Da redação
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo, 17 de março, que os pedidos de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Banco Master receberão “tratamento regimental”. O pronunciamento ocorreu em Brasília, durante evento comemorativo dos 200 anos da Câmara.
Motta declarou que a decisão seguirá as normas internas da Casa. “Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente”, afirmou, sem detalhar prazos ou procedimentos para análise dos pedidos apresentados até agora.
A solicitação por uma CPI envolve tanto parlamentares da base do governo quanto da oposição, que disputam protagonismo na abertura da investigação. O foco é apurar supostas irregularidades atribuídas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário da instituição.
O Banco Master foi alvo de liquidação pelo Banco Central em novembro de 2025. Daniel Vorcaro, dono do banco, encontra-se atualmente preso e, conforme informações disponíveis, negocia acordo de delação premiada junto às autoridades.
Apesar dos diversos pedidos já protocolados, a instalação formal da CPI enfrenta resistências de integrantes do Legislativo, como Hugo Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A discussão ganhou força após revelações envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência.
De acordo com informações apuradas, Flávio Bolsonaro solicitou US$ 24 milhões a Daniel Vorcaro para patrocínio de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme revelou o site The Intercept Brasil. O senador confirmou que o valor seria destinado ao projeto cinematográfico sobre seu pai.






