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Petistas criticam ausência de pronunciamento de Dilma no Dia do Trabalho

size_810_16_9_Captura_de_Tela_2015-03-08_às_21.27.24Desde que assumiu a presidência, Dilma nunca deixou de ir à tevê em períodos próximos à data para fazer anúncios e exaltar a situação do país

Apesar de unânime entre os ministros do conselho político, a decisão de evitar um pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em cadeia de nacional de rádio e televisão pelo Dia do Trabalho desagradou à base da partido. Militantes da legenda reclamaram que a medida rompe uma tradição do PT como representante dos trabalhadores. Desde que assumiu a presidência, Dilma nunca deixou de ir à tevê em períodos próximos à data para fazer anúncios e exaltar a situação do país. Desta vez, de diferente em relação aos anos anteriores, estão a ausência de notícias positivas para a classe e a iminência de protestos diante da mera aparição da presidente. O desafio, portanto, é justamente definir o que dizer aos trabalhadores, mesmo que por meio de redes sociais.

O governo nega ter suspendido o pronunciamento na televisão para evitar possíveis manifestações, como as que ocorreram no primeiro discurso da presidente na televisão, em 8 de março, pelo Dia Internacional da Mulher. O objetivo, segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, é priorizar as redes sociais nesta data. A estratégia foi defendida pela própria presidente Dilma, que não queria ir à cadeia de rádio e tevê e foi referendada pelos 10 ministros que participaram da reunião de coordenação política na última segunda-feira, data do anúncio de que não haverá fala na tevê.

ManifestaçõesNos bastidores, a avaliação é de que a decisão ocorreu, sim, para não atiçar o “leão”, que finalmente deu um descanso, já que os atos contra o governo neste mês tiveram menor adesão em relação a 15 de março, quando mais de 2 milhões de pessoas foram às ruas. O modelo de como será a mensagem de Dilma à nação por meio das redes não está definido. Mas devem ser usados vídeos e comentários em diversos canais. O maior desafio, entretanto, não é como falar à população, mas sim o que dizer a ela diante do cenário atual: de aumento do desemprego e de tramitação no Congresso Nacional de medidas que dificultam o acesso a benefícios trabalhistas e aumentam a possibilidade de terceirização — medidas criticadas por centrais sindicais. (JC e PTL)

Fonte: Correio Braziliense

Fuzilados na Indonésia morreram com “força e dignidade”, diz testemunha

INDONESIA-DRUGS-DIPLOMACY-EXECUTIONAo invés de baixar a cabeça em sinal de derrota e resignação, todos negaram-se a colocar uma venda nos olhos e entoaram cânticos religiosos

Os oito condenados à morte por tráfico de drogas fuzilados nesta quarta-feira na Indonésia faleceram com “força e dignidade”, encarando seus carrascos e entoando cânticos religiosos, entre eles “Amazing Grace”, explicou uma testemunha da execução.

Os condenados – o brasileiro Rodrigo Gularte, dois australianos, quatro africanos e um indonésio – fizeram uma longa viagem desde sua prisão, situada na ilha de Nusakambangan, até um clarão em meio à selva onde à meia-noite de terça para quarta-feira eram esperados por um pelotão de fuzilamento.

Mas ao invés de baixar a cabeça em sinal de derrota e resignação, todos negaram-se a colocar uma venda nos olhos e entoaram cânticos religiosos, entre eles “Amazing Grace”, até que o pelotão começou a disparar.

Christie Buckingham, a pastora que acompanhou um dos australianos em seus últimos momentos, explicou ao marido que os condenados se comportaram “com força e dignidade até o fim”. “Disse que os oito saíram ao campo de execução entoando cânticos de louvor”, explicou Rob Buckingham à rádio australiana 3AW.

Na cidade portuária de Cilacap, de onde se chega à ilha de Nusakambangan, um pequeno grupo de pessoas havia se reunido com velas pouco antes da execução, cantando também “Amazing Grace” e cobrindo os prantos dos que pensavam no que estava prestes a acontecer na selva. “Não tenham medo, não há nada a temer”, disse Owen Pomana, um ex-presidiário e amigo dos condenados australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaran, tentando levantar o ânimo dos presentes.

Pouco depois, na ilha, os oito condenados à morte foram atados a um poste e executados por um pelotão formado por 12 homens. Ao amanhecer seus corpos foram devolvidos a Cilacap dentro de caixões. Os familiares seguiam chorando enquanto seus amigos e as pessoas que se dirigiram à cidade portuária para dar apoio ajudavam a iniciar a longa viagem de retorno para casa junto com seus entes queridos.

Angelita Muxfeldt, prima do brasileiro Rodrigo Gularte, chorava desolada enquanto um padre, Charlie Burrows, abria caminho entre a multidão. A família e os amigos da filipina Mary Jane Veloso, por sua vez, choravam de alegria, depois que ela foi poupada na última hora. Harold Toledano, um padre filipino que acompanhava a família de Veloso, explicou que estavam rezando quando o anúncio com a boa notícia foi dado.

“Isso é um milagre!”, gritou enquanto os advogados comemoravam a boa nova. “É como uma ressurreição, está viva”, disse. Para os familiares dos dois australianos não houve consolo e perderam seus filhos e irmãos depois de terem tentado de tudo para evitar a execução.

“Pedimos clemência, mas não a deram. Estamos muito agradecidos por todo o apoio que recebemos”, disseram as famílias em um comunicado após as execuções. Pouco depois chegava ao porto de Cilacap o corpo do indonésio Zainal Abidin, que foi enterrado em um cemitério próximo.

Fonte: Correio Braziliense

Entrevistado 28/4: Daniel Machado, Especialista em Marketing Político

O Especialista em Marketing Político, Daniel Machado será o entrevistado de hoje, no programa Conectado ao Poder, na rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.

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Câmara Legislativa anoitece pensando em gestão pública

Sem-título-115A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), lança na noite desta terça-feira (28) no plenário da Casa, a Frente Parlamentar em Defesa dos Interesses dos Administradores de Empresas e Fortalecimento da Gestão Pública no Distrito Federal. Na ocasião será dada posse ao novo sindicato dos Administradores.

O objetivo é desenvolver debates e ações que defendam os interesses dos Administradores e Gestores Públicos. Celina ressalta que é crescente o número de pessoas que optam pela formação acadêmica em Administração de Empresas e Gestão Pública, mas que são necessárias medidas que fomentem a inserção desses profissionais no mercado de trabalho.

Fonte: Portal Notibras

Cristovam abre o jogo. Massacre da Estrutural foi uma armação suja

1742530690Entre uma reunião de Comissão e outra no Senado Federal, intercaladas por passagens pelo Plenário, Cristovam Buarque tenta dar atenção à imprensa. Nem sempre é possível. Sua agenda não dispõe de intervalos desocupados. Mas há assuntos que têm o poder de abrir brechas. O que se refere aos assassinatos na cidade Estrutural durante seu governo, é um desses.

Apesar da correria, Cristovam Buarque achou 30 minutos para dar a sua versão sobre os fatos ocorridos nos anos de 94 a 99. “Lamentável”, reconhece ele. E poderia ter sido diferente, caso houvesse tido “competência” para tratar o caso. Alguns questionamentos e avaliações sobre esses episódios estavam em ebulição na cabeça do senador. Mas ele expõe agora, nesta entrevista exclusiva a Notibras.

O senador admite que foi incompetente para administrar a crise, diz que houve armação (cita Durval Barbosa e Luiz Estevão) e garante que advertiu o hoje governador Rodrigo Rollemberg sobre os riscos de tentar tirar o teto dos trabalhadores.

Veja trechos da entrevista:

O senhor acha que a ação da PM tanto para retirada dos moradores de lá, quanto na Operação Tornado, foi exagerada?
Eu achei. Tanto que na hora chamei o comandante (da PM), o secretário de Segurança Pública e fizemos uma análise do que houve. Eles tentaram dizer que não houve, mas eu acho que sim. Uma polícia realmente competente não cairia nessa cilada criada para agir daquela maneira. Por isso mantenho a suspeita de que ali houve intenção de vingança por conta do policial que foi morto no mesmo local. Acho que teve um pouco ou muito de vingança, o que é intolerável que uma polícia cometa.

Mas o senhor não tinha conhecimento dessa operação desencadeada pela PM do seu governo?
Não chegou para mim dos órgãos, a ideia de que aquilo se repetiria. Não houve uma estratégia. Eu acho que o comando da PM não estava envolvido naquilo. Muita gente desconfia, eu não posso afirmar, que por trás daquilo estava o Durval Barbosa (ele era responsável pela 3ª DP que investigava os crimes na Estrutural). Até porque, como aquilo foi tão filmado? Como foi tão organizado e o filme depois ter sido usado em campanhas contra mim? O PFL (hoje DEM) da época usou esse vídeo no Brasil inteiro dizendo: olha aí como é a polícia do PT. Quem estava por trás daquilo de organizar e filmar? Posso dizer, que por tudo que eu vi, não foi o comando da PM. Muito menos a Secretaria de Segurança.

Então as ações dos PMs foram escondidas?
Eu não posso garantir, absolutamente de forma enfática, mas tenho convicção que o comandante naquele tempo não estava envolvido. Eu acredito que tudo foi feito ao arrepio da linha de comando.

Mas antes desse episódio houve várias operações violentas de retirada de moradores…
Essas eu assumo a responsabilidade. Mas que eu me lembre, não houve exageros. Ao contrário. A gente dialogou muito. Uma parte considerável saiu voluntariamente. Levamos para Planaltina. Criamos uma cidade. Também no Recanto das Emas, mas em Planaltina foi mais. Ao ponto de ter um momento que eles chamaram de “Vila Buarque”. Eu que disse que isso (de usar seu nome na região) era só depois de eu morto. Então tiramos algumas pessoas voluntariamente.

Por que?
Por que se organizou, no dia seguinte da minha eleição (em 1994), por lideranças políticas, entre as quais Luiz Estevão, a construção de barracos naquele lugar (Estrutural). Criou-se uma coisa chamada de “kit-invasão”. Eles davam uma quantidade de madeira, pregos para que as pessoas invadissem ali para criar um constrangimento, um problema. Ali não era um lugar para se construir moradias. Eu zelei muito pelo Plano (Piloto). Ali era para ser, ou uma área florestal, ou setor industrial.

Mas foi esse um grande questionamento na época. Por que tirar famílias, casas, e deixar indústrias?
Por uma maneira muito simples. Na indústria, as pessoas vão para a casa. Não há uma ocupação. Não há dejetos humanos, não há as condições trágicas de moradia e não criaria a conturbação que estão criando entre o Plano Piloto e Taguatinga, como se as cidades fossem uma coisa só. O sonho do DF era de que não tivesse essa conturbação como existe em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Recife. A cidade inteira vai se juntando uma a outra.

E qual era o objetivo para aquela área?
Era para ser uma área industrial porque cria empregos, dinamiza a economia por pagar imposto e porque não ocupa o solo com a mesma densidade demográfica de habitação. Você tem 200 operários indo pela manhã e saindo a noite. Agora, se tira a indústria, no lugar de 200 teremos 2 mil pessoas morando. Ali não era lugar de moradia. Mas hoje eu já defendo que continue. Não tem mais jeito de tirar a Estrutural. Venceu a ideia de habitação sobre a indústria.

Então assume a condução das operações de retiradas dos barracos na Estrutural?
Isso eu assumo. Não era lugar para ter moradia. Isso era no Recanto das Emas, para onde eu levei algumas pessoas. A ideia era levar todos. O problema que essa máquina de invasão que foi criada é muito forte. Tão forte que a gente tirava e aparecia mais. A verdade é que no final entregou-se os pontos. A autoridade, eu no caso, e as outras que vieram entregaram os pontos.

Mas hoje, numa nova avaliação, o senhor não acha que exagerou em alguns pontos como fazer valas, cercar a cidade com arames, não deixar entrar alimentos para abastecer os mercados locais?
Isso de não entrar alimento eu não me lembro. Os direitos humanos não deixariam. Nem o Ministério Público. Cercar eu já me lembro. Não tinha outro jeito. Era cercar para evitar a entrada e não para sair. E para não entrarem com carregamentos de “kit-invasão”. Tinha que ter uma ordem. Agora de impedir de entrar alimento, não. Mas teve um momento em que precisamos cercar.

Mas conversamos com donos de mercados e moradores que confirmaram isso…
Confesso que não tenho conhecimento disso e essa ordem não haveria. Isso seria um campo de concentração.

O senhor esteve na Estrutural durante a campanha de 1994 e prometeu que a cidade ficaria lá? Se sim, por que mudou de ideia depois que assumiu o mandato?
Em 1994 não existia a Estrutural. O que existia era uma antiga região com 520 moradores. Essa aí deveria continuar. E essa eu fui lá e disse que eles tinham que continuar. Mas os que estavam lá há 20 anos. E não os 15, 20 mil.

Então não houve uma traição, como alguns acreditam?
Não. Eu protegi e defendi. E eu gravei um vídeo dizendo que eles tinham que ficar. Mas não os 20 mil moradores que chegaram depois. Eram 520 que não afetavam o solo e nem atrapalhariam a indústria.

O senhor recebeu pressão do Sinduscon na época, como agirma o ex-deputado Zé Edmar?
Nunca aceitei pressão dessas pessoas. Até porque eles não se beneficiaram, pois não seria lugar de habitação. O Sinduscon, na verdade, quer é invasão para depois criar casas de classe média. Essa entidade é ligada ao Luiz Estevão.

O senhor entrou com uma ação contra o Zé Edmar por danos morais?
Sim. Mas eu não sei os detalhes porque é o meu advogado que cuida dessas coisas. E ganhamos.

É fato também que pediu para o Zé Edmar desativar o Museu do Sangue, para que não ligassem esse museu ao seu nome e, em troca, a indenização seria perdoada?
Não.

O Zé Edmar disse que sim…
Não sei. Não é comigo. Todo ato que eu entrei contra Roriz, Zé Edmar e outros, meu advogado (Claudismar Zupiroli) é quem faz e fica com o dinheiro. Eu não recebo um real. A indenização recente, do Luiz Estevão que pagou 100 mil reais, foi toda para ele. Mas eu não fiz nenhum acordo com o Zé Edmar. Aliás, ele me procurou para que eu conversasse com o advogado para não cobrar, que ele está pobre, aí eu liguei para o advogado e pedi: fale com ele.

Mas pode ter ocorrido sem o seu conhecimento alguma conversa do Zupiroli nesse sentido?
Sem me consultar? O que ele ganharia com isso? Só perderia dinheiro…

Alguns remanescentes desses conflitos, incluindo o Zé Edmar, acreditam que o senhor deveria responder junto com os 12 PMs. Como o senhor avalia essa posição?
Não vou emitir juízo sobre isso. É a opinião deles.

Está arrependido de ter autorizado operações de retiradas na Estrutural?
Reconheço que foi um episódio triste. Até porque foi usado contra mim de maneira vergonhosa por gente que eu tenho boa relação. Foi um episódio lamentável que aconteceu no meu governo como outros que aconteceram, como a greve de professores. A maneira como administramos a questão da Estrutural. Depois da campanha (de 2014), eu estive com o governador eleito Rodrigo Rollemberg e tirei do bolso um papel dizendo os erros que eu cometi durante o meu governo. Um deles foi a maneira como administramos a questão da Estrutural.

O senhor acha que a situação da Estrutural foi usada como interesses eleitoreiros?
O Zé Edmar tinha uma boa intenção. Lá atrás, com a igreja católica, ele lutava pela habitação. Tanto que ele me trouxe um projeto de colocar a indústria ao redor e a população no meio que eu até simpatizei. Mas quando o projeto foi analisado por pessoas do setor, disseram que era inviável. Mas o Luiz Estevão queria criar conflitos com o governo. É uma pena que tenha ocorrido no meu governo.

Depois dos episódios da sua gestão, o senhor esteve na Estrutural. Como agiu para tentar um novo contato a população e até reaproximação amigável?
Houve o interesse do PDT de indicar o Secretário de Educação e eu, pessoalmente, o administrador da Estrutural quando o Agnelo foi eleito. E ele disse que sim. O Wilmar Lacerda, então, construiu um nome lá ouvindo o irmão da Marlene Mendes (líder comunitária na cidade) e se eu não me engano era até o nome que seria indicado (ele fala do Elias, morto três anos atrás, em decorrência de problemas reais depois de sofrer violência policial durante a gestão de Cristovam). Mas o Agnelo preferiu nomear a mulher do Roberto Policarpo. Isso eu não perdoo.

Por que tentou essa aproximação? Não seria arrependimento?
Porque por mais que eu tenha agido certo em dizer que ali não era um lugar de moradia, eu me sinto em dívida com a população. Com o Rodrigo Rollemberg repeti a mesma coisa. Tentei indicar e nada. São duas coisas que me incomodam entre o Agnelo e Rollemberg. Mas não é uma dívida pelo massacre, porque isso é dos réus, mas como nós tratamos o assunto. A maneira não foi conduzida com competência e habilidade que deveria.

Mas, de quem foi essa incompetência?
Minha.

Fonte: Portal Notibras.

Rollemberg parcela dívida de R$ 1,6 bilhão em 30 vezes, até fim do mandato

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Com valor calculado em R$ 1,6 bilhão, dívidas do governo com cerca de 500 credores, entre fornecedores e prestadores de serviço, serão quitadas em mais de 30 parcelas, até o fim do atual mandato. Enquanto isso, atacadistas temem cobrança retroativa do ICMS

A equipe do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) faz os ajustes finais na elaboração de um cronograma para o pagamento das dívidas herdadas da gestão anterior. Calculado em R$ 1,6 bilhão — R$ 1 bilhão de despesas antigas e R$ 600 milhões de restos a pagar —, o montante deve ser quitado integralmente com os mais de 500 credores em ao menos dois anos, podendo se arrastar até o fim do atual mandato. Os principais auxiliares do governo têm se reunido desde janeiro para tratar do tema. Eles são responsáveis por estabelecer critérios, como a ordem dos pagamentos e quantas parcelas serão necessárias para o Executivo ficar em dia com os fornecedores e prestadores de serviço. O anúncio do calendário deve ocorrer em maio.

Alardeando um deficit geral de R$ 3,5 bilhões desde que assumiu o Palácio do Buriti, o governo Rollemberg alega falta de recursos e um rombo nas contas públicas que impediriam o GDF de pagar tudo o que deve imediatamente. Das despesas deixadas por Agnelo Queiroz (PT) sem previsão no orçamento, por exemplo, 40% são relativas a contratos na área de saúde pública. E mais: uma das empresas com um dos maiores atrasos é do setor de transporte público e opera diversas linhas de ônibus. O secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, limitou-se a dizer que o governo estuda possibilidades para quitar as dívidas e pode apresentá-las no início do próximo mês.

A forma de lidar com as dívidas deixadas pelo mandato passado causa dor de cabeça nos gestores socialistas desde o primeiro dia à frente da máquina pública do DF. Muitos serviços prestados pelo Executivo local são terceirizados, e uma boa relação com as empresas é fundamental para que não haja descontinuidade de serviços públicos, a exemplo do que ocorreu no início de março. Um imbróglio entre o GDF e a Sanoli, companhia fornecedora de alimentos em hospitais públicos, quase deixou pacientes, acompanhantes e servidores de 21 unidades de saúde sem comida.

Fonte: Correio Braziliense

GDF corta 50,35% dos cargos comissionados em administrações

palacio-do-buriti-1Quadro, que era de 2.832 em setembro de 2014, caiu para 1.406 em março.
Gastos do GDF com as administrações regionais caiu para R$ 4,6 milhões.

O governo do Distrito Federal cortou em 50,35% o número de cargos comissionados nas administrações regionais. Em comparação realizada pela atual gestão, em setembro do ano passado, havia 2.832 funcionários não concursados. Em março deste ano, e número caiu para 1.406.

O GDF informou que continuará analisando os quadros das 31 administrações. Para o especialista em administração pública José Matias-Pereira, a qualidade no serviço não acompanhou os cortes. “O que nós constatamos foi que parou de se desperdiçar recursos públicos, mas a qualidade dos serviços continua muito baixa. O que é fundamental nesse momento é criar condições, montar boas gestões para que elas possam atender à população.”

Os gastos com as administrações também caíram. Segundo o GDF, foram R$ 7,3 milhões em setembro de 2014. Em março, o gasto caiu para R$ 4,6 milhões, uma redução de 36,98%. A administração regional do Jardim Botânico, por exemplo, reduziu os gastos de R$ 165 mil para zero. O motivo foi a dispensa de todos os 51 funcionários comissionados.

Fonte: G1 DF

 

Planalto tenta reaproximação com ex-aliado PSB

20150428124606Dilma Rousseff desembarca nesta terça-feira, 28, em Pernambuco para dar seguimento à sua estratégia de se aproximar de governadores do PSB. A presidente quer atrair o partido de volta à base aliada.

Ao lado do governador Paulo Câmara, ela inaugura a fábrica da Fiat em Goiana, a 66 quilômetros do Recife. A família de Eduardo Campos, ex-dirigente do PSB que morreu em acidente aéreo em agosto do ano passado, confirmou presença. Está prevista uma homenagem a Campos, que governou o Estado de 2007 a 2014.

Há dez dias o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da inauguração de uma fábrica da cerveja em Itapissuma. Lula sentou-se ao lado de João Campos, filho mais velho do ex-governador, e rememorou sua relação com Campos. O petista também aproveitou a oportunidade para visitar Paulo Câmara.

O PSB foi aliado do PT durante os dois mandatos de Lula e na maior parte do primeiro governo de Dilma. No entanto, entregou os cargos federais em outubro de 2013 para lançar Campos ao Planalto. Após o acidente, a sigla lançou o nome de Marina Silva.

Fonte: Estadão Conteúdo

Agnelo é alvo de ação por improbidade por reintegrar ex-distrital à PM

20150428074742460250eA decisão custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, referentes aos salários retroativos pagos ao policial militar. O Ministério Público pede a devolução desses valores, a suspensão dos direitos políticos do ex-gestor por oito anos e o pagamento de uma multa de mais de R$ 2 milhões

O ex-governador Agnelo Queiroz é alvo da terceira ação de improbidade administrativa apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios este ano. A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público acusa o petista de ter reintegrado o ex-deputado distrital Marco Lima indevidamente aos quadros da Polícia Militar do DF. A decisão custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, referentes aos salários retroativos pagos ao PM. O MP pede a devolução desses valores, a suspensão dos direitos políticos do ex-gestor por oito anos e o pagamento de uma multa de mais de R$ 2 milhões.

Além de Agnelo, também foram alvos da ação de improbidade o ex-chefe da Casa Civil coronel Rogério Leão, o ex-consultor jurídico do GDF Paulo Guimarães, o ex-assessor jurídico do governo Raimundo Dias Irmão Júnior, e o ex-chefe do Núcleo de Gerência Institucional de Assuntos da PMDF Túlio Kayson Ferreira Malheiros. Segundo o Ministério Público do DF, eles teriam assinado pareceres para amparar o ato de Agnelo Queiroz.

Marco Lima entrou na PM em maio de 1987 e ficou na corporação até dezembro de 1992, quando foi licenciado por questões de disciplina. Em 6 de julho de 1994, ele registrou candidatura ao cargo de deputado distrital. Foi eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com 5,3 mil votos e diplomado em 1º de janeiro de 1995. Depois, tentou a reeleição, sem sucesso.

Em 2010, quase 20 anos depois da saída do ex-distrital da PM, o ex-senador Gim Argello (PTB) enviou ofício ao governador Agnelo Queiroz solicitando a reintegração de vários ex-policiais militares, entre eles Marco Lima. Diante do pedido do parlamentar, a Procuradoria-Geral do DF emitiu parecer jurídico defendendo a rejeição do pedido de reintegração dos PMs. A alegação foi a de que já havia prescrição administrativa para que o ex-policial pudesse voltar à corporação.

O então chefe do Núcleo de Gerência Institucional de Assuntos da PM, Túlio Kayson Ferreira Malheiros, desconsiderou diversos pareceres jurídicos da PGDF e se manifestou “pela remessa dos autos à Consultoria Jurídica do governador para pronunciamento, com o propósito de conferir tranquilidade jurídica ao tema”. O então secretário da Casa Militar, coronel Rogério Leão, também desconsiderou o parecer e encaminhou o caso para a Consultoria Jurídica do Distrito Federal.

O assessor especial da Consultoria Jurídica à época, Raimundo Dias Irmão Júnior, assinou um documento realizando “uma verdadeira revisão do parecer da Procuradoria-Geral”, segundo a ação do MPDF. Ele entendeu que era possível reintegrar Marco Lima à Polícia Militar. Paulo Guimarães, então consultor jurídico de Agnelo, elaborou despacho acolhendo o parecer de Raimundo Júnior.

Pareceres ignorados
Dessa forma, em 13 de julho de 2012, o petista igualmente ignorou os pareceres da Procuradoria-Geral e assinou o Decreto n.º 33.790/2012, determinando a reintegração de Lima aos quadros da Polícia Militar. A Diretoria de Pessoal Militar e a Assessoria Técnica do Departamento de Gestão de Pessoal da PMDF, ao perceberam a prescrição administrativa, sugeriram ao governador um novo encaminhamento para o caso. O caso voltou, então, às mãos do consultor jurídico, Paulo Guimarães, que, mais uma vez, manteve o entendimento de que o ex-distrital deveria mesmo ser reintegrado à corporação — o que ocorreu em 25 de outubro de 2012.

Fonte: Correio Braziliense

DF prevê R$ 3 milhões em obra contra inundação em viaduto de Ceilândia

viadutoHomem de 20 anos e uma criança de 6 já morreram afogados no local.
Intervenções vão complementar rede pluvial já existente, diz governo.

O viaduto localizado na QNM 5/7 de Ceilândia, no Distrito Federal, receberá obras de drenagem de águas pluviais para complementar a rede existente, anunciou o governo do Distrito Federal nesta segunda-feira (27). As melhorias na infraestrutura devem ficar em cerca de R$ 3 milhões. O valor pertence a um empréstimo de R$ 500 milhões tomado pelo GDF no Banco do Brasil.

O viaduto costuma ter uma parte inundada durante chuvas fortes. A situação já provocou duas mortes no local. A última delas ocorreu no dia 21 de janeiro de 2014, quando um homem de 20 anos passava de carro pelo local.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima estava em um veículo com outras duas pessoas. O automóvel passava perto do viaduto quando foi tomado pela água da forte chuva que caiu na terça-feira em vários pontos do DF.

Os bombeiros disseram que o rapaz era passageiro e teria tentado fugir por uma das portas quando viu que a água invadia o interior do veículo. O corpo dele ficou submerso. Ele foi retirado da água por policiais militares, que tentaram por quase 18 minutos fazer com que o jovem voltasse a respirar. Uma equipe dos bombeiros deu continuidade aos procedimentos de socorro, mas sem sucesso. Os outros dois ocupantes do carro conseguiram escapar nadando.

Em outubro de 2013, uma criança de 6 anos morreu afogada. Geovana Moraes Oliveira estava dentro de um ônibus escolar que ficou preso na água debaixo do viaduto. O coletivo levava cerca de 25 crianças e parou de funcionar quando o motorista tentou atravessar uma área alagada pela chuva.

Fonte: G1 DF

 

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