Início Site Página 17

Justiça de São Paulo nega prisão preventiva de Oruam a pedido do MPSP


Da redação

A Justiça de São Paulo negou, nesta semana, o pedido do Ministério Público Estadual para a prisão preventiva do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. O órgão solicitou a medida no dia 5 de maio, após episódio ocorrido em Igaratá (SP), em 16 de dezembro de 2024.

Oruam responde como réu pelo disparo de arma de fogo nesta festa. O promotor Alan Carlos Reis Silva argumentou que o cantor é investigado por supostos crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com organização criminosa, além de ser alvo de apuração por tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro.

O Ministério Público alegou que o rapper estaria foragido, o que poderia comprometer a aplicação da lei penal e eventual condenação, destacando risco concreto de “frustração da aplicação da lei”. O pedido formal de prisão considerou o paradeiro desconhecido do investigado como justificativa central.

A juíza Cláudia Vilibor Breda, em decisão que examinou o processo, afirmou não haver elementos suficientes para a decretação da prisão preventiva neste momento. Segundo ela, Oruam foi citado no processo por meio de advogado com procuração, demonstrando ciência da ação e disposição de acompanhar o caso judicialmente.

A magistrada declarou que a atual situação “afasta, ao menos neste momento, qualquer indicativo concreto de intenção de se furtar à aplicação da lei penal ou de prejudicar a marcha processual”. Procurado, o Ministério Público informou que o processo não foi encaminhado oficialmente para ciência do órgão e não divulgou se pretende apresentar recurso.

O advogado de Oruam, Siro Darlan de Oliveira, classificou a decisão judicial como “completamente acertada”. Segundo ele, perícia apontou que o cliente não usou arma de fogo, mas uma similar, e não efetuou disparo. O defensor afirmou ainda que o artista é alvo de perseguição e negou envolvimento do cantor em crimes.

Vazamento no INSS expõe 2,8 milhões de CPFs, 98% de pessoas falecidas


Da redação

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teve dados de 2,8 milhões de CPFs expostos em um vazamento ocorrido em abril, conforme informou a Dataprev nesta terça-feira (26), em reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS). O incidente, que atingiu principalmente pessoas já falecidas, decorreu de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS.

Segundo a Dataprev, 98% dos registros acessados pertenciam a pessoas falecidas, mas cerca de 52 mil segurados vivos também tiveram informações expostas. Os dados acessados indevidamente incluíam CPFs e datas de nascimento, e o volume elevado de acessos se deu porque um mesmo CPF pôde ser consultado mais de uma vez.

A recente atualização da quantidade de registros afetados supera a estimativa inicial do INSS, que era de 2 milhões de pessoas impactadas. Apesar do acesso indevido, a Dataprev afirmou que não houve liberação de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados. O erro, segundo o representante da estatal no CNPS, Edmar dos Santos Ferreira Junior, durou somente um dia.

A investigação preliminar aponta que o problema foi causado por uma área do aplicativo Meu INSS que deveria exigir autenticação, mas ficou temporariamente acessível sem login. “Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você estivesse em um ambiente público”, explicou Edmar dos Santos Ferreira Junior.

Após a identificação do incidente em 22 de abril, a Dataprev informou que corrigiu imediatamente a falha e implementou novos controles de segurança capazes de limitar acessos simultâneos em massa. O INSS reforçou ainda que a concessão de benefícios passa por várias etapas de validação para evitar irregularidades e que os controles internos foram aprimorados.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi comunicada após a descoberta do vazamento, conforme indicaram a Dataprev e o INSS. O banco de dados do INSS contém informações de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Em 2024, outro incidente semelhante já havia exposto dados sigilosos de beneficiários.

Câmara aprova compra de produtos da PGPM por até 25% acima do mínimo


Da redação

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, projeto de lei que autoriza a União a adquirir produtos básicos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) por valores até 25% acima do preço mínimo vigente. A votação ocorreu em Brasília e a proposta será encaminhada ao Senado para análise.

O substitutivo aprovado foi elaborado pelo deputado Zé Neto (PT-BA), já aprovado anteriormente pela Comissão de Finanças e Tributação. O texto altera a legislação permitindo que o governo pague valor adicional, limitado a 25% acima do mínimo, para compra de estoques de alimentos como arroz e feijão, segundo definições do Poder Executivo.

Originalmente, a proposta previa aumentar também a quantidade máxima de produtos adquiridos para formação do estoque estratégico, porém, a versão aprovada restringiu-se ao ajuste do preço de compra. As operações deverão ocorrer por meio de leilão público, no qual produtos, volume e locais de aquisição serão definidos por ato oficial.

Com a nova regra, a Conab poderá realizar venda direta dos estoques adquiridos por preços maiores para atender ações de abastecimento e segurança alimentar. Os detalhes sobre critérios de adesão, credenciamento dos beneficiários e metodologia de preços serão definidos em ato conjunto dos Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda, com base em subsídios técnicos da Conab.

O PL 1384/11 também altera o programa ProVB, criando possibilidade de incluir outros produtos para ração animal, como sorgo, caroço de algodão e farelos. O limite para vendas mensais foi mantido em 27 toneladas para produtor familiar e fixado em 80 toneladas para cooperativas e associações de agricultores com Cadastro da Agricultura Familiar ativo.

Para 2026, a previsão é de compra de 50 mil toneladas de milho no ProVB, com custo estimado entre R$ 60 milhões e R$ 65 milhões. Está reservada provisão de R$ 80 milhões para subsidiar vendas ao pequeno criador. O relator destacou a importância do projeto para garantir estabilidade de preços e abastecimento.

Botafogo negocia venda da SAF à GDA Luma Capital por US$ 130 milhões


Da redação

A possível venda da SAF do Botafogo à GDA Luma Capital ganhou impulso após o acordo entre o clube carioca e a Eagle Football, de John Textor. O clube recebeu proposta de investimento de US$ 105 milhões em troca de 90% das ações, além da quitação de um empréstimo, totalizando cerca de US$ 130 milhões.

A GDA Luma Capital é liderada por Gabriel de Alba, empresário internacionalmente reconhecido por sua atuação em reestruturação de empresas em crise. O grupo tem histórico de investimento em ativos de alto risco, chamados “distressed assets”, com foco em reverter situações financeiras delicadas por meio de reestruturação e injeção de capital.

Gabriel de Alba destacou-se ao liderar a recuperação financeira do Cirque du Soleil em 2020. À época, a companhia acumulava dívida próxima de US$ 1 bilhão e entrou em recuperação judicial. De Alba, então na Catalyst Capital Group, conduziu negociações que resultaram na conversão de dívidas em ações, recapitalização da empresa e reorganização financeira.

Além do caso envolvendo o Cirque du Soleil, Gabriel de Alba participou de reestruturações na Frontera Energy, Gateway Casinos e Pat McGrath Cosmetics. Segundo interlocutores do Botafogo, internamente o modelo aplicado por De Alba é visto como referência para o plano da GDA no futebol carioca.

A aproximação entre GDA e Botafogo começou oficialmente em fevereiro, quando a SAF recebeu um empréstimo de US$ 25 milhões, dos quais US$ 22,8 milhões chegaram ao clube. O acordo foi alvo de críticas internas devido às condições consideradas rigorosas, prevendo juros de 20% ao mês e possibilidade de cobrança de 200% do valor em caso de inadimplência.

Embora a GDA seja apontada como favorita, outros fundos também apresentaram propostas pela SAF, cada um com modelos distintos. John Textor, atual detentor majoritário, formalizou uma oferta de recompra. Todas as propostas serão analisadas pelo Conselho Deliberativo, antes de posterior deliberação pela Assembleia Geral dos sócios do Botafogo.

Defesa de Cláudio Castro nega relação pessoal indevida com Daniel Vorcaro


Da redação

A defesa de Cláudio Castro (PL) negou nesta terça-feira, 26 de maio, qualquer irregularidade envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A manifestação ocorreu após Cláudio Castro ser alvo de buscas da Polícia Federal na oitava fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes no Rioprevidência.

Segundo a Polícia Federal, ao menos R$ 3 bilhões destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais teriam sido investidos pelo Rioprevidência em operações ligadas ao Banco Master. Os investigadores apontam que as decisões de investimento não teriam seguido critérios técnicos, mas sim um suposto “alinhamento político” e “relação pessoal” entre Castro e Vorcaro.

Em nota, os advogados do ex-governador afirmaram que todos os encontros entre Castro e Vorcaro ocorreram em agendas oficiais, institucionais e eventos de networking, “comuns ao exercício da função pública”. A defesa reiterou que não houve favorecimento, tratativa ilícita ou recebimento de benefício pessoal por parte de Castro.

Ainda conforme a defesa, todos os investimentos realizados pelo Rioprevidência seguiram “fluxos técnicos, jurídicos e administrativos próprios da autarquia”, dentro dos limites aprovados pelo Conselho de Administração e respeitando a Resolução CMN nº 4.963/2021. O comunicado também rejeitou qualquer custeio de viagens ou despesas pessoais de Castro por Vorcaro.

A operação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e Distrito Federal. Outras cinco pessoas também foram investigadas, incluindo ex-dirigentes do Rioprevidência e empresários, além das empresas Mídias Promotoras Ltda e Planner Corretora de Valores S.A. A Polícia Federal aponta que essas empresas podem ter facilitado fraudes e lavado dinheiro.

Segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, as provas reunidas são indiciárias e justificam as buscas. A defesa de Castro informou que ainda não teve acesso integral aos autos e destacou que, em dezembro de 2025, houve o resgate de R$ 1,4 bilhão administrado pelo Banco Master, e que todos os recursos foram recuperados para o Estado.

Brasil e Rússia firmam novos acordos universitários durante reunião em Brasília


Da redação

O Ministério da Educação participou, nesta segunda-feira, 25 de maio, da 13ª Reunião da Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica, realizada no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. O objetivo foi discutir avanços e novas iniciativas de cooperação bilateral nos setores de educação, ciência e tecnologia.

O secretário-executivo adjunto do MEC, Angelo Vinicius Roda, representou a pasta e destacou o progresso da cooperação educacional e universitária entre Brasil e Rússia. Segundo Roda, existe interesse em ampliar as iniciativas conjuntas, com o objetivo de aprofundar o intercâmbio acadêmico e fortalecer parcerias institucionais nos dois países.

Roda afirmou que Brasil e Rússia mantêm acordo de cooperação educacional desde 1997. Ele manifestou interesse brasileiro em contar com estudantes russos no Programa de Estudantes-Convênio, que oferece vagas gratuitas em instituições brasileiras de ensino superior. Essa iniciativa visa contribuir para o desenvolvimento científico e educacional de ambas as nações.

Durante o encontro, também foi ressaltada a atuação da Liga de Universidades do Brasil, Rússia e Belarus, que promoveu, no ano passado, um evento na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O encontro resultou em novas articulações acadêmicas e na assinatura de acordos interinstitucionais.

A reunião mencionou, ainda, avanços obtidos na 13ª Reunião do Grupo de Trabalho Brasileiro-Russo de Cooperação Educacional, Científica e Tecnológica, realizada em fevereiro no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro. O evento contou com coordenação conjunta do MEC, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Ciência e Educação Superior da Rússia.

Na ocasião, foram firmados novos acordos entre universidades federais brasileiras, como UFRJ, UFRRJ e UFMG, e instituições russas em áreas estratégicas, como biologia marinha e agroquímica. Além da educação superior, os dois países identificaram potencial de cooperação na educação básica, no ensino de idiomas e na educação profissional e tecnológica.

Goiás tem segunda maior queda de homicídios do Brasil, diz Atlas da Violência


Da redação

Goiás registrou a segunda maior queda na taxa de homicídios do Brasil entre 2014 e 2024, com retração de 58,4%, segundo o Atlas da Violência 2026. O estudo, divulgado nesta terça-feira (26/5), indica que o Estado se tornou referência nacional em governança e eficiência na área de segurança pública.

O Atlas, coordenado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), destaca a posição de Goiás no topo dos rankings de redução de crimes violentos. Segundo o relatório, o período analisado aponta estabilidade e redução contínua dos indicadores criminais estaduais.

O governador Daniel Vilela afirmou que os resultados refletem maturidade e continuidade das políticas implementadas desde 2019. “Essa queda consecutiva de homicídios é fruto de um trabalho contínuo que prioriza a integração das forças de segurança, investimento em inteligência e infraestrutura, além do combate implacável ao crime”, declarou.

Entre 2019 e 2024, Goiás manteve um ritmo acelerado, registrando queda de 43% na taxa de homicídios e alcançando o terceiro lugar nacional nesse indicador. Daniel Vilela reforçou: “Temos uma política de tolerância zero com o crime. É um compromisso pessoal manter, ano a ano, essa redução dos índices de violência em Goiás”.

O relatório aponta que Goiás compõe, junto com Distrito Federal e Santa Catarina, o grupo das três Unidades da Federação com reduções anuais seguidas na letalidade entre 2019 e 2024. O documento destaca que a sustentabilidade das ações superou oscilações estatísticas observadas em outros Estados.

A capital Goiânia aparece como a segunda do país com maior retração na taxa de homicídios estimados em dez anos, com diminuição de 70,9%, e a terceira maior queda entre 2019 e 2024, registrando redução de 52,1%. Nos últimos 11 anos, a queda estimada do Estado nos homicídios foi de 56,9%.

TRE-MT e Ministério Público orientam partidos sobre regras do período pré-eleitoral


Da redação

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, em parceria com a Procuradoria Regional Eleitoral, iniciou nesta terça-feira, 26, a divulgação das regras de conduta para o período pré-eleitoral no estado. A iniciativa visa orientar partidos, filiados e pré-candidatos sobre os limites legais para eventos e manifestações antes do início oficial da campanha.

A Recomendação 01/2026 estabelece que a propaganda eleitoral só tem permissão a partir de 15 de agosto do ano das eleições. Até essa data, partidos podem realizar convenções presenciais, virtuais ou híbridas entre 20 de julho e 5 de agosto, mas devem restringir os eventos ao ambiente intrapartidário e evitar atos que possam sugerir propaganda antecipada.

As legendas estão proibidas de fazer pedidos explícitos de voto, utilizar instrumentos vedados em campanha ou apresentar elementos como números, bandeiras, slogans e jingles antes do permitido. O objetivo é impedir práticas que possam ser caracterizadas como antecipação da propaganda eleitoral oficial.

O regulamento também reforça que pré-candidatos têm direito à participação em entrevistas e debates transmitidos por rádio, televisão ou internet, desde que haja tratamento isonômico pelas emissoras. Partidos podem custear encontros em locais fechados para discutir políticas e alianças, assim como promover campanhas prévias de arrecadação de recursos dentro das normas.

Segundo a presidente do TRE, desembargadora Serly Marcondes Alves, “considerando a relevância das orientações para a regularidade do pleito, determino sua ampla divulgação no âmbito desta Justiça Eleitoral”. O procurador regional eleitoral, Fabrizio Predebon da Silva, acrescentou que o Ministério Público prefere atuar preventivamente na defesa da lisura do pleito.

O descumprimento das regras pode configurar propaganda antecipada, condutas vedadas ou abuso de poder, sujeitando-se à adoção de medidas judiciais. A Secretaria Judiciária do tribunal notificará juízes e diretórios estaduais sobre as orientações. A legislação proíbe terminantemente showmícios ou eventos com artistas para animação de público neste período.

Dra. Eudócia propõe CPMI para apurar Banco Master, BMG e INSS


Da redação

A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) defendeu na terça-feira (26), no Plenário do Senado, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar possíveis relações entre o Banco Master, o Banco BMG e operações de crédito consignado ligadas ao INSS. Segundo ela, a investigação precisa examinar possíveis conexões políticas e financeiras.

Durante seu pronunciamento, a parlamentar afirmou que “a história do BMG e a máfia do INSS e Master se juntam. É a mesma história”. Ela destacou que as investigações devem ser amplas e alcançar todos os pontos de contato entre os bancos e os contratos de crédito consignado vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social.

A senadora levantou questionamentos sobre a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o senador Renan Calheiros (MDB-AL). De acordo com Eudócia, a atuação de Renan em defesa de propostas sobre o setor financeiro requer apuração detalhada no âmbito do Congresso Nacional.

Eudócia criticou especificamente a proposta defendida por Renan, que prevê o uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir prejuízos de fundos de pensão que investiram em títulos do Banco Master. Em sua fala, declarou: “A conduta do senador Renan Calheiros na CAE extrapola todos os limites. É abuso de autoridade, num claro desvio de finalidade. Ele usa a presidência da CAE, desrespeitando cada um de nós, para fazer palanque eleitoral”.

A parlamentar anunciou ainda o protocolo de notícia-crime em diferentes órgãos, incluindo Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal e Ministério Público Federal, para solicitar o desarquivamento de investigações envolvendo o Banco BMG e o INSS, conforme mencionado em seu discurso no Plenário.

O Banco Master, o Banco BMG e os contratos de crédito consignado do INSS já foram alvo de apurações anteriores. A criação da CPMI, segundo a senadora, buscaria ampliar o escopo e a transparência das investigações em curso sobre possíveis irregularidades no setor.

Pedro Bial diz que entrevista com Tom Jobim em 1985 foi a pior da carreira


Da redação

Pedro Bial relembrou, em participação em um podcast, a entrevista que realizou com Tom Jobim em 1985, classificando-a como o pior momento de sua carreira. O jornalista explicou que o nervosismo diante do cantor e compositor, que morreu em 1994, marcou negativamente a experiência profissional.

Durante conversa com Rita Lobo, Bial detalhou que a lembrança do episódio ainda o constrange. “Foi um desastre, um desastre, me chicoteio até hoje. Sabe quando você tem uma lembrança traumática? Que, toda vez que ela aflora, você sente a mesma vergonha que sentiu naquele momento?”, relatou o apresentador.

Segundo Bial, um dos principais problemas ocorreu quando ele repetiu uma pergunta sobre a música “Água de Beber”, interpretada por Jobim durante visita ao Catetinho, no Distrito Federal. O jornalista contou que não percebeu que outros repórteres já haviam feito a mesma pergunta ao artista.

“Até hoje, quando lembro das gafes que dei com o Tom […] Eu bobeei, não vi que estava todo mundo com a mesma pergunta e falei: ‘E aí, Tom? Foi água de beber?’”, recordou Bial. O compositor respondeu: “Não aguento mais falar de Água de Beber. Eu enchi o saco”, conforme relatado pelo jornalista.

Bial reconheceu que agiu de forma descuidada e desatenta na ocasião. “Ele tinha toda razão; eu fui descuidado, desatento, fui mané. É isso. Nunca tinha contado essa história de tanta vergonha que me dá”, afirmou. Apesar do episódio, o jornalista disse ter superado o constrangimento.

Atualmente, Pedro Bial dirige uma série documental dedicada ao centenário de Tom Jobim, que será celebrado em 2027. “Eu estou tendo a alegria de dormir, acordar, comer, beber… Eu passo dias e noites só com Tom Jobim. Vida, obra, música. Eu estou absolutamente apaixonado”, declarou.

- Publicidade -