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Eduardo Giannetti afirma que hiperglobalização está em crise e destaca desafios globais


Da redação

O economista e escritor Eduardo Giannetti avaliou que sinais como a desestabilização de rotas comerciais e a guerra tarifária dos Estados Unidos, observados atualmente, indicam o fim de uma ordem econômica global. A análise foi feita em entrevista que irá ao ar na TV Brasil, nas edições do Repórter Brasil dos dias 27 e 28 de maio.

Giannetti aponta que grande parte das cadeias produtivas mundiais depende de poucos fornecedores, citando que Taiwan responde por 90% dos chips mais avançados. Segundo ele, essa concentração leva países a buscarem segurança e diversificação, superando a lógica anterior do foco em custos baixos e eficiência máxima da hiperglobalização.

O economista associa a mudança de cenário à crise financeira de 2008 e à pandemia, ressaltando a financeirização do período. “Quando nós entramos na hiperglobalização, havia mais ou menos 1 dólar de ativo financeiro para 1 dólar de PIB. Hoje estamos com 9 a 12 dólares de ativo financeiro para 1 dólar de PIB”, salienta.

Como consequência desse processo, Giannetti cita que milhões de trabalhadores asiáticos antes rurais ingressaram no mercado global, enquanto a classe trabalhadora ocidental perdeu poder de negociação e direitos. “Se começou a dar problema em Detroit, fecha Detroit e abre Xangai”, exemplifica, definindo o impacto como devastador.

Para Giannetti, a ascensão da extrema direita guarda relação com esse cenário, em razão do ressentimento da classe média e trabalhadora ocidentais diante da perda de segurança e capacidade de barganha. Ele compara o fenômeno ao período dos anos 1930, considerando-o difuso e simultâneo em vários países.

O economista vê uma oportunidade histórica para o Brasil diante das novas demandas por recursos naturais, minerais e biodiversidade. Destaca que o país possui vantagens estratégicas a serem aproveitadas, especialmente mediante a valorização de produtos industrializados, e alerta ainda para os desafios das mudanças climáticas, consideradas, por ele, como a maior ameaça do século.

Real Madrid acerta retorno de Nico Paz como reforço para temporada 2026/27


Da redação

O Real Madrid confirmou que vai exercer a cláusula de recompra do meia argentino Nico Paz, atualmente no Como, da Itália, para atuar na temporada 2026/27. A decisão foi tomada antecipadamente pelo clube espanhol, que já comunicou oficialmente o jogador e a equipe italiana, buscando reforçar seu elenco.

Nico Paz, 21 anos, deixou o Real Madrid em 2024 após ser negociado com o Como por cerca de 6 milhões de euros. Agora, o clube espanhol optou por repatriá-lo, desembolsando 9 milhões de euros. Conforme fontes ligadas à diretoria, o retorno era tratado como prioridade mesmo antes do término do prazo para exercer a recompra, que vai até 30 de maio.

O desempenho de Paz no futebol italiano foi determinante para acelerar a decisão. Nas temporadas em que atuou pelo Como sob comando de Cesc Fàbregas, o argentino disputou 37 partidas entre Série A e Copa da Itália, com 13 gols marcados e oito assistências. Os números destacaram o atleta como peça fundamental para a permanência do time italiano na elite.

Além do destaque pelos clubes, Nico Paz ganhou espaço na seleção principal da Argentina. Em outubro de 2024, fez sua estreia na goleada por 6 a 0 sobre a Bolívia. Na sequência, marcou seu primeiro gol pela seleção, em cobrança de falta contra a Mauritânia, recebendo elogios do capitão Lionel Messi por sua inteligência e leitura de jogo.

O desempenho atraiu propostas de clubes ingleses, segundo veículos espanhóis e italianos. No entanto, o jogador priorizava um retorno ao Real Madrid. O clube espanhol acompanhou de perto sua evolução e agiu rapidamente antes que a concorrência aumentasse, reafirmando essa estratégia recorrente de manter cláusulas de recompra em negociações de jovens atletas.

O caso de Nico Paz exemplifica o modelo adotado recentemente pelo Real Madrid, que visa reter o controle sobre jogadores promissores. Fran García, lateral que seguiu caminho semelhante ao ser negociado e depois readquirido pelo clube, é outro exemplo. Com Paz, o Real Madrid investe em um atleta jovem, valorizado e com experiência internacional.

Escola de Circo Basileu França apresenta Varieté e Pulso da Carne em Goiânia


Da redação

A Escola de Circo da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França realiza os espetáculos Varieté – Corpus Cirkuz e Pulso da Carne: o Corpo Lembra, a Carne Fala, respectivamente nos dias 4 e 5 de maio, no Teatro Escola Basileu França, em Goiânia, com objetivo de propor reflexões sobre o corpo e sua expressão na sociedade.

O público terá acesso a apresentações de equilibrismo, malabarismo e acrobacia. Os ingressos custam R$ 10 por espetáculo e podem ser adquiridos exclusivamente pela plataforma Sympla, nos links abre.go.gov.br/variete e abre.go.gov.br/pulso. As exibições ocorrem no Setor Universitário, em horários distintos nos dois dias.

Segundo Fernanda Helena Vaz Siqueira, coordenadora da Escola de Circo Basileu França, Corpus Cirkuz propõe uma reflexão sobre “a percepção do corpo na sociedade contemporânea”. Ela afirma: “Por meio de números diversos, a Varieté apresenta críticas sociais e estéticas, utilizando a força expressiva do circo para provocar e encantar o público”.

Fernanda destaca ainda que “o corpo circense é o canal por onde a poesia se manifesta, despertando emoções como riso, tensão, alívio e diversão”. Já o espetáculo Pulso da Carne explora o corpo como matéria viva, disciplinada e insurgente em sua proposta estética.

Em Pulso da Carne, o grupo atua como um organismo coletivo movido por forças que moldam gestos e silenciam desejos. “Aos poucos, surgem fissuras: os corpos se desviam, exploram o risco e o proibido, revelando as habilidades circenses como ato de resistência e afirmação da individualidade”, detalhou Fernanda. Ela complementou: “Pulso da Carne é tensão, ruptura e reinvenção”.

A Escola de Circo integra a Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, ligada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação e gerida pela Universidade Federal de Goiás, por meio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (Cett).

PM Ambiental promove educação e inclusão no Eixão do Lazer com Lobo-Guará


Da redação

A Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, participou do Eixão Atípico, realizado no domingo (26) no Eixão do Lazer, em Brasília. O evento buscou promover direitos, lazer e integração para famílias típicas e atípicas, com foco no combate ao preconceito.

Organizada pela OAB-DF, a iniciativa reuniu centenas de pessoas com o objetivo de aproximar a sociedade do universo das pessoas neurodiversas. A programação incluiu atividades diversas voltadas à convivência e conscientização, incentivando a participação de todos, independentemente das diferenças individuais.

Durante a manhã, um dos destaque foi o Programa de Educação Ambiental Lobo-Guará, promovido pelo BPMA. O mascote que representa a defesa do cerrado interagiu com o público, fazendo fotos, principalmente com as crianças, e despertando o interesse dos participantes pelas causas ambientais.

A atuação do batalhão ambiental contribuiu para aproximar a corporação da comunidade, segundo os organizadores do evento. A presença policial foi percebida de forma positiva, ampliando a dimensão educativa e preventiva da corporação em parceria com a sociedade civil.

De acordo com a PMDF, ações como essa reforçam o compromisso com a inclusão social e com a promoção da educação ambiental no Distrito Federal. A corporação informou que pretende dar continuidade a iniciativas dessa natureza em outros eventos voltados à cidadania e à convivência comunitária.

O Eixão Atípico ocorre regularmente no Eixão do Lazer, tradicional espaço de lazer aberto aos domingos em Brasília, e é voltado para a integração de diferentes públicos, com ênfase em atividades inclusivas e educativas. O evento contou ainda com apoio de entidades representativas e órgãos públicos do Distrito Federal.

Atirador preso em hotel de Washington planejava ataque contra governo Trump, diz polícia


Da redação

Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi preso no sábado (25) após efetuar disparos com uma escopeta durante um jantar com jornalistas em um hotel de Washington DC. O evento reunia o presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump, que foram retirados do local por questões de segurança, segundo informações da polícia.

Segundo autoridades, Allen teria admitido inicialmente à polícia que planejava atacar integrantes do governo Trump. A informação foi divulgada pela CBS News e confirmada posteriormente pelo procurador-geral Todd Blanche. No entanto, os nomes dos possíveis alvos específicos não foram informados oficialmente até o momento.

O Serviço Secreto efetuou a prisão de Allen no próprio hotel e o FBI realizou buscas em seu endereço na Califórnia. Durante a ação, um agente do Serviço Secreto foi baleado, mas passa bem, de acordo com Donald Trump e os organizadores do evento, que também confirmaram que nenhum outro participante ficou ferido.

O jantar anual, que reunia centenas de jornalistas e autoridades, foi adiado por até 30 dias. O vice-presidente J.D. Vance, Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio também foram retirados em segurança. Trump solicitou a retomada da cerimônia, mas a coordenação negou o pedido, citando motivos de segurança.

Em declaração, Trump classificou o ocorrido como “um momento traumático” e elogiou a ação rápida dos agentes. O presidente afirmou acreditar ser o principal alvo do ataque, mas disse não saber se houve motivação política. “Ser presidente é uma profissão perigosa”, declarou, mencionando ter sobrevivido a outras duas tentativas recentes.

Allen mora em Torrance, Califórnia, onde atua há seis anos como professor em tempo parcial na empresa C2 Education, sendo eleito “professor do mês” em dezembro de 2024. Ele é graduado em engenharia mecânica e mestre em ciência da computação, além de ter doado US$ 25 para a campanha de Kamala Harris em outubro de 2024, conforme registros oficiais.

Lula retorna a Brasília após tratar câncer de pele e tendinite em São Paulo


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou a Brasília neste domingo, 26 de maio, após permanecer em São Paulo nos últimos dias. Lula se encontra no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, e não tem compromissos públicos previstos para hoje, conforme informou a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Na sexta-feira, 24, Lula passou por dois procedimentos médicos. O primeiro foi a cauterização na cabeça para a retirada de um carcinoma basocelular, um tipo de câncer que surge nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.

Além disso, o presidente também foi submetido a uma infiltração para tratar uma tendinite no polegar da mão direita. De acordo com a equipe médica, a inflamação é considerada pequena e não deve gerar qualquer restrição de movimento para Lula.

O médico Roberto Kalil, responsável pelo acompanhamento do presidente, informou que Lula poderia retomar suas atividades normais dois dias após os procedimentos. Kalil explicou que é necessário um período de cautela devido à lesão provocada na pele pelo tratamento do carcinoma.

O médico acrescentou ainda que a principal alteração esperada na rotina de Lula seria o uso de chapéu para proteger a região tratada. “O máximo que vai acontecer é o presidente aparecer de chapéu”, afirmou Kalil sobre eventuais mudanças visuais.

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais incidente no Brasil, mas apresenta baixos índices de mortalidade. Segundo especialistas, esse tipo de lesão se desenvolve especialmente em áreas frequentes de exposição solar e tem altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente.

Obras da COP30 em Belém apresentam alagamentos e remoção de passarela por risco


Da redação

Menos de seis meses após a realização da COP30, obras executadas em Belém como legado do evento já apresentam falhas. Entre elas estão alagamentos frequentes no Parque Linear da Doca e no Parque Nova Tamandaré, e a retirada de parte de uma passarela de avenida devido ao risco de desabamento.

O Parque Linear da Doca, construído com mais de R$ 300 milhões financiados pela Itaipu Binacional, sofre com inundações constantes desde sua entrega. Localizado às margens do rio Guamá, o parque tem sido impactado especialmente durante períodos de chuva intensa. No último fim de semana, as fortes chuvas provocaram alagamentos, dificultando a circulação na região central de Belém.

Segundo relatos, em março o parque não resistiu à maré alta de 3,5 metros combinada com as chuvas, o que resultou em alagamento do entorno. Moradores registraram a situação em vídeos que circularam nas redes sociais, mostrando pessoas nadando na água acumulada no local, que foi construído sobre um antigo igarapé aterrado.

A professora Eliana Schuber, do Instituto Federal do Pará, aponta que o sistema de drenagem implantado não atende ao entorno do parque. “Foi feito um sistema muito pontual na doca e não contemplou o entorno, cujo sistema de coleta de água é muito antigo e não suporta as novas construções”, afirmou. O professor Juliano Ponte, da UFPA, destaca que a área verde do parque representa apenas 3,5%, enquanto recomenda-se ao menos 20% para bacias urbanas.

O governo do Pará nega falhas no planejamento e informa que a obra contempla esgotamento sanitário e comportas em funcionamento. O parque linear, segundo o estado, ampliou a cobertura vegetal com o plantio de 176 árvores e instalação de 6.300 m² de plantas em área onde não havia vegetação anteriormente.

No Parque Nova Tamandaré, estrutura inaugurada em novembro de 2023 com investimento de R$ 154 milhões do governo estadual e BNDES, as chuvas recentes deixaram o local submerso, atingindo 44 mil pessoas, segundo o Inmet. Ponte afirma que problemas de drenagem poderiam ser evitados com revisão dos tubos coletores e ampliação das áreas permeáveis.

A passarela da avenida Júlio César foi removida em março após riscos estruturais, tendo sido alvo de colisões de veículos e questionamentos técnicos. Já a ampliação da rua da Marinha, entregue com cinco meses de atraso e orçamento de R$ 253 milhões, foi criticada por impactos ambientais, levando a ajustes no projeto para preservar o Parque Ecológico Gunnar Vingren. Houve acordo formal com a Marinha para sua execução.

Karoline Lima diz querer adotar e ter mais filhos no futuro


Da redação

A influenciadora Karoline Lima relatou nesta terça-feira que sonhou estar grávida de uma menina enquanto estava sozinha em um hospital. Segundo ela, o pai da criança não apareceu no sonho e, ao ser questionada sobre o nome da filha, respondeu que não sabia, sentindo-se insegura com a situação.

Karoline explicou que o sonho foi aleatório e mencionou estar de TPM, o que a levou a pedir duas pizzas, uma de frango e outra de chocolate, para comer sozinha. “Em que universo eu ia comer uma pizza de chocolate estando só? Mas vou comer porque estou de TPM”, afirmou.

A influenciadora comentou ainda sobre o desejo de ser tia, mas disse que suas irmãs não pretendem ter filhos. “A Cecília é a única filha, neta e sobrinha. Minhas irmãs são uma negação, nenhuma quer ter filhos! Lá fui eu, nova, engravidar. Daí colocaram todo o futuro da família na minha mão”, declarou.

Karoline afirmou que pretende ter mais filhos, mas não agora. Ela brincou sobre a possibilidade de a filha passar o Natal sozinha com adultos. “Minha filha não vai nem querer passar o Natal em família. Só ela e um bando de velho. Nem primo próximo a pobre tem do meu lado”, disse.

A influenciadora destacou a importância das crianças na família. “Criança é bênção! Tem que chegar um monte de criança nesse mundo para colorir a vida da Cecília. Não vai ter jeito, vou ter que botar mais uns três bonecos no mundo. Isso estou falando do meu lado, como mãe”, completou.

Karoline também revelou o desejo antigo de adotar uma criança. “É um sonho que eu tenho há muito tempo. Sinto que um dia vou realizar… Quero muito adotar uma criança. Quero ter mais filhos meus, de útero, mas também quero adotar uma criança”, afirmou. Em janeiro, ela anunciou o fim do namoro com Léo Pereira, do Flamengo.

Senado analisa projeto que incentiva contratação de mulheres 40+ em tecnologia


Da redação

O Senado analisa um projeto de lei que incentiva a capacitação e a contratação de mulheres com 40 anos ou mais nas áreas de ciência, tecnologia e matemática. A proposta, apresentada pelo senador Jader Barbalho (MDB-PA), aguarda distribuição para as comissões.

O PL 990/2026 busca ampliar oportunidades para mulheres a partir dessa faixa etária, propondo incentivos fiscais para empresas que implementarem programas como mentoria profissional, capacitação técnica e contratação nas áreas de tecnologia, inovação e desenvolvimento digital. Também prevê bolsas de estudo para transição de carreira.

Empresas que aderirem às iniciativas poderão deduzir parte dos gastos no Imposto de Renda, sendo os limites para dedução determinados posteriormente em regulamento. O texto ainda permite que o Poder Executivo firme parcerias com universidades e centros de pesquisa para viabilizar programas de mentoria, qualificação e contratação.

O senador Jader Barbalho justificou a proposta destacando que “a participação feminina nas áreas de tecnologia, inovação e ciência ainda é significativamente inferior à participação masculina, especialmente quando se analisa a presença de mulheres com idade superior a 40 anos”. Ele apontou que muitas empresas concentram contratações em jovens.

Segundo Barbalho, há mulheres que enfrentam dificuldades para retornar ao mercado de trabalho tecnológico após períodos de afastamento relacionados à maternidade ou cuidados familiares. Para ele, o momento de transformação digital reforça a necessidade de promover a equidade nesse setor.

Em 2021, o Senado aprovou outro projeto semelhante, o PLS 398/2018, da ex-senadora Maria do Carmo Alves (SE). A medida propõe incluir incentivos à maior participação feminina em cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O projeto tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

PT aprova manifesto para reeleição de Lula em 2026 e aceno ao Centrão


Da redação

O Partido dos Trabalhadores concluiu no domingo, 26 de abril, o seu 8º Congresso Nacional em Brasília. Durante o evento, foi aprovado o manifesto denominado “Construindo o Futuro”, que traça a estratégia do partido para as eleições presidenciais de 2026, com foco na tentativa de reeleição do presidente Lula.

O manifesto atua como guia estratégico e propõe ampliar a base eleitoral do PT. O documento sugere um equilíbrio entre a identidade histórica do partido e uma aproximação com setores do centro político, empresários e movimentos sociais, visando a formação de um bloco democrático popular e fortalecimento da candidatura presidencial.

Nos debates internos, as lideranças do PT destacaram a importância do diálogo com partidos do chamado Centrão. O objetivo apontado é moderar o discurso e atrair essas siglas para a base de apoio do governo, buscando garantir governabilidade e competitividade no cenário político, considerado atualmente fragmentado pelo partido.

O texto aprovado apresenta críticas à política externa dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. Segundo o documento, tarifas comerciais e a condução de conflitos internacionais pela gestão Trump teriam contribuído para a desestabilização global. O PT propõe o Brasil como liderança alternativa, investindo na mediação diplomática e no multilateralismo.

Houve alteração importante nas propostas de reformas. O PT retirou do manifesto a proposta de reforma do sistema financeiro, presente em versões anteriores, a fim de evitar conflitos com o setor. O partido manteve, porém, sete eixos de reformas: tributária, política, agrária, tecnológica, administrativa, do Poder Judiciário e da comunicação, sem detalhamento de metas.

Apesar de reconhecer que o desempenho eleitoral depende majoritariamente da figura de Lula, o PT inclui no manifesto sugestões de renovação interna. Entre essas, estão a limitação de mandatos, objetivo de alcançar pelo menos 50% de mulheres em cargos de decisão e promoção da transição entre diferentes gerações de líderes.

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