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Pelo segundo ano consecutivo, GDF de Agnelo e Filippelli é reprovado

Agnelo perde apoio dentre os militantes petistas que preferem um outro nome do partido em 2014.

A ducha de água fria sobre o governador fica ainda mais congelante, quando se constata que 75,3% dos ouvidos dizem preferir que o Partido dos Trabalhadores apresente, no lugar de Agnelo, um novo nome para concorrer às eleições ao GDF, em 2014.

O ano de 2012 termina para a administração Agnelo Queiroz/Tadeu Filippelli do mesmo jeito que terminou 2011. A maioria absoluta dos brasilienses reprova os dois comandantes do Governo do Distrito Federal e sua administração.

Segundo dados da pesquisa realizada pela O&P, a desaprovação do governo de Agnelo chegou, no final de novembro, a 70,3%. Um ano antes, o olhar negativo dos brasilienses era um pouco menor 67,1%. Vale ressaltar que, pela mesma pesquisa, 55,4% dos entrevistados aprovam a administração Dilma Roussef.

O mais grave para Agnelo, é que dentre os entrevistados, 40,8% das pessoas se diziam simpatizantes de um dos partidos que compõem a chamada “Turma da Mudança”, coligação que comanda o GDF. Neste universo, desconsideramos os simpatizantes do PSB – 1,8% dos ouvidos -, que embora integrante do governo quando da realização da pesquisa, já anunciava para 8/12 o seu desligamento.

Assim temos, que do total de cidadãos entrevistados pela O&P, 21,8% se declararam simpatizantes do Partido dos Trabalhadores e 10.4% do PMDB. Isto significa dizer, que a dupla de comando do governo local está mal com as próprias bases partidárias.

A ducha de água fria sobre o governador fica ainda mais congelante, quando se constata que 75,3% dos ouvidos dizem preferir que o Partido dos Trabalhadores apresente, no lugar de Agnelo, um novo nome para concorrer às eleições ao governo do Distrito Federal, em 2014. Dentre os peemedebistas, 80,1% defendem a substituição do candidato petista. E pasmem: 71,3% dos simpatizantes do PT pensam a mesma coisa.

A pesquisa ouviu 800 moradores do Distrito Federal, entre 24 a 27 de novembro de 2012 e a margem de erro de 3,5 %.

Rejeição generalizada

Desde que tomou o poder em janeiro de 2011, Agnelo e Filippelli vem escalando um aclive de impopularidade. Em maio de 2011, apenas um terço dos brasilienses desaprovava a administração PT/PMDB. Em Agosto do mesmo ano, subia para 45,3%; em novembro, para 67,1%; em março deste ano deu uma ligeira melhora, passando para 65,3% e agora volta a subir, com 70,3%.

O nível de desaprovação se divide igualmente entre homens e mulheres a uma taxa média de 70%. Por faixa etária, o segmento que mais os reprova é o que vai de 25 a 39 anos de idade, com uma taxa de 73,4%. Em seguida, são os jovens de 16 a 24 anos: 72,4%. Também por nível de escolaridade há uma rejeição, mais ou menos, equânime: o olhar mais reprovador vem dos que possuem curso superior completo: 73,7%. Mas os eleitores que nem chegaram a concluir o primeiro grau também repelem amplamente o atual governo, na ordem de 71,9%.

Em termos econômicos, a percepção negativa se faz mais presente naqueles cidadãos com maior renda (mais de 20 salários mínimos). A rejeição atinge oito, em cada dez moradores do DF, (83.6%). Na classe média, a desaprovação do atual governo é superior a 70%. Entre os que ganham entre cinco e dez salários mínimos a taxa é de 72,3% e de 71,7%, dentre aqueles com renda entre dois e cinco salários mínimos.

Pelos dados acima, podemos arriscar a afirmar que a insatisfação perpassa todas as camadas sociais, níveis de escolaridade, faixas etária e de gênero.
Dentre os serviços essenciais, a população mais reclama da qualidade da Saúde, que Agnelo prometeu regularizar em 90 dias.

Dentre os serviços essenciais, a população mais reclama da qualidade da Saúde, que Agnelo prometeu regularizar em 90 dias. Na foto, o governador Agnelo Queiroz e o secretário de Saúde, Rafael Barbosa.

Piora na qualidade dos serviços

Praticamente, cinco, em cada dez eleitores (47%), entendem que o GDF vem piorando a qualidade da administração da cidade à medida que o tempo vai passando. A fatia que considera existir uma melhora dos serviços é de apenas 12%.

Para a população, a Saúde é o carro chefe da inoperância do atual governo: 66,9% dos entrevistados afirmaram que ela está pior do que no governo passado. O mesmo opinaram 65,8% dos pesquisados quanto à Segurança Pública. Para 64,9%, o transporte coletivo ficou ainda mais ineficiente, o que reflete na qualidade do trânsito no Distrito Federal que é visto por 62,3% dos brasilienses com ainda mais caótico do que nas administrações passadas. Para concluir, a qualidade da educação pública patrocinada pelo GDF nas escolas de Brasília é criticada por seis, entre cada dez moradores (60,3%). A opinião dos brasilienses reflete a má qualidade de ensino já constatada pelas recentes pesquisas promovidas pelo ministério da Educação.

Os atuais comandantes do GDF, a luz da pesquisa atual, têm um grande desafio pela frente, que é reverter tais quadros em apenas 22 meses: até outubro de 2014. Não é uma tarefa fácil. Primeiro, porque segundo a O&P, se as eleições fossem hoje, o melhor cenário eleitoral para Agnelo e Filippelli lhes concederia uma votação de apenas 12,6%.

Por outro lado, partidos aliados, como PDT, PPS e PSB, desembarcaram da nau do GDF e vão começar a afinas a pontaria de seus canhões. É possível, ainda, que outros venham a fazer o mesmo, dependendo das articulações eleitorais que começam a se consolidar.

Agnelo pode enfrentar assim fogo amigo perigosíssimo. Na eficiência da sua máquina pública, que até aqui se mostrou emperrada e em desacordo com os interesses sociais – em especial na questão de uso do solo urbano – repousa um eventual êxito. Mas como as pesquisas revelaram, até mesmo no seio da militância petista a descrença é grande. Agnelo tem o ônus de atrair para si toda a carga negativa do seu governo. É sabido que a ineficiência perpassa diversas secretarias e administrações comandadas por outros partidos, mas estes, em alguns casos, posam de mocinhos e jogam a culpa no comandante.

Cabe ao eleitor, analisar bem e decidir até onde esta reprovação verificada nas pesquisas deve ser socializada entre os demais homens e mulheres políticas da “Turma da Mudança.”

Fonte: Brasília por Chico Sant’Anna

Direto do Facebook – Rodrigo Rollemberg

É importante registrar que, até este momento, existem R$108 milhões na Fundação de Apoio à Pesquisa sem utilização, que poderiam estar sendo utilizados, por exemplo, para garantir a estrutura tecnológica para implantação de Internet Banda Larga em todo o Distrito Federal.Até este momento deste ano orçamentário, o GDF não empenhou nenhum real para construção de creches, quando temos uma demanda enorme por creches. Isso mostra uma ineficiência e um descompromisso com a área social.

Não sai mais

Conhecedor da forma de operar e do poder de articulação do atual deputado Agaciel Maia, um senador brasiliense ri muito quando comenta a possibilidade de que, vice-presidente da Câmara Legislativa, ele venha a assumir o cargo. “Depois que Agaciel estiver por 15 dias no cargo, ninguém mais o tirará dele”, prevê.

Fonte: Do Alto da Torre

Pela reeleição

O governador Agnelo Queiroz deu cunho nacional no pronunciamento que fez na primeira plenária da corrente Construindo um Novo Brasil-DF, diante de 560 militantes petistas. Qualificou de “covardia” o que “setores da mídia estão fazendo com o companheiro Lula”, a quem qualificou de “maior liderança da América Latina”. Acusou a oposição “sem liderança, sem projeto, sem rumo” de tentar desestabilizar a presidente Dilma Rousseff, como tentou contra ele próprio.

Agnelo lançou ainda um novo refrão. Começou a dizer que “2013 será o ano do 13”.

Os participantes da CNB-DF aprovaram ainda moção em favor da candidatura de Agnelo à reeleição. Falaram em impedir aventuras, referindo-se ao próprio PT. Na mesa que dirigiu os trabalhos estavam o presidente regional do partido, Roberto Policarpo, o presidente da Câmara Legislativa, deputado Patrício, e sindicalistas, além de caciques partidários ligados diretamente ao próprio Agnelo.

Fonte: Do Alto da Torre

Dizem…

Dizem, dizem… Que o presidente da Câmara Legislativa, deputado Patrício (PT), não teria desistido, 100%, de seu projeto de reeleição. Dizem… Que o secretário de Justiça, deputado Alírio Neto (PEN), pode ressurgir na Câmara Legislativa nos próximos dias (e não é para votação não!) Dizem… Que a deputada distrital Arlete Sampaio (PT) é quem ficará com a presidência da Comissão de Ética na Casa (quer promover uma verdadeira caça às bruxas). Dizem… Que o projeto do novo “Fábio Barcellos” para a presidência da CLDF está a todo o vapor. É o que dizem…

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Destino

Está prevista para hoje uma reunião de membros da Mesa Diretora da Câmara Legislativa para avaliar o destino do deputado distrital Raad Massouh (PPL), investigado pela Operação Mangona sobre suspeita de desvio de verbas de emendas parlamentares. Raad, que faz parte da mesa, como 1º Secretário, claro, não participará da reunião. Será substituído pelo suplente, deputado distrital Olair Francisco (PTdoB).

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

O discurso básico

Na política, a repetição é sua amiga. Muda o público, mas não muda a mensagem. É preciso ter um discurso básico para todos os propósitos de campanha.

A campanha eleitoral, resume-se, no essencial, a falar, falar e falar. Não faltam oportunidades ao candidato para falar, seja em conversas, reuniões, palestras, discursos, entrevistas etc. O verdadeiro problema, portanto, não é falar. É ser ouvido, conseguir que as pessoas guardem a lembrança do que você fala, e sejam persuadidos por sua mensagem.

O discurso básico é uma peça estratégica, uma carta na manga

Para conseguir isto não é necessário ser um grande orador, como ocorria no passado. Sua meta deve ser tornar-se um orador eficiente. A linguagem moderna, sobretudo depois da TV, exige que a comunicação política seja clara, objetiva e reduzida. Perdeu-se na era moderna a paciência para longos discursos, para a oratória rebuscada, para o discurso erudito.

A objetividade que se busca não é também a objetividade do técnico (que faz parte da vida moderna), mas que, usada politicamente revela-se enfadonha, inacessível, e demasiado carregada de dados e números.

Sem cair na oratória tradicional, nem na moderna oratória tecnocrática, você deve possuir um discurso básico de campanha com os atributos de clareza, objetividade e concisão.

Este discurso básico vai acompanhá-lo por toda a campanha, e você vai repeti-lo centenas, milhares de vezes. A razão para que você permaneça fiel a seu discurso básico, já foi inúmeras vezes referida neste site: o segredo do sucesso eleitoral depende da comunicação repetitiva e persuasiva de sua mensagem para seus eleitores potenciais.

Na política, a repetição é sua amiga. Muda o público, mas não muda a mensagem. Assim, você precisará ter um discurso básico, para todos os propósitos de campanha, que apresenta seu posicionamento na campanha, o foco de sua candidatura e as propostas com as quais você se compromete.

Como é óbvio, o discurso deve ser capaz de ser adaptado aos mais variados públicos, sem mudar seu conteúdo. Este discurso básico, pode inicialmente ser redigido de forma resumida num cartão, do qual constarão 5 a 10 pontos centrais, apresentados sob a forma de uma frase ou expressão.

Mesmo em situações informais, até que você tenha absorvido o discurso básico, um cartão com referências é sempre útil para:

a – cobrir todos os pontos importantes da mensagem

b – evitar a repetição do que você falou

c – não esquecer os temas que você deve enfatizar e desenvolver

É conveniente ter três modelos de discurso: um para pronunciar em três minutos; outro para entre 5 e 10 minutos, e um terceiro para 20 minutos. Dificilmente ocorrerá situação de campanha que não se enquadre num destes três intervalos de tempo.

Discurso pode ser alterado, mas deve refletir anseios do eleitor

O discurso básico não deve ser uma “camisa de força”. Você deve ser capaz de:

Adaptá-lo ao público específico ao qual se dirige
Enriquecê-lo com citações, ou com uma observação de humor

O que você não deve fazer é mudar o discurso à medida em que muda o público, seja porque já cansou de tanto repeti-lo, seja porque acha que de improviso pode fazer um discurso melhor. Cuidado. A menos que tenha o talento para o improviso (que significa liberdade na expressão do discurso, com disciplina na obediência à sua estrutura), não se arrisque. Pode perder a chance de comunicar uma mensagem que foi cuidadosamente “empacotada” naquele discurso.

É muito importante que seu discurso básico contenha alguns soundbites, isto é, frases de efeito ou expressões fortes, que resumidamente dizem muito, e que, por isso são guardadas na memória, são repetidas pelos ouvintes e relembradas.

O soundbite é sempre entendido pelo eleitor como uma mostra de inteligência, sagacidade, agilidade mental. Ela conquista por seu impacto. O eleitor a recebe como uma forma bem apanhada e oportuna de definir uma situação, uma pessoa, uma idéia, uma proposta.

Com o tempo o discurso básico vai se aperfeiçoando, sem perder sua estrutura e conteúdo. É uma história com a qual o tema é introduzido, é um soundbite provocador, é um assunto que é enriquecido com detalhes que não possuía no início, em resumo, é o estilo pessoal do candidato que transforma o discurso numa fala muito pessoal , com a sua marca e características.

O discurso básico, com o andamento da campanha vai sofrer algumas alterações de conteúdo. Seja porque, suas pesquisas mostram que deve abordar algum tema que não estava contemplado, seja porque sofreu uma acusação e precisa respondê-la, seja porque você passou a acusar seu adversário, seja porque surgiram pesquisas que exigem de você um posicionamento, entre outras possibilidades. O importante não é o fato de surgir a necessidade de introduzir alguma mudança, e sim a forma como você procede para realizá-la.

O discurso básico, como se viu, é uma peça estratégica, portanto sua mudança deve obedecer a critérios de conteúdo e forma igualmente estratégicos. Nunca faça a mudança no discurso por capricho, ou sem discutir com seus assessores estratégicos.

O candidato normalmente tem uma reação negativa ao discurso básico. Ele se sente engessado pela sua estrutura e entediado pela sua repetição. Há formas para fugir ao tédio e ao engessamento( o enriquecimento do discurso), mas não há para fugir à repetição.

Fonte: Política para políticos

PSB deixa base aliada do governo Agnelo

Por ampla maioria (241 votos favoráveis, 43 contrários e uma abstenção), o PSB-DF decidiu que não participará mais do Governo do Distrito Federal.  O PSB ocupa no GDF a direção da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), da Administração Regional do Lago Norte, da Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).

Em nota pública, divulgada neste sábado (8), durante plenária regional, o partido afirma que adotará uma posição política de independência em relação à administração distrital. No documento, a Executiva alega algumas razões para deixar a base do governo: ausência de diálogo do governo com o PSB; incapacidade do GDF de solucionar problemas graves, especialmente nas áreas de saúde, segurança, educação, transporte, meio ambiente e ciência e tecnologia; e o afastamento do governador Agnelo dos compromissos de campanha e dos aliados históricos.

De acordo com a nota, o PSB deixa o GDF não por causa de um fato isolado, mas pelo conjunto da obra. “Todas as nossas tentativas de reverter o quadro negativo de ineficiência e má gestão, assim como de aplicar políticas coerentes com nossos objetivos programáticos, foram frustradas. Não vemos, neste governo, os valores, os métodos e as políticas que defendemos para o DF”.

Segundo o presidente do partido, Marcos Dantas, a situação estava insustentável e a decisão de deixar a base do governo foi tomada depois de uma grande reflexão com todos os militantes. “O governador não vem cumprindo os seus compromissos de campanha e em nenhum momento convidou o PSB para participar do núcleo político de decisões do GDF. É chegada a hora de construir o nosso futuro”.

Na plenária, o senador Rodrigo Rollemberg elogiou o trabalho dos socialistas no governo, mas acredita que o PSB deve, no momento, construir com outros partidos e com a sociedade uma alternativa nova para o DF. “Ao sair do governo, teremos independência para com muita tranquilidade e firmeza, e colocando os interesses da população em primeiro lugar, apontar os defeitos do governo e construir um novo projeto para o DF”.

O deputado distrital Joe Valle salientou que já havia percebido a vontade dos militantes socialistas de sair do governo. “Essa decisão foi tomada por ampla maioria e eu vou ratificá-la. Continuarei trabalhando, na Câmara Legislativa, para ter um partido preparado para governar o Distrito Federal”, ponderou.

Leia a íntegra da nota:

JUNTOS PELO DF

O Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal – PSB-DF decidiu hoje, em sua Plenária Regional, que não mais participará do Governo do Distrito Federal. Assumimos assim posição de total independência em relação à administração distrital. A decisão foi tomada após a realização de 15 plenárias zonais do partido, nas quais o afastamento foi intensamente debatido por proposta da comissão executiva regional.

O PSB participou, com PT, PMDB e PDT, da chapa majoritária, denominada “Novo Caminho”, que em 2010 elegeu Agnelo Queiroz para governar o Distrito Federal. Nosso propósito comum era superar um período extremamente negativo para o DF e construir o tão esperado novo caminho, que representasse novos métodos administrativos e políticos e a execução competente de políticas públicas que efetivamente beneficiassem a população brasiliense.

No entanto, ao longo do mandato, o governador foi paulatinamente se afastando dos compromissos de campanha e dos aliados históricos, estabelecendo acordos condenáveis com forças que representam o velho estilo de fazer política e de administrar o DF. O novo caminho vem mostrando a retomada de velhos caminhos, que a população brasiliense rejeitou categoricamente nas eleições de 2010. Em busca de uma ampla e heterogênea maioria na Câmara Legislativa, o governador aliou-se indiscriminadamente a partidos e a políticos que, ao longo dos últimos 25 anos, têm mostrado só ter compromisso com o patrimonialismo e com práticas atrasadas que levam à ineficiência administrativa do Estado e a ações condenáveis na gestão pública.

O PSB tinha a expectativa de que participaria efetivamente das decisões de governo, mas viu seus quadros serem marginalizados do poder, assim como ocorreu com o PDT, em favor dos que consideramos adversários políticos de nosso programa. O que se percebe no governo é a concentração do poder nas mãos de poucas pessoas, a falta de diálogo com os movimentos sociais e com a sociedade civil, a ausência de transparência e a incapacidade administrativa para solucionar problemas graves, especialmente nas áreas de saúde, segurança, educação, transporte, meio ambiente e ciência e tecnologia.

O PSB-DF reconhece o esforço e o desempenho de seus quadros à frente das Secretarias de Turismo e de Agricultura e da Administração do Lago Norte, mas entende que não há mais condições políticas para permanecer no governo. Todas as nossas tentativas de reverter o quadro negativo de ineficiência e má gestão, assim como de aplicar políticas coerentes com nossos objetivos programáticos, foram frustradas. O PSB deixa o GDF não por causa de um fato isolado, mas pelo conjunto da obra. Não vemos, neste governo, os valores, os métodos e as políticas que defendemos para o DF.

O PSB se propõe, junto com a população e com os partidos de esquerda, a discutir amplamente e formular alternativas que resgatem nossas propostas comuns para o Distrito Federal e assegurem melhores condições de vida à população do DF.

Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal

É a geografia, estúpido

Mesmo dentro de uma metrópole, vivemos em aldeias. As comunidades, quarteirões, bairros comem, vestem, constroem e também votam parecido. Pressão dos pares, convivência, desejo de ser aceito, de pertencer, de ser igual. Sejam quais forem as razões subjacentes, elas têm um poder maior do que qualquer outra estrutura social no resultado da eleição.

É duas vezes mais fácil um paulistano votar igual a seu vizinho do que a outro paulistano que tenha renda ou escolaridade equivalente à sua mas more num bairro muito diferente do dele. Em São Paulo, a geografia prevê com o dobro de precisão o comportamento do eleitor do que a economia. Não é força de expressão. É um fato estatístico, medido pelo Ibope.

Essa constatação ajuda a enterrar mitos sobre como se forma a opinião pública. Ela não obedece a lei da gravidade, as tendências não viajam de cima para baixo. Não são os mais escolarizados que “ensinam” os sem-diploma a votar, nem os mais ricos influenciam o voto dos mais pobres. Os movimentos são laterais, se espalham e se espelham entre semelhantes.

Por isso, as redes sociais de carne e osso são politicamente mais influentes do que os meios de comunicação desde há muito tempo. O que Orkut, Twitter e Facebook fizeram foi explodir as fronteiras físicas e potencializar, virtualmente, um fenômeno real.

Usando uma bateria de testes estatísticos chamados “qui-quadrado”, o Ibope mediu o grau de associação entre variáveis usadas para analisar o voto – como escolaridade, renda, idade e religião. Segundo a CEO do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, nenhuma variável antecipou tão bem o comportamento do eleitor quanto as áreas homogêneas delineadas pelo Estadão Dados em parceria com o próprio Ibope.

Mais importante, o teste estatístico rodado no banco de dados das pesquisas de intenção de voto se confirmou nas urnas.

Desde 2008 exatamente as mesmas zonas eleitorais paulistanas têm votado majoritariamente em candidatos petistas a prefeito, governador e presidente no primeiro turno. Outro tanto de zonas votou em peso no candidato que melhor encarnou a antítese do petista em cada pleito. Dois polos que se repelem eleitoralmente, mas se completam economicamente.

No segundo turno, ganha quem invade o território alheio. José Serra (PSDB) invadiu a área homogênea petista em 2004 e derrotou Marta Suplicy (PT). Desta vez, Fernando Haddad (PT) deu o troco. O sentido da invasão depende da conjuntura de cada eleição: se o eleitor está satisfeito e quer continuidade do governante ou se, ao contrário, desaprova o prefeito da vez e quer mudança, por exemplo.

As oscilações conjunturais fazem o resultado da eleição pender de um partido para o outro. Mas elas não derrubam as estruturas do voto nem embaralharam as zonas eleitorais aleatoriamente.

A princípio, atribuiu-se a homogeneidade geográfica do voto a eleitores que compartilhavam a mesma renda e escolaridade. O que o estudo demostra é que a proximidade comunitária é mais importante do que semelhanças socioeconômicas. O eleitor que fez faculdade votará diferente se morar no Morumbi ou em Guaianases.

A aldeia a que pertence explica melhor por que um eleitor vota contra certo partido do que o quanto ele tem no bolso. Ele vai se guiar mais pelas conversas com familiares e amigos do que por quantos diplomas pendurou na parede.

Outro resultado do estudo do Ibope foi a comprovação de que, de todas as variáveis analisadas, a única que não está associada à decisão do voto é a religião. Numa eleição majoritária, tanto faz se o eleitor é católico, evangélico ou agnóstico. A opção religiosa não define a escolha do prefeito ou presidente. Políticos que bajulam padres e pastores perdem tempo e dinheiro, entre outras coisas.

O voto geográfico não é exclusividade paulistana. Aparece de Manaus a Salvador, diz Marcia Cavallari. Tampouco é uma jabuticaba, um brasileirismo. Nos EUA, é até mais fácil de ver por conta do bipartidarismo. Os Estados e condados têm duas cores possíveis: são vermelhos quando votam no partido Republicano ou azuis quando sufragam o Partido Democrata. Mudar de cor é como virar-casaca no futebol, compara Marcia.

Do universo vê-se uma procissão de aldeias, azuis e vermelhas. Algumas estão juntas e formam cidades, mas ainda assim são aldeias. Preservam sua unidade homogênea em meio à diversidade urbana. Muitas outras mais estão esparsas entre suas iguais. Formam um miolo avermelhado envolto por aldeias de outra cor. O mapa eleitoral dos EUA é uma melancia de casca azul.

Por: José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo

Fonte: Estadão

Redes sociais subestimadas nas eleições

Milhares de paulistanos viraram a madrugada debatendo o mensalão no Facebook. O ministro Joaquim Barbosa era um dos mais citados.

Por que o mensalão não mudou o voto dos eleitores do PT ou dos indecisos em praças importantes, como São Paulo? Por que o assunto, tão explorado na mídia, às vésperas da eleição, com fotos em destaque dos réus condenados nas primeiras páginas dos jornais, não foi decisivo para dar vitória ao candidato do PSDB, José Serra? Mil teorias vão justificar o resultado favorável ao prefeito eleito, Fernando Haddad. Mas uma, com certeza, ajuda a explicar o fato. Milhares de paulistanos viraram madrugadas debatendo o mensalão na internet, elogiando o papel do ministro-relator do caso no STF, Joaquim Barbosa, e entrando em fóruns de discussões armados espontaneamente, para avaliar tudo o que estava acontecendo.

As tendências de cada juiz do STF, os esqueletos escondidos no armário do PSDB e do próprio PT, e a necessidade de admitir a prisão de dirigentes petistas foram ao júri popular virtual. Serristas e eleitores de Haddad travaram um embate feroz, que levou até os mais exaltados a romper amizades no mundo real. A mesma energia da rede foi percebida às vésperas do primeiro turno, no dia 7 de outubro, quando a unanimidade contrária a Celso Russomanno, invadiu a rede. Todos começaram a trocar notícias e dados sobre o candidato do PRB, e assim nasceu o movimento “xô, Russomanno!”, que se tornou realidade quando o então líder nas pesquisas despencou para o terceiro lugar no pleito.

A inconsistência de suas propostas foi dissecada até o último bit. E tem sido assim com qualquer pessoa pública, empresa, ou prestador de serviço. Nunca se viu uma arena tão segura, espontânea e ágil como as redes sociais, em particular o Facebook, para expressar a indignação e as opiniões sem censura, para um grande número de pessoas. Quarenta e quatro milhões de brasileiros, ou mais de 20% da população do País, navegam pela rede criada por Mark Zuckerberg. Trata-se de uma proporção maior que a do público total do Facebook no mundo – quase 1 bilhão de pessoas, ou 14% dos habitantes do planeta.

As redes já mostraram seu poder em diversos momentos. A primeira eleição de Barack Obama, em 2008, a Primavera Árabe que derrubou ditadores no Oriente Médio, no ano passado, e as greves na Europa contra os aumentos de impostos contaram com o papel decisivo das mídias sociais. E o que isso tem a dizer para as empresas e para as pessoas públicas que esperam tirar proveito das redes? O óbvio ululante, diria Nelson Rodrigues. Não haverá fatos nem argumentos contra a realidade. O poder da rede ainda é subestimado, e assim não se percebe que ali há um instrumento de pesquisa, e não apenas de persuasão por causas individuais.

A futurista Rosa Alegria, de São Paulo, explica que o século 21 e a tecnologia trouxeram a era da coerência entre o que se fala e o que se faz. Uma empresa ou um político que quiser ser ouvido não pode entender a rede como um campo a ser influenciado com banners e mensagens-padrão, pois para isso existe a televisão, que permite comerciais padronizados. Não, os usuários da rede se acostumaram a checar o que acontece no mundo diariamente, com ajuda de seus amigos e colegas, que trocam informações pelos “posts”. As redes são como uma amostra gratuita do que pensa, de verdade, seu potencial eleitor/consumidor. Simples assim. É disso que se trata a brincadeira. Basta ler o que seu público sente ou ambiciona, e haverá a esperada comunicação.

Fonte: Istoé Dinheiro

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