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GDF reconhece a possibilidade de reunião com categorias para fazer ajustes

20150528002023Os 17 desembargadores do Conselho Especial, na última terça-feira, limitaram-se a julgar o ?conhecimento? da ação do Ministério Público, que apontava a inconstitucionalidade.

Se o Governo do Distrito Federal terá realmente dinheiro em caixa para honrar os reajustes dos servidores – aprovados na gestão de Agnelo Queiroz e mantidos pelo Tribunal de Justiça do DF – é a dúvida que paira sobre as 32 categorias que tiveram os aumentos questionados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O governo, segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, não dará o calote. E, se não tiver dinheiro para pagar, vai sentar e negociar com os servidores.

“A disposição do governo é pagar, como já está fazendo. Várias parcelas desses aumentos já estão sendo pagas”, cravou o porta-voz do governador Rodrigo Rollemberg.

O Palácio do Buriti contava com a modulação das leis, apesar de admitir a validade delas. Tanto que o procurador Léo Leoncy, na sustentação oral que fez no TJDFT, deixou claro que o governo reconhecia a constitucionalidade, mas questionava a validade das normas para este ano, na ausência de dotação orçamentária.

Os 17 desembargadores do Conselho Especial, na última terça-feira, limitaram-se a julgar o “conhecimento” da ação do Ministério Público, que apontava a inconstitucionalidade. Por unanimidade, as leis aprovadas pela Câmara Legislativa do DF em 2013 foram consideradas constitucionais.

Para desespero dos servidores, logo após a decisão, o governo – por meio da procuradora-geral Paola Aires e do próprio governador – disse que o pagamento dos reajustes   dependeria do incremento de receita. Hélio Doyle disse, ontem, que, o governo não dará o calote. “O governo vai buscar esse dinheiro, aumentando a receita”, prometeu.

“Hipótese”

Em caso de não conseguir incrementar a arrecadação, resta ao governo negociar com as categorias, conforme reconhece Doyle. “A obrigação é inquestionável. Mas, se chegar na época de pagar, e não tiver o dinheiro, a negociação é o primeiro caminho”, disse, deixando claro que trata-s e de uma “hipótese”.

As parcelas dos reajustes concedidos pelo ex-governador são creditadas, de forma escalonada, mês a mês. O maior volume de pagamento é no mês de setembro, quando o caixa do governo deve sentir o maior impacto. “Vamos saber lá na frente”, concluiu o secretário.

Governo está apto para pagar

A Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF) se posicionou a favor do pleito dos servidores e participou do julgamento, sustentando que as leis eram constitucionais, em coro com os advogados que representaram sindicatos  na sessão.

O advogado Juliano Costa Couto, secretário-geral adjunto da Ordem no DF, fez a sustentação oral e, durante o julgamento, deixou claro que os cofres do DF “estão aptos a pagar os aumentos”.

Ele garante que a Ordem dos Advogados, na condição de “fiscalizadora da boa aplicação das leis”, acompanhará a questão. “Nós identificamos que a previsão orçamentária para o ano de  2015 já tinha o registro de capital para pagamento dos aumentos e que o relatório do exercício financeiro do primeiro bimestre informou  que essa perspectiva é real e fidedigna”, disse o advogado.

Ao lado do servidor

Ele reitera que o governo terá “plenas condições” de cumprir com o que determina a lei. “Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, há expressa previsão e o Tribunal de Justiça identificou isso de forma precisa”, destaca.

“O  servidor pode ficar tranquilo”, sustentou Costa Couto, para quem a OAB está satisfeita com o resultado obtido no TJDFT. “A OAB está do lado do servidor”, resumiu.

 Fonte: Jornal de Brasília

Sai lista de convocados para depoimentos na CPI dos Transportes

20150528144754A CPI apura indícios de irregularidades na licitação que redefiniu o sistema de transporte público no governo Agnelo.

A CPI dos Transportes Públicos anunciou a primeira lista de convocação. Entre os nomes, o ex-secretário José Walter Vázquez, o advogado Sacha Reck, o então coordenador da Unidade de Gerenciamento do Programa de Transportes Urbanos, José Augusto Pinto Junior, e o presidente da Comissão Especial de Licitação da Secretaria de Transportes, Galeno Furtado Monte.

O depoimento de Galeno está marcado para 11 de junho. As datas para as falas dos demais ainda estão em análise. A princípio, o ex-secretário José Walter Vázquez, será convidado, pois já havia demonstrado o interesse de ir até a Câmara para prestar esclarecimentos. No entanto, caso Vázquez não compareça a comissão, sua convocação já está pré-definida.

Os deputados também irão chamar outros membros da Comissão Especial de Licitação para depoimentos. O atual secretário de Mobilidade do DF, Carlos Tomé, será convidado para falar sobre a situação atual do sistema.

A CPI dos Transportes apura indícios de irregularidades na licitação que redefiniu o sistema de transporte público no governo Agnelo. O caso já é objeto de investigação do Ministério Público. Segundo denúncias, o advogado Sasha Reck teria tido acesso a informações privilegiadas do processo, enquanto tinha vínculos com empresas envolvidas na concorrência.

 Fonte: Jornal de Brasília

Chega à Câmara segundo pacote de projetos do GDF para elevar receita

rollemberg-14Dos seis textos protocolados nesta quarta, três alteram cálculo de impostos.
Taxa de limpeza subiria 40%; projetos para Olimpíadas teriam isenção.

A Cãmara Legislativa do Distrito Federal protocolou nesta quarta-feira (27) um pacote com seis projetos de lei enviados pelo Executivo com o objetivo de aumentar a arrecadação e sanear as contas públicas. Os textos preveem alterações em impostos como IPVA, ICMS e TLP e também a venda de ações de empresas públicas e de títulos da dívida ativa e de isenção tributária para os investimentos dos Jogos Olímpicos de 2016 na capital.

A maior parte das medidas já havia sido antecipada por Rodrigo Rollemberg no último dia 14. O governador disse que a verba adicional seria utilizada para quitar R$ 1,5 bilhão em dívidas da gestão passada. Ele citou um déficit de R$ 800 milhões para pagar servidores públicos.

Um dos projetos autoriza o GDF a abrir o capital de empresas públicas, vendendo até 49% de participação no mercado de ações. O limite mantém o governo como “acionista majoritário” das estatais e permite a arrecadação de até R$ 2,45 bilhões – a soma do capital social de todas elas é de R$ 5 bilhões.

O governo também tenta jogar no mercado financeiro títulos da dívida ativa, em projeto semelhante ao que foi apresentado no fim de 2014 e rejeitado pela Câmara Legislativa. Na época, a dívida ativa – ou o total que o GDF tem a receber de seus devedores – era estimada em R$ 15 bilhões, mas a ideia era vender os R$ 2 bilhões em dívidas com maior chance de quitação. O novo projeto não cita o passivo total nem estimativa de vendas.

Taxa de limpeza
Em projeto que deve enfrentar franca oposição na Câmara, o GDF propõe a elevação de 40% nos valores de referência para a Taxa de Limpeza Pública (TLP) a partir de 2016. Pelos cálculos do governo, o reajuste levaria R$ 50 milhões a mais aos cofres públicos no próximo ano.

Hoje, os valores são de R$ 263,81 para imóveis residenciais e R$ 527,64 para imóveis comerciais. O valor é multiplicado por um fator entre 0 e 2, de acordo com  o local da residência ou da atividade comercial, para a definição da cobrança. Com o reajuste pretendido pelo GDF, os valores-base passariam para R$ 369,35 e R$ 738,30, respectivamente.

O secretário de Fazenda, Leandro Colombini, afirma na justificativa do texto que o custo do serviço de limpeza pública em 2015 será de “cerca de R$ 214 milhões”. Sem o reajuste, a receita de TLP prevista para 2016 chega a R$ 126 milhões.

“No que tange à TLP, ao longo dos últimos anos, o valor arrecadado com a taxa não é suficiente para custear o serviço de coleta e destinação de resíduos sólidos, o que contraria a própria natureza desse tributo, que está vinculada à contraprestação pela prestação de um serviço público”, diz Colombini.

Em fevereiro, a Câmara do DF rejeitou alterações no cálculo da TLP, enviadas junto com o recálculo do IPTU e o fim da isenção de IPVA para carros zero.

Mais impostos
Em outro texto, o GDF estende a isenção de IPVA para veículos zero quilômetro, no ano da compra, até 2019. Em contrapartida, o imposto pago nos três anos subsequentes sofre aumento de 0,25% (tratores, caminhões, ônibus e micro-ônibus) ou 0,5% (carros de passeio e motos) nos três anos seguintes à isenção.

Segundo o governo, a mudança é uma “adequação” ao aumento do IPVA, aprovado em fevereiro para os veículos que não se encaixam na isenção. O mesmo projeto prevê a redução da alíquota de ICMS sobre o etanol, de 25% para 19% – ideia que foi anunciada por Rollemberg em janeiro, mas ainda não tinha sido enviada à Câmara.

O texto sugere autorização de “medidas de proteção da economia local”, que poderiam ser adotadas pelo GDF para garantir competitividade frente a benefícios e isenções de impostos concedidos por outras unidades da federação. Na prática, o dispositivo permitiria que o Buriti “respondesse à altura” à guerra fiscal promovida pelos estados.

Perdão olímpico
Na ponta das desonerações, o pacote de medidas econômicas oferece perdão de Impostos Sobre Serviços (ISS) aos “serviços diretamente relacionados à organização e à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016”.

Segundo o governo, a isenção faz parte de um compromisso assumido com o Comitê Olímpico da FIFA na escolha das subsedes de futebol feminino e masculino nos Jogos. Se aprovado, o texto representa renúncia de R$ 1,9 milhões aos cofres públicos em 2016.

Fonte: G1

Com ‘jabutis’, Senado aprova MP 668, a terceira do ajuste fiscal de Dilma

20150528163308Com a presença de “jabutis”, o plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira, 28, a Medida Provisória 668, a última das três MPs do ajuste fiscal a ser analisada pela Casa esta semana. A MP tratava, originalmente, apenas do aumento das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins de produtos importados. A expectativa do governo é aumentar em R$ 1,19 bilhão ao ano a arrecadação, sendo R$ 694 milhões só em 2015.

Durante sua tramitação no Congresso, a MP ganhou “jabutis”, temas alheios ao texto original. Um deles foi a reabertura do programa de refinanciamento de dívidas tributárias (Refis) para empresas em recuperação judicial com parcelamento de débitos em até 120 vezes. Houve ainda o aumento de PIS/Pasep e Cofins no caso de cervejas, águas e refrigerantes, conforme pretendia a Receita Federal.

Foi incluída também na MP também a isenção da contribuição previdenciária ao INSS por igrejas que contratarem seus pastores conforme a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A MP segue para a presidente Dilma Rousseff, a quem caberá sancionar ou vetar as alterações realizadas.

Matérias estranhas

Senadores da oposição e até da base criticaram duramente a inclusão dos jabutis. O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), protestou contra a inclusão de 23 “matérias estranhas” ao texto original da MP. Ele desafiou os parlamentares a debaterem com profundidade os 24 temas contidos na proposta e pediu que o Senado comece a rejeitar a parte das MPs que não tenha a ver com o texto original.

O líder do PSDB na Casa, Cássio Cunha Lima (PB), lembrou o fato de que a MP chegou ao Congresso com quatro artigos e, após aprovação pela Câmara, já tinha 27. “Daqui a pouco fecha o Senado, para que Senado? Chegamos aqui uma quinta-feira (hoje), a MP vence na próxima semana e a imposição do governo, com sua maioria, é votar de qualquer jeito, não importa o que veio”, criticou.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), cobrou que a Câmara aprove uma proposta, encaminhada pelo Senado há dois anos, que muda o rito de tramitação das MPs. “Temos que colocar fim, o mais rapidamente possível, a esta prática de transformar medidas provisórias em um ônibus para atender aos mais diversos interesses sem discussão”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) anunciou voto a favor da MP, mas pediu que Dilma vete um “jabuti” incluído pela Câmara que prevê a construção, por meio de uma parceria público-privada, de um shopping no Poder Legislativo Federal ao custo de R$ 1 bilhão. “Será um escárnio se a presidente sancionar essa proposta no momento em que faz um ajuste fiscal”, criticou.

Embora tenha ressalvado que todos os governos desde 1988 têm “abusado” do uso das medidas provisórias, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) também criticou a inclusão na MP da construção do shopping. “Só vai faltar aqui – me desculpem senadores – uma medida provisória para construir um motel”, afirmou. “Não vou ficar aqui assistindo ao outro lado fazendo negociata. O Senado não é um órgão para ser avacalhado”, disse Barbalho, que, na década passada, renunciou à presidência do Senado e ao mandato de senador na esteira de um escândalo de corrupção.

Fonte: .jornaldebrasilia.com.br

Modelo político sem doações privadas seria ‘praticamente impossível’, diz Cunha

20150528163012Um dia depois de ter manobrado para incluir na Constituição o financiamento de partidos por empresas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou na manhã desta quinta-feira, 28, que um modelo político sem doações privadas seria “praticamente impossível”. Defensor da permissão legal para que empresas doem para campanhas políticas, ele disse ainda que o financiamento político no Brasil “nunca foi nem nunca será privado”. “Será público e privado”, disse, argumentando que também são usadas dotações do Fundo Partidário.

Cunha recebeu nesta manhã a presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Laura Boldrini. Em recepção no salão nobre da Câmara, o peemedebista argumentou que o sistema eleitoral atual – proporcional, pelo qual um eleitor escolhe um candidato, mas acaba depositando um voto também na coligação – é incompatível com o financiamento exclusivamente público. “Se a escolha (da Câmara) tivesse sido pela lista partidária, talvez o financiamento público tivesse vencido. Fica mais fácil o financiamento (público) direcionado a partidos, já que não teria campanha para cada candidato, e sim para os partidos”, declarou Cunha.

Mas, pelo sistema proporcional, o uso apenas de verba pública é “praticamente impossível”, disse o deputado. “Com tantas candidaturas atuais, o volume (de recursos) seria enorme. Até a própria distribuição (do dinheiro) geraria uma crise e seria difícil chegar a um consenso”, concluiu o peemedebista.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

Governistas garantem que Dilma deve mesmo vetar fator previdenciário

governistas-garantem-que-dilma-deve-mesmo-vetar-fator-previdenciarioPresidente corre risco de sofrer desgaste perante a população e ainda de ter seu veto derrotado pelo Congresso.

Depois de ter facilitado a aprovação da Medida Provisória 664/2014, o fator previdenciário virou uma grande dor de cabeça para a presidente Dilma Rousseff. Se vetar, ela corre o risco de enfrentar um desgaste grande perante os aposentados, além de sofrer uma derrota no Congresso. Se não vetar, enfrentará problemas no cálculo da previdência social. Governistas afirmam que a opção da presidente será mesmo pelo veto, mas abertamente nenhuma posição foi formalizada. Afinal, Dilma tem um prazo de 15 dias úteis para vetar ou sancionar o projeto de lei de conversão aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (27).

No Senado, durante a votação da Medida Provisória 664/2014, que altera as regras de acesso à previdência social, a maior cobrança de aliados e oposicionistas era para que a presidente se comprometesse a manter o artigo que flexibiliza as regras do fator previdenciário. O senador Paulo Paim (PT-RS) chegou a fazer um apelo ao governo para não vetar o fator. “Acreditamos que não haja veto, esperamos que haja essa recomendação aqui no plenário, clara, transparente, por parte do líder Delcídio. Se houver veto, tenho certeza absoluta de que o Senado derruba o veto, até porque o veto não é mais secreto”.

O peemedebista Jader Barbalho (PA) cobrou do líder do governo, Delcídio Amaral (PT-MS), uma posição definitiva do governo sobre o tema. “O senador Delcídio informou à Casa que havia consultado o governo e que a presidente não vetaria. Eu prestei muita atenção a esse detalhe e tenho a certeza de que a presidente vai prestigiar a decisão do Congresso e vai prestigiar o seu líder aqui”, afirmou.

Delcídio respondeu que os senadores estavam fazendo conjecturas em torno do possível veto da presidente, mas não deu certeza sobre qual decisão Dilma irá tomar. Nos bastidores, no entanto, alguns governistas garantem que o veto será o caminho escolhido pela presidente Dilma.

Repercussão

A oposição aproveitou a aprovação das medidas de ajuste fiscal para reforçar as críticas ao governo. O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), lamentou a aprovação da MP 664. “Quer dizer que o abono salarial é uma distorção? Um direito garantido em norma constitucional para os trabalhadores é um excesso? Interessante que estamos assistindo a todos os excessos no BNDES, na Petrobras e nos fundos de pensão sem nenhuma posição critica do governo.”

Sobre o fator previdenciário, Caiado afirmou que o Congresso deve derrubar o veto. “Infelizmente, sabemos que a flexibilização do fato previdenciário incluído no texto que veio da Câmara será vetada pela presidente. Faremos um novo embate no Congresso pela derrubada desse veto”, anunciou.

Essa é também a posição do senador Aécio Neves (PSDB-MG). “Poucos temas foram tão debatidos e discutidos durante a campanha eleitoral e tive a oportunidade de assumir, com muita responsabilidade, o compromisso de debater com os trabalhadores brasileiros a flexibilização do atual modelo na busca de encontrarmos uma fórmula que penalizasse menos, ou que deixasse de penalizar os aposentados brasileiros.”

Parlashopping

Nesta quinta-feira (28), os senadores votam a MP 668/2015, que eleva as alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) na importação de bens. Foi nessa medida que os deputados incluíram a emenda que permite a construção de um shopping na Câmara dos Deputados. Apesar de contrários a essa emenda, a expectativa é a de que os senadores aprovem o projeto da forma como foi aprovado.

Fonte: Fato Online

Convidados 27/5: Alex Dias, Apresentador do programa Tendências e Negócios – TV Brasília, e Fernando Brites, Presidente da Câmara de Comércio Brasil Portugal

Alex Dias, Apresentador do programa Tendências e Negócios – TV Brasília, e Fernando Brites, Presidente da Câmara de Comércio Brasil Portugal, serão os entrevistados de hoje no programa Conectado ao Poder, na rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.Conectado_27_05

Em Vicente Pires, obras estão a caminho

20150527013222Ordem de serviço que dará início ao asfaltamento da região deve ser assinada dentro de 20 dias.

Um problema que há muito tempo assombra  os moradores de Vicente Pires parece estar com os dias contados. De acordo com o vice- governador e administrador regional, Renato Santana, nos próximos 20 dias, o governador Rodrigo Rollemberg comparecerá à cidade para assinar a ordem de serviço que dará início às obras de asfaltamento. Vicente Pires completou ontem seis anos como região administrativa.

Segundo o vice-governador, as obras iniciarão no Trecho 3, próximo à área do Jóquei Clube, avançando posteriomente para áreas maiores e dois viadutos darão acesso à Estrutural. Na última sexta- feira, houve uma reunião com os órgãos envolvidos no processo de licenciamento  e foi pedido prioridade para Vicente Pires, pois apenas um trecho se encontra licenciado para as obras e os outros ainda estariam em processo.

“Estamos no fim do período de chuvas e teremos de quatro a cinco meses de seca. A ideia é dar celeridade e aproveitar esse período para dar andamento às obras”, afirma.

Fruto da ocupação desordenada, por meio do parcelamento de chácaras, a cidade nasceu sem planejamento, mas se encontra consolidada e caminha para a regularização. Contudo, moradores sofrem frequentemente com os buracos causados pelas chuvas e pela falta de conservação por parte do poder público.

Dificuldades

Apesar dos problemas de infraestrutura, a enfermeira Maria Lúcia da Silva, 59 anos, moradora da cidade há 16 anos, diz que já começaram a tapar alguns desses buracos e se mostra esperançosa com a possibilidade de asfaltamento da região:  “Já era hora. Sofremos há muito tempo com esse problema e não há razões para continuarmos assim. Quando chove, a lama que acumula suja tudo. É um sofrimento e espero que tenha fim”.

Regularização segue em andamento

A respeito da regularização de Vicente Pires, o vice-governador Renato Santana afirma que, em reunião com os órgãos envolvidos no processo, foram feitas tentativas de acordo   com a Terracap e   a Secretaria de Patrimônio da União, que estariam sendo analisadas.

“Apesar da dinâmica complexa, a parte de regularização fundiária não impedirá o avanço das obras”, garante. Outras providências serão estudadas, como a rede de esgoto  e a iluminação pública.

Enquanto isso, a população espera que, ao menos, a mobilidade na região melhore. Para o estudante Tiago Henrique de Amorim, 16 anos, os problemas no asfalto   acontecem o ano todo. “Quando chove, é lama e cratera por todo lado. Na seca, a poeira  é intensa. Além disso,   os carros quebram sempre nos buracos”, relata.

Francisco Aguiar, 69 anos,   dono de um comércio,   afirma que, caso o projeto saia do papel, trará melhorias significativas para a cidade. “Em época chuvosa, as águas invadem casas e comércios, nos deixando ilhados. Ninguém  fez nada até hoje. Tem muita gente que deixa de vir aqui por conta dos buracos, mas acredito que o fluxo aumentará caso façam as obras”, conclui.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

Rodoviários de empresa do DF fazem greve e deixam 42 mil sem ônibus

cobrataeteEles reclamam de atrasos de dois meses na cesta básica e no tíquete.
DFTrans havia anunciado repasse de R$ 38 mil na semana passada.

Motoristas e cobradores da Cobrataete, que roda em seis regiões administrativas do Distrito Federal, cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira (27) para cobrar o pagamento do tíquete e da cesta básica, que estão atrasados há dois meses. Os funcionários já haviam feito paralisação no dia 21 de maio, mas voltaram ao serviço depois de o governo garantir o repasse imediato de R$ 38,6 mil. O DFTrans disse que uma falha no sistema impediu o pagamento na data. A previsão é de que o débito seja feito até sexta-feira.

A cooperativa atende 42 mil pessoas no Varjão, Lago Norte, Lago Sul, Paranoá, Itapoã e Planaltina diariamente. São 140 rodoviários, que trabalham em 42 veículos. Por causa da paralisação, paradas de ônibus amanheceram lotadas nesta quarta.

Diretor do Sindicato dos Rodoviários de Cooperativas, Alex Sandro dos Reis, afirmou que o tíquete custa R$ 418 e a cesta básica, R$ 196. “Decidimos ficar parados porque se não vai ficar pior. Já tem dois meses essa situação. O GDF diz para a gente que pagou, a empresa diz que não recebeu.”

O responsável pelo transporte operacional da cooperativa, Donizete de Sousa, negou que o governo tenha feito o repasse. Ele afirmou que o GDF deve R$ 1,6 milhão à Coopataete e R$ 6 milhões para outras cooperativas. “O GDF está faltando com a verdade. Na última paralisação que fizemos na semana passada eles falaram que iam liberar R$ 38 mil, mas não foi liberado”, disse.

Por volta das 8h, os rodoviários botaram fogos em pneus e fecharam os dois sentidos da DF-250. Equipes do Corpo de Bombeiros foram enviados ao local para apagar o incêndio, enquanto policiais militares negociavam a liberação da via, que ocorreu às 8h30.

Fumaça provocada por queima de pneus durante protesto na DF-250 (Foto: Arquivo Pessoal)Fumaça provocada por queima de pneus durante protesto na DF-250 (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma cobradora  que não quis se identificar afirmou que o administrador regional do Paranoá esteve no protesto para pedir que os manifestantes liberassem a pista. Ela disse que o gestor se comprometeu a fazer um ofício para o secretário de Mobilidade cobrando um encontro com a categoria para discutir a situação.

“Tem quase dois meses que não recebemos. O dono da empresa alega que o governo não fez o repasse, e o governo diz que já pagou, mas no fim das contas fica todo mundo sem receber. Estamos fazendo esse protesto para chamar atenção da nossa situacao”, disse mulher.

Pneus queimados por rodoviários do DF durante protesto contra repasses atrasados  (Foto: Isabella Calzolari/G1)Pneus queimados por rodoviários do DF durante protesto contra repasses atrasados (Foto: Isabella Calzolari/G1)
Rodoviários de cooperativa que entraram em greve por repasses atrasados no DF (Foto: Isabella Calzolari/G1)Rodoviários de cooperativa que entraram em greve por repasses atrasados no DF (Foto: Isabella Calzolari/G1)
Fonte: G1

Integrantes do MST quebram vidro e invadem secretaria do GDF

mstPolícia Militar estima presença de 150 manifestantes no local.
Grupo chegou por volta de 4h30; entrada de funcionários foi barrada.

Integrantes do Movimento dos Sem Terra invadiram na madrugada desta quarta-feira (27) a Secretaria de Agricultura do Distrito Federalpara pedir terras para produção agrícola. O grupo chegou ao local às 4h30 e quebrou uma porta de vidro para conseguir entrar no prédio. De acordo com a Polícia Militar, havia cerca de 150 pessoas no local.

Funcionários foram impedidos de entrar pelos manifestantes. Alguns decidiram ir embora, enquanto um grupo permanecia no local às 9h aguardando a situação se resolver. A secretaria disse ao G1 que representantes do governo se reuniram para avaliar as reivindicações.

Um dos líderes do protesto, Bruno Maciel disse que a intenção é conseguir a liberação de áreas que já estão sendo ocupadas. “Essas áreas já são destinadas à reforma agrária, mas o governo fica soltando liminares para ação de despejo dessas áreas de forma truculenta, com uso excessivo de aparatos policiais, sem nem ouvir a própria ouvidoria.”

O grupo exigiu uma reunião com o secretaria de Agricultura. O encontro foi marcado para as 11h. O grupo é formado por moradores de invasões de Planaltina e Brazlândia.

Fonte: G1

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