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Câmara aprova nome Heitor Miranda dos Santos para ponte Brasil-Paraguai


Da redação

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o Projeto de Lei 780/23, apresentado por Geraldo Resende (União-MS), que dá o nome de Ponte Heitor Miranda dos Santos ao trecho brasileiro da ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, na fronteira entre Brasil e Paraguai. O projeto segue agora para análise do Senado.

A obra da ponte encontra-se em fase final, restando menos de 21 metros para conclusão da estrutura. Este empreendimento integra o projeto do Corredor Bioceânico, que visa estabelecer uma nova rota comercial ligando os oceanos Atlântico e Pacífico, cruzando Paraguai e Argentina até o litoral do Chile.

Heitor Miranda, natural de Porto Murtinho, iniciou sua trajetória como promotor de justiça em 1979. Também ocupou os cargos de secretário estadual de Trabalho, secretário adjunto de Justiça e foi prefeito do município localizado na fronteira, desempenhando papel de destaque na região.

Segundo o deputado Geraldo Resende, Heitor Miranda destacou-se desde os anos 1980 por defender de forma “notória e empolgada” a construção do Corredor Bioceânico, considerado fundamental para o desenvolvimento da região Centro-Oeste e para a melhoria do transporte de cargas e passageiros entre os países envolvidos.

Na avaliação de Resende, a nomeação da ponte representa uma homenagem justa: “Fazer essa homenagem a Heitor Miranda é fazer justiça. E a ponte está agora para dar o ‘beijo’ entre as duas partes, e ele acontecerá até o final do ano”. Camila Jara (PT-MS), relatora do projeto, destacou que “falar sobre a Rota Bioceânica é reconhecer os brasileiros como parte do povo latino-americano”.

De acordo com o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), a ponte tem 1,29 quilômetro de extensão e o financiamento ficou a cargo da usina hidrelétrica de Itaipu, totalizando R$ 500 bilhões investidos. O parlamentar salientou que a estrutura foi planejada para atender todas as exigências por se tratar de uma ligação fronteiriça.

Programação de futebol na TV hoje inclui finais e rodadas decisivas nacionais e internacionais


Da redação

Nesta quarta-feira, 27 de maio, diversas partidas decisivas movimentam o calendário futebolístico na televisão. Jogos da final da UEFA Conference League na Europa, Libertadores, Sul-Americana e copas regionais no Brasil serão exibidos ao longo do dia em diferentes canais e plataformas de streaming.

A principal atração do futebol europeu é a final da UEFA Conference League, envolvendo Crystal Palace e Rayo Vallecano. O confronto, que chama atenção pela disputa entre representantes das ligas inglesa e espanhola, ocorre com transmissão ao vivo pelo CazéTV. Outros campeonatos europeus também seguem com partidas durante a tarde.

No futebol feminino, destaque para a Copa do Brasil, com jogos a partir das 15h, incluindo o clássico Gre-Nal entre Internacional e Grêmio, que será transmitido pelo sportv às 18h30. O Campeonato Espanhol Feminino, com Barcelona enfrentando o Real Sociedad, também compõe a agenda e será transmitido pela plataforma DAZN às 14h.

À noite, as atenções se voltam para a última rodada da fase de grupos da Libertadores e da Sul-Americana. Corinthians e Fluminense entram em campo às 21h30, com transmissões pela Globo, streaming e canais esportivos. O Red Bull Bragantino joga contra o Carabobo, enquanto o Botafogo enfrenta o Caracas, ambos pela Sul-Americana.

As competições regionais também terão destaque nesta quarta-feira. A Copa Sul-Sudeste apresenta confrontos como Avaí contra Volta Redonda, Chapecoense versus Novorizontino e partidas da Copa Centro-Oeste e Copa do Nordeste, com transmissão por canais esportivos regionais, abertos e plataformas digitais.

A programação de transmissões inclui ainda jogos da primeira, segunda e terceira divisão de campeonatos europeus, além de partidas através de canais como ESPN, sportv, DAZN, Paramount+, Disney+, SBT, Globo e diversos canais no YouTube, cobrindo eventos femininos e masculinos em diferentes níveis.

Empregadores pedem que debate sobre escala 6×1 ocorra após as eleições


Da redação

Representantes do setor produtivo apresentaram nesta terça-feira, 26, sugestões para o debate sobre a escala de trabalho 6×1 durante reunião com Davi Alcolumbre e líderes partidários, na sala da Presidência do Senado. O grupo pediu que o tema seja debatido tecnicamente, preferencialmente após o término do período eleitoral.

A Câmara dos Deputados discute propostas que visam substituir a escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho e um de descanso, pela jornada 5×2, com cinco dias trabalhados e dois consecutivos de repouso. As propostas também contemplam a redução da jornada máxima semanal, atualmente de 44 horas.

Entre os projetos em tramitação estão o PL 1.838/2026, do governo federal, e duas Propostas de Emenda à Constituição: PEC 8/2025, de Erika Hilton (PSOL-SP), e PEC 221/2019, de Reginaldo Lopes (PT-MG). Segundo expectativa, o relatório da Câmara sobre as PECs deve ser votado ainda nesta semana. Caso aprovado, o texto seguirá para análise do Senado.

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), criticou a condução do debate por setores políticos. “O que se pede? Vamos sair desse período eleitoral, vamos discutir isso com a profundidade que seja verdadeira e necessária”, afirmou Skaf durante a reunião.

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), declarou que o objetivo não foi contestar as propostas, mas buscar alternativas que contemplem todos os envolvidos. Conforme Alban, os textos em análise poderiam acarretar um aumento médio nos preços entre 6% e 8%. “Não se pode discutir um assunto desses, com tamanha seriedade e importância, de uma forma açodada”, avaliou.

Skaf ainda ressaltou que o fim da escala 6×1 deve ser analisado tecnicamente, já que cerca de 2 mil atividades seriam impactadas. Ele afirmou posicionar-se contra o engessamento da escala de trabalho na Constituição e defendeu que a jornada seja fruto de negociação entre empregadores e trabalhadores, com mais diálogo e menos legislação.

Setores propõem que Imposto Seletivo tenha mesmas alíquotas do IPI atuais


Da redação

Representantes de setores econômicos atingidos pelo Imposto Seletivo pretendem propor ao governo que as alíquotas fixadas ainda em 2024, para vigorar em 2027, sejam equivalentes às praticadas atualmente no IPI. A iniciativa visa oferecer previsibilidade diante da indefinição do Executivo sobre a proposta que deve ser enviada ao Congresso.

A discussão sobre as alíquotas do Imposto Seletivo surgiu como resposta à ausência de projeto de lei ou medida provisória do governo para regulamentar o tributo. Para empresários consultados, alinhar os percentuais ao IPI daria mais clareza tanto para o setor produtivo quanto para a Receita Federal sobre a futura incidência tributária.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, declarou em fevereiro que o texto seria encaminhado ao Legislativo até março. No entanto, segundo informações apuradas, o presidente Lula adiou a decisão após recomendação do ministro Sidônio Palmeira e de aliados, preocupados com possíveis impactos eleitorais devido ao aumento de carga tributária e encarecimento de bebidas.

O imposto, chamado popularmente de “imposto do pecado”, foi criado na reforma tributária do consumo e incidirá sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente a partir de 2027. Entre os itens afetados estão veículos, embarcações, aeronaves, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, produtos fumígenos, bens minerais e apostas.

Ainda não houve manifestação oficial do ministro Dario Durigan sobre os relatos recebidos informalmente em seu gabinete. A expectativa dos setores é que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresente formalmente a proposta, permitindo negociações diretas com o governo, dada a representatividade e o canal de diálogo da entidade.

De acordo com técnicos do Ministério da Fazenda, existem duas opções em análise: adotar as atuais alíquotas do IPI ou elevá-las para desestimular o consumo de produtos considerados nocivos. A decisão final sobre o modelo a ser implementado caberá ao presidente da República. Para valer a partir de 2027, a legislação precisa ser aprovada até 2026.

GDF e governo federal avançam em acordo no STF para apoio financeiro ao BRB


Da redação

O Governo do Distrito Federal e o governo federal avançaram nesta terça-feira, 26, em um acordo no Supremo Tribunal Federal para buscar uma solução financeira ao Banco de Brasília (BRB). A audiência de conciliação foi conduzida pelo ministro Luiz Fux, após ação do GDF pedindo apoio do Tesouro Nacional.

Durante o encontro, a governadora Celina Leão informou que o BRB já adota medidas para reforçar sua liquidez, incluindo a venda de ativos e a securitização de dívidas. Conforme declarado por Celina, a venda de ativos já soma R$ 4 bilhões, enquanto as operações de securitização totalizam R$ 8 bilhões.

Celina afirmou ainda que o BRB sustenta a estrutura financeira do GDF e agradeceu ao governo federal pelo avanço nas negociações. A governadora disse considerar fundamental o apoio institucional para garantir a estabilidade do banco, diante da situação financeira enfrentada.

Por sua vez, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o acordo construído prevê uma operação de crédito do GDF com o Fundo Garantidor de Créditos. Bancos públicos e privados participarão da iniciativa, com contragarantias fornecidas pelo governo distrital, conforme detalhou Durigan.

Dario Durigan destacou também que recursos eventualmente recuperados de investigações sobre a origem dos problemas financeiros deverão ser utilizados para recompor o caixa público. De acordo com o ministro, esse pedido foi apresentado ao ministro Fux durante a audiência realizada no STF.

A reunião foi motivada por ação do GDF no STF solicitando que o Tesouro garantisse uma operação de crédito estimada em R$ 9 bilhões, junto ao FGC e bancos privados. Segundo o advogado-geral da União substituto, Flávio Roman, o encontro foi aceito pelo ministro Luiz Fux e transcorreu com êxito.

Governo brasileiro enviará avião com alimentos para Bolívia durante crise e protestos


Da redação

O governo brasileiro vai enviar uma aeronave da Força Aérea Brasileira para a Bolívia em apoio ao transporte de alimentos, devido à crise econômica e política no país vizinho. A operação foi acertada após pedido boliviano, conforme informado por assessores, e ainda não tem data definida para ocorrer.

O avião partirá para La Paz e permanecerá por alguns dias em território boliviano para ajudar na distribuição de alimentos, especialmente entre a capital e Santa Cruz de la Sierra, cidade a cerca de 800 quilômetros de distância. O envio está sendo organizado pelo Ministério da Defesa e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Segundo informações, neste momento o auxílio humanitário envolverá apenas alimentos. Em situações anteriores, como na crise na Venezuela, o Ministério da Saúde participou com envio de medicamentos, o que não está previsto neste caso. Até o momento, não há confirmação de envio de outros insumos além dos alimentícios.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou na segunda-feira (25) com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e reafirmou o apoio do Brasil, sem mencionar especificamente o avião. Na Bolívia, mineradores e agricultores têm feito manifestações por medidas contra a alta do custo de vida e pela renúncia de Paz.

Em resposta às manifestações, o presidente boliviano anunciou o corte do próprio salário e de ministros para enfrentar a crise. A população enfrenta escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos, principalmente em razão da crise no setor de combustíveis que afeta o país.

Paz, eleito no fim do ano passado e de centro-direita, pôs fim a duas décadas de governos de esquerda na Bolívia. No dia da eleição do novo presidente, Lula destacou em carta enviada ao país vizinho o interesse em manter relações próximas e cooperativas entre Brasil e Bolívia.

Centrais sindicais alertam para exclusão de categorias na PEC do fim da 6×1


Da redação

Representantes de centrais sindicais manifestaram preocupação, nesta terça-feira, durante reunião com parlamentares na Câmara dos Deputados. Eles debateram a proposta que institui a jornada semanal de 40 horas e extingue a escala 6×1, por temerem a exclusão de parte dos trabalhadores da redução de jornada, principalmente devido a restrições baseadas no salário.

Segundo Lúcio Clemente, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, o texto apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) determina que as novas regras não valerão para profissionais com curso superior que recebem mais de duas vezes e meia o teto da Previdência Social, atualmente fixado em R$ 21.188. Nesses casos, as jornadas seriam negociadas individualmente.

Clemente afirmou que essa restrição pode retirar parte significativa da força de trabalho da proteção sindical oferecida por acordos e convenções coletivas. Ele destacou o risco de redução da proteção trabalhista em categorias inteiras que reúnem profissionais altamente qualificados e salários superiores ao limite estabelecido no relatório.

As centrais sindicais também criticaram o prazo de adaptação definido para os trabalhadores terceirizados do setor público. A proposta prevê até um ano para adequação desses contratos, enquanto os empregados dos demais setores teriam transições mais rápidas: redução da jornada de 44 para 42 horas em 60 dias, chegando a 40 horas após 12 meses, com folgas semanais asseguradas na vigência da emenda.

Durante a reunião, membros da comissão informaram que a votação pode ocorrer já nesta quarta-feira. O presidente do colegiado, Alencar Santana (PT-SP), declarou que pretende reabrir a sessão de debate às 10h e finalizar a votação até as 17h. Caso aprovada na comissão, o texto pode ser levado ao plenário no mesmo dia, segundo compromisso do presidente da Câmara, Hugo Motta.

Parlamentares pediram mais mobilização para garantir a aprovação da matéria. Erika Hilton (Psol-SP), autora de uma das propostas originais, ressaltou a importância da articulação política mesmo após a votação na Câmara, diante da possibilidade de nova disputa no Senado. Atualmente, o tema segue em discussão pela comissão especial na Câmara dos Deputados.

Justiça de São Paulo nega prisão preventiva de Oruam a pedido do MPSP


Da redação

A Justiça de São Paulo negou, nesta semana, o pedido do Ministério Público Estadual para a prisão preventiva do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. O órgão solicitou a medida no dia 5 de maio, após episódio ocorrido em Igaratá (SP), em 16 de dezembro de 2024.

Oruam responde como réu pelo disparo de arma de fogo nesta festa. O promotor Alan Carlos Reis Silva argumentou que o cantor é investigado por supostos crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com organização criminosa, além de ser alvo de apuração por tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro.

O Ministério Público alegou que o rapper estaria foragido, o que poderia comprometer a aplicação da lei penal e eventual condenação, destacando risco concreto de “frustração da aplicação da lei”. O pedido formal de prisão considerou o paradeiro desconhecido do investigado como justificativa central.

A juíza Cláudia Vilibor Breda, em decisão que examinou o processo, afirmou não haver elementos suficientes para a decretação da prisão preventiva neste momento. Segundo ela, Oruam foi citado no processo por meio de advogado com procuração, demonstrando ciência da ação e disposição de acompanhar o caso judicialmente.

A magistrada declarou que a atual situação “afasta, ao menos neste momento, qualquer indicativo concreto de intenção de se furtar à aplicação da lei penal ou de prejudicar a marcha processual”. Procurado, o Ministério Público informou que o processo não foi encaminhado oficialmente para ciência do órgão e não divulgou se pretende apresentar recurso.

O advogado de Oruam, Siro Darlan de Oliveira, classificou a decisão judicial como “completamente acertada”. Segundo ele, perícia apontou que o cliente não usou arma de fogo, mas uma similar, e não efetuou disparo. O defensor afirmou ainda que o artista é alvo de perseguição e negou envolvimento do cantor em crimes.

Vazamento no INSS expõe 2,8 milhões de CPFs, 98% de pessoas falecidas


Da redação

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teve dados de 2,8 milhões de CPFs expostos em um vazamento ocorrido em abril, conforme informou a Dataprev nesta terça-feira (26), em reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS). O incidente, que atingiu principalmente pessoas já falecidas, decorreu de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS.

Segundo a Dataprev, 98% dos registros acessados pertenciam a pessoas falecidas, mas cerca de 52 mil segurados vivos também tiveram informações expostas. Os dados acessados indevidamente incluíam CPFs e datas de nascimento, e o volume elevado de acessos se deu porque um mesmo CPF pôde ser consultado mais de uma vez.

A recente atualização da quantidade de registros afetados supera a estimativa inicial do INSS, que era de 2 milhões de pessoas impactadas. Apesar do acesso indevido, a Dataprev afirmou que não houve liberação de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados. O erro, segundo o representante da estatal no CNPS, Edmar dos Santos Ferreira Junior, durou somente um dia.

A investigação preliminar aponta que o problema foi causado por uma área do aplicativo Meu INSS que deveria exigir autenticação, mas ficou temporariamente acessível sem login. “Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você estivesse em um ambiente público”, explicou Edmar dos Santos Ferreira Junior.

Após a identificação do incidente em 22 de abril, a Dataprev informou que corrigiu imediatamente a falha e implementou novos controles de segurança capazes de limitar acessos simultâneos em massa. O INSS reforçou ainda que a concessão de benefícios passa por várias etapas de validação para evitar irregularidades e que os controles internos foram aprimorados.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi comunicada após a descoberta do vazamento, conforme indicaram a Dataprev e o INSS. O banco de dados do INSS contém informações de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Em 2024, outro incidente semelhante já havia exposto dados sigilosos de beneficiários.

Câmara aprova compra de produtos da PGPM por até 25% acima do mínimo


Da redação

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, projeto de lei que autoriza a União a adquirir produtos básicos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) por valores até 25% acima do preço mínimo vigente. A votação ocorreu em Brasília e a proposta será encaminhada ao Senado para análise.

O substitutivo aprovado foi elaborado pelo deputado Zé Neto (PT-BA), já aprovado anteriormente pela Comissão de Finanças e Tributação. O texto altera a legislação permitindo que o governo pague valor adicional, limitado a 25% acima do mínimo, para compra de estoques de alimentos como arroz e feijão, segundo definições do Poder Executivo.

Originalmente, a proposta previa aumentar também a quantidade máxima de produtos adquiridos para formação do estoque estratégico, porém, a versão aprovada restringiu-se ao ajuste do preço de compra. As operações deverão ocorrer por meio de leilão público, no qual produtos, volume e locais de aquisição serão definidos por ato oficial.

Com a nova regra, a Conab poderá realizar venda direta dos estoques adquiridos por preços maiores para atender ações de abastecimento e segurança alimentar. Os detalhes sobre critérios de adesão, credenciamento dos beneficiários e metodologia de preços serão definidos em ato conjunto dos Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda, com base em subsídios técnicos da Conab.

O PL 1384/11 também altera o programa ProVB, criando possibilidade de incluir outros produtos para ração animal, como sorgo, caroço de algodão e farelos. O limite para vendas mensais foi mantido em 27 toneladas para produtor familiar e fixado em 80 toneladas para cooperativas e associações de agricultores com Cadastro da Agricultura Familiar ativo.

Para 2026, a previsão é de compra de 50 mil toneladas de milho no ProVB, com custo estimado entre R$ 60 milhões e R$ 65 milhões. Está reservada provisão de R$ 80 milhões para subsidiar vendas ao pequeno criador. O relator destacou a importância do projeto para garantir estabilidade de preços e abastecimento.

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