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Não há escolha, cedo ou tarde, você vai ter que “entrar na Internet”

Tenha em mente que a Internet é um fenômeno irreversível na nossa sociedade.

Há uma série de motivos pelos quais você não pode fugir da Internet. Começa pelo fato de ser um fenômeno irreversível na nossa sociedade. O Brasil e os brasileiros têm a cara da Internet. A cultura do jeitinho nos ensinou a buscar alternativas por conta própria. Isso significa que o usuário brasileiro sabe lidar bem com a Internet, sendo limitado apenas pela barreira da língua inglesa.

24 horas por dia, 7 dias por semana

A burocracia, curiosamente, nos ajuda. Frente à burocracia o brasileiro vem se acostumando a buscar soluções pela Internet. Além disso, num futuro bem próximo, a Internet será uma excelente forma do governo se aproximar de populações menos assistidas e mais distantes e, ainda assim, centralizar as informações.

Além disso, o brasileiro é um “heavy user” da internet superando vários países bem mais desenvolvidos nas comparações de número de horas semanais conectado na rede. Os números são impressionantes. Os internautas residenciais do Brasil ultrapassaram 23 horas de navegação mensal pela Web. A informação, obtida por meio de uma pesquisa do Ibope/NetRatings, se refere ao mês de janeiro de 2008.

Pelo mesmo levantamento, o Brasil já supera os 20 milhões de usuários mensais. Para ser mais exato, o total de usuários ativos de internet residencial no Brasil – em janeiro de 2008 – foi de 21,1 milhões de pessoas. São considerados usuários ativos as pessoas que acessam a web ao menos uma vez por mês de casa. Os dados também mostram que houve crescimento de 48,4% no número de internautas em 2007, se comparado ao ano anterior.

O Brasil tem o maior tempo médio de uso da Web entre os dez países medidos com a mesma metodologia – Espanha, Japão, Reino Unido, EUA, Austrália, França, Alemanha, Suíça e Itália.

Por fim, o número de brasileiros conectados a rede cresce rápido, assim como, o número de usuários com conexões de alta velocidade. Para que se tenha uma idéia, o número de usuários de banda larga ultrapassou em 2007 a marca de 8 milhões. Esse número representa o dobro do que havia em 2005.

Alguns motivos por que você deve ter um site de campanha

Seu site é um comitê aberto 24 horas por dia 7 dias por semana

Já pensou em ter comitê que nunca fecha? Já pensou em disponibilizar informações aos eleitores que podem ser atualizadas ao mesmo tempo em que sua campanha se desenvolve? A internet é um caminho viável e prático para que isto seja possível.

Ter um site é muito melhor do que não ter um

Se você não vê importância em ter um espaço na Web para divulgar seus projetos, tenha certeza que muitos de seus adversários não pensam assim. Portanto, não existe sentido em desperdiçar uma oportunidade como essa. Seu site será o único veículo em que você não terá restrições de espaço

O seu site poderá ter tudo que outros veículos de campanha não têm espaço

Todas as informações que você gostaria de apresentar nos demais veículos de campanha e não tem espaço, podem estar no site. Suas fotos de campanha, seus discursos em texto e áudio, a apresentação detalhada de suas propostas, sua resposta àquela acusação que lhe foi feita, a notícia sobre aquele comício que teve apenas uma repercussão local, tudo e ainda mais pode estar no seu site. Por este motivo toda comunicação eleitoral deverá conter o endereço do site de campanha.

A Internet é a única mídia que permite interatividade real (nos dois sentidos)

É um excelente espaço para você saber o que seus eleitores e seus simpatizantes pensam. O fato de estarem protegidos pelo anonimato faz com que as pessoas se sintam mais a vontade para escolher que nível de proximidade a conversa terá. Muitos usuários, que jamais iriam a um comitê e que jamais abordariam um político o farão pela internet.

Esse segmento – que numa campanha tradicional você nem saberá que existe – poderá lhe trazer boas surpresas. Através do seu site você poderá receber sugestões, opiniões, cadastrar simpatizantes e se relacionar com eles e ainda estimulá-los a divulgar seu site e seus argumentos de campanha.

André Ferraz

Fonte: Política para Políticos

Estude seus adversários

Tente saber com a maior clareza possível de detalhes os pontos fracos e fortes deles.

Quando se começa uma campanha eleitoral, a quase totalidade dos trabalhos iniciais está voltada para as questões internas. São as questões relativas à formação de uma equipe, à captação de recursos, às relações com o partido, à instalação de uma sede, às discussões sobre a contratação de um consultor, às discussões sobre a temática da campanha, e outras, mais pertinentes à organização da campanha do que as relações políticas externas

Se tiver recursos, faça uma pesquisa de survey para saber o que está pensando o eleitor

É normal que assim seja, e está bem que seja. O momento pré-campanha é a ocasião para “pressionar a mola”, isto é, para reunir e concentrar forças que serão liberadas quando a campanha começar. A organização da candidatura e de seu instrumento de luta – a estrutura de campanha – deve mesmo aproveitar-se deste período anterior para ser realizada. Não obstante, há questões externas à organização da sua campanha que também não podem esperar. Mesmo neste período de tempo, em que não há ainda candidaturas oficialmente estabelecidas, há muito que fazer nesta área da campanha.

Já se alertou que nesta época começam os trabalhos de sondagem dos sentimentos e prioridades do eleitor, bem como as suas reações aos possíveis candidatos.

Se tiver recursos, faça uma pesquisa de survey (quantitativa, probabilística) para tomar conhecimento do que está pensando o eleitor sobre os possíveis candidatos, sobre os problemas que ele quer ver resolvidos, sobre sua avaliação do governo, sobre os seus sentimentos e opiniões a respeito de matérias importantes e que estejam em evidência na comunidade.

Se não tiver recursos financeiros para bancar uma pesquisa própria, use as que existem (de órgãos de imprensa, associações etc), mas use sobretudo o “ouvido”. Ponha seus auxiliares e voluntários a ouvir a população. Sua campanha deve entrar em “modo de escuta”! Mas atenção. Não adianta nada ouvir os que já o apoiam. Eles não lhe darão informações e sim suas opiniões! Eles devem escutar pessoas que não conhecem, com as quais não convivem, seja sob a forma de uma enquete (jovens que aplicam um breve questionário), seja sob a forma de conversas informais.

Você também deve conversar. Conversar com cabos eleitorais, com técnicos do partido, com outros políticos, com jornalistas e formadores de opinião. Mas muita atenção para não se confundir: o resultado desta operação de escuta não é uma pesquisa. É uma sondagem, um levantamento, que, embora não possua a precisão da pesquisa, leva-o para além do fácil e descompromissado palpitismo dos que o cercam, para o mundo da realidade política que você deverá enfrentar na campanha.

Uma das áreas que deve ser estudada com muita objetividade e atenção é a dos seus adversários potenciais. Por pesquisa ou pela “operação escuta” você ficará sabendo muito sobre eles, terá acesso a informações que não conseguiria, ouvindo apenas seus auxiliares, e apoiadores. Você deve desenvolver o hábito de montar um fichário para cada um de seus potenciais adversários. Nele você registrará ou guardará materiais, que se referem a eles: reportagens, entrevistas, declarações, votos dados, quem o apoiou, a quem ele apoiou em outras eleições, dados biográficos, votos obtidos em eleições, e todas as demais informações que possam vir a ser úteis. Você terá ainda, neste arquivo, uma seção com informações “não confirmadas”, isto é o que a “operação escuta” captou sob a forma de “ouvir dizer”. Na maioria das vezes estas informações são incorretas, inexatas e até inverídicas. Mas há também ocasiões em que a sua continuidade, a diversidade das fontes que a referem, a compatibilidade entre o que se alega ter sido dito e o comportamento podem reforçar a credibilidade da declaração.

Estudar o adversário é além de identificá-lo, conhecê-lo. Isto é, saber o que ele está pensando

Este trabalho é preliminar. Ainda não é pesquisa de investigação do adversário. Esta última é muito mais completa, minuciosa e documental. É um trabalho preliminar para identificar pontos importantes que serão investigados a seguir. Estudar os adversários potenciais é, antes de tudo, identificá-los. Dentre os vários nomes que circulam, alguns não chegarão a ser candidatos. Você provavelmente se deparará com a seguinte situação: ou o adversário principal já existe, ainda que o partido não o reconheça publicamente; ou há vários cogitados em condição de aproximada igualdade.

No primeiro caso, você já tem definido quem deve estudar. No segundo, você precisa fazer um acompanhamento de todos os que são referidos e que têm potencial de competitividade. Você não gastará tempo, com aqueles candidatos que disputam sem a menor chance de competitividade, que concorrem com outros objetivos que não o de vencer. Estudar o adversário é além de identificá-lo, conhecê-lo. Isto é, saber o que ele está pensando, de você, da eleição, do governo, das prioridades da população; quais as pessoas que o influenciam, que o cercam; qual a sua situação dentro do partido – tranqüila ou contestada? Como ele é visto pela mídia, pelos empresários, pelos sindicatos, pelos movimentos etc;

Estudar o adversário é também antecipar suas ações – você provavelmente pensa que já o conhece. Evite pensar assim. Cada nova eleição propõe desafios que exigem mudanças. Assim como você se propõe mudanças, seus adversários também se proporão. Eles estão sujeitos, tanto quanto você, à dinâmica da política, aos sentimentos do eleitor, e à vontade e necessidade de ganhar a eleição. Você deverá construir, então, um ou dois cenários de ação, que seriam lógicos que seus adversários seguissem, e testá-los pelo comportamento deles.

O comportamento efetivo deles lhe dirá se você está conseguindo ou não antecipar as ações deles. Se estiver é porque você “entrou” na cabeça deles, isto é, entende a forma como estão raciocinando. Se suas previsões não anteciparem os comportamentos, é porque não conseguiu descobrir a forma como pensam, a linha estratégica que estão seguindo. Neste caso, abandone aqueles cenários e construa outros.

Estudar os adversários é distinguir com a clareza possível os pontos fracos e fortes deles – ao estudá-los você estará em busca não somente dos pontos fracos, dos flancos vulneráveis dos seus adversários, como, por igual, seus pontos fortes, aqueles pontos, inclusive, em que ele é melhor que você. Em relação aos pontos fortes, nos quais você não se sai tão bem como eles, você deverá investir em se preparar melhor, corrigir-se, mudar, de forma a conseguir equilibrar a disputa. É certo que ele tentará trazer o combate eleitoral para as questões em que é mais forte. Você, de sua parte, estará tentando o mesmo. É a questão, já tratada no site, da tentativa de “pautar a campanha”. Você deve então preparar-se o melhor que puder para a pior situação: aquela em que a campanha venha a girar sobre um ponto forte do adversário.

Este conjunto de procedimentos é indispensável para situá-lo bem na campanha que virá. Não lhe basta “azeitar” sua máquina de campanha e concentrar toda a sua atenção nas questões internas da sua candidatura. Em paralelo, você deverá descobrir o “estado de espírito do eleitor” e “estudar seu adversário”. Estas informações, obtidas com o máximo de precisão possível, são absolutamente indispensáveis para definir o posicionamento de sua candidatura.

Fonte: Política para Políticos

Se emendar é melhor fechar

O deputado brasiliense José Antônio Reguffe reagiu ontem, na Comissão de Defesa do Consumidor, contra as tentativas de rejeitar ou de emendar a medida provisória que diminui em 20% as contas de luz dos consumidores. Se for aceita uma só proposta do lobby das distribuidoras de energia, diz Reguffe, seria melhor fechar a comissão.

Fonte: Do Alto da Torre

Hora da blindagem

O PPL pretende agora blindar o distrital Raad Massouh. Aprovou nota de apoio a ele, lembrando que, como parlamentar, destinou R$ 100 mil para a Administração de Sobradinho desenvolver política de estímulo ao turismo rural. “Se  houve mau uso dos recursos públicos, cabe ao administrador regional, à época, apresentar justificativas e explicações, pois a responsabilidade da execução era da Administração e não de Raad, que, pela legislação, fica alheio a todo o processo”, afirma.

Fonte: Do Alto da Torre

Hora de devolver os diplomas

Voltarão a Brasília ex-parlamentares que perderam os mandatos por força dos Atos Institucionais de números 1, 2 e 5. Na tarde de amanhã, a Câmara dos Deputados fará sessão solene, no Plenário, para devolver simbolicamente os mandatos populares dos 173 deputados federais cassados pela ditadura militar, dos quais somente 28 estão vivos. A homenagem é uma iniciativa da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, criada pela Comissão de Direitos Humanos.

Quem deve estar lá

Entre os homenageados estão Bernardo Cabral, Lígia Doutel de Andrade, Plínio de Arruda Sampaio, Almino Afonso, Marco Antonio Tavares Coelho e Ney Maranhão. Nem todos os parlamentares ainda vivos poderão comparecer à sessão solene e serão representados por familiares, assim como os que já morreram, como é o caso de Márcio Moreira Alves. Durante a sessão solene, que terá rito de sessão de posse, serão entregues aos ex-deputados ou a seus familiares documento em forma de diploma e broche de uso parlamentar.

Fonte: Do Alto da Torre

Não há coligação que resista

Partiu do PEN a irritação maior com a chapa desenhada pelo Buriti. O vice-presidente da Câmara, Doutor Michel, falou durante todo o dia na possibilidade de lançar sua candidatura à presidência. Até o secretário de Justiça, Alírio Neto, retirou seu nome de consideração e nem foi a uma reunião da  bancada com o governador, no fim da tarde. Claro, o PT ficou com a presidência no primeiro biênio, com a primeira vaga que se abriu no Tribunal de Contas, pleiteia a segunda vaga, indica o presidente do próximo biênio e ainda quer a terceira vaga do tribunal, justamente para o mesmo presidente. Assim não há coligação que resista.

Fonte: Do Alto da Torre

PPL fala em unidade

O PPL, que tem dois distritais, deu a senha para a postura dos partidos aliados ao governo. Poucas horas antes do anúncio de Wasny, aprovou moção  defendendo “unidade da base de apoio do governo Agnelo Queiroz e Tadeu Filippelli para a próxima eleição da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do DF”. Para o PPL “é fundamental que a base de sustentação do governo Agnelo unifique-se em torno de um único nome para presidir o legislativo local”. O PPL é fiel aliado do vice-governador Tadeu Filippelli.

Fonte: Do Alto da Torre

Sucessão na CLDF

Explodiu!

Foi decido ontem, em reunião entre o governador Agnelo Queiroz (PT) e o bloco PT/PRB, o apoio do Executivo à candidatura (já prevista) do deputado distrital Wasny de Roure (PT) à presidência da Câmara Legislativa, tendo como vice-presidente o deputado Agaciel Maia (PTC). Assim, o atual presidente, deputado Patrício (PT), que lutava pela aprovação da reeleição para continuar na cadeira, ficaria de fora da disputa.

Prêmio

Para não sair perdendo, Patrício assumirá, em janeiro, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedest). A proposta surgiu na mesma reunião – um almoço do governador com a bancada. Conhecida como “A Galinha dos Votos de Ouro”, Patrício sabe que não sairá perdendo caso consigo, nos dois últimos anos de mandato, realizar bom trabalho na pasta que cuida do social. Tem potencial de gestor para isso. Resta saber se terá condições e orçamento para tal. Fonte garante que Patrício receberá a secretaria – que já foi da deputada Arlete Sampaio – de porteira fechada, ou seja, poderá nomear seus aliados para os cargos na pasta.

Quem? Eu?

Ontem, à coluna, o deputado distrital Agaciel Maia afirmou que o assunto não havia sido tratado entre o governador e o bloco do qual faz parte. “esse encontro deverá acontecer amanhã (hoje”, disse o parlamentar.

Planos

Fonte da coluna garante que Wasny não teria abrido mão de virar conselheiro do Tribunal de Contas do DF. Tanto que, ainda segundo a fonte, teria recebido a garantia de que, ainda em 2013, seria agraciado com uma vaga – vitalícia, de aposentadoria garantida aos 70 anos, com salário de deputado e todo o “alaframbeck” todo. A conferir.

Pimentinha: Caso isso realmente aconteça, Agaciel se tornaria o presidente da Câmara com a saída de Wasny e o primeiro-secretário (ainda com nome não vazado), o vice-presidente. Para Agaciel, um ponto além. Não teria que fazer como Patrício e tentar aprovar projeto caso quisesse uma reeleição, afinal, eleito como vice-presidente, não teria problema para pleitear, dois anos depois, continuar presidente.

De novo

Quem sobrou nessa história toda? Como sempre, o deputado distrital Chico Leite (PT) – como já havia adiantado a coluna há duas semanas…

Rebordosa

Bom, até o início da noite de ontem era essa a decisão. Porém, o Executivo não contava (tolinho) com a “rebelião” na Câmara Legislativa. PEN, PR, PTB, PP, PMDB e PSL não gostaram nada, nada de saber que a decisão do governador Agnelo “podaria” a não alternância de partido no comando do Legislativo – o PT ocupou a presidência nos dois primeiros anos da legislatura. E resolveram que lançarão, no dia da eleição da presidência, um nome para disputar a cadeira com o petista Wasny. Vale lembrar que, mesmo sendo um grupo formado por partidos da base, muito provavelmente ganhará ainda os votos do PSD, a oposição na Casa.

Sorte ou azar

Assim sendo, o número 13 pode ser o número de azar do Partido dos Trabalhadores. É que, o que se apresenta no cenário hoje é uma insatisfação na base que deve gerar uma disputa de dois candidatos para a presidência da Câmara Legislativa. E vai ganhar quem tiver 13 votos. Simples assim.

Irritada

A deputada distrital Eliana Pedrosa (PSD) ficou muito irritada ao saber da “imposição” do Executivo de nomes para compor a próxima Mesa Diretora da Casa. Todos os nomes, diga-se de passagem. “Quem tem que escolher o nome do PSD é o partido, não o Executivo”, disparou a deputada.

Nomes

Se de um lado o Executivo medirá forças com o nome de Wasny e Agaciel – parlamentares que têm grande simpatia na Câmara, inclusive das oposicionistas Eliana Pedrosa, Celina Leão e Liliane Roriz -, do outro, a própria Casa pretende mostrar força contra a interferência entre os poderes. E, segundo fonte, dois outros nomes devem surgir aí: Dr. Michel (PEN) e Cristiano Araújo (PTB) – também simpáticos aos olhos da maioria na Casa.

Efeito ”Barcellos”

Não se assustem, contudo, se o efeito Fábio Barcellos se repetir na Câmara Legislativa como aconteceu no passado. O Barcellos da atualidade seria Robério Negreiros (PMDB). Anotem!

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

A largada de 2013 do PSDB

O artigo de FHC é o soar de trombetas da oposição, com críticas à presidente Dilma e à capacidade gerencial de seu governo. Essa será a batida do PSDB no ano que vem.

O ano sem eleição desponta daqui alguns dias e com ele a hora em que os atores da política se atacam uns aos outros no sentido de levar a vantagem logo ali na frente, leia-se na próxima eleição. Ocorre que, em meio à Operação Porto Seguro, o ano não-eleitoral chegou mais cedo. Não que a operação da Polícia Federal seja política. Mas ela dá instrumentos para que a oposição coloque sobre a mesa dúvidas sobre a capacidade de a presidente Dilma Rousseff identificar os malfeitos.

A operação, que tem como personagem mais ilustre a ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha domina o noticiário há uma semana. Até o final do julgamento do mensalão saiu das manchetes para dar lugar a Rose e seus apadrinhados, acusados de tráfico de influência e corrupção passiva. Passada a primeira semana, a oposição se refere aos tentáculos de Rosemary como fruto da incapacidade da presidente Dilma Rousseff em coibir os malfeitos.

Quem teve o cuidado de ler o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ontem nos jornais obteve uma pílula do que vem pela frente nesse contexto. Para aqueles que leram, peço licença para relembrar aos demais alguns aspectos do texto de FHC. Sob o título “Melancolia e revolta”, o ex-presidente discorre sobre os últimos escândalos dizendo que não falará deles. Em seguida, numa série de interrogações, discorre sobre projetos e ações do atual governo com uma ironia sem par.

Fernando Henrique diz, por exemplo, que calará sobre os efeitos da redução do IPI dos automóveis, “os prefeitos que cuidem de aumentar ruas e avenidas para dar cabida a tanto bem-estar… e os moradores das grandes cidades que se munam ainda mais paciência para enfrentar mais congestionamentos”.
O ex-presidente é enfático ao dizer que a iniciativa para redução de energia elétrica, a discussão do momento entre os senadores, teve como resultado imediato a perda de valor das ações das empresas. Fala ainda do trem-bala, um mega projeto que ainda não saiu do papel, cita a brigalhada dentro do novo sistema de exploração do pré-sal que até agora só produziu confusão e riqueza que é bom, nada.

Por falar em ênfase…

Fernando Henrique é incisivo ao dizer que a maioria do Congresso “prefere calar e se submeter docilmente ao Poder Executivo”. Nas entrelinhas, acusa o governo Dilma de não mostrar indignação com os malfeitos, tampouco fazer carga para apurá-los. Ora, para bons entendedores, e o governo está cheio deles, Fernando Henrique Cardoso faz um ensaio geral do que será lembrado dia e noite pelos oposicionistas ao longo do próximo ano.
A largada de 2013 vem no sentido de desconstruir a imagem de Dilma como gestora. E os elementos não precisam ser tirados da cartola ou inventados. Basta relacionar a paralisia de obras do governo federal que a presidente ainda não conseguiu agilizar.
Com as críticas à gestão por parte dos oposicionistas, vem pela frente ainda as reclamações, revestidas no quesito “sugestões”do PSB. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos tem dito que a redução do IPI a alguns setores, como o de automóveis, não trouxe o reflexo esperado no crescimento. Sugeriu recentemente que se inclua aí o setor de alimentos e aqueles que gerem mais empregos. Em 2013, os socialistas devem colocar esses pedidos no megafone, até porque o PIB ainda não mostrou essa recuperação toda que o governo esperava. Ou seja, o jogo de empurra vem quente e por vários ângulos. Dilma que se cuide.

Enquanto isso, em 2012…

Para as próximas três semanas de trabalho do parlamento, a ordem do governo é não tomar mais gols. Portanto, a estratégia é segurar as investidas para votar a derrubada do fator previdenciário e mudanças radicais no texto que trata da rgulamentação do setor elétrico. E, de quebra, evitar a análise de vetos. No Planalto, há quem diga que se Dilma chegar ao final do ano sem mais marolas nessa área já estará de bom tamanho. Ali, para muitos, já bastam as punhaladas que Lula disse ter recebido e que vão tomar o noticiário nos próximos dias. Não por acaso, Fernando Henrique começa a bater em Dilma. Afinal, enquanto todos tratam da vida de Lula, ela segue livre para o ataque. Não é à toa que FHC cuidou de colocá-la no centro do ringue.

Fonte: Denise Rothenburg

 

Duda e Lavareda fundem suas agências

Marqueteiros fizeram carreira e fama trabalhando para PT, PP, PSDB e DEM.

O publicitário Duda Mendonça e o cientista político Antonio Lavareda anunciaram a fusão de suas empresas, a Duda Mendonça Propaganda e a Blackninja. A nova empresa, divulgada com o nome DM/Blackninja, terá contas nos ramos de varejo, telefonia, imóveis e bebidas, segundo comunicado enviado à imprensa. Os escritórios serão em São Paulo, Pernambuco, Distrito Federal e Maranhão.

Duda foi protagonista de notícias nos principais jornais do país nos últimos anos porque foi réu no processo do mensalão –o STF o absolveu em 15.out.2012. O escândalo foi um dos desdobramentos do serviço prestado por Duda ao PT na campanha de 2002 –que levou Lula ao poder pela 1ª vez e rendeu grande reconhecimento profissional ao publicitário. Ele também já fez campanhas para Paulo Maluf (PP) e Marta Suplicy (PT). Agora, depois de absolvido, tem dito que quer sair da área política.

Já Lavareda é velho conhecido dos partidos que hoje fazem oposição ao PT. Além da Blackninja, ele possui um instituto de pesquisas, o Ipespe. Foi um dos responsáveis, em 2007, pela sugestão malsucedida da troca do nome do PFL para DEM. Para o PSDB, seu último trabalho grande foi uma pesquisa apresentada em setembro de 2011, que orientou mudanças na comunicação do partido –entre elas, voltar a destacar a imagem do ex-presidente Fernando Henrique.

O comando da DM/Blackninja será compartilhado. Enquanto Duda será presidente de criação –responsável pelas campanhas– o presidente geral da empresa será Bejamin Azevedo, da Blackninja. E Lavareda dará eventuais pitacos nos trabalhos, segundo informou a assessoria da empresa.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues

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