Da redação
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfrenta pressões do PT para responsabilizar Roberto Campos Neto, ex-presidente da instituição, por juros altos no país e pela crise envolvendo o banco Master. As demandas do partido e de setores do governo ocorreram recentemente em Brasília devido à proximidade das eleições.
De acordo com interlocutores, membros do PT sugerem que Galípolo atribua a Campos Neto o papel de principal responsável pelo atual cenário, especialmente pela autorização concedida a Daniel Vorcaro para abrir o banco. A expectativa é que essa atribuição interfira no debate sobre políticas econômicas no período eleitoral.
Apesar das pressões, Galípolo tem recusado adotar essa versão. Segundo relatos, ele considera mentirosa e irreal a tese de que o antecessor teria responsabilidade direta nas decisões que resultaram na aprovação do banco Master. Fontes próximas afirmam que a postura de Galípolo permanece inalterada desde que integrou a diretoria do Banco Central.
O presidente da instituição afirmou a interlocutores que, ao assumir o comando, teve clareza sobre os procedimentos internos para autorizações como a dada a Vorcaro por Campos Neto. Galípolo disse não ter identificado, até o momento, problemas ou irregularidades no processo de compra do banco Máxima por Daniel Vorcaro.
Aliados de Galípolo avaliam que sua recusa em aderir à narrativa defendida pelo PT pode aumentar a pressão política nos próximos meses. Segundo previsões dessas fontes, o “fogo amigo” do partido tende a se acirrar conforme as eleições se aproximam, o que pode aumentar o desgaste interno no governo.
O caso envolve a transformação do banco Máxima em Master após a entrada de Daniel Vorcaro. A autorização para essa operação partiu na gestão de Campos Neto no Banco Central. Até o momento, segundo Galípolo, não há indícios de irregularidades no processo que permitiu a mudança de controle da instituição financeira.






