dinheiro, a conta indicada deverá ser a da pessoa que acumulou a pontuação. Diferentemente de quem recebe o desconto no IPVA e IPTU, o valor não poderá ser transferido. Agora, aqueles que estiverem com contas atrasadas na Secretaria de Fazenda não receberão o benefício, que será de, no mínimo, R$ 25,00.

Aos interessados em participar do programa, a orientação é acessar o site: http://www.notalegal.df.gov.br. Encontre a opção “clique aqui para se cadastrar” e preencha o formulário. Com o cadastro feito, basta informar o número do CPF quando fizer compras nos estabelecimentos cadastrados.

Fonte: Assessoria de Imprensa

O abuso do marketing

A peça publicitária de Dukakis (candidato democrata contra George Bush, em 1988), na qual ele aparecia dirigindo um tanque militar, foi uma catástrofe contra a sua candidatura. Na ânsia por uma “photo op” Dukakis deixou-se filmar dirigindo um tanque de guerra. Conseguiu sua “photo op”, mas entregou à campanha de Bush a oportunidade de explorar o insólito, tratado como ridículo, do seu comportamento.

George W. Bush trajado de “top gun”, discursou sobre o final de uma guerra que não terminou!

Bush, na sua propaganda, explorou a imagem que, dentro do novo contexto em que foi apresentada, mostrava um Dukakis abobalhado, dentro de um tanque, enquanto o locutor informava aos eleitores que ele sistematicamente se opunha aos sistemas de defesa da nação que o governo propunha (uma clara distorção da posição de Dukakis). Numa campanha eleitoral, uma imagem pode ser mais forte que uma centena de discursos, como já se viu na peça “Willie Horton” usada pela campanha de Bush contra o mesmo Dukakis.

Bush filho, quando presidente dos EUA, caiu na mesma armadilha de Dukakis, tão bem explorada por seu pai em 88. Em 1º de maio de 2003, desceu num caça a jato no porta aviões Lincoln, trajado de “top gun”, e mais tarde fez o que veio a ser considerado como o “amaldiçoado” discurso, em que anunciou o fim da Guerra do Iraque.

A jornalista Elisabeth Bumiller, do jornal New York Times, relata o episódio:

“O mais elaborado – e criticado – evento patrocinado pela Casa Branca foi o discurso de Bush a bordo do Abraham Lincoln, no qual anunciou o fim dos principais combates no Iraque. Fontes da Casa Branca dizem que a ideia foi proposta por várias pessoas, inclusive o presidente, e que Sforza (publicitário) embarcou no porta-aviões para fazer a preparação, dias antes da descida do presidente, num traje de vôo, horas antes de seu discurso. Os estrategistas de mídia notaram que Sforza e seus auxiliares tinham coreografado cada aspecto do evento, até mesmo a disposição dos membros da tripulação, alinhados com camisas coloridas, sobre o ombro direito de Bush, e o “banner” com os dizeres “Missão Cumprida” colocado de forma a que a câmera capturasse o presidente e as duas palavras do banner num mesmo “frame”. O discurso foi especialmente agendado para um horário que os artistas da imagem chamam de “luz da hora mágica”, que lançava um brilho dourado sobre o rosto de Bush. Se você olhar a imagem da TV verá que a face esquerda dele ganha uma iluminação suave, enquanto a face direita revela um discreto sombreamento.”

Os dias que se seguiram – quando o QG das tropas americanas em Bagdá foi atingido por morteiros – desmentiram o marketing de Bush. Este tipo de marketing agressivo e inovador, que se arrisca a produzir a matéria prima das peças que vai utilizar na campanha, e divulgá-las para a opinião pública, enquanto o governo ainda está governando, é uma operação política de alto risco. Ela supõe sempre que a equipe é capaz de capturar o perene dentro do mutável e que a realidade retratada na peça é definitiva. Quando este julgamento é acertado, obtém-se bons resultados. Quando é equivocado, ou quando se refere a questões em evolução, como foi o caso do Iraque, pode ser desastrosa.

Algumas declarações infelizes são letais e acompanham o candidato pelo resto de sua carreira política

Analisamos esta técnica de marketing na coluna ” O novo uso do backdrop:a mais recente técnica do marketing político americano”, quando alertamos: “Havia claramente o risco de parecer um lance excessivamente oportunista de sua publicidade pessoal, o perigo de parecer ridículo, e a possibilidade de que fosse entendida como um ‘faturamento’ pessoal e partidário sobre o esforço de guerra”.

Por outro lado, na coluna “Pequenos/grandes erros do poder”, alertamos também para as famosas “declarações infelizes”, feitas pelos candidatos: “É humano. Todos fazem em algum momento. A maioria delas não chama muita atenção, é logo esquecida, e não causa maior prejuízo. Algumas entretanto são letais. Acompanham o candidato como uma sombra pelo resto de sua carreira política. Mas ninguém é mais pródigo em fazer declarações infelizes do que os próprios candidatos. Cansaço, oscilações de humor, vaidade, desejo de aparecer espirituoso e inteligente, são fatores que usualmente antecedem aquelas declarações. O problema está no fato de que as explicações produzem menos impacto no eleitor do que a frase pronunciada”.

Uma vez pronunciada a “declaração infeliz”, ela passa a ser de propriedade pública: sobretudo a mídia e os adversários vão usá-la. O candidato vê-se então na inconfortável posição de se explicar, de que não foi bem entendido, de que estão explorando a frase por motivos políticos etc.

“Só o fato de ter que se explicar já é ruim, ter que se explicar em matérias desta natureza é muito pior, ainda mais quando a explicação é feita num período eleitoral, em que o eleitor sempre fica desconfiado se a explicação é autêntica, ou apenas motivada pelo interesse eleitoral. O problema está no fato de que as explicações produzem menos impacto no eleitor do que a frase pronunciada. Cria-se desta forma uma frase que será ‘companheira’ do candidato pelo resto de sua carreira, com destaque especial para as eleições que concorrer. E, no final das contas, pensando-se bem, elas eram totalmente desnecessárias para os argumentos da candidatura.”

Bush filho teve de responder às críticas ao banner “Missão Cumprida”, que, diante do agravamento do conflito, do número crescente de baixas, da resistência iraquiana, dos atentados sempre mais ousados e da sensação de que não havia saída a curto prazo para a situação, soava como uma declaração infeliz, produto de um julgamento político-militar falho do presidente, uma arrogância mal contida, uma vaidade inconveniente e um oportunismo político incompatível com a gravidade da guerra.

Como se devia esperar, Bush passou um bom tempo dando explicações. Estas se concentravam na alegada iniciativa dos marinheiros e oficiais, em solicitar aos funcionários da Casa Branca no porta-aviões para produzir e ostentar aquele banner. Já Bush, pessoalmente, explicou como devendo-se entender que a Missão Cumprida a que se referia o banner era a dos tripulantes do navio… Os demais oficiais ouvidos e que confirmaram a versão da iniciativa dos marinheiros, quando perguntados pelo autor da ideia, “não se lembravam”, sendo que vários declaram que não estavam na reunião em que foi decidido…

Enquanto isto, os republicanos, quando perguntados sobre o uso daquelas imagens na campanha, afirmavam que muito dificilmente elas seriam usadas. Quando a mesma pergunta foi feita aos democratas, eles responderam que, com certeza, iriam usá-las para atacar o presidente na eleição! À guisa de conclusão, é bom lembrar um texto já publicado neste site: “Ninguém está imune aos erros, nem mesmo os políticos mais importantes e experientes”.

Fonte: Política para Políticos

Agnelo se movimenta visando 2014

Enquanto a oposição vem se preocupando com os contratos assinados pelo o governador em Singapura. O chefe do executivo se debruça em cima de sua nova fase politica e vem fortalecendo a cada dia o seu projeto de reeleição.

Depois de despachar Paulo Tadeu para o TCDF e ampliar espaços dentro da máquina pública a partidos considerados importantes para a governabilidade. O governador agora vem se articulando no sentido de viabilizar a participação do  PSD em seu governo e assim amarrar acordos que podem durar até ás eleições de 2014.

O campo da direita não se entende com relação ao nome a ser trabalhado visando o processo de 2014. Enquanto isso, Agnelo Queiroz mantém conversas reservadas com o senador Gim Argello que poderá ser o nome escolhido para compor a chapa na disputada eleição ao Senado.

Os senadores Rodrigo Rollemberg e Cristovam Buarque já estão na lista dos petistas como “cartas fora do baralho”. Mas no momento é melhor o discurso de aliados mesmo que a distância. Agnelo evita demonstrar em público o descontentamento com os Senadores. Mas membros do governo se incomodam com a postura de Rollemberg que fala mal da gestão Agnelo e mantém seus correligionários em cargos importantes dentro do governo petista.

Em 2013 a gestão petista poderá ser um pouco mais dura com seus opositores e já tem gente acreditando que Agnelo tende a tratar melhor seus aliados de primeira hora.

Agora é só esperar!

Fonte: Blog do GBU

PT: 30 mil novas filiações no DF

O PT está com a bola toda. Em 2011, eram 35 mil filiados. No último 31 de outubro, quando acabou o período de novas filiações, o partido contabilizou 30 mil novas adesões.

Assim cresce o exército para as eleições de 2014, mas aumenta também a disputa interna por poder no PT, afinal está no DNA do partido.

Daqui até maio, os novos petistas vão passar por palestras de formação até que sejam confirmados e passem a ter voto na legenda

Fonte: Lilian Tahan

Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) fala sobre a convocação do gestor do Fundo Constitucional

O objetivo da convocação do Gestor do Fundo Constitucional foi alcançado? Porque?

Sem dúvida sim. A convocação serviu para o que já sabíamos, que a Segurança Pública não é prioridade neste governo. Prova disso é o aumento dos gastos com educação e saúde, que são merecedores, mas a Segurança Pública só possui uma fonte de recursos, que o Fundo Constitucional. Portanto, a Segurança Pública tem que ser prioridade. Foi uma oportunidade única de ouvir como o Fundo está sendo gerenciado e observamos ainda sob o mando de quem está o Fundo Constitucional. Também tomamos conhecimento de como esses recursos estão sendo aplicados para as três instituições que compõe a Segurança Pública e ainda para a Saúde e Educação.

Qual é a visão do Sinpol em relação ao Fundo Constitucional?

A visão do Sinpol, conforme ficou materializado pelo gestor do Fundo, é que há uma desproporcionalidade na aplicação dos recursos, ao mesmo tempo em que se percebe que há mais recursos a serem investidos, faltando apenas gestão e vontade daqueles que podem interferir politicamente para que a Segurança Pública não se torne a menor parte dentro do Fundo Constitucional.

O que poderia ser feito, de acordo com o que falou o gestor do Fundo, para melhorar a aplicação dos recursos?

Tanto o gestor do Fundo, quanto o Governador do DF aliado aos ordenadores de despesa, antes de lançar mão de qualquer projeto que implica na utilização dos recursos que serão aplicados no ano seguinte, deveriam se reunir com os representantes de cada setor e estabelecerem uma discussão ampla para que o gasto do Fundo não venha apenas somente com um peso político, e sim, técnico, baseado na participação de todos os envolvidos.

Depreende-se com as declarações do gestor, que está havendo desvio de finalidade?

Sim. Por dois motivos. Quando observamos dois setores (que segundo a Lei 10.633 deveriam ser somente auxiliados financeiramente) avançar mais do que aqueles, cujo objetivo do Fundo foi manter e organizar, percebe-se que há uma mudança de destinação ou no mínimo uma malversação de verba pública.

O que o Sinpol fará daqui em diante no que diz respeito a esse assunto?

Continuaremos o trabalho que já vinha sendo realizado, como por exemplo, a visita que fizemos ao estado de Alagoas, em que houve malversação de recursos destinados pela União. Nesse caso, o gestor (governador) foi incurso na Lei da improbidade administrativa e da Ficha Limpa. No DF, fizemos reuniões com alguns setores que participam da fiscalização do Fundo (TCDF e TCU). Acima de tudo, o Sinpol está coletando documentos, que juntamente com o que declarou o gestor do Fundo, servirá de embasamento para que, a partir do ano que vem, o Fundo não só tenha uma nova forma gestão, mas que seus recursos sejam aplicados nas áreas para o qual foi criado objetivamente. Vamos fiscalizar. Porém, de imediato iremos tomar todas as medidas cabíveis, sendo de ordem técnica, política ou judicial. Não podemos confundir pessoas alheias a esse processo de convocação do gestor, como sendo os grandes arquitetos dessa situação. Esse ato foi de iniciativa da bancada da Segurança Pública na CLDF e a ideia nasceu no Sinpol juntamente com os representantes sindicais. O deputado Wellington Luiz, em seguida, abraçou a causa e deu seguimento ao processo. Infelizmente, pessoas que desconhecem da matéria, agora querem emprestar o feito a outras pessoas, o que lamentamos.

E quanto ao movimento grevista. Qual deverá ser o comportamento da categoria?

A categoria deve continuar mobilizada e confiante nas deliberações das assembleias. Nosso objetivo é garantir que o GDF se manifeste e oferte alguma proposta. Já pontuamos de modo claro ao governo do DF o que os policiais civis querem. Uma contraproposta de nossa parte só será encaminhada após responsável discussão com a base, a qual deverá ser antecedida de uma proposta objetiva e oficial do GDF. Confiamos de modo claro no que delibera a base reunida em assembleia. O que for decidido na próxima quarta-feira (7), daremos seguimento sem nenhum problema. Importante destacar que, estamos trabalhando em diversas frentes em busca de informações que possam subsidiar nossos sindicalizados no momento de decidirem qual o rumo que deverá seguir nosso movimento.

O objetivo da convocação do Gestor do Fundo Constitucional foi alcançado? Porque?

Sem dúvida sim. A convocação serviu para confirmar o que já sabíamos, que a Segurança Pública não é prioridade neste governo. Prova disso é o aumento dos gastos com educação e saúde, que são merecedores, mas que possuem várias fontes de recursos diferentemente da Segurança Pública que só possui uma fonte, que o Fundo Constitucional. Portanto, a Segurança Pública tem que voltar a ser vista como prioridade. Foi uma oportunidade única constatar como o Fundo está sendo gerenciado e observarmos ainda com a visão de quem está gerenciando o Fundo Constitucional. Também tomamos conhecimento de como esses recursos estão sendo aplicados para as três instituições que compõe a Segurança Pública e ainda para a Saúde e Educação.

Qual é a visão do Sinpol em relação ao Fundo Constitucional?

A visão do Sinpol, conforme ficou materializado pelo gestor do Fundo, é que há uma desproporcionalidade na aplicação dos recursos, ao mesmo tempo em que se percebe que há mais recursos a serem investidos, faltando apenas gestão e vontade daqueles que podem interferir politicamente para que a Segurança Pública não se torne a menor parte dentro do Fundo Constitucional.

O que poderia ser feito, de acordo com o que falou o gestor do Fundo, para melhorar a aplicação dos recursos?

Tanto o gestor do Fundo, quanto o governador do DF aliados aos ordenadores de despesa, antes de lançar mão de qualquer projeto que implique na utilização dos recursos no ano seguinte, deveriam se reunir com os representantes de cada setor e estabelecerem uma discussão ampla para que os gastos do Fundo não venham apenas com um peso político, e sim, técnico, baseado na participação de todos os envolvidos.

Depreende-se com as declarações do gestor, que está havendo desvio de finalidade?

Sim. Por dois motivos. Quando observamos dois setores (que segundo a Lei 10.633/02 deveriam ser somente auxiliados financeiramente) avançarem mais do que aquele que foi o verdadeiro motivo de criação do Fundo, no caso a Segurança Pública. No projeto inicial o objetivo do Fundo foi manter e organizar a Segurança Pública, percebe-se que está havendo uma mudança de destinação ou no mínimo uma malversação de verba pública.

O que o Sinpol fará daqui em diante no que diz respeito a esse assunto?

Continuaremos o trabalho que já vinha sendo realizado, como por exemplo, a visita que fizemos ao estado de Alagoas, em que houve malversação de recursos destinados pela União. Nesse caso, o gestor (governador) foi incurso na Lei da improbidade administrativa e da Ficha Limpa. No DF, fizemos reuniões com alguns setores que participam da fiscalização do Fundo (TCDF e TCU). Acima de tudo, o Sinpol está coletando documentos, que juntamente com o que declarou o gestor do Fundo, servirá de embasamento para que, a partir do ano que vem, o Fundo não só tenha uma nova forma gestão, mas que seus recursos sejam aplicados nas áreas para o qual foi criado prioritariamente. Vamos fiscalizar, porém de imediato iremos tomar todas as medidas cabíveis, sendo de ordem técnica, política ou judicial. Não podemos aceitar pessoas alheias a esse processo de convocação do gestor, como sendo os grandes arquitetos dessa situação. Esse ato foi de iniciativa da bancada da Segurança Pública na CLDF e a ideia nasceu no Sinpol juntamente com os representantes sindicais. O deputado Wellington Luiz, em seguida, abraçou a causa e deu seguimento ao processo. Infelizmente, pessoas que desconhecem da matéria, agora querem emprestar o feito a outros, o que lamentamos.

E quanto ao movimento grevista. Qual deverá ser o comportamento da categoria?

A categoria deve continuar mobilizada e confiante nas deliberações das assembleias. Nosso objetivo é garantir que o GDF se manifeste e oferte alguma proposta. Já pontuamos de modo claro ao governo do DF o que os policiais civis querem. Uma contraproposta de nossa parte só será encaminhada após responsável discussão com a base, a qual deverá ser antecedida de uma proposta objetiva e oficial do GDF. Confiamos de modo claro no que delibera a base reunida em assembleia. O que for decidido na próxima quarta-feira (7), daremos seguimento sem nenhum problema. Importante destacar que, estamos trabalhando em diversas frentes em busca de informações que possam subsidiar nossos sindicalizados no momento de decidirem qual o rumo que deverá seguir nosso movimento. (Fonte Sinpol)

Fonte: Blog do Callado

Pesquisa dá ligeira vantagem a Obama

O presidente Barack Obama tem ligeiro favoritismo para vencer as eleições nos EUA, apesar de estar tecnicamente empatado nas pesquisas com o adversário, Mitt Romney. A vantagem do democrata está no Colégio Eleitoral, onde seu caminho para alcançar a metade dos 538 delegados tem bem menos obstáculos do que o republicano.

De acordo com a média das pesquisas calculada pelo site Real Clear Politics, Obama tem 48,5% das intenções de voto contra 48,1% de Romney, dentro da margem de erro. O presidente aparece na frente do rival em três dos oito principais levantamentos, com o adversário liderando em duas, além de mais dois colocando ambos com o mesmo porcentual.

Com o cronômetro na mão, Obama e Romney percorreram Estados cruciais para a eleição, com a mesma receita tradicional de vitória: animar o cidadão já conquistado a votar, ainda que sob a neve. Ambos trocaram acusações e reforçaram promessas de campanha. “Nosso trabalho não terminou ainda. Vamos terminar o que começamos”, declarou Obama a uma plateia de 18 mil eleitores de Madison, em Wisconsin. “A não ser que mudemos o curso, podemos cair em nova recessão”, apelou Romney em comício em Lynchburg, na Virgínia.

Ao vencer em um Estado, o candidato leva todos os seus delegados. Em muitos deles, como os mais populosos Califórnia (democrata) e Texas (republicano), o vencedor já é dado como certo pelas pesquisas.

Fonte: O Estado de S. Paulo

DEM busca outras alianças para eleições de 2014

Após eleger ACM Neto prefeito de Salvador, a terceira capital do país, os dirigentes do DEM recuperaram o fôlego e querem agora valorizar o passe do partido para as eleições de 2014. Como primeira medida, caciques da legenda passaram a defender aproximação com o PSB de Eduardo Campos.

Depois de 16 anos acompanhando o PSDB de forma quase automática nas disputas presidenciais, setores do DEM defendem que a legenda se mostre disposta a conversar com outros interlocutores. O PSB surge como alternativa natural, até por ser o único partido com uma possível candidatura para rivalizar com a polarização PT-PSDB.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), e o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) são dois dos maiores entusiastas do diálogo com o PSB. Nos últimos anos, cresceu entre os democratas a insatisfação em relação aos tucanos, com a avaliação geral de que os aliados históricos vêm tratando o partido como mera linha auxiliar, sem retribuir o auxílio que recebem nas eleições nacionais.

Fonte: O Globo

Para articular 3ª via, Marina apoia políticos de 11 partidos

Após declarar apoio a candidatos de 11 partidos diferentes nas eleições municipais, a ex-presidenciável Marina Silva (sem partido) disse que desde 2010 a população brasileira vem demonstrando nas urnas que o país quer uma terceira via política.

Embora garanta não saber se é candidata em 2014, a ex-ministra do Meio Ambiente costurou suas declarações de apoio país afora com base na sustentabilidade global “em todas as suas dimensões”.

Sob esse discurso, o leque de apoiados por Marina em 2012 incluiu candidatos de PT, PMDB, PSB, PDT, PPS, PSOL, PRB, PTN, PSC, PMN e PV -partido pelo qual a ex-senadora conquistou 19,6 milhões de votos em 2010.

A Folha identificou 42 candidatos apoiados por Marina, sendo 19 postulantes a prefeito e 23 a vereador. Desses 8 foram eleitos, quatro como prefeitos, como Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba, e Clécio Luís (PSOL), em Macapá (AP).

“É um movimento transpartidário. Não sei se serei candidata. Quero que o legado suscitado por mim continue sendo uma agenda relevante e possa crescer. Uma terceira via, o grande desafio do Brasil, que sempre viveu a polarização, é algo que tem de ser entendido como movimento da sociedade”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

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