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Pacto entre presidentes da Câmara e do Senado para votar projetos fracassou

pacto-entre-presidentes-da-camara-e-do-senado-para-votar-projetos-fracassouNo dia 24 de março, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiram se unir e criar a “pauta expressa”, uma agenda com propostas que seriam analisadas de forma rápida pelas duas casas do Congresso Nacional. Um mês depois, o pacto entre os presidentes do poder Legislativo parece ter sido desfeito. Na Câmara, as votações seguem em ritmo acelerado, no Senado não.

A agenda proposta por Cunha vem enfrentando resistência do Senado. Um exemplo é o tema da terceirização de mão-de-obra no Brasil. Aprovado na semana passada pelos deputados, após tramitar por mais de 11 anos, o Projeto de Lei 4.330/2004, que libera a terceirização de trabalhadores em atividades-fim das empresas, chegará nesta segunda-feira (27) ao Senado e certamente não fará parte da “pauta expressa”. A expectativa é de que a discussão e votação leve anos até que os senadores decidam, pois já enfrenta rejeição dos senadores.

E a resistência no Senado é tanta, que está sendo articulada uma frente suprapartidária para desacelerar as propostas vistas como conservadoras que estão passando pela Câmara. A primeira reunião está prevista para terça-feira, às 14h30, no gabinete do senador João Capiberibe (PSB-AP). Pelo menos 30 senadores devem participar.

Um dos articuladores da frente, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), avisou que irá travar uma “guerrilha regimental” para atrasar a aprovação da terceirização. Ele lamenta que alguns projetos que estão sendo votados na Câmara tenham um cunho conservador.

O petista avalia que no Senado essa pauta será vista com mais cautela. “O Renan (Calheiros) tem uma certa dificuldade em defender projetos conservadores. Ao contrário do deputado Eduardo Cunha, ele (Renan) tem um perfil mais progressista, principalmente por ter iniciado sua vida política no PCdoB”, argumentou.

Demora

Desde que o acordo para a criação da “pauta expressa” foi firmado entre os presidentes da Câmara e do Senado, no final de março, nenhuma matéria foi aprovada. A Câmara até tentou, aprovando com rapidez surpreendente o Projeto de Lei 15/2015, que obriga a União a, em um prazo de 30 dias, regulamentar a lei que modifica o indexador da dívida de estados e municípios.

O projeto foi votado na mesma noite em que Renan e Cunha decidiram se unir em torno de uma agenda comum, 24 de março. No dia seguinte, chegou ao Senado e entrou na pauta do plenário. Apesar de ter sido aprovado regime de urgência, a agilidade não foi a mesma. A expectativa é de que o PLC 15/2015 seja aprovado somente na terça-feira (28), mas com emenda. Assim, seguirá de volta para a Câmara.

Fonte: fatoonline.com.br

Terceirizar não é a melhor saída

foto_27042015083342O secretário Georges Michel Sobrinho tem 71 anos e nasceu em Goiânia (GO). Juntamente com o ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, e outras lideranças políticas, é signatário da Carta de Lisboa, documento base de fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na época da ditadura, viveu exilado no Chile (1970-1973), na Colômbia (1973-1974), na Alemanha Oriental (1974-1977) e em Portugal (1977-1979).

Com a Lei da Anistia, voltou para o Brasil em 1979. Chefiou a Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro em Brasília durante 1983-1987 e 1991-1994. É jornalista e exerce a função de chefe de gabinete da Liderança do PDT no Senado (1994-2014). Já presidiu o PDT-DF quatro vezes e é o atual presidente da legenda no DF.

Em entrevistas ao jornal Alô Brasília, o secretário falou sobre os seus principais projetos à frente do órgão, sobre a Lei de Terceirização e como será o diálogo da Secretaria com as empresas e os trabalhadores.

ENTREVISTA

Qual balanço que o senhor faz desses primeiros meses à frente da Secretaria? E quais os principais objetivos daqui para frente?

Todos conhecemos a crise que passa o GDF neste novo governo. A crise econômica teve uma mudança geral na postura não apenas dos servidores e secretários, como (também) do governo. É um governo novo, com propostas novas e dentro deste governo, o nosso partido está inserido. Eu assumi a secretaria para realizar um trabalho que pudesse gerar mais emprego, oportunidades e que eu pudesse qualificar o trabalhador, porque Brasília, hoje, tem 12,3% de desempregados, e essas pessoas não conseguem emprego. Primeiro por falta de oportunidades, no sentido de que as empresas em Brasília, com a crise econômica que existe, estão desempregando. E o segundo fato é que tem muitos poucos trabalhadores qualificados para a maioria dos cargos. Nesse sentido, nós estamos tratando essa qualificação para que os trabalhadores tenham oportunidade de voltar ao mercado. Nisso estamos realizando convênios com o Ministério do Trabalho, com o Instituto Federal de Brasília com o objetivo de criar vagas para esse trabalhador poder se qualificar. Por outro lado, existe também aqui o microcrédito, que chamamos de banco do povo. Nós estamos fazendo um trabalho no sentido de formar cooperativas para que essas pessoas desempregadas e sem oportunidades, mas com espírito empreendedor, consigam uma recolocação. Nós vamos possibilitar que grupos desses pequenos empreendedores formem cooperativas em várias setores. Eles que irão escolher o que querem fazer.  A partir do dia 16 de maio nós vamos lançar o microcrédito na feira de agricultores que vai acontecer aqui no DF. Nosso microcrédito, além de financiar pequenos empresários e  cooperativas, financia também microagricultores. Isso é muito importante porque a grande parte dos desempregados que existe nas grandes cidades vem do campo porque não há mais oportunidades nesses espaços, devido à mecanização do campo, e acabam vindo para as grandes cidades para tornar-se pedreiro ou pequeno agricultor.  E nós vamos financiar a pequena agricultura e setores agrícolas em pequenos agricultores.

Como estão os projetos da Secretaria para a qualificação desse trabalho?

A qualificação depende do governo federal e nós estávamos esperando a sanção do orçamento que saiu dia 15 e, a partir dai, nós já estamos juntos ao Ministério do Trabalho buscando convênios para essa qualificação e a Secretaria também é responsável pela Fábrica Social. A Fábrica Social está localizada entre a Cidade do Automóvel e a Estrutural e qualifica mulheres oriundas do Programa Bolsa Família. Existem atualmente neste local cerca de 1,4 mil mulheres se qualificando em costura e confecção e elas fornecem uniformes, bonés, redes, entre outros produtos, para a rede pública de ensino do DF. Toda essa produção é elaborada pelas trabalhadoras em fase de qualificação. A Fábrica Social é realmente uma indústria e funciona como tal. Essas mulheres, uma vez terminado o curso, nós temos como objetivo dar a elas a oportunidade de formar cooperativas para continuar no setor de confecção fora da Fábrica. Esse é um projeto social importantíssimo que, além de qualificar as mulheres acaba por entregar uniformes e bolas para as escolas públicas do DF. Nós vamos também continuar realizando, a partir do mês de maio, os multirões que vão estar nas áreas carentes, como Sol Nascente, Fercal e outras cidades para oferecer aos trabalhadores inscrições em cursos de qualificação, microcrédito, serviços de seguro desemprego e outras assistências que podem ser necessárias para os trabalhadores.

Qual a visão da Secretaria em relação à questão do primeiro emprego?

Estamos em estudos sobre programas para o jovem.  Esse processo de integrá-lo no mercado de trabalho vem através da qualificação e eu não vejo outra maneira. E nós vamos ter agências do empregador e vamos solicitar aos empresários que façam um banco de emprego e nos ofereçam para que nós possamos qualificar as pessoas de acordo com o que essas empresas precisem.  A missão da Secretaria não é só conseguir emprego, mas sim melhorar a vida do trabalhador.

Qual a visão da Secretaria sobre à tramitação sobre da Lei da Terceirização, no Congresso Nacional?

A Lei da Terceirização, do jeito que está sendo proposta, vai prejudicar o trabalhador pois tirará dele muitos direitos, enquanto que as empresas terceirizadoras não terão nenhum compromisso com o empregado em si, só tendo olhos para o seu lucro. O trabalhador vai ficar na mão desses patrões que vão pagar o que quiser e cobrar o quanto puderem. Esses direitos dos trabalhadores foram criados pelo velho Getúlio, que é considerado o homem que organizou o Estado brasileiro, vindo da Revolução de 30 e acabando com a República Velha, criando o Estado Novo. Ele revolucionou esse país e trouxe os direitos para os trabalhadores que a Europa (também), até hoje, possui. Essa lei está sendo feita para tirar esses direitos conquistados pelos trabalhadores sem que os mesmos possam perceber. Isso é um grande retrocesso. Se ela não for modificada no Senado, será um retrocesso imenso para o trabalhador no Brasil.

O empresariado do Distrito Federal pode encontrar algum apoio da Secretaria na busca de expandir suas atividades e gerar emprego?

Nós queremos trabalhar não só com os sindicatos, federações de trabalhadores e representantes dos trabalhadores, como também com os empregadores pois são eles que vão dar oportunidades de trabalho e vão possibilitar o emprego para as pessoas. Por isso nós queremos abrir a Secretaria para os empregadores e trabalhar em conjunto com eles. Nós estamos mantendo contato com as federações do comércio e da indústria justamente para saber as demandas, para que o trabalhador possa, quando for trabalhar nessas empresas, ser um empregado que satisfaça às necessidades desse empresário.

O mercado de Trabalho no DF tem uma forte concentração no Plano Piloto. É possível descentralizar esse mercado levando-o para as regiões administrativas?

Isso não compete à Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo e sim à Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Nesse sentido, temos conversado muitas vezes com o secretário Arthur Bernardes, que está a frente da pasta. Nós temos que levar pequenas fábricas, não poluentes, para as cidades e principalmente para o Polo JK, perto de Valparaíso, pois não podemos concentrar o emprego apenas no Plano Piloto. Taguatinga é uma grande cidade comercial e o Plano Piloto concentra mais servidores públicos e relacionados ao setor de prestação de serviços. Estamos buscando união com outras secretarias da área de empreendedorismo, como a de Desenvolvimento Econômico e de Mobilidade Urbano, para tratar sobre essas questões. As comemorações do Dia do Trabalhador, 1º de maio, por exemplo, não iremos fazer no Plano Piloto, pois não é onde a maioria dos trabalhadores moram. Precisamos privilegiar outros os lugares onde eles vivem. Neste ano, será na Praça do Cidadão, em Ceilândia Norte.

Como o trabalhador que quer se qualificar pode acionar a Secretaria?

Através do Site da Secretaria (www.trabalho.df.gov.br). Lá tem uma área onde ele pode buscar oportunidades ou então nas 17 Agências do Trabalhador que estão espalhadas nas cidades do DF.  Tudo é controlado diretamente aqui da minha sala, onde eu tenho uma tela que posso averiguar todos os postos de atendimento. Esse monitoramento ajudou muito. Para se ter uma ideia, no governo anterior, para se tirar o seguro desemprego demorava cerca de uma hora, e no nosso, através de pedidos e técnicos que enviamos ao Dataprev, reduzimos esse tempo para quinze minutos. Antes as agências ficavam lotadas em virtude dessa demora. Agora a espera é de somente quinze minutos.

Fonte: Jornal Alô Brasília

Alpinista brasileiro é resgatado no monte Everest após terremoto

102665_697x437_crop_553e43f641a64Foram resgatados, na madrugada desta segunda-feira, alpinistas que ficaram presos por dois dias no Monte Everest após um forte terremoto no Nepal que gerou uma avalanche que matou 17 pessoas na montanha, inclusive os cearenses que estavam no local. Mais de 3.400 pessoas morreram no país.

O alpinista Rosier Alexandre e o filho Davi Saraiva participavam de uma expedição que iria realizar a subida ao topo da montanha mais alta do mundo.

De acordo com a assessoria de imprensa de Rosier, os dois passam bem e devem permanecer em um vilarejo próximo ao Everest nos próximos dias.

O Ministério das Relações Exteriores do Japão disse que um japonês estava entre os mortos no Everest, o quarto estrangeiro morto pela avalanche.

Três norte-americanos morreram, informou o Departamento de Estado dos Estados Unidos, incluindo um engenheiro do Google, um médico e um cineasta.

O alpista romeno Alex Gavan disse no Twitter que três helicópteros chegaram aos acampamentos 1 e 2, que ficam a mais de 6 mil metros de altitude. Cada helicóptero só é capaz de carregar dois alpinistas, disse Gavan a partir dos acampamentos.

Carsten Lillelund Pedersen, alpinista da Dinamarca, postou um vídeo em sua página no Facebook mostrando o pousou de um helicóptero para a retirada de dois alpinistas e então levantando voo novamente 30 segundos depois. As condições do tempo estavam boas.

Fenômeno foi o mais violento dos últimos 80 anos no país e provocou vários tremores secundários e diversos deslizamentos no monte Everest, onde 18 pessoas morreram no início da temporada de alpinismo.

O balanço pode ser ainda mais grave no Nepal, onde as agências humanitárias ainda têm dificuldades para avaliar o alcance da devastação e as necessidades da população.

Quase um milhão de crianças precisam de ajuda urgente, segundo o Unicef.

Milhares de crianças dormem ao relento desde o terremoto, ao lado dos pais, e o risco de propagação de doenças é elevado, segundo o Fundo da ONU para a Infância.arte-terremoto-nepal

Fonte: band.com.br com Reuters

 

Distrito Federal tem resultado positivo na geração de empregos em março

20150423173613O Distrito Federal apresentou saldo positivo de 2.186 postos de trabalho no mês de março, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira (23). Foram 28.763 admissões, ante 26.577 desligamentos.

Segundo o levantamento do trabalho formal, o mês de março registrou estabilidade no saldo de empregos no Brasil – com uma pequena variação positiva de 0,05% em relação a fevereiro. O mês registrou acréscimo de 19.282 vagas, saldo que resulta de 1.719.219  admissões e 1.699.937 desligamentos.

Tiveram destaque no país em termos de geração de vagas os setores de Serviços (+53.778 postos ou +0,31%), saldo superior ao registrado no mesmo mês em 2014 (+37.453 postos); Administração Pública (+3.012 postos ou +0,33%); Comércio (+2.684 postos ou +0,03%), saldo positivo após três meses de queda e superior a março de 2014 (-26.251 postos).

Portal Mais Emprego

O Ministério do Trabalho Emprego colocou à disposição de quem busca uma vaga no mercado de trabalho no último dia 8 o Portal Mais Emprego (http://maisemprego.mte.gov.br/portal/pages/home.xhtml). O site permite ao cidadão pesquisar e se candidatar às vagas existentes no Sistema Nacional de Emprego (Sine) sem precisar sair de casa.

O sistema também oferece informações sobre o andamento do seguro-desemprego, oportunidades de qualificação profissional e abono salarial.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Câmeras de segurança não funcionam no DF

20150424011219“É de enfeite?”, questionou Thamaris Carvalho de Souza, 18 anos, ao se referir às câmeras de segurança do Distrito Federal que não estão funcionando. A indignação da estudante veio acompanhada do sentimento de insegurança, assim que ela soube que, dos 508 equipamentos instalados, só 185 estão operando. Parte das câmeras sequer está ligada  à rede de energia elétrica.

O problema, que apavora a população diante da violência, é ainda maior. Em nota, a Secretaria da Segurança   confirma que, das dez centrais regionais de videomonitoramento previstas no projeto original, apenas duas estão funcionando. Foram gastos R$ 26,4 milhões com o contrato, dos quais R$ 15,6 milhões já foram pagos. O acordo vence em agosto e, portanto, terá que ser repactuado.

Plano inicial

Apresentado em 2012 e licitado em 2013, o projeto de videomonitoramento  previa   a instalação de 835 câmeras   até o fim do ano passado. No entanto,   após um diagnóstico preliminar, a Secretaria da Segurança  criou um grupo de trabalho para a  reformulação da iniciativa.

O grupo terá 30 dias para apresentar   ações   para o prosseguimento do programa, além de definir um  calendário para que todas as câmeras comecem a funcionar. Hoje, os dois centros de monitoramento funcionam 24 horas e há equipamentos   no Plano Piloto, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Águas Claras, Recanto das Emas, Itapoã e Riacho Fundo I e II.

Entre as soluções para o problema, a secretaria destaca a “pactuação com outros órgãos para que a ligação das câmeras seja feita e as imagens sejam transmitidas para a central”. A pasta completa que “o plano de trabalho anterior não incluía essa medida, o que acabou atrasando a instalação dos equipamentos que dependiam de licenças de órgãos diversos”.

Secretário: “Não adianta só instalar”

Questionado sobre o assunto, o secretário de Segurança, Arthur Trindade, afirma que é difícil precisar o quanto os equipamentos influenciam na segurança da população. “Em geral, é claro que as câmeras são positivas. Mas não adianta só instalar, é preciso capacitar os profissionais e adquirir novos aparelhos mais modernos. É uma ação conjunta. É preciso articular uma série de ações para que o projeto dê certo”, conclui.

A estudante Thamaris Carvalho de Souza, 18 anos, lamenta a situação. “Eu me sinto desrespeitada, enganada. Não é que a população já esteja acostumada com essa condição de vítima, até porque temos que nos acostumar com o que é benéfico, mas  já não nos surpreendemos mais. Vivemos em uma realidade de insegurança”, desabafa.

O taxista Marcos Vinícius Antunes Sampaio, 45 anos, também se queixa. “É um absurdo. Já não temos muita segurança e, quando temos algum recurso contra a violência, ele não funciona. eu saio para trabalhar sem saber se vou voltar para casa. O equipamentos não garantem a segurança, mas ajudam, nos deixam mais tranquilos”, diz.

Saiba mais

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as câmeras  que estão em funcionamento estão em Ceilândia, Samambaia, Plano Piloto e Itapoã. Nesta, dos 29 equipamentos instalados, apenas sete estão em operação.  No Recanto das Emas e no Riacho Fundo I e II, são 115 câmeras, mas nenhuma está ligada. Segundo a pasta, o problema é consequência da ausência de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB).

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Crise financeira do Brasil sufoca atividade industrial no DF e Entorno

20150424071739701696uSufocada por burocracia, dificuldade logística e desinteresse político, a atividade industrial do Distrito Federal e Entorno (Região Integrada de Desenvolvimento Econômico — Ride) está ainda mais fragilizada pela crise financeira que o Brasil atravessa. Pequena e com pouca contribuição no Produto Interno Bruto (PIB) local, o segmento está encolhendo. Boa parte das fábricas instaladas diminuiu a capacidade produtiva, assim como os postos de trabalho. No lugar de crescer, a atividade fabril retrai na região. Enquanto no Brasil, a indústria corresponde a 23,4% das riquezas produzidas, no DF, o índice é de 5,7% — a menor participação registrada nos últimos 10 anos na capital. Em 2005, ela chegou a significar 7,5% do PIB local. Em cidades como Luziânia (GO), uma das principais economias do Entorno, o último PIB consolidado mostra que a fatia do setor na economia municipal caiu de 34,9% em 2010 para 32% em 2012.

O índice de confiança do empresário da indústria do Distrito Federal, medido pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), atingiu o menor patamar dos últimos cinco anos e a tendência é de queda — fechou março em 34,6 pontos, em uma tabela de 0 a 100. Em Goiás, não existe um estudo específico para a região do Entorno, mas em todo o estado a sensação de incerteza econômica ganha força e os índices despencaram nos últimos 12 meses — em março de 2014, ficou em 39,1, sendo que no mesmo mês do ano anterior estava em 57,8. “Os indicadores mostram a redução da atividade econômica, mas não sabemos a extensão disso na indústria. A gente vê que a maior parte da atividade industrial local é pequena e sente mais a crise porque trabalha no limiar, não tem margem, não tem gordura, não tem tamanho para suportar a economia fragilizada”, analisa Jamal Bittar, presidente da Fibra.

A Ciplan, uma das mais tradicionais cimenteiras do Distrito Federal e responsável por quase metade (45%) do mercado, informou que as vendas de 2015 reduziram em 30% na comparação com o ano passado. Por causa desse cenário, suspendeu os principais projetos da companhia, como expansão da capacidade produtiva e troca da frota de caminhões betoneiras. Além disso, a empresa não descarta a possibilidade de demissões.

Fonte: Correio Braziliense

 

Bispo Renato pede reestruturação da carreira dos Bombeiros e Policiais Militares

credito-foto-david-pena“Mais um policial vítima de violência. O Sargento Antônio Marcos de Araújo foi assassinado por bandidos em Sobradinho, nesta segunda-feira. Aproveito o momento para solicitar ao governador Rollemberg que dê melhores condições de trabalho aos nossos policiais, incluindo um plano habitacional e resolvendo em definitivo a situação do plano de saúde destes abnegados profissionais”.

Este foi o texto publicado pelo deputado distrital Bispo Renato Andrade em suas redes sociais nesta terça-feira, 21/04. Preocupado com a situação da categoria, Bispo Renato protocolou uma moção, manifestando apoio e solidariedade aos bombeiros e policiais militares do DF. A moção cobra ainda do governador Rodrigo Rollemberg a reestruturação destas carreiras.

“Ambas as categorias prestam serviços essenciais à sociedade, garantindo segurança em qualquer tempo, quando solicitados ou não, sendo, portando, merecedoras de nosso reconhecimento por suas atividades”, observou Bispo Renato Andrade.

“Por isso são necessários investimentos para a real valorização, aumento do quadro de efetivos e a possibilidade de alcançar postos mais elevados, ou seja, uma urgente reestruturação”, acrescentou o distrital, solicitando ainda que tal reestruturação seja encaminhada pelo governador do DF à Presidente da República e ao Congresso Nacional.

Não há luz no final das passarelas

4xtbv7fine_32owkqvdnm_fileQuando caminho pela Asa Norte, às vezes, falo sozinho. Acho que estou ficando maluco, mas quando me lembro de um velho provérbio chinês: “quem nasceu e cresceu em um mercado de peixe, acaba se acostumando com o cheiro podre”. Faço uma reflexão e, em seguida, reavalio minhas criticas, respiro profundamente e sigo adiante.

São tantos os absurdos em nossa cidade que acabamos nos acostumando. O silêncio e o conformismo nos fazem cúmplices. Não se vê, não se ouve e não se fala. O não se manifestar parece fazer parte de um acordo para manter o título de cidade planejada e organizada. Os nativos da ilha notável se multiplicaram e como eles, os problemas.

A beleza das obras de Brasília confronta-se com sua funcionalidade. As passarelas subterrâneas dos eixos fazem parte da problemática existencial. São verdadeiras armadilhas. Atravessar exige preparo físico e perspicácia. Correr quando for preciso e avaliar quando um perigo iminente está por vir, são emoções intrínsecas aos verdadeiros heróis de guerra.

Somente quem precisa sabe que, tentar atravessar o eixinho e o eixão pelas passarelas subterrâneas, é uma verdadeira arte da guerra. À noite, desarmado, sem binóculo de visão noturna, sem capacete de aço e colete à prova de bala, o pedestre vai orando para não virar estatística de algum tipo de violência.

Sem câmeras e sem policiamento, as passarelas subterrâneas vivem na esperança de dias melhores. A cada nova administração, promessas e projetos são ofertados. Mas, enquanto isso, a população vive com o terror de utilizá-las.  Algumas pessoas, com medo, preferem arriscar atravessar as pistas do eixo, correndo o risco de serem atropeladas.

A pergunta que não cala é feita por qualquer usuário: por que as passarelas não são retas? Pois daria total visibilidade ao pedestre. Sendo possível enxergar a luz ao final das passarelas, ou solar, ou lunar. A opção de passar ou não seria democrática. O risco de ser rendido na reta final seria banido. Uma solução que poderia ter sido executada há muitos anos atrás é alterar a “obra poética”. Mas, é claro, com toda humildade e reverência, pediríamos licença. Com isso, seria quebrado o reduto da criminalidade. Em vez das passarelas terem um formato de “L” de ladrão, teríamos uma Reta de retidão, ou também usufruindo da licença poética, poderia ser um “I” de Inviolabilidade e Integridade.

A avalanche do pensar positivo e a corrente do bem são louváveis. Mas, não podemos aceitar um destino pautado pela sorte. Enquanto as autoridades se beneficiam de segurança particular, helicópteros, aviões, veículos confortáveis e potentes, temos que nos contentar com a esperança de dias melhores. Com o sorriso no rosto, a cada aniversário de Brasília, cantamos parabéns. Felizes da vida por termos mais opções além daquela, habitualmente, de irmos ao zoológico, somos tratados como ilustres convidados a tomarmos banho no lago Paranoá e sem entender nada, ouvir a orquestra sinfônica sentados no gramado da torre.

DF em estado de alerta contra a dengue: 2.403 casos só em 2015

20150423230133410611uEm menos de quatro meses, 2.403 pessoas tiveram dengue no Distrito Federal. O número corresponde a 62,5% do total registrado no ano passado, quando 3.844 pessoas contraíram a doença. Até o último dia 20, quatro pacientes morreram por causa de complicações — em 2014, houve cinco óbitos. A febre chikungunya também preocupa. Até agora, três pessoas ficaram doentes, contra nove no ano passado. Com esses dados, o DF fica em alerta.

Uma pesquisa realizada pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde mostra que o Índice de Infestação Predial (IIP) do DF foi de 1,69%, em março. O estudo permite mapear a quantidade de residências com focos das larvas do mosquito Aedes aegypti. A classificação é satisfatória quando está abaixo de 1%. O alerta ocorre acima de 1% até 3,9%. Depois isso, é risco de surto.

Das 31 regiões administrativas, duas apresentaram perigo de epidemia das duas doenças: Sobradinho 2 e Varjão. Do total, 20 localidades apresentaram estado de alerta, como é o caso do Park Way e do Lago Norte. Os principais depósitos da larva foram encontrados em vasos, frascos, bebedouros, depósitos de obras, cisternas, caixa d’água, latas de lixo e em entulho.

A empregada doméstica Maria Aparecida de Souza, 43 anos, mora no Varjão e contraiu a dengue tipo 3. Ficou internada 15 dias. Ela vive ao lado de um terreno onde são despejados restos de construção. “Já tentei limpar o local, mas as pessoas não respeitam. Sem contar o tanto de objetos com água parada. Hoje, qualquer mosquito me dá medo. Não existe dor maior do que a da dengue”, afirmou.

Fonte: Correio Braziliense

Projeto que reduz administrações do DF ‘não corta gastos’, diz Celina Leão

deputada-celina-lec3a3o1A presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Celina Leão (PDT), afirmou nesta sexta-feira (24), em entrevista ao Bom Dia DF, que o projeto de lei enviado pelo GDF que pretendia reduzir o número de administrações regionais de 31 para 25 não prevê corte de gastos. O texto elaborado pelo Executivo foi retirado da pauta na última quarta-feira (22), após enfrentar resistência dos parlamentares e de associações de moradores das regiões.

“Ele [o projeto] simplesmente retira a figura do administrador. Fizemos audiências públicas para debater o projeto e a população esteve em peso na Câmara e todos foram contrários à alternativa do governo de extinguir as administrações.”

Celina Leão

presidente da Câmara Legislativa do DF

“O projeto atual da forma que está não prevê redução de gastos. Ele simplesmente retira a figura do administrador”, disse Celina. “Fizemos audiências públicas para debater o projeto e a população esteve em peso na Câmara e todos foram contrários à alternativa do governo de extinguir as administrações. A população sente como se aquele fosse o ponto de contato entre a comunidade e o governo.”

O GDF defendia a redução dos órgãos para diminuir os gastos com folha de pagamento, mas reconheceu nesta semana a dificuldade em aprovar a medida. O secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, afirmou que o governo estuda a exoneração de funcionários que foram nomeados nas administrações sem concurso.

Segundo o líder do PT e da oposição na Câmara, Chico Vigilante, os distritais vetaram a redução nos órgãos porque estão acostumados a indicar afilhados políticos para os cargos de confiança. No entanto, Celina afirmou que a proposta não previa extinção de cargos de deputados distritais. “Se um deputado tivesse uma administração, ele não teria perda de cargos políticos. Ele continuaria indicando os mesmos cargos, só seria retirada a figura do administrador.”

No início do ano, o GDF anunciou que Ceilândia teria duas administrações. O anúnciou levou a uma reação negativa de moradores e de entidades representativas. Quatro dias depois, Rollemberg voltou atrás da decisão e decidiu manter apenas um administrador na região.

A presidente da Câmara Legislativa considera que a decisão de colocar duas administrações em Ceilândia envolveu disputa política. “Como foi no começo do governo, envolveu muita disputa política e eu acho que isso talvez não foi bem interpretado, mas ainda há uma divisão muito grande, um pedaço da população de Ceilândia que gostaria de ter uma outra região administrativa, sim”, disse.

Fonte: G1 DF

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