Início Distrito Federal Polícia Federal cumpre 18 mandados na 9ª fase da Operação Compliance Zero

Polícia Federal cumpre 18 mandados na 9ª fase da Operação Compliance Zero


Da redação

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira, 18 de junho de 2026, em Brasília, a 9ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura, sob autorização do Supremo Tribunal Federal, suspeitas de envolvimento de agente público com prerrogativa de foro em irregularidades no Sistema Financeiro Nacional. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

Esta etapa amplia o alcance da apuração, que evoluiu de suspeitas iniciais de fraudes financeiras para investigações sobre corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, vazamento de informações sigilosas e uso irregular de recursos públicos. Segundo a Polícia Federal, há indícios, em tese, dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal informou, em nota, que a 9ª fase visa apurar a “eventual participação de agente público” no suposto esquema. Os nomes dos investigados e os endereços dos alvos dos mandados não foram divulgados. As medidas também incluem proibição de contato entre investigados, suspensão de passaporte e monitoração eletrônica.

As determinações judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal indicam competência da Corte, uma vez que a investigação envolve agente público com prerrogativa de foro. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade penal dos investigados, sendo a presente etapa de caráter estritamente investigativo.

A Polícia Federal mobilizou efetivo nos três estados para coletar provas documentais, digitais e patrimoniais relativas à suspeita de corrupção no âmbito financeiro. As cautelares visam preservar a coleta de provas e evitar eventuais interferências, como formação de versões combinadas entre investigados ou evasão do país.

A Operação Compliance Zero começou em 2024, apurando suspeitas de emissão de títulos de crédito falsos. Ao longo das fases, a investigação alcançou operações em vários estados, bloqueou valores bilionários e passou a abarcar crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado, ameaça, invasão de dispositivos informáticos e suspeitas envolvendo fundos de previdência.