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Eleições para conselheiro tutelar no DF podem ser canceladas

celina leaoA deputada Celina Leão (PSD) analisa a possibilidade de pedir ao Ministério Público o cancelamento das eleições para Conselheiro Tutelar no Distrito Federal. A parlamentar recebeu  inúmeras denuncias de fraudes  nas eleições, que aconteceram no domingo (16/12) em todo o DF.

Segundo a parlamentar os indícios de irregularidades são fortes. “Diante da gravidade das denuncias estudo uma possível representação no Ministério Público pedindo o cancelamento das eleições”, observa.

Os problemas enfrentados pelos eleitores se tornaram uma via-crúcis. As reclamações foram de filas extensas, locais de votação fechados, incentivo ao  voto em branco por parte de mesários, tablets quebrados ou descarregados, teclas desconfiguradas, e boca de urna.  “Não tem como validar uma eleição que pode ter sido manipulada por interesses pessoais de grupos que desconhecemos. É preciso restabelecer a democracia, nem que para isso, tenha que haver outra eleição”, ressalta Celina.

Fonte: Blog do Donny Silva

Como o eleitor se informa e organiza informações para decidir seu voto III

eleitorO eleitor médio retira informações politicamente relevantes de sua vida diária e da mídia à qual está exposto habitualmente.

Não se trata pois, de um eleitor sem informação e sim de um eleitor com informações dispersas, desorganizadas, pontuais, sem a sistematicidade que o eleitor de alta informação dispõe. Entretanto, são informações reais, relevantes para a vida dele, e são informações que dizem respeito ao mundo político.

Sem alguma conexão com o mundo da política e do governo, entretanto, esta informação perde sua utilidade no processo decisório individual. A grande questão que desafia os estudos de Ciência Política neste particular é a seguinte: Como este eleitor conecta estas informações com a política e o governo?

A primeira explicação para esta questão apostava no que se chamou “pocketbook voting”, isto é, o “voto do bolso”. Argumentava-se então que o indivíduo decidia seu voto em função da forma como percebia sua condição econômica pessoal. Achava-se que, se ele estava bem votava com a situação, e se estava indo mal votava com a oposição.

O fato é que este tipo de explicação chocava-se com os fatos e com os resultados das pesquisas de comportamento eleitoral. Os eleitores não decidiam de forma tão simplista. O voto não refletia linearmente a condição econômica pessoal do eleitor. Ele se engajava em raciocínios que iam além deste fator, levava em conta outros aspectos, que invalidavam esta interpretação.

Em primeiro lugar, os eleitores discriminam entre problemas de governo e problemas individuais. Os eleitores não atribuem ao governo a responsabilidade pela totalidade de suas vidas, seus sucessos e derrotas. Eles também consideram o impacto de fatores pessoais, familiares, sociais, e até, conforme a cultura, fatores misteriosos, como azar e sorte.

Por fim, os eleitores também reconhecem muitas vezes que o governo está se esforçando, está agindo certo, e mesmo assim os problemas não conseguem ser resolvidos.

Mesmo eleitores que haviam ficado desempregados, não conectavam automaticamente a “culpa” pelo seu desemprego com a ação/omissão do governo. Não poucas vezes a responsabilidade pela situação é assumida como pessoal. Em segundo lugar, os eleitores discriminam entre problemas de acordo com as respectivas responsabilidades dos diferentes níveis de governo. Os eleitores também sabem diferenciar a respectiva responsabilidade de níveis diferentes de governo, para diferentes problemas.

O eleitor é capaz, portanto, de penalizar politicamente um partido pela sua incapacidade de lidar com um problema social sério no plano estadual, e, ao mesmo tempo, apoiar este mesmo partido no plano federal, porque aquele problema é responsabilidade do governo estadual e não federal, e inversamente.

Em terceiro lugar, os eleitores discriminam também entre a situação atual e expectativas de médio prazo. Se o eleitor, ainda que considere que a situação atual lhe é prejudicial, possui expectativas de médio prazo de que ela vai melhorar, pode votar contra a lógica do seu “bolso”.

As pessoas aceitam sacrifícios e incômodos desde que tenham esperanças e confiança. É importante lembrar sempre que as eleições testam também as preocupações do eleitor por progresso, segurança e benefícios públicos de médio prazo, e não apenas aqueles que supostamente produziriam benefícios diretos e imediatos.

Não é demais lembrar que, com a sucessão de eleições e governos, o eleitor fica mais experiente e pragmático. Ele passa a descrer de promessas atraentes e aparentemente fáceis de cumprir, porque “já se enganou” várias vezes. Ele passa a valorizar mais a consistência; pequenos, mas continuados avanços; torna-se mais exigente na outorga de sua confiança aos governantes; e menos dependente de soluções mágicas e imediatas aos seus problemas provindos do governo.

A situação corrente do eleitor é um parâmetro definido e importante no seu processo de raciocínio para decidir seu voto. Entretanto, entre sua situação atual e o voto que finalmente dá, há muitas variáveis que intervêm.

É óbvio que para merecer o voto do eleitor o candidato precisa estabelecer uma relação entre sua candidatura e a vida do eleitor. É o nexo emocional sobre o qual já discorremos na coluna Consultoria Política.

Entretanto, está errado o candidato que supuser que o eleitor é um desesperado, que exige soluções diretas e imediatas, e que espera da ação do governo uma melhoria instantânea para a sua vida pessoal e familiar. O eleitor médio, usando a “racionalidade de baixa informação”, é muito mais complexo e sofisticado no seu processo de decisão política do que esta “imagem de desesperado” supõe.

As conexões, entre informações colhidas na vida diária, na mídia, e, como veremos, na campanha eleitoral, com a política e o governo, são também “conexões racionais”, estabelecidas mediante “atalhos cognitivos” bem mais diversificados do que a mera reação (positiva ou negativa), em resposta à sua condição atual.

Fonte: Política para Políticos

Blog do Sandro Gianelli deseja um Feliz Natal

Natal

Desejo um Feliz Natal, cheio de bençãos para todos os leitores, seguidores e colaboradores deste blog.

De malas prontas

malasExiste a possibilidade de que um novo partido seja montado em 2013. No DF tem deputado distrital que aguarda ansiosamente o registro deste partido. Os dirigentes do partido não estão gostando nada disso.

Por Sandro Gianelli

Gilberto Carvalho diz ter ouvido de Luiz Fux que ele absolveria os réus do processo do mensalão

Gilberto CarvalhoO ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, revelou que Luiz Fux o procurou antes de ser indicado por Dilma Rousseff para o STF. Contou que, durante a conversa, o magistrado deixou claro que absolveria os réus do mensalão. Deu a entender que Fux dissera o mesmo a outros petistas com os quais se reuniu.

“A única coisa que eu posso dizer é que ele foi falar comigo também”, disse Gilberto Carvalho na noite passada, em entrevista ao repórter Kennedy Alencar, que pode ser assistida aqui. “Sem que eu perguntasse nada, ele falou pra mim o que falou pra todos os outros: que ele tinha estudado o processo, que o processo não continha prova nenhuma, que era um processo absolutamente sem fundamento e que ele tomaria uma posição muito clara.”

Durante o julgamento, Fux seguiu 99,9% dos votos do relator do mensalão, Joaquim Barbosa, condenando os réus. E Gilberto Carvalho: “Não vou julgar a consciência de um ministro do Supremo. Só posso narrar o que aconteceu factualmente comigo. Eu não pedi pra falar com ele, eu não perguntei essa questão pra ele. Essa é uma questão dele, que a consciência dele vai trabalhar.”

Em notícia veiculada no dia 2 de dezembro, a repórter Mônica Bergamo informara que Fux fizera uma campanha para ser promovido do STJ para o STF. Reunira-se com várias pessoas, entre elas dois réus petistas: José Diceu e João Paulo Cunha.  Fux não negou os encontros. Porém, diferentemente da versão difundida nos subterrâneos do PT, ele negou que houvesse assumido compromissos em relação ao julgamento do mensalão. É contra esse pano de fundo que soam as revelações de Gilberto Carvalho.

O ministro relatou também um diálogo que manteve com o ex-presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto. Os dois se encontraram no Planalto, durante a abertura da exposição de seis obras do pintor italiano Michelangelo Merisi, o Caravaggio (1571-1610), no dia 5 de outubro. Carvalho disse que se queixou a Britto.

“Eu tive ao longo desses anos uma amizade muito grande com o ministro Ayres Britto, eu reconheço as posições dele, muito importantes na questão dos direitos humanos, na defesa indígena, na questão da adoção, tivemos uma grande confluência. E foi assim que ele foi lá, na inauguração da exposição do Caravaggio”, esmiuçou Carvalho.

O ministro prosseguiu: “Quando a gente estava descendo a escada, a gente travou uma conversa, apenas eu e ele, onde [sic] ele me perguntou como é que eu estava.” Seguiu-se, de acordo com Gilberto Carvalho, o seguinte diálogo:

– Olha, Carlinhos, nós estamos muito mal e muito tristes por vocês terem marcado esse julgamento exatamente agora, no tempo das eleições. Não é pelo julgamento.

– Eu quis antecipar, mas não foi possível.

– Ó, Carlos, você é o presidente da Casa, você podia ter determinado.

– Mas fiquem tranquilos que nós sabemos separar aqueles que praticaram delitos de vocês.

– Ó, Carlos, nós e a opinião pública não separamos isso. Esses nossos amigos cometeram erros mesmo, mas não merecem esse tratamento que está sendo dado.

“Foi essa a conversa, basicamente”, encerrou Gilberto Carvalho. “Só quero salientar que mantenho pelo Carlos Ayres Britto, não importa que agora ele não esteja mais no Supremo, o respeito. Ainda que eu divirja profundamente da maneira como ele conduziu esse processo.”

No curso da entrevista, Carvalho repisou a tecla de que o mensalão não passou de “caixa dois”. Voltou a refutar as acusações feitas por Marcos Valério de que Lula teria autorizado os emprétimos fictícios do mensalão. A certa altura, o ministro foi instado a dizer o que pensa sobre quatro dos julgadores do processo no STF.

– Sobre o relator Joaquim Barbosa, declarou: “É uma pessoa que tem, a meu juízo, boas intenções, que eu tenho que respeitar, mas de quem eu divirjo profundamente na maneira como relatou o processo do mensalão, o foco que ele deu para o processo.

– Sobre o revisor Ricardo Lewandowski: “É um homem de coragem, um homem que soube nadar contra a corrente num momento muito difícil, que a história irá reconhecer como um verdadeiro juiz.”

– Sobre Ayres Britto: “É um humanista, um homem de grande capacidade e sensibilidade e que, a meu juízo, encerra sua carreira no Supremo conduzindo de maneira inadequada um processo.”

– Sobre Luiz Fux: “Prefiro não falar.”

No pedaço da entrevista dedicado à sucessão presidencial, Gilberto Carvalho declarou que o PT trabalha para ter o apoio do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) à reeleição de Dilma Rousseff em 2014. E declarou que, pessoalmente, não considera absurda a hipótese de o partido abrir mão da cabeça de chapa em 2018, para associar-se a uma eventual candidatura presidencial de Eduardo.

Carvalho contou que Lula “não leva a sério” a sugestão do marqueteiro do PT, João Santana, para que ele concorra ao governo de São Paulo em 2014. Confirmou que o ex-presidente voltar a corre o país, numa caravana programada para o início do ano. “O Lula não pode ficar longe do povo”, disse.

Sobre economia, Gilberto Carvalho informou que a previsão do Banco Central de que o PIB de 2012 crescerá apenas 1% “foi uma surpresa”. Chegou mesmo a pôr em dúvida a estimativa: “A gente ainda está um pouco perplexo, tentando aferir se realmente é esse o PIB real. Mas eu não sou economista nem técnico em estatística.”

Questionado sobre os erros do ministro Guido Mantega (Fazenda), que previra um crescimento econômico de 4% para 2012, Carvalho afirmou: “É evidente que isso cria um problema, não vou negar. Agora, o papel do Guido é fazer previsão dentro de um cenário que tem naquele momento. Não tem como, muitas vezes, naquele momento que faz a previsão, avaliar o conjunto de fatores que vão interferir…” Segundo ele, Dilma mantém a confiança em Mantega e não cogita substitui-lo.

Fonte: Blog do Josias

O verdadeiro motivo da demissão de Cristiano Araújo

cristiano araujoNa política nem tudo que parece é. Engana-se quem acha que a demissão do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), teve como motivação a eleição da Mesa Diretora da Câmara Legislativa.

Na verdade o governador Agnelo Queiroz, estava pressionado pela indicação frustrada de Abdon Henrique para o BRB.  Essa situação foi um dos maiores micos pagos pelo governador esse ano, já que Abdon não tinha qualificação alguma para presidir uma instituição de tamanha importância. Esse foi o motivo com que fez Agnelo voltar atrás na indicação de seu amigo do peito.

Com a demissão de Cristiano Araújo, Agnelo pode voltar seu amigo de fé e de campanha eleitoral para secretaria que anteriormente ocupava. O caso Cristiano só lhe deu uma boa desculpa para antecipar o que planejava há muito tempo.

Essa é realidade nua e crua.

Fonte: Blog do Odi

Ouvidoria definida

garlaNão há dúvidas de que o deputado Evandro Garla deverá ser reconduzido para a Ouvidoria da Câmara. Ele gostou da posição e os colegas gostaram dele por lá. Dizem as más línguas que o nome dele não foi oficializado na eleição da Mesa justamente porque o nome do corregedor estava em aberto. “Na reunião ficaram preocupados com as críticas da opinião pública. Poderiam questionar porque deixamos de escolher apenas o corregedor”, contou um distrital, daqueles que decidem. Coisa de gente malvada.

Fonte: Do alto da torre

Escolha de corregedor será prioridade

Wasny_de_RoureWasny de Roure, futuro presidente da Câmara Legislativa, assegura que a escolha do nome do corregedor será uma prioridade no começo dos trabalhos legislativos em 2013. Na leitura de Wasny, o cenário político estava muito contaminado no final de 2012 para a definição do novo corregedor. O deputado revela que não havia consenso sobre a escolha do corregedor nem mesmo dentro do bloco de que faz parte o distrital Raad Massouh, único a correr risco de processo no momento.

Fugindo como o diabo da cruz

Tentaram empurrar a corregedoria para o deputado Chico Leite, atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ele não quer nem ouvir falar no assunto.

Fonte: Do alto da torre

PMDB entre tapas e beijos

pitimanCom resultados de pesquisa de imagem nas mãos, o deputado Luiz Pitiman anda cada vez mais contrariado com seu partido, o PMDB. Acha que não há correspondência local ao respaldo com que conta na direção nacional — recebeu em casa, na semana passada, o vice-presidente Michel Temer, o presidente do partido, Waldir Raupp, o líder Henrique Eduardo Alves e ao menos 60 companheiros de bancada.

Potencial desprezado

No entanto, diz, não recolheu qualquer sinal de que a seção regional do PMDB reconheça seu capital para o futuro. “Bastaria”, afirma, “que o partido admitisse que posso ser seu instrumento para chegar lá”. Pitiman tem sido cortejado por outras legendas.

Fonte: Do alto da torre

Caminhos para Joe Valle

joe vallePor enquanto, o distrital Joe Valle permanece no PSB, ainda que esteja insatisfeito com a postura, adotada pela direção do partido e por suas zonais, de ruptura com o Buriti. Se for pressionado, poderá deixar a legenda. Já houve sondagens do PT, do PEN  e do PV. Mas o processo não será simples. Para não perder o mandato, Valle precisaria recorrer à Justiça Eleitoral, como fez o colega Cláudio Abrantes.

Fonte: Do alto da torre

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