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HRT, no DF, interdita duas alas do pronto-socorro após superbactéria

taguatinga-2Micro-organismo foi identificado em mulher; 15 pacientes foram isolados.
Medida visa segurança; não há risco de contágio em outra área, diz diretora.

Duas alas do pronto-socorro do Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal, foram interditadas nesta quinta-feira (28) após a identificação de uma superbactéria multirresistente em uma mulher de 79 anos internada no local. Com a interdição, 15 pacientes que estavam nas alas vermelha e amarela da emergência (para quadros mais graves) estão isolados e fazendo exames para identificar uma possível contaminação. Segundo a diretora de Saúde de Taguatinga, Eliene Ancelmo Berg, não há risco de contaminação em outras áreas do hospital.

“A medida tem como objetivo garantir segurança. Não há motivo para alarde ou para interdição de outras áreas. Todos os pacientes que tiveram contato com essa senhora foram submetidos a exames para investigação. A expectativa é de que isso [a contaminação de outras pessoas] não ocorra, mas não podemos ser imprudentes”, diz. O hospital não dá prazo para reabrir os leitos, mas diz que os primeiros resultados dos pacientes isolados devem sair neste sábado (30).

Também estão suspensos os atendimentos de emergência nas áreas de clínica médica, ortopedia, cardiologia e cirurgia. A medida ocorre porque os pacientes graves não teriam onde ficar. A Secretaria de Saúde orienta que aqueles que necessitem desse tipo de atendimento procurem outras unidades da rede, até que as áreas sejam reabertas.

Segundo Eliene, o risco de contágio foi agravado pela superlotação na emergência no hospital. O pronto-socorro do HRT tem capacidade de 54 leitos, mas abrigava 168 pacientes na tarde desta quinta. A sobrecarga atinge as alas de menor gravidade, identificadas com as cores verde e azul, onde o risco de contágio foi descartado e os pacientes que receberem alta serão liberados normalmente.

Superbactéria KPC (Foto: G1)

Bactéria ‘comum’
Segundo a médica infectologista do HRT, Heloísa Ravagnani, o contágio é causado por uma “versão mais resistente” do enterococo, uma bactéria presente naturalmente no trato intestinal das pessoas. Para ela, a resistência extra foi causada pelo histórico de tratamentos e deficiência imunológica da paciente atingida.

“Com o uso de antibióticos e o histórico de doenças que atacam a imunidade, essas bactérias acabam sendo selecionadas. A doença se manifestou em uma mulher idosa, com doenças crônicas, cardiopata e diabética. Não é uma coisa de outro mundo, é uma bactéria de amplo conhecimento médico”, diz. Heloísa afirma que o micro-organismo não tem qualquer relação com a superbactéria KPC na origem, no contágio ou no tratamento.

Segundo a especialista, o enterococo não se propaga pelo ar, mas pelo contato físico entre uma pessoa doente e uma saudável. Como os profissionais de saúde envolvidos no tratamento da paciente usavam luvas, máscaras, capote e avental, nenhum deles precisou ser isolado.

A variação de enterococo encontrada na idosa é resistente a três classes de antibióticos, mas é tratada com um quarto tipo de medicamento. Segundo a infectologista, esse tratamento deve durar 14 dias, mas novos exames serão feitos no período.

A paciente infectada estava se recuperando de uma pneumonia, mas o quadro regrediu. Por causa da nova bactéria, ela apresentou febre e piora no quadro respiratório. Segundo a equipe do HRT, o estado de saúde da idosa é “muito grave”.

“Esse tipo de contaminação pode levar a insuficiência renal, a insuficiência respiratória, assim como todas que atingem o trato respiratório ou que caem na corrente sanguínea, como foi o caso”, diz Heloísa. A mulher contaminada pela bactéria não tem previsão de alta.

Resistência
“Superbactéria” é um termo que vale não só para um organismo, mas para bactérias que desenvolvem resistência a grande parte dos antibióticos. Enzimas passam a ser produzidas pelas bactérias devido a mutações genéticas ao longo do tempo, que tornam grupos de bactérias comuns como a Klebsiella e a Escherichia, resistentes a muitos medicamentos.

Outro mecanismo para desenvolvimento de superbactérias é a transmissão por plasmídeos – fragmentos do DNA que podem ser passados de bactéria a bactéria, mesmo entre espécies diferentes. Uma Klebsiella pode passar a uma Pseudomonas, e esta pode passar a uma terceira. Se o gene estiver incorporado no plasmídeo, ele pode passar de uma bactéria a outra sem a necessidade de reprodução.

No território nacional circulam outras bactérias multirresistentes, como a SPM-1 (São Paulo metalo-beta-lactamase). Entre os remédios ineficazes estão as carbapenemas, uma das principais opções no combate aos organismos unicelulares. Remédios como as polimixinas e tigeciclinas ainda são eficientes contra esses organismos, mas são usados somente em casos de emergência, como infecções hospitalares.

KPC
Em outubro do ano passado, a Secretaria de Saúde isolou a UTI neonatal do Hospital Materno Infantil depois que exames feitos em três bebês apontaram a presença da superbactéria KPC. De acordo com a pasta, o diagnóstico não significava que eles desenvolveriam infecção, mas a medida havia sido adotada para evitar uma eventual propagação do micro-organismo.

Em 2010, casos notificados de pessoas infectadas pela KPC levaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a instituir normas de combate à bactéria. Entre as medidas anunciadas estava a instalação de dispensadores de álcool em gel em todos os ambientes de atendimento nos hospitais e clínicas públicas e particulares.

Em 2009, de 1º de janeiro até o dia 15 de outubro, 18 pacientes morreram por conta da KPC no DF. No mesmo período, foram registradas 183 pessoas portadoras da bactéria, das quais 46 tiveram infecção. A Secretaria de Saúde não informou o número total de casos desde então.

A KPC já foi identificada em Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Santa Catarina. Ela faz parte da flora intestinal das pessoas e pode ser transmitida por meio do contato. As complicações costumam ocorrer somente em casos de pacientes com baixa imunidade, como os que estão com câncer em estágio avançado ou passaram por transplantes.

Fonte: G1

CPI da Petrobras é prorrogada, mas recebe críticas pela baixa produtividade

cpi-da-petrobras-e-prorrogada-mas-recebe-criticas-pela-baixa-produtividadePMDB e oposição querem manter a comissão para criar constrangimentos ao governo. Muitos cobram a convocação de políticos investigados pelo Supremo.

Na noite desta quinta-feira (28), a CPI da Petrobras foi prorrogada, num momento em que enfrenta cobranças, dilemas e baixa produtividade. Muitos exigem que sejam ouvidos os políticos investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas não há consenso entre os líderes dos principais partidos. Ainda assim, para o PMDB e para a oposição, manter a comissão em funcionamento é politicamente interessante porque, a qualquer hora, ela pode impor algum tipo de constrangimento ao Palácio do Planalto.

Nas duas últimas semanas, os deputados que a integram tentaram, em vão, ouvir os empresários investigados pela Operação Lava-Jato. A maioria se recusou a falar, recorrendo ao direito constitucional de ficar calado.

Quem falou, caso de Eduardo Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa, repetiu o que confessara aos procuradores da República no Paraná. Leite é um dos delatores da Lava-Jato. E quando indicou que poderia revelar alguma novidade, por exemplo o envolvimento de mais gerentes da Petrobras nas falcatruas, o empreiteiro explicou que não poderia dar detalhes porque são situações que ainda estão sob análise do Ministério Público Federal.

Assim tem sido a CPI, convivendo com as restrições impostas pelo juiz Sérgio Moro e pelo Supremo. Numa só tacada, o STF concedeu habeas corpus a cinco executivos do grupo Schahin, permitindo que ficassem em silêncio na comissão. Na vez de Milton Schahin, presidente do grupo, mais de 100 perguntas lhe foram feitas, e a todas repetiu que não responderia.

Quebra de sigilos

Além de lidar com essas dificuldades, há variados entendimentos sobre como deve ser conduzida a investigação daqui para frente. A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) faz parte do grupo que tem insistido na quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de investigados e na convocação dos políticos. Júlio Delgado (PSB-MG) tem reivindicado a realização de acareações.

 

Ivan Valente (Psol-SP) tem questionado o trabalho da Kroll, empresa internacional contratada para investigar ativos nos exterior dos envolvidos. Valente exige transparência nas tarefas da Kroll que, no passado, teve o nome envolvido em denúncias de espionagem no Brasil. Daqui a duas semanas, a empresa apresentará o resultado do trabalho, e o contrato com a Câmara poderá ser renovado.

Horas antes de o plenário decidir pela prorrogação, a cúpula da CPI, formada pelos deputados Hugo Motta (PMDB-PB), Antonio Imbassahy (PSDB-BA) e Luiz Sérgio (PT-RJ), fez reunião com outros integrantes para tentar chegar a algum acordo sobre o futuro dos trabalhos.

Motta defendeu a comissão que preside e rebateu as críticas. Ele afirmou que não é o momento de ouvir políticos. “Qual a contribuição que esses políticos vão trazer neste momento? Eles estão sendo investigados e nada vão falar nessa CPI”, disse. “Os requerimentos para ouvi-los estão na pauta, se plenário da comissão entender que é este o momento, que sejam ouvidos.”

Ficou acertado que, até o final da primeira quinzena de junho, continuarão a ser interrogados os empreiteiros, ainda que viajem a Brasília para dizer que permanecerão calados. Em seguida, começam as acareações. A ideia é colocar frente a frente, por exemplo, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco e o tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto. Nada ficou combinado sobre ouvir os políticos.

Fonte: Fato Online

Paris se prepara para retirar 45 toneladas de ‘cadeados do amor’

20150529121553863005uNo ano passado, parte do gradeado da ponte desabou, sem causar vítimas, em razão do peso do metal.

Paris, França – Muito romantismo pesa: a prefeitura de Paris irá retirar na segunda-feira (1°/6) centenas de milhares de “cadeados do amor” presos à famosa Pont des Arts. A Pont des Arts, que passa sobre o rio Sena e oferece uma das melhores vistas da capital, é conhecida mundialmente por seus “cadeados do amor”, que os casais prendem ao longo do parapeito antes de jogar a chave no rio.

Mas no ano passado, parte do gradeado da ponte desabou, sem causar vítimas, em razão do peso do metal. “Degradação do Patrimônio, risco para a segurança dos visitantes”: a prefeitura de Paris decidiu remover permanentemente os cadeados da ponte na segunda-feira. “Vamos retirar quase um milhão de cadeados, ou 45 toneladas”, explicou Bruno Julliard, vice-prefeito de Paris.

A prefeitura irá inicialmente substituir as grelhas e painéis de madeira por “obras de vários artistas” antes de instalar “painéis de vidro”, no outono, indicou. “É um pouco bobo e uma pena”, lamentou John, de 57 anos, enquanto caminhava de braço dado com Marion, de 42 anos, sua “companheira ilegítima”.

“Há um simbolismo em prender um cadeado para selar o seu amor nesta ponte, aqui em Paris, a cidade do amor”, acredita este turista do sul da França.

Fonte: Correio Braziliense

GDF tinha R$ 4,7 milhões em caixa ao final de 2014, diz Tribunal de Contas

tce-df1‘Valor é irrisório perto das dívidas deixadas pelo governo anterior’, diz Doyle.
Em 5 de janeiro, o GDF afirmou contar com somente R$ 64,2 mil em caixa.

O governo do Distrito Federal tinha R$ 4,7 milhões em caixa disponíveis no dia 31 de dezembro de 2014, afirmou um relatório do Tribunal de Contas do DF divulgado nesta quinta-feira (28). O órgão verificou cerca de 1,4 mil contas bancárias do governo e avaliou registros contábeis no Sistema de Gestão Governamental.

O documento produzido pelo tribunal foi encaminhado para o GDF e deve ser analisado pela Secretaria de Fazenda em até 30 dias. Para o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, o saldo apontado pelo relatório não altera a situação encontrada pela equipe do governador Rodrigo Rollemberg.

“Vai ser analisado pela Fazenda. Essa questão de número é sempre complicada. Mesmo assim, o valor é irrisório perto das dívidas que foram deixadas pelo governo anterior. Caso o relatório esteja certo, e não estamos afirmando isso, ele ainda é irrisório. Ele acrescenta milhões numa dívida de bilhões. Ele desmente mais a oposição, que dizia que tinha mais de R$ 1 bilhão em caixa”, declarou.

Caso o relatório esteja certo, e não estamos afirmando isso, ele ainda é irrisório. Ele acrescenta milhões numa dívida de bilhões”
Hélio Doyle, chefe da Casa Civil

O valor é referente à diferença entre o saldo bancário de R$ 17,2 milhões levantado pela auditoria e despesas, gastos de recursos para fundos, destinação específica e o Poder Legislativo.

De acordo com o relatório, em 2 de janeiro de 2015, primeiro dia útil do ano, pelo menos R$ 42,4 milhões do Fundo Constitucional caíram nas contas do GDF. Ou seja, o saldo disponível na data era de R$ 47,1 milhões, segundo o tribunal.

Em 5 de janeiro, o governo de Rollemberg disse que contava com R$ 64.201,27 em caixa. O número constava em um ofício enviado pelo Banco de Brasília (BRB) à Secretaria de Fazenda e correspondia a todo o orçamento disponível para o pagamento de dívidas e investimentos, informou. Entretanto, o valor se referia somente à Conta Única do Tesouro junto ao BRB e não levou em consideração outras contas governamentais.

O relatório do Tribunal de Contas também indicou que há variações em dados contábeis e em conciliações das contas movimentadas pelo governo. O órgão afirma que elas comprometem a veracidade de registros no SIGGO. Entre os erros apontados está o descontrole da emissão e do estorno de Guias de Recolhimento, que foram usadas de maneira indevida para “antecipar o registro das receitas tributárias arrecadadas.”

Depois das considerações do governo, o mérito do processo vai ser votado no tribunal.

Fonte: G1

Assinado contrato com fornecedora

foto_29052015080414Foi assinado, na tarde dessa quinta-feira (28), o contrato emergencial com a empresa ATP, vencedora do chamamento público feito em 13 de maio pela Secretaria de Justiça e Cidadania. Ela prestará, nas seis unidades do Na Hora de Brasília, os serviços de informática, de transmissão de dados (internet) e agendamento, além de entrar com funcionários terceirizados — que correspondem a uma parte dos trabalhadores dos postos.

O contrato tem validade de até 180 dias e é de R$ 5.940.066,48 — valor que será pago com orçamento da secretaria. A ATP tem cinco dias úteis para entrar em atuação. Enquanto isso, a B2Br, que operava anteriormente, presta os serviços tecnológicos até que a nova contratada se estabeleça. O atendimento nas unidades foi normalizado na tarde de hoje, após a empresa acatar decisão judicial de manter toda a estrutura física necessária ao Na Hora.

Na seleção, duas companhias apresentaram condições de oferecer os serviços: a ATP e a B2Br. A diferença entre os valores apresentados foi de R$ 432 mil.

O contrato teve o aval da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), que encaminhou, em 27 de maio, à Secretaria de Justiça e Cidadania, parecer em que opina pela possibilidade de contratação direta, por dispensa de licitação. O órgão levou em consideração diversos critérios previstos em lei, como o fato de já ter sido aberto, este ano, processo licitatório em que nenhuma empresa foi contemplada.

Fonte: alo.com.br

Empresário ligado ao PT é preso em flagrante durante operação da PF

20150529123722614131oAs prisões ocorreram durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da Operação Acrônimo. Além da aeronave foram apreendidos cerca de 12 carros de luxo, R$ 100 mil em espécie, U$ 5 mil.

Ao menos cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Federal, nesta manhã de sexta-feira (29/5), por associação criminosa. Entre eles estão o dono da gráfica Brasil e empresário ligado ao PT Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené; o ex-assessor do Ministério das Cidades Marcier Trombiere; o publicitário Victor Nicolato, que é sócio de Bené; e Pedro Augusto de Medeiros, apontado como laranja do esquema. As prisões em Brasília ocorreram durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da Operação Acrônimo. Com um deles foi encontrada uma arma sem registro. Além da aeronave foram apreendidos cerca de 12 carros de luxo, R$ 100 mil em espécie, U$ 5 mil.

Segundo o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF, Dennis Kali, os agentes foram surpreendidos com documentos e mensagens que mostravam contatos frequentes entre os suspeitos, inclusive marcando encontros. A investigação aponta que depois que a aeronave foi apreendida, ainda assim, eles continuaram agindo.

Considerado o líder do esquema, Benedito Rodrigues era responsável por um grupo de 30 empresas, que fecharam contratos de aproximadamente R$ 525 milhões com o Governo Federal. Todas elas atuavam na área de gráfica, publicidade e eventos. Somente duas delas tiveram evolução no faturamento de R$ 400 mil, em 2005, para mais de R$ 500 milhões, no final de 2014, em contratos com órgãos públicos federais, informou a Polícia Federal.

Kali afirma que o governador Fernando Pimentel (PT), “até o momento” não é alvo da investigação. Afirmou também que há a possibilidade de a investigação ter novos desdobramentos depois das ações de hoje. Não está descartada a chance de parte do caso ser transferido para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde são processados os governadores, e o Supremo Tribunal Federal (STF), onde são processados os parlamentares.

Conforme as investigações, o grupo emitia notas fiscais com sobrepreço ou para serviços não executados. “Sabemos que houve sobrepreço, inexecução dos contratos e desvio do recurso público. O objetivo agora é identificar para onde foram esses recursos e para quem”, disse Kali. O delegado acrescentou que, com o cumprimento dos 90 mandados de busca e apreensão, seis em Minas Gerais, sete no Rio Grande do Sul e 75 no Distrito Federal, será possível confirmar a participação dos principais suspeitos na operação.

Entenda
Desde o começo da manhã desta sexta-feira (29/5), cerca de 400 policiais cumprem 90 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal. O alvo é uma organização criminosa de lavagem de dinheiro, descoberta após o início das investigações, em outubro do ano passado, quando a PF localizou e apreendeu R$ 113 mil em uma aeronave que chegava ao Aeroporto JK, em Brasília. Os três passageiros que estavam no avião particular eram o empresário Bené, o ex-assessor Marcier Trombiere, ambos da campanha de Fernando Pimentel (PT), governador eleito no primeiro turno em Minas Gerais, e um homem identificado como Pedro Medeiros.

Um dia antes, o Correio havia mostrado o turboélice de prefixo PR-PEG pousando nas cidades de Patos de Minas, Curvelo e Juiz de Fora. A aeronave também esteve em Vitória, no Espírito Santo, em Goiânia, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Polícia Federal iniciou a investigação à época para saber se o avião estava sendo utilizado pela campanha de Pimentel para realizar pagamentos em espécie não declarados à Justiça Eleitoral. O empresário Bené foi visto várias vezes em Montes Claros. O candidato a deputado estadual da região Paulo Guedes (PT) foi o mais votado do estado.

O turboélice está registrado em nome da empresa Bridge Participações S.A., fundada em 2011, com sede em Brasília, com apenas R$ 2 mil de capital social. De acordo com certidão simplificada da junta comercial do Distrito Federal, o diretor presidente é Ricardo Santos Guedes e o adjunto Alexandre Santos Guedes. Os dois aparecem como sócio na empresa AR Construtora e Mineradora LTDA, que funciona em um imóvel de um prédio residencial do Sudoeste, em Brasília. O Correio esteve no local no ano passado, mas a sala estava trancada, levantando a suspeita de que era uma empresa de fachada.

Crime oculto
Segundo a PF, as equipes de policiais envolvidos nas ações de hoje realizam buscas em cerca de 30 endereços de pessoas físicas e 60 pessoas jurídicas. Eles buscam documentos, valores e mídias para esclarecer as suspeitas de que os valores que circulavam nas contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados vinham da inexecução e de sobrepreço praticados pelo grupo em contratos com órgãos públicos federais.

Os suspeitos empregavam a técnica de smurffing para ocultar a origem criminosa do dinheiro. A ação consiste no fracionamento de valores para evitar a identificação de movimentações financeiras, além da chamada confusão patrimonial e do extensivo uso de pessoas interpostas, os “laranjas”.

Em quase oito meses de investigação, a Polícia Federal monitorou os suspeitos e analisou todo o conteúdo existente nos notebooks, smartphones, tablets, além de outros dispositivos e mídias apreendidos durante a ação no ano passado, cujos acessos foram autorizados pela Justiça. No total, mais de 600 GB de informação relevante foram analisados, cruzados com outras fontes e bases de dados, além de passarem por um atento trabalho de mineração de dados.

O nome da operação é uma referência ao fato de que o prefixo da aeronave onde foram localizados os valores é uma sigla formada pelas iniciais dos nomes de familiares do principal investigado pela operação. Até o momento, não foram informados os nomes dos investigados.

Fonte: Correio Braziliense

PF prende quatro pessoas em operação contra lavagem de dinheiro

pf-acronimoEmpresa suspeita de desvio de verba faturou R$ 465 milhões, diz PF.
Entre os presos estão três detidos em 2014 com R$ 113 mil em jatinho.

A Polícia Federal prendeu em flagrante em Brasília na manhã desta sexta-feira (29) quatro homens suspeitos de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro por meio de sobrepreço e inexecução de contratos com o governo federal desde 2005. De acordo com o delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali, há 30 empresas sendo investigadas. Uma delas teria tido faturamento de R$ 465 milhões.

As prisões em flagrante ocorreram porque os policiais encontraram mensagens trocadas entre os suspeitos que indicavam a prática de crimes. A corporação apreendeu ainda mais de R$ 100 mil em espécie e dez carros de luxo no Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Um avião avaliado em R$ 2,5 milhões também foi apreendido.

Entre os presos estão Marcier Trombiere Moreira, servidor de carreira do Banco do Brasil que trabalhou, na campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono de uma gráfica que também prestou serviço para a campanha do governador petista e que, em 2010, chegou a ser investigado por supostas ligações com a produção de dossiês contra candidatos do PSDB; e um homem identificado como Pedro Medeiros.

Até o momento não há nenhuma autoridade com prerrogativa de foro ou partido político sendo investigado”
Dennis Cali, delegado da PF

Os três já haviam sido detidos em outubro do ano passado, quando a PF apreendeu um jatinho no Aeroporto Juscelino Kubitschek que transportava R$ 113 mil. A aeronave é a mesma apreendida na operação desta sexta. Cali afirmou que documentos apreendidos pela PF demonstraram que os homens mantinham a associação criminosa mesmo após a ação. A pena para associação criminosa é de 1 a 3 anos de prisão.

A Polícia Federal esteve na casa do ex-deputado Virgílio Guimarães (PT), no bairro Sion, região centro-sul de Belo Horizonte, para cumprir mandado de busca e apreensão. Nenhum detalhe do cumprimento do mandado foi divulgado. A reportagem tentou contato com o ex-deputado, mas ele não foi encontrado.

A Secretaria de Comunicação do Estado de Minas Gerais divulgou nota sobre a operação, dizendo que o governo mineiro “não é objeto de investigação neste processo”. Em Brasília, o delegado Cali disse que “até o momento não há nenhuma autoridade com prerrogativa de foro ou partido político sendo investigado”. “Até o momento o governador Pimentel não é alvo da investigação.”

Avião bimotor apreendido em Brasília pela Polícia Federal na Operação Acrônimo (Foto: Divulgação / PF)Avião bimotor apreendido em Brasília pela Polícia Federal na Operação Acrônimo (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

De acordo com a Polícia Federal, para ocultar a origem criminosa do dinheiro, os investigados usavam com frequência “laranjas” e fracionavam os valores em partes menores, manobra que é conhecida como “smurffing”.

Eles também se valiam de uma manobra conhecida como confusão patrimonial, quando em um mesmo espaço funcionam várias empresas. “Isso visa justamente dificultar a responsabilização e identificar quem é o dono da empresa”, disse o delegado.

Veículo apreendido pela Polícia Federal na Operação Acrônimo (Foto: Divulgação / PF)Veículo apreendido pela Polícia Federal na Operação Acrônimo (Foto: Divulgação / PF)

Operação Acrônimo
Cerca de 400 policiais federais cumprem 90 mandados de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal do DF. Nesta sexta, os policiais fizeram buscas em cerca de 30 endereços residenciais e 60 comerciais.

R$ 465 milhões é o faturamento de uma das empresas investigadas no suposto esquema de corrupção

O nome da operação faz referência ao fato de o prefixo da aeronave na qual foi localizado o dinheiro ser uma sigla formada pelas iniciais dos nomes dos familiares dos principais investigados.

Na apreensão do ano passado, quando começou a investigação, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suposta lavagem de dinheiro. À época, a Coligação Minas Pra Você, de Pimentel, informou que Moreira e a gráfica de Oliveira Neto foram desligados com o fim da campanha eleitoral.

Ao longo dos oito meses de apurações, os policiais analisaram dados obtidos em notebooks, smartphones, tablets e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com os suspeitos. Os investigadores analisaram mais de 600 gigabytes de informações e as cruzaram com outras fontes de base e dados.

Fonte: G1

Tribunal de Contas confirma que governo passado não deixou recursos para pagar despesas de 2014

ÍndiceDivulgado ontem, relatório ainda chegará à Secretaria de Fazenda, que terá 30 dias para se manifestar.

O Relatório Preliminar de Auditoria sobre a Disponibilidade de Caixa, divulgado ontem pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, mostra que o valor deixado em caixa em 31 de dezembro de 2014 era insuficiente para que o novo governo pagasse os compromissos no quinto dia útil do ano, no valor de R$ 1,5 bilhão, e outras despesas referentes ao ano passado. Assim como o governo de Brasília informou em 5 de janeiro, o tribunal confirma que havia apenas R$ 64.201,07 na conta única do Tesouro. Segundo o governo, apenas recursos dessa conta poderiam ter sido usados para pagamentos, uma vez que os valores disponíveis nas outras contas tinham destinação específica, ou seja, eram vinculados.

Segundo o Tribunal de Contas, no último dia do ano passado, havia R$ 17.229.239,94 nas mais de 1,4 mil contas do governo. Desse valor, diz o tribunal, R$ 4.729.777,41 estavam disponíveis. A Secretaria de Fazenda ainda não recebeu o relatório e não sabe dizer como o tribunal chegou a esse valor, mas ressalta que ele também não seria suficiente para honrar os compromissos e as dívidas deixadas pelo governo passado. O secretário de Fazenda, Leonardo Colombini, explica que a gestão anterior, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, teria de ter deixado em caixa recursos para pagar despesas de 2014, o que não aconteceu. Além dos pagamentos a servidores referentes a dezembro, ficaram para o novo governo quitar R$ 1 bilhão de despesas de exercícios anteriores e R$ 887 milhões de restos a pagar.

Cabe ao Tribunal de Contas analisar as contas públicas. A equipe do tribunal esteve na Secretaria de Fazenda e recebeu todas as informações. Em 31 de dezembro de 2014, o Sistema Integrado de Gestão Orçamentária (Siggo) registrava R$ 1.041.882.865,01, mas isso se trata de contabilidade, não de disponibilidade financeira, dizem o tribunal e a Fazenda. “Esse valor soma todos os fundos, inclusive de previdência de servidores, que não pode ser usado para outros fins. São recursos que têm destinação específica”, explica Colombini. Ele ressalta que houve dificuldade, no período de transição do governo, para obter dados. “Só tomamos conhecimento da real situação financeira em 2 de janeiro.” Quando receber o relatório, o governo terá 30 dias para fazer as considerações.

Fonte: df.gov.br

Rede Sustentabilidade oficializa novo pedido de registro no TSE

rede-sustentabilidade-oficializa-novo-pedido-de-registro-no-tseMarina tentou criar o partido em 2013, mas, na época, o TSE rejeitou 95 mil assinaturas da nova legenda e inviabilizou o registro.

A Rede Sustentabilidade, legenda liderada pela ex-ministra Marina Silva, protocolou ontem (28) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o novo pedido de registro do partido. A relatora da ação no tribunal eleitoral será a ministra Maria Thereza Rocha. A legenda conseguiu recolher mais 56.628 assinaturas para serem acrescentadas às 442.524 já reconhecidas pela Justiça. A legenda precisava de 49.425 novas assinaturas para totalizar o mínimo exigido: 491.949.

Marina tentou criar o partido em 2013. Na época, os ministros decidiram, por seis votos a um, não conceder o registro, exatamente pela falta de assinaturas mínimas necessárias para oficializar a nova legenda. O único ministro que votou favorável à Rede foi o ministro Gilmar Mendes. Na ocasião, o TSE rejeitou 95 mil assinaturas da relação.

Caso Marina consiga a aprovação da nova legenda, seu partido não terá direito a tempo de TV e a fundo partidário nas próximas eleições, por conta de uma lei sancionada em 2013 pela presidente Dilma Rousseff. Pelas novas regras, o fundo partidário e o tempo de TV só estarão disponíveis às novas agremiações depois que elas participarem da primeira eleição.

Devido à negativa do registro no TSE, Marina, que concorreria às eleições de 2014 como candidata à presidência da República, apoiou o PSB e acabou aceitando concorrer como vice do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Com a trágica morte de Campos em acidente aéreo, em agosto de 2014, ela acabou concorrendo à Presidência.

Cotada ao segundo turno nas pesquisas, a candidata acabou ficando de fora da disputa. No primeiro turno das eleições, Marina ficou em 3º lugar com 21% dos votos válidos, Aécio Neves (PSDB-MG) com 33% e Dilma Rousseff com 41%.

Fonte: Fato Online

Senado aprova emenda que isenta Terracap de pagar impostos federais

foto_29052015082050O Executivo local conquistou mais uma importante vitória na tentativa de equalizar as contas públicas. Nesta quinta-feira (28), o Senado Federal aprovou a emenda da Medida Provisória (MP) nº 668, de 2015, que concede isenção de impostos federais à Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap). O impacto representará, em uma estimativa do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, economia de R$ 140 milhões em 2015. A MP faz parte de um conjunto de projetos que integram o ajuste fiscal proposto ao Congresso Nacional pela presidente Dilma Rousseff.

Rollemberg se empenhou pessoalmente em convencer parlamentares e ministros de Estado da importância de a chefe da Nação sancionar a lei, o que deve ocorrer nos próximos dias. O texto dá imunidade tributária à Terracap no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e no Imposto Territorial Rural sobre propriedades vendidas, cedidas ou usadas por terceiros.

Questão de justiça

“Trata-se de mais uma iniciativa bem-sucedida do governo do Distrito Federal, que tem procurado todos os meios possíveis para aumentar os recursos”, afirmou Rollemberg. “Estamos felizes e agradecidos ao Congresso Nacional pela aprovação dessa matéria.” O chefe do Executivo local também ressaltou que a medida faz justiça à relação entre Brasília e a União no controle da empresa. “O DF tem 51% das ações, e a União, 49%. Aqui, não cobramos impostos da Terracap, portanto, não fazia sentido a empresa pagar tributo federal.”

O dinheiro poupado financiará obras de infraestrutura em várias regiões administrativas, como a construção de redes de águas pluviais e de esgoto sanitário, de energia e de iluminação. O recurso também custeará a remodelação de praças, parques, calçadas e ciclovias, além de equipamentos comunitários, que incluem bibliotecas, centros culturais, clubes, feiras, quadras esportivas e escolas.

Fonte: alo.com.br

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