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A terceira fase da campanha: a consolidação da candidatura

O principal objetivo desta fase é levar a candidatura para as ruas e fixar junto ao eleitorado uma organização que a sustente.

Essa etapa, que antecede o período da propaganda eleitoral gratuita, pode durar, aproximadamente, três semanas. Seu principal objetivo é levar a candidatura para as ruas e fixar junto ao eleitorado uma organização que a sustente. Para que isso seja possível, é preciso ter resolvido bem o financiamento inicial da campanha e a constituição da equipe de coordenação.

O contato direto com o eleitor é o objetivo central da terceira fase

Tendo, então, a candidatura já posicionada, com o lançamento e as medidas de repercussão já executadas – e dispondo dos recursos econômicos e humanos básicos para operar – estão dadas as condições minimamente indispensáveis para levar o candidato às ruas, cidades e regiões, a fim de estabelecer seu contato com o eleitor.

Para os cargos legislativos, inicia-se nesse momento uma operação de campanha que se estenderá até o dia da eleição. Já aos candidatos a cargos executivos, passadas essas três semanas, a próxima fase deverá priorizar a gravação de programas de rádio e TV para a propaganda eleitoral gratuita.

Na fase de consolidação, as atividades do candidato já deverão estar bem definidas em sua agenda, um instrumento fundamental para aproveitar, com o máximo de racionalidade, todo o tempo disponível. Em primeiro lugar, é preciso consolidar a base de apoio, mantendo contato estreito com cabos eleitorais, líderes comunitários e políticos que apóiam a candidatura – prefeitos, deputados, vereadores.

Em segundo lugar, o candidato deve começar sua ação “corpo-a-corpo” com o eleitor, auxiliado pelos apoiadores, que criarão as oportunidades. Conforme o cargo em disputa – legislativo ou executivo – e o nível da eleição – federal ou estadual – o “corpo-a-corpo” terá maior ou menor prioridade na campanha. Assim, candidatos a cargos legislativos em todos os níveis devem atribuir alta prioridade ao contato direto com o máximo de eleitores. Já candidatos a cargos executivos – na atual eleição, Presidente e governadores – devem programar o “corpo-a-corpo” com outros critérios.

Como, em tais casos, a circunscrição eleitoral é muito vasta, o contato direto sempre será muito limitado. Assim, ele deve ser usado para provar prestígios setoriais: nas vilas populares – para demonstrar que é bem recebido pelos mais pobres – e em organizações sociais(clubes de futebol, associações profissionais, sindicatos, associações de empresários, de bairros etc) – para mostrar prestígio nestes segmentos.

Além disso, circular pelo centro das cidades visitadas oferece a chance de encontrar o cidadão comum e criar as “photo ops” – oportunidades de imagens que conseguem ganhar as páginas dos jornais e o noticiário das TVs. É óbvio que o “corpo-a-corpo” acontece com o apoio de auxiliares, que distribuem material de campanha, recebem pedidos e ajudam o candidato a cumprir sua agenda.

Fonte: Política para Políticos

A oratória da sedução: aprenda a usar o poder das palavras I

Domine a arte de usar as palavras como armas.

O político está sempre falando para um, para poucos ou para muitos. Aprende a usar as palavras como armas. Maneja ao mesmo tempo, seu nome e o seu significado. Sabe como usá-las para manifestar o pensamento e para esconder seu pensamento; para explicar e para confundir; para explicitar e para se evadir.

O discurso deve ter persuasão, muita argumentação e lógica

Seu objetivo entretanto é sempre o mesmo: persuadir, convencer, obter a aprovação. A oratória convencional do político revela inevitavelmente a sua intencionalidade. Por isso é tão fácil “decodificar” o argumento do político: a intenção, o objetivo, estão sempre ostensivamente expostos. Por isso se diz, com certa malícia e descrédito “é conversa de político”.

Reduzida a seu essencial, a oratória convencional do político é argumentativa, persuasiva, lógica e discursiva. Nada errado. Grande parte da atividade política exige este tipo de oratória. A oratória da sedução constitui-se a partir de princípios, técnicas e objetivos, completamente diferentes dos buscados pela oratória clássica, da persuasão racional.

Desde logo, na sedução, como se viu, busca-se mais que o voto ou o apoio. Busca-se nela, a adesão incondicional, um nexo emocional que provoque a “entrega” do seduzido ao seu sedutor.

Se a oratória clássica (ainda que modernizada) funciona, primacialmente, pelo exercício de uma argumentação que se imponha logicamente à razão de quem a escuta, a oratória da sedução aposta na persuasão pelos sentimentos e emoções.

Por outro lado, não há nada mais anti-sedutor do que a prática da argumentação. Não se seduz com argumentos, com discussão, com racionalidade, nem nas relações afetivas, nem na política. Argumentar supõe que a outra parte ouve prestando atenção.

Este já é, por si só, um pressuposto de difícil realização. As pessoas, como regra, estão mais interessadas em falar do que em ouvir; estão mais ocupadas com seus pensamentos e desejos, do que em escutar seus argumentos; têm dificuldades de seguir um argumento nos seus detalhes, porque precisam concentrar-se, evitar distrações. Se perderam parte do argumento, sentem-se confusas, e tendem a perder interesse no assunto.

Há regras para controlar estes riscos, quando se trata de argumentar e persuadir logicamente: discurso breve; frases curtas; linguagem simples; repetição; uso de estórias, anedotas, e exemplos; voz clara e forte; criação de expectativas e suspense, etc.

Quando se trata de seduzir, entretanto, toda a prática da melhor oratória argumentativa deve ser esquecida. Ela não só não ajuda, como impede a sedução.

Seduzir com palavras

O candidato deve sair de seu mundo pessoal, para entrar no mundo de quem deseja seduzir

Na comunicação usual, falamos a maior parte do tempo sobre nós mesmos, para expressar nossos sentimentos, idéias e opiniões.

Na oratória da sedução temos que conseguir sair do nosso mundo pessoal, para entrar no mundo do outro que queremos seduzir, comunicando-nos com a sua sensibilidade, e tendo acesso à sua psicologia. Neste contexto a palavra assemelha-se à música e se diferencia do ruído, deve provocar sensações, confundir e envolver.

A oratória da sedução usa as palavras para despertar emoções nas pessoas, pois pessoas emocionáveis são mais fáceis de atrair e conquistar. O discurso da sedução focaliza naquilo que as pessoas querem ouvir. Não há outra porta por onde entrar no mundo do outro, sem chamar a atenção e sem provocar reações defensivas.

Explore as emoções que eles sentem, usando palavras carregadas de significados, apazigue medos e inseguranças, envolva-os em uma atmosfera de esperança, use uma adulação sóbria para gratificá-los, use pausas de silêncio para valorizar o que diz e para manter a atenção, e, acima de tudo, mantenha sua linguagem vaga, de forma a que cada um a entenda a sua forma e a sinta com o grau de intensidade que experimentar.

A oratória da sedução deve ser capaz de fazer uma audiência experimentar uma mesma emoção e compartilhá-la pelo contágio. Mas atenção, as emoções que você vai despertar e explorar são emoções fortes. Não se trata de falar de concordâncias e discordâncias e sim de amor e ódio, de medo e desejo, de justiça e injustiça…

É com base em sentimentos desta intensidade que um público, composto de pessoas individuais, transforma-se numa entidade política, numa coletividade dominada por um sentimento que pode levá-la à ação.

A oratória da sedução fala para o coração, como a oratória da argumentação fala para o cérebro; a primeira busca seduzir e conquistar, a segunda busca a aprovação. Ambas são importantes e necessárias ao arsenal do político. A realidade determina qual a hora de usar uma ou outra.

Fonte: Política para Políticos

Tornar-se refém de uma promessa irrealizável

Este é um alerta válido para qualquer tipo de governante. É um dos mais perigosos e letais erros cometidos durante um governo.

Nesta altura já é muito tarde para alertá-lo a evitar fazer promessas irrealizáveis. No calor da campanha, na busca por aqueles votos indispensáveis à vitória, é muito difícil ao candidato, recusar-se a fazer aquela promessa que vai ao encontro do que os eleitores desejam, seja ela mais ou menos possível de realizar.

“Objeto de desejo” do eleitorado pode virar promessa impossível

É muito difícil porque, muitas vezes, durante a campanha, “surge” uma ideia, que, sendo popular, não é contestada por ninguém e fica à mão para ser abraçada por uma candidatura. Frente a esta situação os candidatos ficam numa posição frágil.

Como a ideia torna-se rapidamente um “objeto de desejo”, opor-se à ela é cortejar a impopularidade certa e adotar uma atitude cautelosa, do tipo “a ideia é boa, mas precisa ser mais estudada”, o que pode parecer uma forma habilidosa de não se comprometer com ela.

O problema é agravado pelo fato de que logo um dos candidatos, sem maiores preocupações, incorpora a ideia e com ela identifica sua candidatura. Diante de uma situação como esta, os demais candidatos não têm outra alternativa a não ser adotá-la também.

Na medida em que todos os candidatos se comprometem com a ideia, ela é neutralizada como argumento eleitoral. Outras vezes, é um dos candidatos que tem a “ideia genial” e compromete-se com uma medida que ele sabe ser popular, sem dar-se ao trabalho de estudar previamente a sua viabilidade.

As consequências são as mesmas nos dois casos. Ganhando a eleição, aquela promessa ressurge como um pesadelo. Consultados os auxiliares e funcionários, evidencia-se com dados e números que a promessa foi além das possibilidades de execução. Que fazer diante de uma situação como esta?

Apostar que as pessoas não vão dar grande importância, e que, no final das contas, vão acabar esquecendo-se ou relevando, porque se você não cumpriu aquela promessa, cumpriu outras

Muitos políticos, por absoluta ojeriza à possibilidade de retratação pública, ou incapacidade de reconhecer erros publicamente, preferem esta saída. Dão-se mal, invariavelmente, porque:

As pessoas normalmente não esquecem; se esquecerem, seus adversários na próxima eleição vão se encarregar de refrescar a memória do eleitorado.

Fica comprovado que você enganou os eleitores, mentindo para se eleger. Fique certo que este será o tema que vai persegui-lo na próxima eleição.

Na medida em que você nem cumpre a promessa, nem dá explicações, as pessoas vão buscar uma explicação. Pode estar certo que a explicação que vão encontrar lhe será sempre negativa: você não cumpriu para agradar”certos” interesses ou porque usou o dinheiro para outras coisas.

Reconhecer publicamente seu erro, por ter-se comprometido com um projeto, sem ter todas as informações sobre sua viabilidade

É melhor admitir que a promessa é impossível no início do mandato ou ela vai explodir na eleição

Esta saída é o oposto da primeira: reconhecer logo o erro a fim de retirá-lo da pauta de discussão e impedir que ele seja usado na próxima campanha contra você. Reconhecendo logo, você está “sacando” do seu capital político inicial, que deve ser grande; também você consegue tirar da pauta de discussão, porque, ao lado desta matéria, inegavelmente negativa, você terá muitas outras positivas a divulgar; finalmente, você também estará dando uma demonstração de sinceridade e honestidade.

Reconhecer logo não significa imediatamente, tão logo assumiu o poder. Você deve esperar algum tempo, pelo menos um mês, para fazer este reconhecimento. Apesar de tudo isto, você sofrerá um desgaste político. É inevitável. E no início de seu mandato.

É para evitar este desgaste, no início do mandato, que muitos governantes optam pela primeira saída, que, como vimos, é a pior de todas. Você tem que aceitar que, feito o erro na campanha, você terá que pagar por ele. Ou aceita o desgaste de início, contando com 4 anos para compensá-lo, ou aceita o desgaste futuro de fim de governo e da próxima campanha. Não tem como escapar do desgaste: ou um ou outro.

Dentre os dois, é preferível o primeiro porque você reconstitui sua relação com seus eleitores na base da verdade, fica livre daquele “estigma”, dá prova de sinceridade e coragem e “desativa” a bomba de efeito retardado preparada para explodir na próxima eleição.

Você decide sacrificar outros projetos do seu governo para se concentrar na realização daquela promessa

Esta é a terceira saída do problema. É a saída heroica. Somente cabe adotá-la naquelas condições em que a promessa feita trate de matéria de tal importância que justifique o sacrifício de outros projetos por ela. Mesmo assim, você não vai conseguir resolvê-la completamente. Mas vai conseguir, talvez, ao fim de seu mandato, um avanço considerável para mostrar aos eleitores.

Como nas demais, há também um desgaste. O desgaste político de ter abandonado ou dado pouca importância a outros projetos. De certa forma, você troca o não cumprimento de uma promessa pelo cumprimento precário de várias outras, ainda que não tão relevantes.

Nesta situação você também corre o risco muito sério de, mesmo concentrando seu governo na realização daquela promessa, chegar ao fim do mandato sem obter grandes resultados, ou sem que a população perceba os resultados conquistados. Entretanto, se a promessa é, sem controvérsias, nitidamente prioritária para os eleitores, o sacrifício pode ser justificado e você poderá sair vitorioso de seu mandato.

O exemplo mais comum e frequente de opção por esta saída ocorre quando a questão central, no sentimento da população, é a da segurança pública. Há situações em que as pessoas podem aceitar, de bom grado, a redução ou postergação de projetos em troca de uma concentração da ação do governo na segurança pública que produza resultados visíveis.

De qualquer forma, não aceite, em hipótese alguma, tornar-se refém de uma promessa irrealizável. É um dos mais perigosos e letais erros cometidos por um governante.

Evite a primeira saída, porque ela não é uma saída, e, depois de uma cuidadosa e inteligente análise de situação, escolha entre a segunda e a terceira saída. Como regra geral, a segunda sempre será a preferível, porque envolve menos riscos e preserva mais a integridade de seu projeto de governo.

Fonte: Política para Políticos

Ataques

Os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) e Cristovam Buarque (PDT/DF) enviaram na tarde de ontem um ofício ao Tribunal de Contas do Distrito Federal. O objetivo é que o contrato assinado entre a Terracap e a empresa de consultoria Jurong Consultants, sediada em Singapura, no valor de R$ 8,6 milhões, seja cancelado. Os senadores pedem que o TCDF tome as providências no sentido de que, enquanto não forem realizados o indispensável debate democrático e o exame jurídico suficientemente aprofundado, seja imediatamente suspensa a execução contratual, e sustado qualquer pagamento de recursos por parte do GDF. “O contrato é um absurdo, na forma e no conteúdo”, disse Rollemberg.

Fonte: Livio di Araújo

PO no DEM

O ex-vice-governador do DF, Paulo Octávio, está de volta ao DEM. Segundo fonte da coluna, PO voltou a se filiar no partido, de onde estava licenciado desde a Operação Caixa de Pandora. A notícia foi confirmada ontem pelo presidente do partido no DF, Alberto Fraga. “Assinei a ficha dele e tenho toda a confiança de que ele pode fazer a articulação necessária para oxigenar o DEM”, disse. Paulo Octávio, como já publicou a coluna, é candidato nas eleições de 2014. Mas não deverá pensar em disputa grande (Governo ou Senado), inicialmente. Muito provavelmente, será candidato a deputado federal ou até mesmo a distrital.

Pela coluna, Fraga foi instigado a explicar o que seria “oxigenar” o partido. Não demorou para que o polêmico ex-secretário de Transporte disparasse: “O DEM, mesmo com todas as perdas, ainda vive e com grande potencial. Quem queria sair, saiu. Saíram os que estavam apenas interessados em cargos”.

Fonte: Livio de Araújo

Vai ter que esperar

Conforme já noticiado pela coluna na semana passada, o ex-governador José Roberto Arruda vai ter que esperar mais um pouco se quiser ser candidato nas próximas eleições. Isto é, se conseguir. Ons e Offs publicou que as contas de 2009 do ex-governador estavam paradas no Tribunal de Contas do DF, com grandes chances de serem rejeitadas. Pois ontem, por maioria de três votos, o plenário do TCDF decidiu sobrestar a análise das contas do ex-governador que, sem tê-las aprovadas, não poderá ser candidato nas próximas eleições. Ou seja…

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Oposição?

Presidente do DEM-DF, Alberto Fraga acredita que o Governo Agnelo não tem oposição no Distrito Federal. “Que oposição? As três oposicionistas da Câmara Legislativa não fazem oposição. Uma pena”, disparou Fraga.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Valério oferece delação premiada ao STF e diz correr risco de vida

A Procuradoria Geral da República terá que decidir o que fazer com um ofício que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro, assinado por advogados do operador do mensalão, Marcos Valério, sugerindo a delação premiada – quando o réu pode colaborar com a Justiça contando mais detalhes do crime em troca de benefícios. No documento, a defesa também afirma que Valério está correndo risco de morte e, por isso, deveria ser incluído na lei de proteção a testemunhas. Para o presidente do tribunal, ministro Ayres Britto, uma eventual delação de Valério não mudaria nada no atual processo do mensalão, pois a investigação terminou. – Na minha opinião, a esta altura, não (influencia). Mas o relator (Joaquim Barbosa) é quem vai se pronunciar – disse Ayres Britto. Em conversas reservadas, três ministros do STF também afirmaram que, nesta fase do julgamento, um novo depoimento não altera em nada o processo. No entanto, poderia afetar processos derivados do mensalão a que Valério e outros réus respondem em outras instâncias do Judiciário.

Fonte: Congresso em Foco

Sem desculpas para acabar com 14º e 15º

A bola está com a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara e a desculpa de falta de quórum para votar a proposta que acaba com o 14º e o 15º salários de deputados e senadores não serve mais. Mesmo em meio à ressaca das eleições e em véspera de feriado, 422 deputados estiveram oficialmente no plenário ontem, dos quais 53 são integrantes da CFT. Ou seja, o número de parlamentares presentes em Brasília é mais do que suficiente para votar hoje de manhã, às 10h, o projeto que acaba com os extras dos congressistas.

Para garantir o quórum mínimo de 17 presentes, o presidente da CFT, Antônio Andrade (PMDB-MG), entrou em contato com todos os 66 integrantes da comissão, incluindo os suplentes, para pedir que não faltem à sessão. O objetivo é evitar que se repita a cena ocorrida no último encontro, quando o líder do PSD, Guilherme Campos (SP), pediu a verificação de quórum ao ver que o tema dos salários extras seria votado, o que derrubou a reunião porque havia poucos parlamentares na sala.

A pauta da comissão tem hoje 58 propostas a serem analisadas. Para a votação do projeto de decreto legislativo que acaba com a mordomia histórica, é preciso haver um requerimento de inversão de pauta para que ele figure no topo da lista, como fez na última reunião o relator, Afonso Florence (PT-BA). “Apresentarei de novo, se for necessário, para que votemos esse tema o quanto antes e viremos logo essa página na Câmara”, comenta o deputado.

Fonte: Congresso em Foco

Contas de Arruda foram sobrestadas

Por maioria de três votos, o plenário do Tribunal de Contas do DF (TCDF) decidiu na tarde desta terça-feira (30/10) sobrestar a análise das contas do ex-governador José Roberto Arruda referentes ao exercício de 2009.

Dois conselheiros, Anilcéia Machado e Manoel de Andrade, seguiram parcialmente o voto do relator do caso, Inácio Magalhães, que votou pelo sobrestamento da análise das contas até o julgamento no STJ da ação penal 707, referente à Caixa de Pandora.

A diferença é que Anilcéia e Manoel acham que a suspensão deve referir-se ao desfecho dos processos da Pandora que correm no próprio Tribunal de Contas. Prevaleceu a opinião dos dois.

Renato Rainha votou pela rejeição das contas de 2009 e foi acompanhado pelo recém-chegado Paulo Tadeu, ex-deputado federal pelo PT.

Na época em que era distrital, Tadeu foi o relator da CPI da Codeplan, criada em função da Operação Caixa de Pandora e cujo relatório final pedia o indiciamento de 22 pessoas, entre as quais Arruda.

O conselheiro Paiva Martins votou pela aprovação das contas de 2009. Com um voto pela rejeição, outro pela aprovação e três pelo sobrestamento, prevaleceu a vontade da maioria e o tema das contas de 2009 volta ao plenário só depois que os processos da Pandora no TCDF – segundo a assessoria de imprensa do Tribunal são 55 ao todo – estiveram julgados.

No caso das contas de 2010, que começaram a ser julgadas em 11 de outubro, houve um pedido de vista do conselheiro Paulo Tadeu.

O fato ocorreu depois que o advogado de Arruda, ex-desembargador Edson Smaniotto, pediu à presidente do TCDF, Marli Vinhadeli, 5 minutos para fazer nova sustentação oral, voltada a Paulo Tadeu, uma vez que ele entrou para a Corte com o processo em andamento e não participou das primeiras sessões sobre o caso.

Marli Vinhadeli cedeu a palavra a Smaniotto, mas Paulo Tadeu preferiu ter acesso a todo o processo. Em algumas semanas, ele devolverá o caso para o plenário, quando dará sua opinião sobre as contas de Arruda e de Paulo Octávio não mais como deputado de oposição, mas falando como conselheiro.

Com o processo sobrestado não há decisão, sem decisão não chance de aprovação ou rejeição das contas, o que, nesse último caso, resultaria em condenação. Se esse cenário do sobrestamento se estender até 2014, no que depender das contas, Arruda estaria liberado para se candidatar, já que legalmente não existe impedimento.

Fonte: Blog da Lilian Tahan

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