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Crianças ficam 10 horas na fila do Hospital Regional do Guará

20150714235849Fechamento temporário do Hmib teria provocado efeito cascata, que afetou hospitais como o do Guará.

Alguns pais passaram a   madrugada de ontem no Hospital Regional do Guará (HRGu) esperando atendimento na pediatria. O atendimento só foi normalizado de manhã.   O hospital disse, por meio da assessoria de imprensa, que as pediatras escaladas trabalharam normalmente e credita a demora  ao excesso de pacientes por causa da suspensão temporária dos atendimentos na emergência   do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).  A sugestão foi enviada ao JBr. via WhatsApp.

O contador Alex Araujo, 34 anos,  afirmou que chegou ao hospital à meia noite de segunda-feira com a esposa, a dona de casa Suzete Maria, 30, e a filha, Ana Clara, de   um ano. A criança só foi atendida  dez horas depois, às 10h30 do dia seguinte. “As crianças todas estavam aos prantos. O descaso é total. Não tem médico. Na escala, tinha dois, porém, não chamavam”, diz.

A filha  apresentava febre alta, 39 graus. “Pela manhã, ela com toda essa febre e  não tinha passado nem pela triagem”, narra.

Esta foi a primeira vez que o pai, morador de Taguatinga, procurou o Hospital do Guará. Antes, tinha ido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia e à UPA de Ceilândia. “Além disso, soube que também não está tendo atendimento pediátrico na UPA do Recanto das Emas e na do Núcleo Bandeirante. O Hmib está fechado e o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), lotado”, enumera. E desabafa: “É de indignar a situação da saúde pública no DF”.

Peregrinação

O consultor técnico José Augusto da Silveira, 50 anos, morador do Guará, estava no local desde as 6h40 com as duas filhas, Mônica e Marcela, gêmeas, de 1 ano e meio, com um quadro de alergia e vômito. Antes de chegar ao local, fez uma verdadeira peregrinação.

“Eu cheguei a vir aqui ao HRG, mas, como estava cheio, resolvi voltar e esperar amanhecer para retornar com elas. Fui ao Hmib, e lá me indicaram o Hran, que estava lotado”, relata.

Por isso, ele resolveu procurar o Hospital do Guará. E só foi atendido às 10h30, mais de quatro horas depois. “Eu já contribuí durante 37 anos de carteira assinada. Somando,   tenho R$ 556 mil só de INSS. Isso é um absurdo, parece que não temos autoridades”, destacou.

“Atendimento normal”

A equipe do JBr. esteve no HRGu por volta das 10h. Havia mais de dez crianças aguardando   a triagem, que logo começou a ser feita. A Secretaria de Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que houve atendimento normal  entre a noite de segunda-feira e  a  manhã de terça-feira. “Havia médicos  que atendiam tanto a pacientes internados   quanto aqueles que chegavam”, diz a resposta enviada pela pasta.

De acordo com a direção do hospital, a emergência pediátrica do HRGu geralmente funciona bem. “Teve um aumento da demanda por causa do Hmib. Muito dessa demanda acabou sendo absorvida pelo Hospital do Guará porque é a unidade mais próxima da Asa Sul”, explicou a assessoria.

O atendimento a novos pacientes da manhã começou somente às 10h porque havia muitos   em observação, segundo a direção do hospital.

Em relação ao caso do pai que disse ter passado a noite no local, a assessoria informou que ele deu entrada à 1h37  e que a filha teria sido classificada como verde na triagem. Segundo a direção, a sala de observação   funcionou além da capacidade, com 12 crianças. Os cinco leitos   estavam ocupados e as demais crianças estavam no banco.

 Fonte: Jornal de Brasília

Rollemberg sanciona primeiro Plano Distrital de Educação do DF

34143dc8937bc78b76bc16d1537bb758_MDocumento traz 21 metas com cerca de 400 estratégias para cumpri-las. Plano prevê aumento de 3,23% para 6,12% do PIB para a área até 2024.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, aprovou nesta terça-feira (14) o Plano Distrital de Educação (PDE), que estabelece 21 metas para o desenvolvimento do ensino na capital nos próximos dez anos. Este é o primeiro projeto do tipo a ser aprovado na capital.

Pelo documento, o DF deve oferecer até 2024 educação em tempo integral em 60% das escolas, com atendimento de pelo menos um terço dos estudantes, triplicar a oferta de vagas do ensino técnico e aumentar o percentual do PIB nos investimentos de educação de 3,23% para 6,12%.

Algumas metas têm o prazo mais curto para se adequar. O GDF tem até 2016 para garantir matrículas na rede pública e conveniada para crianças de 4 a 5 anos e jovens de 15 a 17 anos. O Plano Distrital de Educação pode ser visto pela internet.

O plano prevê que nos próximos dois anos os profissionais da área de educação tenham salários equiparados com servidores de carreiras do serviço público com qualificação equivalente. O documento estabelece que o GDF deve garantir a formação continuada dos educadores.

De acordo com o texto, o governo deve equipar as unidades escolares com laboratórios de ciências e de informática e também construir mais unidades de ensino.

O texto estipula o limite de um ano para que o Executivo envie à Câmara Legislativa projeto de lei para estabelecer a responsabilidade educacional. O objetivo é normatizar possíveis punições para gestores que descumpram obrigações previstas no plano ou que  desperdicem recursos destinados ao ensino.

O governador deve enviar aos deputados distritais a revisão da Lei de Gestão Democrática (Lei Distrital nº 4.751), que define mecanismos de transparência e de participação da comunidade nas decisões pedagógicas, administrativas e financeiras das escolas.

Etapas
O primeiro Plano Distrital de Educação da história de Brasília começou a ser preparado em 2013, com o envolvimento de toda a comunidade escolar. Passou por debates nas escolas e conferências regionais e distrital.

O plano foi encaminhado para ajustes pela Secretaria de Educação antes de chegar a Câmara Legislativa, onde recebeu mais de 100 emendas dos parlamentares.

O texto foi aprovado pela Casa em 16 de junho. A proposta teve pontos que foram vetados por Rollemberg. Segundo o governo, as decisões do Executivo não afetaram os objetivos gerais do projeto.

Apesar do prazo para que as unidades da federação e os municípios sancionassem planos de educação ter terminado em 24 de junho, como determina o Plano Nacional de Educação (PNE), o DF é apenas a 14ª entre as 27 unidades federativas a sancionar o projeto.

Em 11 dos 13 estados que não aprovaram os planos de educação os documentos estão sob análise do Legislativo. Em alguns casos, os textos não foram levados a plenário. Em dois estados, os projetos foram aprovados pelos deputados, mas ainda não foram sancionados pelos governadores.

Embora não existam punições especificadas para quem descumprir o prazo, as cidades e as unidades da federação que têm um plano sancionado poderão ter prioridade no recebimento de repasses federais.

Fonte: G1

Greve de rodoviários de cooperativas no DF deixa 100 mil sem transporte

paralisacao2Categoria quer equiparação salarial com funcionários de ônibus tradicionais. Trabalhadores das cinco empresas aderiram; categoria fala em ‘injustiça’.

Trabalhadores de cooperativas de transporte público do Distrito Federal entraram em greve na madrugada desta quarta-feira (15) em protesto por equiparação salarial com categorias de ônibus convencionais. O grupo pede aumento do tíquete-alimentação e da cesta básica, além de diminuição em 40 minutos da carga horária. As cinco empresas atendem diariamente 100 mil passageiros. A Secretaria de Mobilidade informou que há um mês negocia com o grupo e que não tem condições de fazer o repasse diretamente, como pedido.

A paralisação começou às 4h, horário em que as cooperativas começariam a rodar. De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Diógenes Santos, as conversas com o Executivo não têm avançado, e as cooperativas reclamam de receber tratamento diferenciado em relação às empresas convencionais. São ao todo 1,6 mil funcionários – entre motoristas, cobradores, mecânicos e despachantes.

A gente faz a mesma função das empresas convencionais, trabalha até a mais e recebe bem menos.E está tudo aumentando. [Para o] mês que vem já anunciaram outro aumento na conta de luz, e o salário não aumenta. como conseguir pagar as coisas sem dinheiro?”
Daniele Farias,
cobradora de cooperativa

“O governo alega que não tem condições de dar aumento agora, mas não sei qual é a deles. A categoria só volta quando tiver garantia, não dá mais para trabalhar desse jeito”, afirmou o sindicalista. “Em alguns casos a diferença de salário é o dobro.”

Segundo Santos, motoristas de cooperativas ganham R$ 1.171, contra os R$ 2,1 mil recebidos pelos funcionários das empresas tradicionais. Já cobradores têm remuneração de R$ 840, enquanto os equivalentes ganham R$ 1,2 mil. Ele não soube informar os salários dos mecânicos e despachantes.

A cobradora Daniele Farias afirma considerar injusta a diferenciação salarial e conta que tem sido difícil lidar com as contas no final do mês. Morando com os três filhos e a mãe no Riacho Fundo, ela é a única pessoa em casa a trabalhar.

“A gente faz a mesma função das empresas convencionais, trabalha até a mais e recebe bem menos.E está tudo aumentando. [Para o] mês que vem já anunciaram outro aumento na conta de luz, e o salário não aumenta. como conseguir pagar as coisas sem dinheiro?”

Garagem da Cootarde, cooperativa de transporte público do Distrito Federal, em Ceilândia (Foto: TV Globo/Reprodução)Garagem da Cootarde, cooperativa de transporte público do
DF, em Ceilândia (Foto: TV Globo/Reprodução)

Entre as regiões mais afetadas pela paralisação estão Planaltina, Itapoã, Sobradinho, Paranoá, Samambaia, Recanto das Emas, Ceilândia e Brazlândia. As cinco cooperativas que rodam no DF são Cootarde. Coopertran, Cobrataete, Cootransp e Coopatag.

Parte dos rodoviários em greve se reuniu pela manhã na garagem da Coortarde, na BR-070. Não há informações sobre a possibilidade de assembleia.

Para minimizar os transtornos, o DFTrans estuda implantar um plano emergencial para
as empresas tradicionais operarem gradativamente nas linhas abandonadas pelas
cooperativas.

Greve da TCB
Rodoviários da TCB completam nesta quarta três dias de paralisação. Eles pedem 20% de reajuste sobre os salários, 50% sobre o tíquete-alimentação, extensão do plano de saúde aos familiares e reconhecimento dos direitos de herdeiros em caso de morte. Em nota, a Secretaria de Mobilidade diz que “acompanha de perto” a negociação.

A empresa informou que entrou na Justiça nesta terça-feira (14) contra a paralisação. Ela pede que os rodoviários garantam a circulação mínima de 30% dos veículos,A ação foi protocolada no Tribunal Regional do Trabalho e deve ser julgada nesta quarta (15).

Em assembleia na tarde desta terça, os rodoviários da empresa decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A TCB tem 103 motoristas, 92 cobradores e 46 funcionários que fazem a manutenção dos carros. Ela atua com 33 veículos em 14 linhas na área central de Brasília e áreas rurais de Planaltina e Paranoá, atendendo 18 mil pessoas por dia.

Fonte: G1

Senado instala CPI do Futebol e Romário será presidente da comissão que investigará a CBF

20150714151759167775aAveriguação passa por acordos de publicidade em partidas da Seleção Brasileira.

Um dia após aprovar a Medida Provisória, o Senado Federal instalou na tarde desta terça-feira a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol. Por aclamação, o senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) foi escolhido para presidir a comissão responsável por investigar irregularidades na CBF.

“Espero que com essa CPI possamos repaginar, modernizar e moralizar o que vem acontecendo no nosso futebol”, escreveu Romário nas redes sociais assim que deixou o plenário.

Foi o próprio Romário quem conseguiu instaurar o projeto no Senado, em maio. Ele escolheu o também senador Romero Jucá (PMDB-PE) como relator da comissão. Ambos os cargos foram decididos previamente.

Romário alcança a presidência da comissão da CPI do Futebol após pleitear a posição junto aos líderes das bancadas de PMDB e PT, partidos que juntos têm 32 das 81 cadeiras da Casa e por isso têm preferência na escolha dos cargos.

Composta por 11 membros titulares e oito suplentes, a CPI investigará supostas ilegalidades em contratos envolvendo a CBF pelos próximos seis meses. A averiguação passa por acordos de publicidade em partidas da Seleção Brasileira, além de contratos referentes a torneios nacionais. Tanto a Copa das Confederações de 2013 quanto a Copa do Mundo do último ano também serão investigadas.

Fonte: superesportes.com.br

Hillary Clinton promete Irã sem armas nucleares se for eleita presidente

A ex-secretária de Estado participou das primeiras conversas confidenciais com Teerã, no governo Obama, sobre o tema.

Washington, Estados Unidos – A pré-candidata democrata favorita na corrida à Casa Branca, Hillary Clinton, prometeu, nesta terça-feira (15/7), que o Irã nunca terá armas nucleares se ela for eleita presidente dos Estados Unidos em 2016.

Em uma dura declaração a respeito do acordo sobre o programa nuclear iraniano obtido hoje, Hillary garantiu que “como presidente, usarei todos os meios disponíveis em nosso arsenal para obrigar o cumprimento rigoroso do Irã”. “A mensagem ao Irã deveria ser alta e clara: nunca permitiremos que vocês adquiram armas nucleares; não durante o prazo desse acordo – nunca”, completou a ex-secretária de Estado, que participou das primeiras conversas confidenciais com Teerã, no governo Obama, sobre o tema.

Hillary disse que ainda analisa os detalhes do acordo, mas deu seu apoio ao documento. “Baseada nos relatórios que recebi e em uma revisão dos documentos, apoio o acordo porque pode nos ajudar a evitar que o Irã obtenha armas nucleares”. “Com uma aplicação rigorosa, uma verificação firme e consequências rápidas para qualquer violação, este acordo pode tornar Estados Unidos, Israel e nossos parceiros árabes (países) mais seguros”, estimou Clinton.

A pré-candidata à presidência advertiu que a assinatura do acordo é apenas o primeiro passo, e que sua “aplicação efetiva” será de primordial importância. “Diante da longa história e da experiência da comunidade internacional com o comportamento do Irã, a maior prioridade deve ser a aplicação efetiva do acordo”.

Fonte: Correio Braziliense

Só no STF, mais de 40 políticos respondem a inquérito por corrupção

stf-sede-noite-arco-iris-fellipe-sampaio-sco-stfPF e MPF cumprem mandados de busca e apreensão em residências e empresas de políticos, como os senadores Fernando Collor, Ciro Nogueira e Fernando Bezerra Coelho, acusados de se beneficiarem de desvios da Petrobras.

Na primeira investida após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar políticos envolvidos na Operação Lava-Jato, a Polícia Federal realizou, na manhã de ontem, buscas em endereços residenciais e funcionais de senadores, ex-ministros do governo Dilma Rousseff, deputados e ex-deputados. Também foram vasculhados escritórios de advocacia, empresas e órgãos públicos. Os principais alvos foram os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), o ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC) e o ex-ministro e ex-deputado Mário Negromonte (PP-BA). O advogado Thiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, também teve a residência e o local de trabalho visitados pela PF. Todos foram citados em delações premiadas como beneficiários do esquema bilionário de corrupção na Petrobras. Não houve prisões.

No imóvel de Collor, ex-presidente da República, a famosa Casa da Dinda, no Lago Norte, os agentes federais apreenderam, além de documentos, três carros de luxo: uma Ferrari, um Porsche e uma Lamborghini. A Operação Politeia, autorizada pelos ministros do STF Teori Zavascki, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, provocou uma reação no Congresso. Os políticos envolvidos se disseram à disposição da Justiça, no entanto, criticaram o que chamaram de “ação midiática e invasiva”.

A Polícia Federal cumpriu 53 mandados de busca e apreensão: no Distrito Federal (12), na Bahia (11), em Alagoas (sete), em Santa Catarina (cinco), no Rio de Janeiro (cinco) e em São Paulo (cinco). Foram apreendidos oito veículos, duas obras de arte, joias, relógios, computadores, documentos e aproximadamente R$ 4 milhões em espécie. Os agentes ainda recolheram 45 mil dólares e 24,5 mil euros. Em apenas uma empresa, sediada em São Paulo, os policiais encontraram R$ 3,67 milhões.

O objetivo principal é evitar a destruição de provas importantes do caso. Segundo a apuração do Ministério Público e da Polícia Federal, um cartel de empreiteiras combinava licitações na Petrobras, superfaturava obras na estatal e repassava o excedente sob a forma de propinas a políticos e a funcionários da petroleira. Só no STF, mais de 40 políticos respondem a inquérito por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, após pedido de delegados e procuradores, os ministros do Supremo autorizaram a apreensão de bens supostamente obtidos por meio dos crimes. Além de corrupção e lavagem de dinheiro, há suspeita de evasão de divisas, fraude à licitação e organização criminosa.

BR Distribuidora
Os policiais estiveram nas casas de Collor em Brasília e em Alagoas. Também realizaram buscas na TV Gazeta, que pertence à família do senador. O ex-presidente é investigado por, segundo o doleiro Alberto Youssef, um dos principais operadores do esquema, ter recebido propina para facilitar contratos na BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras. Em delação premiada, o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, disse ainda que Collor teria recebido R$ 20 milhões do esquema montado na Petrobras, entre 2010 e 2012.

Segundo a PGR, essa é a “primeira fase” de ações da Lava-Jato no STF — na primeira instância, em Curitiba, já houve 15 fases. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que as ações eram “necessárias”. “As medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF, sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa, e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas”, explicou. Para a procuradoria, as ações de buscas e apreensão demonstram uma “atuação firme e responsável” para esclarecer os fatos.

Fonte: Correio Braziliense

Com ‘crise’ na saúde, DF investe mais em manter hospitais que em remédio

sesMesmo tendo decretado estado de emergência por causa do desabastecimento na rede, o Distrito Federal já empenhou neste ano R$ 92,1 milhões a mais em vigilância, limpeza e alimentação de hospitais e outras unidades da rede pública de saúde do que para compra de medicamentos. Há atualmente estoques zerados de 73 remédios – incluindo antibióticos usados no tratamento contra sífilis, toxoplasmose, tétano, meningite e inflamações no coração.

Desde janeiro foram empenhados R$ 246,5 milhões com serviços de manutenção de hospitais e unidades da saúde; para remédios, foram R$ 154,4 milhões (veja tabela).  O governo alega que problemas herdados da gestão anterior, dificuldades no trato com fornecedores e orçamento subdimensionado influenciam no quadro.

Não tem nenhum processo de medicamento parado por falta de orçamento. A gente precisa, lógico, redimensionar esses contratos que não são área fim. Entendo que as contratações desse tipo de despesa não deveriam estar no âmbito da Secretaria de Saúde. A Secretaria de Saúde deveria comprar só o que é finalítico, medicamento, material médico, contratação do serviço de manutenção de equipamentos”
Ricardo Cardoso,
diretor do Fundo de Saúde do DF

O diretor do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, reconhece estar investindo “muito caro e muito mal” em vigilância, limpeza e alimentação. “Temos uma situação de pagar mais caro para isso por quê? Pelo fato de não ter os contratos regulares. Não tínhamos nem contrato no início do ano, foram feitos alguns contratos emergenciais, e o fato de você não ter contratos regulares, de você não fazer uma licitação regular, você não consegue aumentar a concorrência, reduzindo o preço. Então os contratos de vigilância e limpeza na secretaria são mais caros do que em outros órgãos do próprio governo.”

O deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN) afirmou que vai solicitar que o secretário de Saúde, João Batista de Sousa, explique a disparidade entre os gastos. O G1 pediu entrevista com o gestor, mas só teve acesso ao diretor do Fundo de Saúde.

O parlamentar também disse que fará uma vistoria nas unidades de saúde para mapear os principais problemas. “Não quero dizer que vigilância e limpeza não sejam importantes, mas foram gastos R$ 100 milhões a mais do que com remédios. Gasta-se mais com limpeza e segurança do que com remédios. Enquanto isso, a gente tem hospital que infelizmente ainda está sem medicamentos e a população está extremamente desassistida.”

Dados da Secretaria de Saúde mostram que, entre 1º de janeiro e 10 de julho, o DF recebeu 332 notificações judiciais para fornecimento de remédios – média de 1,7 ação por dia. A pasta afirma estar organizando um mutirão para comprar doses de todos os 850 medicamentos preconizados e sanar a falta de insumos na rede.

O advogado Gustavo Pessoa Dantas, de 30 anos, não conseguiu pegar insulina glargina – usada diariamente no controle da diabetes – nos dois primeiros meses do ano. Morador de Águas Claras, ele lida com a doença desde os 10 anos e precisou comprar o medicamento. As doses suficientes para 30 dias custam cerca de R$ 480.

“Em março a situação se regularizou, mas ainda assim acho preocupante. Eu busco na Policlínica de Taguatinga todo mês, e sempre que vou fico pensando se vou ou não encontrar o remédio”, conta.

Uma leitora do G1 também narrou dificuldades para ter acesso a um medicamento. O filho dela toma Somatropina para reverter problemas de crescimento. Falhas no fornecimento deixaram a criança quatro dias sem remédio.

O diretor do Fundo de Saúde, Ricardo Cardoso, disse que o DF deve receber R$ 18 milhões do governo federal até o fim da semana para a compra de insumos. “É o suficiente? Não. A previsão da secretaria de necessidades, em função da situação de desabastecimento que foi encontrada no início deste ano, era de R$ 257 milhões para poder abastecer a rede [só com medicamentos].”

ricardo_cardoso_editedEle diz, porém, que as suplementações orçamentárias nas áreas de vigilância, limpeza e alimentação acontecem com maior frequência por causa da “necessidade”. “Se os contratos são grandes, têm necessidade de suplementar mais rápido. Uma fatura da Sanoli [que fornece refeição] é de R$ 12,5 milhões. Com R$ 12,5 milhões em medicamentos consigo ‘startar’ vários processos de aquisição. Então o medicamento, o processo de suplementação orçamentária, é mais demorado”, diz.

“Agora, o desabastecimento envolve fatores que muitas vezes não são relativos apenas à questão orçamentária. Tem empresas que chegaram a falar que não iam fornecer para a secretaria porque nós estamos devendo despesas de 2014. Isso ainda é uma realidade. O governo tem dívida. Nós já pagamos R$ 25 milhões de dívidas e estamos continuando a fazer pagamentos de despesas de exercícios anteriores”, completa.

Tem mais dinheiro, mas tem greve
O investimento maior em vigilância, limpeza e alimentação – R$ 246,5 milhões – não impediu que a rede enfrentasse paralisações. Responsável por fornecer 25 mil refeições diariamente às unidades de saúde (a única não contemplada é o Hospital Regional de Santa Maria, que é abastecida por outra empresa), a Sanoli parou duas vezes neste ano.

A organização aguardava na sexta-feira o pagamento de R$ 12,5 milhões referentes aos serviços executados entre 22 de maio e 21 de junho. Além disso, afirma ter R$ 21,4 milhões a receber do governo de dívidas de 2014.

Vigilantes da Ipanema, que trabalham na rede pública de saúde do DF, que decidiram entrar em greve  (Foto: Natalia Godoy/G1)“Desde o início dos atrasos nos pagamentos por parte da secretaria (ainda em 2014), a Sanoli é obrigada a atrasar o pagamento de funcionários e fornecedores, fazendo com que, hoje, muitos só nos entreguem mercadorias mediante pagamento adiantado”, afirmou em nota a instituição, que atua desde 1972 na rede.

“Buscamos estender pelo maior período possível nossa capacidade de servir, ao menos, pacientes. Entretanto, com a quantidade de matéria-prima base para o preparo das refeições muito reduzida, suspendemos a alimentação oferecida a servidores e acompanhantes. A intenção sempre é preservar as pessoas internadas”, completou.

“Em março a situação se regularizou, mas ainda assim acho preocupante. Eu busco na Policlínica de Taguatinga todo mês, e sempre que vou fico pensando se vou ou não encontrar o remédio [insulina]”
Gustavo Pessoa Dantas,
advogado

Vigilantes e serventes de limpeza também relatam atrasos e já fizeram, cada um, uma paralisação neste ano. Os primeiros somam 2.540 trabalhadores. Os segundos, 3 mil, com salário médio de R$ 980. Presidente do Sindicato dos Empregados de Conservação, Asseio e Serviços Terceirizados do DF, Maria Isabel Caetano Reis diz que a situação já foi pior.

“Depois da saída de algumas empresas dos contratos, ficou melhor em relação ao ano passado. As empresas que prestam serviço nos hospitais não estão dando tanto problema agora”, afirma.

O diretor do Fundo de Saúde, Ricardo Cardoso, diz que o DF estuda ainda recalcular a quantidade de funcionários nas duas áreas para fazer a licitação. Somente em vigilância, por exemplo, a Saúde paga R$ 1,2 mil por cada trabalhador do que as outras secretarias. O orçamento inferior ao do ano passado e os rombos no caixa dificultariam, no entanto, que o certame seja realizado de imediato.

A ideia, de acordo com o gestor, é conseguir a realocação de recursos de outros órgãos do GDF para dar início aos procedimentos. Além disso, há a intenção de que esses grandes contratos sejam centralizados na Secretaria de Gestão Administrativa, permitindo economia de escala ao governo.

Equívoco de prioridades
O presidente da Comissão de Bioética da OAB, Felipe Bayma, disse ao G1 ter levantado uma série de deficiências na área. Para tentar contornar o problema, cinco advogados acompanham as atividades da Secretaria de Saúde desde que o DF divulgou o plano de ação para combater a proliferação de superbactérias – que tem como pilares o fornecimento de remédios, reforço na higiene e incorporação de farmacêuticos às equipes.

A prioridade dos gastos às vezes é um tanto equivocado. Os materiais comprados pela Secretaria de Saúde são deficientes, e isso eles assumem no próprio documento. Falta de treinamento, falta de melhores gestão dentro dos hospitais. São várias deficiências, são inúmeras as deficiências”
Felipe Bayma, presidente da Comissão de Bioética da OAB

“Foi pactuada uma parceria entre OAB e Secretaria de Saúde, vamos participar efetivamente para tentar agregar alguns valores e criar soluções viáveis. [Já sabemos que] A prioridade dos gastos às vezes é um tanto equivocado. Os materiais comprados pela Secretaria de Saúde são deficientes, e isso eles assumem no próprio documento. Falta de treinamento, falta de melhor gestão dentro dos hospitais; são várias deficiências, são inúmeras as deficiências”, afirmou.

Outros problemas, segundo ele, estão relacionados à falta de leitos e à falta de profissionais. Para Bayma, as dificuldades são reflexo do rombo deixado pela gestão anterior – a Secretaria de Saúde calcula déficit de R$ 720 milhões em relação a 2014.

Especialista em administração pública, o professor Jorge Pinho discorda e critica a postura do Executivo. “A herança não justifica o descontrole. Acho que há mais falta de uma boa gestão do que qualquer outra coisa. Não vejo nesse governo os atos que lesam a sociedade como vi nos outros, mas a capacidade de gestão, a boa gerência da coisa pública, também não vejo, não.”

Pinho defende um uso mais racional do que se recebe por meio do Fundo Constitucional e do que se arrecada com impostos para tentar equalizar o problema, além de planejamento para saber no que se deve investir.

“Nossos governantes só sabem resolver as questões de carência de recurso aumentando imposto. [O DF tem] uma das maiores receitas e a maior renda per capita, portanto, a maior quantidade de impostos é paga aqui. Não há razão para isso”, afirma. “Você gastar mais com vigilância do que remédio [é absurdo]. Bota esse bando de mendanha para tomar conta das coisas, então.”

“Quem recorre à coisa pública é menos afortunado e, também, por ser menos dotado, o que tem menos capacidade de fazer barulho. Há até um certo conformismo”, completa. “O cara esquece que está pagando imposto por tudo. Qualquer coisa que ele coma, beba, use, ele está pagando imposto de circulação de mercadoria. Ele não tem Imposto de Renda por ter renda baixa, mas em compensação tem todos os outros impostos que são cobrados.”

Você gastar mais com vigilância do que remédio [é absurdo]. Bota esse bando de mendanha para tomar conta das coisas, então”
Jorge Pinho, especialista em administração pública

O diretor do Fundo de Saúde, Ricardo Cardoso, nega que a disparidade entre os gastos tenha relação com a falta de remédios. “Não tem nenhum processo de medicamento parado por falta de orçamento. A gente precisa, lógico, redimensionar esses contratos que não são área fim. Entendo que as contratações desse tipo de despesa não deveriam estar no âmbito da Secretaria de Saúde. A Secretaria de Saúde deveria comprar só o que é finalítico, medicamento, material médico, contratação do serviço de manutenção de equipamentos.”

Fonte: G1 Df

DER desiste de mureta central e quer reduzir velocidade do Eixão, no DF

4319200O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) voltou atrás e engavetou, mais uma vez, a ideia de construir uma mureta de concreto na faixa central do Eixo Rodoviário, ou Eixão, na tentativa de diminuir o número de acidentes. O diretor-geral do departamento, Henrique Luduvice, afirmou à TV Globo nesta segunda-feira (13) que a alternativa será reduzir a velocidade máxima permitida.

“Nós colocamos o tema em debate e houve a manifestação do Iphan. Por restrições orçamentárias, e também em respeito ao patrimônio histórico, nós estamos retirando esse tema de pauta. […] Nós temos que, efetivamente, buscar alternativas e uma delas é a redução de velocidade, que poderia vir a ser de 80 km/h para 70 km/h..”

Ludovice disse que há preocupação com as colisões frontais na via e com a rota diagonal feita pelos ônibus do Expresso DF no trecho final da Asa Sul, nos dois sentidos. “A nossa intenção é reduzir cada vez mais a possibilidade de acidentes, principalmente com mortes, no Distrito Federal”.

No início de julho, o diretor-geral do DER afirmou à TV Globo que estudava a construção do muro e de jardins, separando os sentidos opostos do Eixão. Segundo o órgão, a obra custaria R$ 13,8 milhões e já tinha recebido aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O instituto negou a permissão.

Em maio, Luduvice já tinha anunciado que o DER estudava reduzir o limite do Eixão e da Avenida das Nações, de 80 km/h para 70 km/h.

Acidentes

Câmeras instaladas pelo DER ao longo do Eixão mostram motoristas cometendo uma série de infrações (veja vídeo). A via é uma das mais movimentadas da capital.

As imagens feitas entre 2013 e 2015 mostram caminhões e carros de passeio fazendo retorno irregular pela faixa central, que é sinalizada com pintura e calotas tipo “tartaruga”.

Os vídeos mostram pedestres se arriscando ao atravessar a via, que tem seis faixas de rolamento. O DER informou que 82 acidentes com morte aconteceram no Eixão nos últimos 10 anos.

Fonte: G1 DF

Funcionários da TCB mantêm greve pelo 2º dia por aumento de 20%

rodoviarios-da-tcbFuncionários da TCB, que presta serviço de transporte público Brasília, mantiveram nesta terça-feira (14) a greve em protesto por reajuste salarial de 20%. O grupo começou a paralisação total das atividades na segunda-feira (13). A empresa afirmou que estuda entrar na Justiça para garantir que um mínimo de 30% da frota mantenha a circulação. Por e-mail, a Secretaria de Mobilidade diz “acompanhar de perto” a situação.

O governo diz que não tem verba, mas como é que dão reajuste a outras categorias?” Gilberto Dias, diretor do Sindicato de Rodoviários
Segundo a empresa, o sindicato não aceitou as propostas da empresa, que ofereciam reajuste de benefícios, como aumento de dias de licença em caso de morte de parente. O presidente da TCB, Jean Marcel Fernandes, afirmou que não é possível entregar o reajuste pedido porque fere a Lei de Responsabilidade Fiscal do DF.

Na Rodoviária do Plano Piloto, a recepcionista Adriana Medeiros esperava o ônibus para ir trabalhar na Esplanada. Todos os dias ela usa o coletivo da TCB, mas, por causa da greve, a mulher disse que a rotina mudou.

Funcionários da área administrativa relataram que estavam sendo impedidos de entrar na sede da companhia na manhã desta terça pelos trabalhadores em greve. “Fiquei mais de uma hora esperando. Precisou de o advogado vir para pedir meu acesso”, disse a secretária Nilva Almeida.

Diretor do Sindicato dos Rodoviários, Gilberto Dias nega e afirma que o portão esteve aberto. Ainda de acordo com ele, a principal reivindicação é melhorar as condições de trabalho. Ele disse que menos de 30% dos trabalhadores pararam de fato as atividades. “O governo diz que não tem verba, mas como é que dão reajuste a outras categorias?”, questionou.

Cartaz afixado em frente a garagem da TCB (Foto: Isabella Calzolari/G1)

Ao G1, o presidente da empresa, Jean Marcel Fernandes, rebateu o sindicato afirmando que “100% da frota está parada”. Ele diz que a empresa vai entrar com ação na Justiça para garantir um mínimo de ônibus circulando.

Fernandes afirmou que também vai pedir à Justiça uma medida para assegurar a entrada dos funcionários. “Essa barreira, na minha opinião, acaba enfraquecendo também o movimento deles.”

 

Motoristas e cobradores mobilizados em frente a garagem da TCB (Foto: Isabella Calzolari/G1)Para o motorista da empresa Darlei Alves, a categoria não é valorizada. “Trabalhamos seis vezes por semana, durante seis horas, em ônibus lotados, e não recebemos nenhuma gratificação”, afirmou, criticando o fato de os funcionários administrativos receberem recompensas no salário.

“É o trabalhador quem carrega a empresa nas costas, e ainda estamos sujeitos a violência”, contou o motorista, que já foi assaltado.

Sobre a carga horária, o presidente da TCB afirmou que ela já havia sido reduzida no último acordo coletivo e que as 36 horas representam um ganho da categoria. Ele afirmou que a demanda por gratificações é justa, mas que o governo não tem como atender o pleito. “O cobertor está curto.”

Todas as 14 linhas da TCB foram interrompidas – quatro são rurais e rodam no Paranoá e Planaltina. A empresa atende 18 mil pessoas por dia. A frota tem 33 ônibus. Pelo menos 150 trabalhadores cruzaram os braços nesta segunda.

Negociações
O presidente da entidade, Jorge Farias, afirmou que durante a reunião de sexta não houve negociação. “Não tem contraproposta. Entendemos que tem que ajustar os cofres, desde que não atinja o trabalhador. Não dá para aceitar, em época de database, que não haja nenhuma proposta do governo.”

Farias disse que funcionários da TCB cedidos a outros órgãos do GDF não querem voltar para a empresa de transporte público por não receberem ajuda de custo. “Tem 297 cedidos e eles não querem voltar porque na TCB não tem incentivo. Por isso estamos pedindo uma ajuda de custo de R$ 800, além do salário.”

O motorista Luiz Carlos Costa, de 47 anos, afirmou que os trabalhadores da TCB se sentem rejeitados pelo governo. “A gente pede equiparação devido a empresa ser pública também. Os funcionários das outras empresas têm benefícios que nós não temos”, disse.

O motorista Luiz Costa e o cobrador Josinaldo da Silva (Foto: Isabella Calzolari/G1)

“Somos excluídos, não sentimos rejeitados. Não somos reconhecidos como funcionários de uma empresa pública”, afirmou.

O cobrador Josinaldo da Silva, de 44 anos, disse que há nove anos o salário da categoria está defasado. “Esse reajuste vem para compor as despesas. Tem muito tempo que não conseguimos ganho real. Queremos negociar, mas está muito difícil.”

Fonte: G1 DF

Grupo fecha vias do DF com pneus queimados em ato por auxílio-aluguel

fumaca6Em protesto pela prorrogação do auxílio-aluguel, integrantes do Movimento Resistência Popular pelo Direito à Cidade montaram barricadas com pneus queimados no Eixinho Norte e no Eixão no início da manhã desta terça-feira (14). A Polícia Militar enviou o Batalhão de Choque para a região. A estimativa é de que 250 pessoas paticiparam da manifestação.

Um dos bloqueios foi montado perto da sede dos Correios e o outro, na altura do Conjunto Nacional. Motoristas precisaram acessar a contramão e invadir calçadas para fugir do protesto. A fumaça provocada pelos incêndios chamava a atenção pela altura. O helicóptero do Corpo de Bombeiros foi acionado para atuar na operação.

Um cordão da Polícia Militar foi montado para que os bombeiros conseguissem apagar o fogo. Todas as vias foram bloqueadas às 8h10.

fumaca5O grupo está acampado desde o início do mês no estacionamento da Secretaria de Fazenda. O benefício, concedido pelo governo do Distrito Federal no valor de R$ 600, é válido por um ano. Eles pedem a extensão do prazo e a inscrição de mais famílias no programa.

Por mensagem, os manifestantes disseram ao G1 que o GDF não fez os pagamentos que eles queriam e disseram que vão “queimar Brasília inteira”.

Na última manifestação, ocorrida no dia 9 de julho, o subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular, Acilino Ribeiro, esteve no local para negociar com os manifestantes. O governo informou que o grupo se comprometeu a não ocupar a pista outra vez.

Um dos moradores do acampamento reclama das condições que enfrenta há 14 dias. “Passo frio, passo fome. Enquanto dois comem, três olham. Mas a gente não tem escolha. O jeito é ficar aqui.”

Já uma funcionária que trabalha perto do local onde o acampamento está instalado relatou sentir “medo” ao ir ao trabalho. “Nunca sei o que pode acontecer. Normalmente todo mundo está quieto, mas do nada começam a colocar fogo em pneus”, diz a recepcionista Tayrine Vieira.

Coordenador do movimento, Francinaldo Silva afirmou que os protestos vão continuar. “Quem está causando isso é o governo. Nosso direito de ir e vir está sendo impedido a cada dia”, afirmou.

Apesar de o movimento alegar que não é ouvido pelo governo, os manifestante reconhecem que o secretário de Relações Institucionais do DF entrou em contato com os integrantes do protesto. “Só ele não resolve nossa demanda. Os outros não nos dão atenção”, completou Silva.

Em nota, o GDF informou na época que havia famílias que não receberam as 12 parcelas do benefício a que têm direito e que terão acesso ao recurso. Nos outros casos, segundo o governo, somente a Câmara Legislativa poderá decidir sobre uma prorrogação do repasse, em lei.

O governo também afirmou que o critério para a inclusão de outras pessoas no serviço é “o mesmo para qualquer pessoa”: um assistente social é enviado para verificar se a família atende os requisitos necessários para o recebimento do benefício.

Carros do Batalhão de Choque chegam a local de protesto em Brasília (Foto: Gabriel Luiz/G1)

Demanda
Um dos líderes do grupo, Edson Silva afirmou que os manifestantes devem continuar o protesto até terem uma casa liberada num dos programas do governo. “Até agora não ouvimos nada. Parece que o Rollemberg não está muito preocupado com o povo”, disse. “Aqui tem crianças, deficientes, mulheres grávidas e ninguém vem nos procurar.”

No acampamento, o grupo divide um único fogão para preparar as refeições servidas no almoço e jantar. A maior parte dos manifestantes mora nas regiões de Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia e Santa Maria.

Entidades de assistência social enviam mantimentos como arroz e cenoura. À noite, um turno faz a vigilância para que não haja ocorrências com o acampamento. “As famílias estão aqui porque não têm aonde ir”, diz Silva.

Benefício
Pelas regras do programa que concede o auxílio-moradia, o benefício é válido por até um ano, prazo que já venceu para os manifestantes. Segundo Silva, o governador Rodrigo Rollemberg prometeu em fevereiro que estenderia o tempo de pagamento do auxílio por meio de uma mudança no decreto que estabelece a questão.

Fonte: G1 DF

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