Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (6) uma ordem executiva que autoriza o aumento das importações de carne bovina argentina. A medida eleva para 80 mil toneladas métricas a cota anual de carne permitida sob tratamento tarifário preferencial, com objetivo declarado de combater a inflação desse alimento essencial na cesta básica americana.
Segundo o decreto, a autorização abrange cortes magros de carne bovina da Argentina, que são misturados a cortes mais gordurosos nos Estados Unidos para a produção de carne moída, como hambúrgueres. As cotas serão distribuídas ao longo de 2026.
Apesar das alegações do governo, representantes do setor agropecuário americano têm reagido com desconfiança às declarações de Trump favoráveis ao aumento da entrada da carne argentina nos últimos meses.
O governo americano atribui a alta nos custos da carne bovina a fatores como a seca e a queda nas importações do México devido a uma praga que afeta os rebanhos daquele país. De acordo com dados oficiais, os preços de carne bovina e vitela subiram 16,4% em dezembro de 2025 em comparação ao ano anterior, enquanto a carne moída atingiu o valor recorde de US$ 6,70 (R$ 35) por libra (450g).
O cenário pressiona o orçamento das famílias americanas e é visto como um fator de risco político para o Partido Republicano. Em novembro, Trump afirmou ter pedido ao Departamento de Justiça uma investigação sobre os altos preços praticados pela indústria de processamento de carne bovina.





