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Procuradoria pede 80 anos de prisão para Cachoeira

O Ministério Público Federal de Goiás pediu uma pena de 80 anos de prisão para o empresário Carlos Cachoeira, acusado de exploração de jogo ilegal e corrupção de agentes públicos. O cálculo da pena se refere à acusação de que Cachoeira cometeu os crimes de corrupção, formação de quadrilha armada e acesso indevido a informações sigilosas.

Ao todo, os procuradores apontaram 17 casos em que o empresário teria praticado esses crimes. A conta dos 80 anos representa uma média das penas sugeridas. Cachoeira está preso desde 29 de fevereiro e é o pivô de um escândalo que resultou em uma CPI no Congresso e na cassação do então senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), com quem mantinha relações pessoais.

O processo judicial contra o empresário entra numa semana decisiva. A defesa deve apresentar as alegações finais, passo anterior à proclamação da sentença pela Justiça Federal de Goiás.  “O Supremo Tribunal Federal está julgando o que o Ministério Público chamou de o mais grave e ousado esquema de corrupção que existiu no país e a maior pena foi de 40 anos. Nenhum dos réus foi preso durante o processo. Estão brincando de direito penal com meu cliente”, afirmou o advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões.

Fonte: Congresso em Foco

MARKETING POLÍTICO PÓS-ELEITORAL (Como Fazer Bem)

Acabou o 1º tempo do jogo, agora começara o mais importante, o 2º turno. E o melhor, com muito mais tempo e calma para o eleito dialogar com a sociedade, mostrar a que veio – propostas, posicionamentos (principalmente o que colocou como promessa, meta de campanha).

Se a eleição é época de colheita, no governo é que se fazem as plantações necessárias.

E como voce começará sua gestão? Com o pé direito ou esquerdo? Se encontrares problemas da gestao passada (prefeitura) irá se esquivar ou mostrará pra populacao o que há e como resolverá?

Os primeiros passos devem ser os seguintes :

a) Mostrar que agilidade na tomada de decisoes (Haddad vai a Brasilia se encontrar com Dilma). Isto é, nao ficará dias comemorando ou descansado, já esta mostrando pra sociedade que quer rapidez e veracidade no que for fazer.

Fixar uma imagem junto aos cidadãos (nao só os que o elegeram, mas todos), mostrando qual será a ”cara” do novo governo. Isto é, quais serao as principais diretrizes e o comportamento politico daqui em diante.

Obs – Pra fixar esta imagem, nada melhor do que criar um projeto/programa bem divulgado em todos os canais de comunicacao/propaganda.

Ex: Em MG, Aécio fez o Choque de Gestao. No RJ, o Eduardo Paes fez o Choque de ordem….

Criar um site especifico que fale do principal projeto que norteará seu governo (isso é novidade no Brasil ainda. Mas Obama o fez logo que assumiu o mandato – ”Vamos criar um SUS Americano” – uma das principais plataformas de campanha).

Neste site voce poderá mostrar passo a passo o que estará fazendo (politicamente) para ter êxito, para se chegar as vias de fato, e ao mesmo mostrar a sociedade e à imprensa que nao está com a bunda presa na cadeira.

Ah, e tambem poderá fazer como Obama, mobilizar as pessoas atraves deste site para que elas possam tambem mobilizar outros politicos a aprovarem este projeto, ou entao pegarem pra si esta ideia (comprarem a ideia, apoiarem pra valer).

Ir mais além do que se espera, e criar um site de transicao de governo (ou entao usar o mesmo da campanha) para mostrar à sociedade o que acontecerá até o dia da posse, quais medidas estao sendo tomadas, etc…

O único que fez isso no Brasil até hoje foi o atual governador Colombo (SC) em 2010.

Usar o banco de dados conquistado/mobilizado durante a campanha pra continuar a se comunicar (plenamente), seja por telefone, carta ou internet.

Você vai jogar fora tudo que conquistou durante a eleicao??? Voce poderá chegar daqui a 02 ou 04 anos mais forte ainda! E com todos sabendo o que vc fez durante esse tempo….

Apresentar as prioridades de governo/gestao, fundamental para qualquer político eleito (ou reeleito), principalmente para o primeiro.

Se for vereador, mostrar de cara quais temas irá trabalhar/projetos que apresentará na Câmara ao longo dos 4 anos. Isso pode parecer banal, sem propósito, mas faz uma diferença enorme – DEMARCAR TERRITÓRIO. E quem falar primeiro na tribuna sai na frente (os outros que falarem algo semelhante ficarão com a imagem de que estão copiando).

Criar elementos de Ouvidoria com a população.

Qual é uma das coisas coisas mais difíceis para um politico? Conseguir compreender como a população está recebendo as informações do mandato/como elas chegam ao povo, e o que eles pensam disso tudo – o trabalho é prioritário?

No entanto, o maior erro cometido pelos políticos e instituições é realizar a chamada ”Ouvidoria Passiva”, isto é, ficar esperando que as pessoas entrem em contato. Isso é um erro. Pra dar certo mesmo, é necessário ir atrás do eleitor, ouvir ele no telefone e na internet, permitindo inclusive que ele possa interagir, fazer parte da construcao do governo/gestao. Isso será o proximo tema.

Treinar os funcionários e colaboradores diretos.

Nada é tão ruim quanto a um mal atendimento de gabinete/secretaria, ou mesmo uma equipe que trabalha sem sintonia, e pior, desmotivada – sem saber porque tem que marchar pra um lado e onde chegará.

Desde o início do trabalho político é necessário fazer com que todos compreendam bem o trabalho executado, que possíveis falhas do passado (caso já venham trabalhando junto) sejam sanadas ou minimizadas.

Aprender com os erros, avançar compreendendo melhor as funções colocadas com mais vigor, novas ferramentas, atualizando os conteúdos. Fundamental para o êxito, fundamental mesmo – não só em campanhas eleitorais, mas também nas gestões políticas.

Criar desde o início um bom e permanente relacionamento com a imprensa local (e regional também !)

O que é um assessor de imprensa? Um indivíduo que fica 08h por dia colado na cadeira enviando release pra deus e o mundo? Será que é isso mesmo??? Logicamente que não, embora a maioria faça apenas isso, e imagina que está correto.

Assessor de imprensa é aquela pessoa que tem conhecimento dos órgãos de comunicação (conhece os jornalistas, sabe o que eles querem, como eles se comportam). É o profissional que consegue colocar seu assessorado na pauta certa (porque procura constantemente onde encaixa-lo). É o profissional que sabe acompanhar inclusive o follow, o pós-contato. Ajuda o pauteiro/reporter a construir melhor a noticia dando elementos substanciais (fotos, videos, press kit, dados, etcs), e que não se esquece que a internet é uma ferramenta muito importante também para encontrar o público direcionado.

Estudar, se reciclar.

Ter a humildade de entender que ninguém sabe de tudo e que sempre é necessário aprender com quem tem mais experiência, conhecimento técnico, informações precisas, cases de sucesso, etc etc etc.

Isso se resume a :

a) Fazer cursos;
b) Ler livros, artigos, ver videos, etc
c) Assistir a palestras;
d) Conversar e ter bom relacionamento com políticos mais antigos;
e) Promover encontros para debater assuntos correlatos

Saiba que o Rádio é uma das melhores ferramentas de comunicação.

O rádio está presente em todas as cidades e é ainda (por incrível que pareça) a mídia que consegue alastrar uma informação mais rapidamente. Também pode ser usado como release para imprensa e pras próprias rádios (ao criar programetes/falas prontas).

1) Sou prefeito e não tenho espaço na radio da minha cidade. O que faço?
R: Vá atrás de conseguir uma Radio Comunitaria (dá trabalho, mas quando conseguir ela será sua, e cheque mate na oposição !)
R-2: Tente falar em alguma radio da regiao então, as vezes é até melhor.

2) Sou vereador e não tenho espaço na radio.
R: Aí só falando comigo mesmo, eu digo como fazer.

Vídeo não é só TV Aberta (ou mesmo fechada).

Quem disse que se você não tiver dinheiro ou espaço na TV (por alguma razão política ou circunstancial) não conseguirá produzir bons videos? Ou entao um bom programa de TV?

A resposta pra isso se chama : INTERNET + REDES SOCIAIS = CRIATIVIDADE.

Você poderá (e deveria) ao longo do seu mandato criar uma TV própria, muito fácil de fazer. Uma camera simples, um roteiro, o nome do programa, com entrevistas e de preferencia sem muita produção, algo mais espontâneo mesmo – as pessoas nao querem ver coisas formais na internet.

SUPER EXEMPLO PRA ISSO
Vereador André Bandeira, um excelente case de sucesso com seu Programa Superação. Conheçam mais e vejam como fazer.

Câmara/Governo itinerante – uma excelente ideia para fazer chegar mais perto da população as ações/projetos/informacoes politicas.

Muitos políticos tem medo de fazer isso, mas se torna um instrumento importante para que o povo tenha ciencia de que muitas coisas tem sido realizadas.

No entanto, é sempre necessário se organizar muito pra fazer isso, mas o interessante é que se um dos secretarios da prefeitura tiver desejo de se candidatar a vereador/deputado nas proximas eleicoes, poderá fazer com que estas acoes o tornem mais conhecido/imagem positiva perante o povo.

Logomarca de governo (aí principalmente pra quem for prefeito).

Qual a atual situação da prefeitura? É de calmaria ou de calamidade? Qual é a principal mensagem que você deseja transmitir pra população?

Esquecendo-se o desenho, e pensando no conteúdo do slogan que será impresso em todos os materiais, é nisso que você deve estar pensando – mensagem pro povo, o que foi dito na campanha, etc.

Veja um bom exemplo abaixo e depois o video em que falo a respeito num curso.

Fonte: Guga Fleury

Alberto Fraga na FM 104

O programa Cabeças da Notícia, pilotado por Toninho Pop todos os dias das 07H00 à 08H00 na FM 104 Brasília, está se consolidando como o grande espaço democrático do Distrito Federal. Após receber o Secretário de Segurança Pública Sandro Avelar há quinze dias, o Assessor Internacional do GDF Odilon Frazão semana passada, desta vez o convidado veio do “outro lado” político da cidade!

Presidente do DEM-DF, ex-Deputado Federal e Secretário de Transportes do Governo Arruda, Alberto Fraga teve, claro direito, como todos, ao cafezinho reforçado com pão bronzeado e café Bico de Ouro.

Mas antes disto, foi questionado sobre todos os assuntos, tanto pelos Cabeças quanto pelos ouvintes. E no primeiro bloco, começou falando sobre transporte público.

Coronel da Polícia Militar, Alberto Fraga opina sobre Segurança, com idéias já conhecidas ao longo das últimas campanhas. E entra no debate sobre o limite de idade penal, como tinha feito Sandro Avelar. E Celson Bianchi pergunta sobre a campanha à Presidência da CLDF.

Candidato ao Senado Federal em 2010, Alberto Fraga expressa seu desejo político pessoal para 2014.

E não é o Buriti!

Fonte: Blog do Toninho Pop

PSB de Ceilândia faz plenária para avaliar desempenho do GDF

Diretório Zonal do PSB de Ceilândia,  irá realizar amanhã (19), plenária que tem como intuito avaliar o desempenho do Governo do Distrito Federal  na cidade de Ceilândia e, a permanência ou saída do partido do atual governo.

Na oportunidade será apresentado um vídeo produzido pela Zonal de Ceilândia,  com  entrevistas de  moradores da cidade e o resultado de uma pesquisa de avaliação do governo nesta região administrativa. A pesquisa foi realizada pela Gianelli Comunicação Política.

O Evento terá a presença  do Senador Rodrigo Rollemberg, do Deputado Distrital Joe Valle e membros da Executiva do PSB-DF.

Data: 19/11/2012
Local: Escola Técnica de Ceilândia
Horário: 19h

Partidos começam a definir próximos líderes para a Câmara

O perfil dos líderes que os partidos estão escolhendo para a Câmara dos Deputados deverá tornar o embate entre governo e oposição mais acirrado no ano que vem. No PT, assumirá o deputado José Guimarães (CE). Assim como o atual líder, Jilmar Tatto (SP), ele atua na linha de frente da tropa de choque do governo. Na oposição, o líder do DEM deverá ser Ronaldo Caiado (GO) e o do PSDB será escolhido entre Carlos Sampaio (SP) e Domingos Sávio (MG). Todos são conhecidos pelas posições muito críticas ao governo.

Guimarães é irmão do ex-presidente do PT José Genoino, condenado a 6 anos e 11 meses pelo Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e corrupção ativa no processo do mensalão. Ele era o favorito para ser o líder no início do ano, mas cedeu o lugar a Tatto porque ainda corria o risco de ser processado pela Justiça no caso em que um assessor de seu gabinete – José Adalberto Vieira – foi preso com U$ 100 mil na cueca e mais R$ 209 mil numa maleta, em 2005, no auge do escândalo do mensalão. Em junho o Superior Tribunal de Justiça (STJ) desvinculou Guimarães do assessor e livrou-o de qualquer tipo de processo.

No PR são candidatos a líder os deputados Anthony Garotinho (RJ), Fernando Giacobo (PR) e Luciano Castro (RR). Se o escolhido for Garotinho, a previsão é de que o PR adote uma linha de independência em relação à presidente Dilma Rousseff, com possibilidade de um viés de oposição. Desde junho do ano passado, quando o senador Alfredo Nascimento foi tirado do Ministério da Agricultura, o PR oscila entre a independência e a base do governo. Já Luciano Castro tende a levar o partido novamente para a base do governo. De outras vezes em que foi líder, trabalhou intensamente por acordos com o Palácio do Planalto.

No PMDB três deputados disputam a liderança. Todos eles têm perfil menos governista do que o atual líder, Henrique Eduardo Alves (RN), que deverá ser o próximo presidente da Câmara, num acordo feito com o PT para o rodízio da direção da Casa. O deputado Danilo Forte (CE), que é ligado ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Eunício Oliveira, tem queixas do governo por não ter conseguido fazer o sucessor na presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Dos outros dois candidatos a líder, Osmar Terra (RS) costuma fazer cobranças duras ao governo para o socorro a prefeituras, enquanto Marcelo Castro (PI) atua na linha dos que exigem a liberação de emendas parlamentares.

Fonte: Congresso em Foco

A guerra dos ônibus

Licitação em Brasília procura acabar com um esquema que há 50 anos suga recursos públicos e controla o transporte da capital.

Nas próximas semanas serão conhecidos os vencedores de uma licitação capaz de pôr fim a um esquema que há mais de meio século se apropriou do transporte coletivo de Brasília. O objetivo é renovar toda a frota de ônibus da capital e elaborar contratos que obriguem as empresas a se submeter ao controle do governo. Trata-se, segundo promotores do Ministério Público do Distrito Federal, dos lances finais de uma “guerra contra mafiosos”, que, “em conluio com alguns governantes”, simplesmente ignoram o Estado, não se submetem a nenhum tipo de fiscalização e oferecem aos 2,5 milhões de habitantes da capital brasileira um transporte de péssima qualidade. A frota de quase quatro mil ônibus de Brasília está completamente sucateada. Os veículos, muitos deles clandestinos, têm mais de dez anos de uso, boa parte não possui os mínimos equipamentos de segurança, quebram com frequência diária, usam placas frias e não raramente sequer seguem as rotas preestabelecidas. “É inaceitável que em 50 anos não tenhamos conseguido fazer uma única concorrência para o transporte coletivo de Brasília”, afirma o governador Agnelo Queiroz. “Desde o final dos anos 1990 brigamos para que os contratos com essas empresas deixem de ser simplesmente prorrogados, atendendo exclusivamente aos interesses de empresários que não têm o menor comprometimento com a qualidade dos serviços e preocupam-se apenas em transferir os recursos públicos para seus interesses privados”, disse à ISTOÉ na última semana um dos promotores que acompanham a licitação em curso desde o início de março.

Um dos líderes do grupo que resiste à concorrência pública para o serviço de transporte é o empresário Wagner Canhedo Filho, dono de 850 ônibus – quase um terço da frota da capital –, representante de uma das famílias que exploram os ônibus de Brasília desde a sua fundação. Era ele também um dos principais envolvidos na chamada Operação Dakkar, da Polícia Civil, que encontrou cerca de mil ônibus irregulares na cidade e desmantelou uma quadrilha responsável por desviar recursos do passe escolar e do idoso por intermédio da empresa Fácil Brasília Transporte Integrado. “A empresa, comandada pelos mesmos empresários que exploram o transporte, é que dizia o valor que deveria ser repassado pelo governo. E não havia nenhum controle sobre o número de passageiros transportados”, afirma o governador Queiroz. O negócio é milionário. As investigações constataram que em 2009 a Fácil recebeu R$ 10,2 milhões do governo. Em 2010, apenas até 18 de maio, os pagamentos chegaram a R$ 32 milhões. “Hoje, com o fechamento da empresa e uma fiscalização eficiente gastamos menos de 10% do que nos cobravam para atender a uma demanda crescente”, diz o governador.

Fonte: Congresso em Foco

O que os mestres da política têm a ensinar-nos sobre como lidar com os inimigos II

Este é um alerta de fundamental importância para quem atua na política. Não caia na tentação de tratar adversários como inimigos.

Nunca confunda adversário com inimigo

Este é um alerta de fundamental importância para quem atua na política. Não caia na tentação de tratar adversários como inimigos, nem no erro fatal de tratar inimigos como meros adversários: os primeiros poderão acabar tornando-se inimigos e os segundos não mudarão seus sentimentos.

Adversários você sempre terá e com eles vai disputar espaços

Adversários você sempre terá. Contra eles vai concorrer, com eles vai disputar espaço político, prestígio, poder. Adversários, entretanto, mudam com o tempo e as circunstâncias, são conjunturais. O adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã.

A disputa entre adversários pode e costuma ser dura. Envolve ataques, acusações e hostilidade. Seu desfecho eleitoral implica, necessariamente, em exclusão do poder para um dos concorrentes. Entre adversários, porém, não existe ódio. O que distingue o conflito entre adversários e entre inimigos é a presença do ódio como fator dominante, como motivação principal.

O ódio é pessoal, definitivo, irreversível e irracional. É um sentimento que lança suas raízes no plano mais íntimo da individualidade das pessoas. Seu objetivo real (muitas vezes não reconhecido) é a eliminação completa do inimigo (eliminação seja no campo da vida política, da vida social, econômica, profissional, e, no limite, o próprio desejo da morte física).

As instituições democráticas são as formas mais civilizadas de convívio político, exatamente porque institucionalizam o conflito, ao tempo em que fixam os seus limites. O pluralismo, a liberdade de organização política e de associação, os direitos individuais, os direitos das minorias, a divisão de poderes, as eleições periódicas, são princípios constitucionalmente garantidos, para proteger a liberdade.

Suas normas, ao manterem o conflito dentro de limites que respeitem os direitos dos cidadãos, tornam o conflito político previsível, limitado e, por consequência, legítimo. O que são as eleições senão um conflito limitado entre adversários, com regras explícitas, isentas e compartilhadas para definir quem vence?

A política, pela sua inescapável natureza competitiva, e, mais ainda, pela forma pública que esta competição assume, é um campo de atividades, onde proliferam adversários e inimigos. Só não tem adversário, nem se expõe a criar inimigos, quem é politicamente inofensivo. Quem tem ambição e luta por seus objetivos, por certo terá adversário, e talvez, ao longo da carreira, inimigos.

Com os adversários não é preciso gastar tempo para analisá-los. São participantes do jogo da política democrática, são competidores, por vezes duros e até desleais, mas o que desejam é vencer a eleição, assumir o poder, e ocupar os cargos.

Não os move um ódio pessoal, nem um desejo de destruição que são característicos dos inimigos. O adversário contenta-se em derrotá-lo. O inimigo, ao contrário, só encontra paz destruindo-o. Quando as razões da inimizade são pessoais

“V. Exa. perdoa seus inimigos?”
“Eu não perdôo meus inimigos, já os matei a todos”
(General Ramón Narváez respondendo, no seu leito de morte, à pergunta do sacerdote) Há inimizades, cuja razão é de natureza pessoal, e outras em que a razão é de natureza estritamente política. Quando a razão da inimizade for pessoal, ela é irremovível. Inimigos costumam ser mais fiéis que amigos, e, quando a razão é pessoal, ela é “curtida” em silêncio, cultivada com o adubo do ódio, crescendo e cristalizando-se com o tempo.

Há inimizades pessoais e políticas

Ao se transferir para o mundo da política, entretanto, ela é “fantasiada” de motivos nobres e elevados, para poder se justificar perante a opinião pública. Assim, a inimizade pessoal, quando se exterioriza na política, assume convenientemente a forma de um conflito político. É preciso, pois, saber distinguir com clareza a hostilidade política da inimizade pessoal travestida de argumentos políticos.

É muito difícil lidar com uma situação como essa.

Em primeiro lugar, porque é muito perturbador encarar o ódio contra você em ação. Em segundo lugar porque você fica com poucas alternativas de ação para dele se defender.

A você não interessa tentar desmascarar seu inimigo, mostrando ao eleitor que a razão da hostilidade não é política e sim pessoal. Caso você o convença, o resultado, para ele é a sensação de que há uma tentativa de envolvê-lo num conflito que não lhe interessa, e que depõe contra aqueles, que usam uma eleição para resolver suas diferenças pessoais.

Além disso, saiba que não será fácil convencer o eleitor. Seu inimigo vai insistir que, da parte dele, não há nada de pessoal no conflito, que a diferença que tem contra você, por mais profunda e radical que seja, é exclusivamente política.

Fica você então, na obrigação de provar que ele mente e que a razão é pessoal. Em outras palavras, fica você com o ônus de remexer baús, buscar lembranças de agravos e, em resumo, assumir a responsabilidade de arrastar o debate político para o campo das desavenças pessoais, que não interessam ao eleitor.

Para não cair nessa situação desgastante, não lhe resta alternativa senão a de tratar politicamente o conflito, embora saiba que a razão e motivação dele é pessoal. Ter que lidar com um conflito irremovível, cuja razão é pessoal, “fazendo de conta” que é um conflito político, é muito exasperante, psicologicamente oneroso, além de complicado estrategicamente.

A cada crítica que sofrer, você terá que decodificar todos os significados implícitos, todos os sentimentos que a animaram, e que, não sendo dos outros conhecidos, a eles parecerão meras críticas políticas. Mas a você elas atingem de forma muito mais profunda. Despertam em você o desejo de devolver a agressão, e até, em muitos casos, de partir para o confronto pessoal e físico.

Você viverá permanentemente a sensação de sentir-se vigiado, perseguido, acuado, sabendo que, diante do menor erro que cometer, seu inimigo estará pronto para explorá-lo de forma impiedosa.

Você terá que conviver com a plena consciência de que seu inimigo, para fazer-lhe mal, é capaz de agir contra seu próprio interesse pessoal e político. Se for verdadeiramente um inimigo duro e irreconciliável, cujas razões são de ordem pessoal, pouco ou nada tem a perder, já que seu real objetivo é destruí-lo. Este é o perfil do inimigo que se deve evitar. É aquele do qual se diz que:

“Mil amigos não são suficientes, um inimigo o é. Não existe inimigo inofensivo”.

Se você não pode mudar seus inimigos, tente neutralizá-los

Acima de tudo, não caia no engodo de tentar mudar seus inimigos, e, se não conseguir torná-los amigos, tentar pelo menos lograr neutralizá-los, removendo a inimizade. Se são verdadeiros inimigos, interpretarão o seu gesto como fraqueza, como revelador do medo que tem deles. Poderão fingir que aceitam a aproximação para conhecer melhor seus pontos fracos, seus segredos, suas carências para atacá-lo, no momento em que estiver mais vulnerável.

Adversários você pode tentar mudar, e até transformá los em novos amigos. Inimigos nunca. Inimigo não se tenta mudar. A melhor política com eles é mantê-los à distância, isolá-los e retirar-lhes o espaço de manobra. Estas cautelas são necessárias porque os inimigos nunca esquecem.

Num texto clássico, de sua obra definitiva, Maquiavel descreve a trajetória política de Cezar Bórgia, filho do Papa Alexandre VI e irmão de Lucrécia. Depois de analisar a carreira política do Duque, símbolo da mais absoluta falta de princípios e escrúpulos que marcava a política italiana no período do Renascimento, Maquiavel afirma:

“Revisando assim todas as ações do Duque, eu não encontra nada para criticá-lo. Ao contrário, eu sinto-me no dever de tomá-lo como um exemplo a ser imitado por todos aqueles que, pela fortuna (sorte) e com as armas de outros conquistaram o poder.”

Maquiavel, entretanto, tem uma crítica, e apenas uma, a fazer às ações do Duque: o de ter permitido que um cardeal, (Júlio II) dentre aqueles a quem havia injuriado, ou que, quando papa, viesse a ter medo dele, conseguisse ser eleito. Embora não tivesse o poder de impor o papa de sua preferência, mantinha poder suficiente para impedir a escolha de quem pudesse se tornar seu inimigo. Em outras palavras, não tinha o poder de nomear, mas tinha o de vetar.

Este o único erro que Maquiavel estava preparado para admitir, na trajetória política de Cezar Bórgia. Um erro fatal porque:

“… quem pensa que, entre personagens importantes, novos benefícios fazem esquecer antigas injúrias, comete um grande erro. O duque errou na sua escolha, e este erro foi a causa da sua desgraça.”

Fonte: Política para Políticos

Marco Maia fica no cargo de presidente da República até este sábado

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, assumiu interinamente a Presidência da República nesta sexta-feira (16). Ele permanece no cargo até amanhã, quando o vice-presidente Michel Temer retorna da Alemanha, onde teve encontro com a chanceler Angela Merkel.

A presidenta Dilma Rousseff viajou ontem (15) para Cadiz, na Espanha, onde participará da 22ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e Governo.  Depois ela irá a Madri, onde deve permanecer até o dia 19 e se reunir com o primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy.

Na ausência do presidente e do vice, quem assume o comando do país é o presidente da Câmara. Em sua ausência, o presidente do Senado é quem ocupa o posto. Por último, o presidente do Supremo Tribunal Federal é quem pode assumir a cadeira da presidência. Esta é a quarta vez que Marco Maia assume a presidência do país e ele despacha no Palácio do Planalto durante o dia de hoje. Sua agenda de trabalho ainda não foi divulgada.

Fonte: Congresso em Foco

Segmentação do eleitorado

Este é o mais eficiente procedimento da moderna tecnologia de campanha.

A segmentação do eleitorado é o mais eficiente procedimento da moderna tecnologia de campanha. Pode ser também um dos mais caros e complexos trabalhos realizados durante a eleição. A idéia básica por trás da prática e do conceito é a mesma.

Os eleitores que podem vir a votar no candidato são o “target” da campanha, o eleitorado alvo

O custo envolvido na conquista do voto varia dentro do eleitorado

– Eleitores que certamente votarão no candidato: o custo – tempo + recursos – de assegurar o voto destes eleitores é muito baixo e é preciso pouco esforço para mantê-los nesta determinação

– Eleitores determinados a não votar no candidato: o custo de conseguir persuadi-los a votar no candidato é muito alto, em certos casos proibitivo, dado a baixa probabilidade de sucesso

– Eleitores que podem vir a votar no candidato: na maioria dos casos o que reúne maior número de eleitores e para o qual o custo da persuasão, embora seja maior do que o do primeiro segmento, é bem menor que o do segundo

É dentro deste último segmento que se encontra o “target” da campanha, o seu eleitorado alvo, aquele que pode eleger o candidato nos casos (grande maioria) em que o primeiro segmento (eleitores já decididos a votar nele) não tiver suficiente expressão quantitativa para assegurar a vitória.

Esta grande divisão do eleitorado é comumente feita – ainda que de maneira mais ou menos intuitiva – pela maioria das campanhas. Na realidade, ela é apenas uma divisão genérica do eleitorado, está longe de uma segmentação.

O eleitorado deve ser encarado como se dispondo numa linha contínua, que vai do extremo da adesão incondicional ao da rejeição absoluta, passando por um ponto intermediário no qual são idênticas as probabilidades de votar ou não votar no candidato. Em torno deste ponto intermediário, encontram-se os eleitores indecisos, os indefinidos, e os que, embora pensem naquele momento votar em outro, admitem vir a votar nele.

O tamanho deste segmento intermediário varia em função das características políticas de cada candidato. Quanto maior for a sua rejeição, menor será o número de eleitores situados neste espaço intermediário, e dentro dele, maior será o número de eleitores posicionados mais próximos ao pólo da rejeição. Inversamente, quanto menor a rejeição, maior deverá ser o tamanho deste segmento, e maior o número de eleitores posicionados mais próximos ao pólo da adesão.

Características políticas de cada candidato determinam segmento

Por estas razões é que a maior parte do tempo e recursos que a campanha dispõe é gasto no esforço de persuadir estes eleitores. Na verdade, é para eles que se faz a campanha. Não faz sentido gastar os sempre limitados recursos para tentar conquistar eleitores que já estão decididos a votar no candidato (embora não poucas vezes as campanhas caiam nesta armadilha), nem tampouco com aqueles que de maneira alguma admitem votar nele. É somente no grupo intermediário que a relação custo/benefício revela-se favorável. Entretanto esta divisão genérica é pouco operacional. É preciso avançar mais um passo e realizar a segmentação deste eleitorado.

Mediante o uso inteligente e especializado das pesquisas de survey (quantitativas) logra-se identificar, classificar e medir estes eleitores:

demograficamente (sexo, idade, etnia, região, religião);
sociologicamente (renda, escolaridade, ocupação);
politicamente (partido, ideologia, rejeições)
atitudinalmente (valores, opiniões, prioridades, crenças)

De posse destas informações, é possível descobrir, com grande precisão, quem é o eleitor potencial decisivo para a vitória, onde ele se encontra, qual a probabilidade de ele vir a votar no candidato, e o que ele pensa: suas opiniões, valores, prioridades, temores, esperanças e atitudes.

A moderna campanha eleitoral dirige a sua propaganda, seus projetos, a atenção do candidato, o discurso da candidatura, preferencialmente para aqueles eleitores que a segmentação demonstrou serem os decisivos para a vitória. A segmentação do eleitorado então é indispensável para a definição de uma estratégia vencedora e para o uso mais eficiente dos recursos de campanha.

Uma campanha eleitoral basicamente se reduz a comunicar a mensagem certa para os eleitores que podem votar no candidato. A segmentação do eleitorado, ao identificar, quantificar e caracterizar os eleitores potenciais, constitui-se no mais poderoso instrumento da moderna tecnologia de campanha.

Fonte: Política para Políticos

A FORMAÇÃO DE UM NOVO GOVERNO

Com a finalização do processo eleitoral, definido agora no 2º turno das eleições municipais, é o momento onde acontece as avaliações dos partidos quanto ao seu desempenho nas eleições, identificando os seus opositores no embate de 2014. Acontece que milhares de cidades elegeram  os seus prefeitos no 1º turno, os militantes comemoram muito, mais o prefeito eleito tem muito trabalho pela frente, na formação do seu governo, vivemos em um país democrático de direito onde temos um governo de coalizão.

A formação de um novo governo não é fácil, por isso a prudência é essencial  nessa fase de transição do governo, onde se conhece real estrutura do município, os projetos em andamentos, as receitas e despesas. De posse  desses dados é elaborado diversos relatórios para a confecção do organograma do novo governo, tudo dentro do plano de governo do prefeito eleito apresentado no momento do registro da candidatura.

Após apuração do resultado das eleições, o habitual é ver as forças políticas ou grupos políticos que fazem  parte da composição da Câmara de Vereadores, porque a partir  dai  começa a governabilidade do novo governo.Em Águas Lindas de Goiás, para ter a governabilidade é necessário 09 (nove) vereadores para ter apoio da maioria da Câmara de Vereadores, ou seja e preciso compor uma coalizão (aliança) com homogeneidade ideológica e uma agenda de convergência. É bom para o município que exista vereadores de oposição ao novo governo, assim eles vão  fiscalizar, corrigir e cobrar dos novos gestores.
Na continuidade da formação do novo governo vem à pergunta. Quais os partidos que me  elegeram? São definidas as pastas para cada partido, desta forma cada  tem oportunidade de mostrar o seu trabalho para comunidade e contribuir com o novo governo.

Em um governo de coalizão, que nesse caso é o nosso modelo, fica muito difícil fazer um governo de TECNOCRATA, ou seja, quem governa são os técnicos, dá-se prioridade aos técnicos envolvidos na política, não consigo enxergar um resultado positivo para os governos tecnocratas, é sim muita turbulência, uma vez que o novo gestor precisa fazer um governo de coalizão (aliança) para ter uma agenda de convergência no Legislativo Municipal.

A composição das pastas (secretarias), são formadas por partidos políticos que contribuíram  com a vitória  do novo  gestor, que por sinal quem indica é o partido através do grupo de correligionários que o compõe, o novo gestor indica o nome de sua preferência, agora sim o corpo administrativo da secretária é formado por especialistas, no nosso caso podemos fazer convênios de cooperação técnica uma vez que mão de obra de especialista é cara. Agora imagine você, vivendo em um governo de TECNOCRATA?

A moralização de um governo esta no dia-a-dia, no modelo administrativo adotado, em técnicas eficientes de gestão, um controle interno rígido, valorização do servidor público, cumprimento da Lei da Informação, tendo um portal de transparência dos atos do governo é por fim uma gestão participativa, descentralizada e cumprindo os princípios da administração pública.

Por: Marcelo Lins

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