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Eliana, Cristovam e Reguffe juntos?

eliana pedrosaCorre a boca miúda que cansada de ver a desunião da oposição ao fraco governo Agnelo/Filippelli, e a lentidão de seu partido em tomar uma posição, a deputada distrital Eliana Pedrosa (PSD) pensa seriamente em se juntar ao PDT do senador Cristovam Buarque e do deputado federal José Reguffe, no caminhada rumo ao Buriti.

O detalhe é que Pedrosa se aliaria independente de quem fosse a cabeça de chapa entre os três nomes. Para ela, o mais importante, seria concorrer a um cargo majoritário.

O alinhamento de Eliana com o PDT, começou após a distrital ter atuado em prol da Educação. A parlamentar protocolou mais de 20 projetos de leis educacionais. A atuação de Pedrosa, chamou a atenção do senador Cristovam, que poderá fazer uma dobradinha com a distrital em 2014.

Fonte: Blog Radio Corredor

Reunião DF e Entorno

CODEPLANO presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Júlio Miragaya, e técnicos da empresa recebem hoje, prefeitos de 11 municípios goianos que compõem o Entorno Metropolitano – Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Luziânia, Cidade Ocidental, Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Planaltina, Formosa, Padre Bernardo e Cristalina –, os secretários do Entorno do DF, Arquicelso Bites, e de Goiás, André Clemente, e o presidente da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab), José Netto, além do Secretário de Saúde, Rafael Barbosa, que falará sobre o sistema de saúde pública na Área Metropolitana de Brasília. O objetivo da reunião é aprovar a realização de oficina de capacitação de servidores dos municípios metropolitanos e a elaboração de propostas para captação de recursos e do Plano de Trabalho, que vai suprir a carência de dados da região e subsidiar o GDF e o governo de Goiás no planejamento e na concertação de ações integradas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico da área.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Posto móvel do DFTrans venderá cartões da integração no centro de Taguatinga

110211_transporteDe hoje até sexta-feira (25), o posto móvel do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) ficará no centro de Taguatinga, das 8h às 17h. A unidade estará na Praça do Relógio, em frente à administração regional, para atender os usuários do sistema de transporte coletivo com a venda dos cartões para a integração entre Taguatinga e Ceilândia ao Plano Piloto e demais regiões.

O bilhete único custa R$ 10, valor que pode ser utilizado para pagamento de passagens nas linhas do sistema. Também é possível inserir mais créditos no cartão. Para utilizar o novo serviço, é necessário o uso do cartão do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA), que pode ser o Bilhete Único ou o já utilizado pelos passageiros – Passe Livre Estudantil, Vale-Transporte, Cartão Cidadão ou o Especial para Pessoas com Necessidades Especiais.

O posto móvel do DFTrans atenderá os estudantes apenas para adequação das linhas no cartão do Passe Livre Estudantil para uso no sistema de integração. As demais demandas e atendimentos poderão ser feitos nos postos fixos do órgão em Taguatinga.

A integração, que é realizada em 73 linhas de ônibus, ocorre nos dias de semana, das 8h às 17h; aos sábados, das 8h à meia-noite; e aos domingos e feriados, das 6h à meia-noite.

Postos fixos do SBA para compra de cartões para integração:

Setor Comercial Sul: Ed. Palácio do Comércio, Qd.2
Setor de Diversões Sul: Conic, Ed. Boulevard, subsolo
Samambaia: QN 318, CJ. 2 – próximo às Lojas Americanas
Gama: Terminal Rodoviário – Área Especial S/N Setor Central
Taguatinga: C10, Centro – Próximo à EIT
Sobradinho: Ed. Varanda Shopping – Próximo à Feira Modelo
Ceilândia: Posto Na Hora – Shopping Popular, QNM 11 – Área Especial

Fonte: AGÊNCIA BRASILIA

PSDB em busca de candidato

psdbO presidente regional do PSDB, Márcio Machado, começa a cumprir agenda para o fortalecimento da legenda no Distrito Federal. Nos próximos dias, Machado deve encontrar-se com o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, quando começará a traçar as estratégias dos tucanos em Brasília. A ideia é que o partido comece a cacifar um nome que possa se contrapor ao atual comando do Buriti.

Sonhar não é proibido

O PSDB pensa em lançar o deputado federal Izalci Lucas, recém-filiado ao partido, mas não descarta a possibilidade de atrair outros nomes que têm bom trânsito com o comando regional tucano, como os também deputados federais José Antonio Reguffe (PDT) e Luiz Pitiman (PMDB), além da distrital Eliana Pedrosa (PSD), numa possível cabeça de chapa, ou a distrital Liliane Roriz (PSD), caçula do ex-governador Joaquim Roriz, que tem sido sondada como candidata a vice numa possível chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB).

Rota de colisão

No caso de Izalci Lucas, surgiu um complicador. A escolha do candidato passa pela eleição do novo presidente regional do PSDB, em abril. Márcio Machado, que pode ser reconduzido, mantém boas relações com a direção nacional. Izalci conseguiu uma reaproximação ao negociar no ano passado o seu ingresso na legenda, a que já pertencera de 1997 a 2001 e de 2008 a 2009. Agora, porém, o deputado entrou em colisão com a liderança tucana. Tornou-se um dos coordenadores da candidatura da deputada Rose de Freitas a presidente da Câmara, quando o PSDB está fechado com a candidatura oficial de Henrique Eduardo Alves.

Fonte: Do alto da torre

A eleição: entre o conceito de partido e o de marketing

marketingUma das diferenças entre o conceito de partido e o de marketing é na orientação da propaganda. O primeiro se concentra sobre o candidato e o partido, já o segundo, gira em torno do eleitor.

Não há como esconder. Como candidato, você deverá escolher entre um e outro modelo de campanha. O conceito de partido é o mais antigo, o mais arraigado, o mais praticado. O conceito de marketing é o mais moderno, e o mais caro, porque mais dependente de recursos tecnológicos.

Os dois modelos – de marketing e de partido – coexistem na área política

Os dois modelos coexistem num mesmo sistema político, e é muito comum que os dois se enfrentem na mesma batalha eleitoral. Essa coexistência, porém, não é estática.

Há uma dinâmica visível que tende a empurrar as campanhas para o polo do marketing. Pode-se mesmo dizer que, quanto mais desenvolvido o país, região, cidade, maior é a propensão para praticar o conceito de marketing nas campanhas eleitorais.

As diferenças entre eles são, além disso, muito grandes e de enorme importância. Vamos examiná-las em relação à definição do “foco” da campanha, do seu objetivo fundamental, da estratégia, planejamento, estrutura e propaganda.

1. O foco

No conceito de partido, o foco da campanha é determinado pela composição programática-ideológica que logra reunir a mais expressiva maioria partidária possível. É um foco obviamente voltado para dentro do partido.

No conceito de marketing, o foco da campanha está no eleitorado e não no partido, por mais que seus membros sejam experientes e conheçam o eleitorado. A pesquisa é o instrumento para determinar com precisão qual deva ser o foco da campanha. A situação dos pré-candidatos frente à opinião pública, medida nestas mesmas pesquisas, também é determinante para as suas chances de sair candidato. É um foco voltado para fora, para o eleitor.

2. A estratégia

O conceito de partido apoia-se no que se chama de “máquina partidária”, isto é, o conjunto de cargos e funções ligados aos vários níveis de governo ocupados pelo partido, cujos titulares/militantes penetram a sociedade, numa relação pessoa a pessoa, com os representantes de massas de eleitores, organizados em função de sua ocupação, residência, etnia, etc.

Desta articulação, abrem-se aos poucos espaços políticos para os membros daquelas organizações, e o partido, no governo, as representa e com elas negocia demandas e reivindicações. A estrutura é “vertical descendente”.

O conceito de marketing origina-se no eleitor. É este eleitor, dividido em segmentos distintos, que define, por seus sentimentos e opiniões, o foco da campanha do candidato, que vai moldar sua mensagem para conquistar o apoio dos diferentes segmentos que podem votar nele, e cuja expressão no eleitorado é suficiente para vencer.

Neste conceito, não é o contato pessoal o portador da mensagem e da comunicação, e sim os recursos da moderna mídia veiculando mensagens peculiares aos peculiares interesses daqueles segmentos.
3. O Objetivo

Gasta-se muito tempo em definir uma plataforma que agrade o partido

No conceito de partido o objetivo é levar para o eleitor a mensagem do partido. Gasta-se muito tempo em definir uma plataforma que agrade os principais grupos organizados do partido. Uma vez atingida esta meta, a tarefa é levar para o povo. A escolha do candidato inclusive depende da capacidade de executar a plataforma e de conseguir vencer a eleição.

No conceito de marketing, o objetivo primário, ao qual todos os demais se submetem, é vencer a eleição. Uma vez no governo, o objetivo será cumprir as promessas de campanha, feitas para os segmentos que o elegeram.

4. O Planejamento

No conceito de partido, o planejamento é quase exclusivamente operacional, e não estratégico. Trata-se de como colocar a estrutura do partido a funcionar da forma mais eficiente.

No conceito de marketing, o planejamento é predominantemente estratégico. A pesquisa, a estratégia e a comunicação operam de forma independente das organizações partidárias. Sua função é equacionar estrategicamente a campanha e conceber a sua comunicação com o eleitor. Este planejamento apoia-se diretamente nos resultados de pesquisa e outras informações sobre o eleitor.

5. Estrutura

No conceito partidário, a estrutura da campanha fica subordinada à estrutura partidária. A hierarquia partidária interfere na campanha e o candidato é um “membro do partido”, cumprindo missão. Os órgãos do partido são, por igual, os órgãos da campanha, e o entorno do candidato não possui poder para enfrentar os dirigentes do partido.

No conceito de marketing, a campanha pertence ao candidato. É ele quem escolhe seus assessores e auxiliares e é ele quem consegue os recursos. Em paralelo com membros do partido, há profissionais contratados que se reportam ao candidato e não ao partido. Neste aspecto, a estrutura partidária é subalternizada, em geral fica com o encargo dos trabalhos de campo e cabos eleitorais, quando não é totalmente excluída da campanha.

6. Propaganda

No conceito de partido, a orientação da propaganda e comunicação gira em torno do candidato e do partido. O candidato se diferencia de seus adversários por sua pessoa e pela ideologia partidária.

No conceito de marketing, a propaganda gira em torno do eleitor, dando a ele o que ele deseja, valoriza e espera, sem maiores preocupações com a pureza doutrinária do partido ou do candidato.

Fonte: Política para Políticos

Brasiliense retira candidatura

ronaldo-fonsecaO deputado federal brasiliense Ronaldo Fonseca renunciou ontem à sua candidatura a presidente da Câmara. Declarou apoio ao líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, que se lançou como uma espécie de candidato oficial, com respaldo do Planalto e ratificação tanto do PT quanto do PSDB.

Acordo do  PR prevaleceu

Na mensagem que enviou a Henrique Eduardo Alves, Fonseca avisa que sua decisão “não se aproxima do sentido que orienta os atos de renúncia”. Ela é, “isto sim, resultado das reflexões de meu partido que, mesmo identificado com a sua candidatura, jamais desautorizou minhas pretensões”. O PR, mais um partido da fieira que apoia Henrique Eduardo, não havia gostado nada, mas nadinha mesmo, da candidatura independente do deputado brasiliense.

Quem não gostou

Quem ficou contrariado com a saída de Ronaldo Fonseca foi o candidato alternativo Júlio Delgado, do PSB. Como a também candidata Rose de Freitas, dissidente do PMDB, esperava que Fonseca conseguisse boa votação na bancada evangélica. Vinculado à Assembleia de Deus, Ronaldo Fonseca fazia uma campanha forte e focada em questões de interesse da bancada, como o combate ao casamento gay e a derrota do projeto que pune a homofobia. A expectativa de Delgado era que as três outras candidaturas, somadas, impedissem Henrique Eduardo de atingir a maioria absoluta, forçando um segundo turno.

Fonte: Do alto da torre

De olho no Buriti

PAULO-OCTAVIOO ex-vice-governador Paulo Octavio (foto) passou a dedicar seus finais de semana a ações sociais e ambientais. Neste domingo, arregaçou as mangas e participou do plantio de 1.400 mudas de árvores nativas do cerrado, em doação ao Parque Ecológico de Águas Claras. Plantou duas mudas pessoalmente. Eram dois pés de Buriti.

Fonte: Do alto da torre

Olho no Senado

senadoTrês políticos do DF andam de olho na cadeira única do Senado nas próximas eleições. Aos amigos e apoiadores, todos tentam desconversar sobre o assunto, mas sondam os eleitores o tempo inteiro e, muitas vezes, escorregam nas declarações e deixam escapulir algo. Tem sido assim com o atual senador Gim Argello (PTB), o deputado federal Reguffe (PDT) e o distrital Chico Leite (PT). Gim quer concorrer ao Senado desta vez e, testará sua popularidade (e trabalho) nas urnas, já que da última vez, entrou como suplente de Joaquim Roriz e não chegou a ser votado. Reguffe, que tem dito a muitos que pode nem estar mais na política em 2014, também estaria, segundo fonte da coluna, de olho na vaga de Senador do DF e pronto para disputá-la. Estaria, inclusive, sondando amigos e eleitores sobre a possibilidade. Já Chico Leite, já como adiantado pela coluna, deve buscar abrigo no novo partido de Marina Silva e ser o nome da legenda ao Senado. Já teria, até, conseguido alguns apoios importantes.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

A decisão de concorrer III

eleitorSerá que você aguenta agressões, acusações e boatos?

Como já temos dito nesta série de textos, concorrer numa eleição e entrar na carreira política é uma decisão que mudará totalmente a sua vida. É por isso que essa decisão só deve ser tomada depois de uma profunda reflexão, em todos os sentidos. Esta advertência vale principalmente para quem está pensando em entrar na carreira política, mas é também um exercício de reflexão válido para quem nela já se encontra e está prestes a enfrentar uma nova eleição.

Os adversários estarão atentos a tudo que possa compromete-lo

Portanto, antes de formalizar a sua decisão de concorrer, sugerimos que você faça a si mesmo algumas perguntas preliminares. Quanto às respostas a estas perguntas, elas devem conter o máximo de sinceridade e realismo. Na “Parte II” desta série, lhe apresentamos as quatro primeiras perguntas, e abaixo seguem as outras seis questões.

5) Será que eu vou agüentar agressões, acusações e boatos?

Esta talvez seja a principal razão pela qual muitas pessoas evitam disputar eleições e entrar na vida política. Ninguém é perfeito. Cada pessoa tem as suas falhas, já cometeu os seus erros, possui uma história de vida, e está, portanto, sujeito a ter seus erros e defeitos explorados publicamente.

Os adversários estarão atentos e investigativos a tudo que possa ser utilizado para comprometer as suas chances eleitorais, e, como sói acontecer na política, transformar cada ranhura da sua imagem numa verdadeira ravina. Pela propaganda eles poderão dar amplo curso à esta exploração política, através do rádio, da TV e de material impresso.

A mídia também não perderá oportunidade para usar essas matérias porque elas são notícias, e, quanto mais escandalosas, mais notícias serão. Portanto, antes de decidir concorrer, abra seu armário e veja se ele não guarda alguns esqueletos. Se houver, prepare-se com antecipação para enfrentá-los na campanha.

Busque documentos, testemunhos e argumentos para liquidar a questão, quando ela for levantada na campanha. Não é sábio imaginar que você vai escapar ileso da campanha. É sempre mais prudente esperar o pior. Ou então, se não tiver disposição para lidar com situações constrangedoras, ou se o esqueleto for muito grande e feio, decida-se por não concorrer.

6) Será que posso ganhar?

Esta é uma pergunta que você deve se fazer, respondendo-a com toda a sinceridade e verdade. Você não vai respondê-la sozinho. Você tem amigos e apoiadores que podem ajuda-lo a refletir sobre essa questão, contribuindo com a objetividade necessária para respondê – la. Além disso, você deve tentar fazer uma pesquisa prévia para diagnóstico de sua candidatura. Muita atenção, as pessoas com as quais vai conversar sobre o assunto devem ser, além de leais a você, independentes, profissional e economicamente de você, para que o item objetividade seja satisfeito adequadamente.

Não suponha que pelo fato de ser conhecido, de ocupar alguma função de direção, de participar de associações, as pessoas com as quais lida, vão votar em você. Eles o apoiam naquelas funções, não necessariamente numa função eletiva. Além disso, em grandes colégios eleitorais, o círculo de relações, por maior que seja, não passa de um valor insignificante do eleitorado exigido para se eleger.
7) Posso “dar-me o luxo de perder” a eleição?

Na maioria das vezes, a vitória é única opção para a candidatura

Como regra, para a maioria dos candidatos, a probabilidade maior é que não se elejam. Esta é uma realidade a ser muito considerada. Perder uma eleição, portanto, não é, nem pode ser, uma tragédia. Mais que isto, muitas vezes disputa-se uma eleição, com poucas chances de vencer, mas com o objetivo estratégico de tornar-se melhor conhecido, preparar-se para a próxima, reunir capital político para entrar no jogo, conquistar uma posição no executivo.

Há situações entretanto, que o candidato não “pode se dar ao luxo de perder”. Isto ocorre quando ele já disputou aquele cargo com insucesso outras vezes (evitar a marca de perdedor na imagem); ou situações em que ele vai, com muita dificuldade, financiar a sua própria campanha, assumindo compromissos, fazendo empréstimos, pondo em risco, desta forma, o seu patrimônio pessoal e da família. Nestes casos, a derrota tem consequências muito sérias, seja de natureza política, seja de natureza pessoal, que precisam ser bem ponderadas, antes de você decidir-se a concorrer.

8) Posso “dar-me o luxo de ganhar” a eleição?

Este é o caso da pessoa que possui uma atividade profissional de sucesso, bem remunerada, e que tem sustentado um determinado padrão de vida para si e para sua família. Muitas vezes, uma pessoa nesta condição, dispõe-se a entrar na política, pensando que poderá continuar suas atividades profissionais e, ao mesmo tempo, dedicar-se às novas responsabilidades políticas. Até pode acontecer, mas é muito raro.

A política é uma atividade muito envolvente. Ela costuma despertar sentimentos muito fortes de ambição, realização e disputa, que tendem a ocupar mais e mais do seu tempo. O que começa como uma dedicação de tempo parcial, costuma tornar-se de tempo integral. É, portanto, bom e salutar, levar isto em consideração ao decidir concorrer, para não entrar em sérios problemas pessoais e profissionais mais adiante.

9) Posso levantar fundos suficientes para a campanha?

A necessidade de financiar a campanha, é outra das principais razões que fazem muitas pessoas evitar a carreira política. Bancar uma campanha é caro (salvo para quem é rico, ou para quem disputa uma eleição num colégio eleitoral pequeno e concentrado), e você não poderá, se não for rico, sustentá-la isoladamente com seus recursos.

Em consequência, você terá que levantar recursos, junto a seus apoiadores. Para muitos candidatos, pedir auxílio financeiro a outros é uma experiência insuportável. Por outro lado, quem pode ajudar a campanha, quer ser procurado pelo candidato, e não por auxiliares. A experiência mostra que, ninguém é mais eficiente para conseguir os recursos necessários do que o próprio candidato.

Se você não possui recursos próprios e abundantes para financiar a sua campanha, sem perda patrimonial de vulto, e, se você não se dispõe a “buscar” este recurso pessoalmente, junto aos potenciais contribuintes, pense mais que duas vezes se vale a pena entrar na disputa.
10) Posso fazer isto para minha família?

Família ciumenta e possessiva? O candidato vai enfrentar isso…

A política é ciumenta. Ela tende a exigir todo o seu tempo, e a deslocar o eixo de suas gratificações, da vida familiar para a vida pública. O bom da política gratifica você pessoalmente. O ruim da política costuma atingir a sua família.

A política afeta a família de maneira dura. Rouba o tempo que você destinava a ela, muito das atenções que você dedicava, os programas de lazer, a sua função educativa junto aos filhos, etc. Não é incomum surgir, com o tempo, uma incompatibilidade entre sua família e sua atividade política, fazendo-o sofrer nos dois lados deste conflito.

Antes de decidir-se a concorrer, você precisa ter uma conversa muito franca e realista com seus familiares. Eles precisam saber, por antecipação, as consequências que a nova atividade terá sobre a vida de todos. O seu projeto político individual precisa ser “abraçado” por sua família, pelo menos no sentido de que aceitam os custos dele. Não esqueça que, de pouco adianta vencer uma eleição e conquistar um cargo público, se você perder a sua família.

Se todas estas respostas puderem ser respondidas de maneira satisfatória, então você reúne todas as condições para disputar a eleição, concorrer a cargos públicos, e assumir uma carreira política. Neste caso, vá em frente, com entusiasmo e disposição para vencer.

E boa sorte…

Fonte: Política para Políticos

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