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Não há luz no final das passarelas

4xtbv7fine_32owkqvdnm_fileQuando caminho pela Asa Norte, às vezes, falo sozinho. Acho que estou ficando maluco, mas quando me lembro de um velho provérbio chinês: “quem nasceu e cresceu em um mercado de peixe, acaba se acostumando com o cheiro podre”. Faço uma reflexão e, em seguida, reavalio minhas criticas, respiro profundamente e sigo adiante.

São tantos os absurdos em nossa cidade que acabamos nos acostumando. O silêncio e o conformismo nos fazem cúmplices. Não se vê, não se ouve e não se fala. O não se manifestar parece fazer parte de um acordo para manter o título de cidade planejada e organizada. Os nativos da ilha notável se multiplicaram e como eles, os problemas.

A beleza das obras de Brasília confronta-se com sua funcionalidade. As passarelas subterrâneas dos eixos fazem parte da problemática existencial. São verdadeiras armadilhas. Atravessar exige preparo físico e perspicácia. Correr quando for preciso e avaliar quando um perigo iminente está por vir, são emoções intrínsecas aos verdadeiros heróis de guerra.

Somente quem precisa sabe que, tentar atravessar o eixinho e o eixão pelas passarelas subterrâneas, é uma verdadeira arte da guerra. À noite, desarmado, sem binóculo de visão noturna, sem capacete de aço e colete à prova de bala, o pedestre vai orando para não virar estatística de algum tipo de violência.

Sem câmeras e sem policiamento, as passarelas subterrâneas vivem na esperança de dias melhores. A cada nova administração, promessas e projetos são ofertados. Mas, enquanto isso, a população vive com o terror de utilizá-las.  Algumas pessoas, com medo, preferem arriscar atravessar as pistas do eixo, correndo o risco de serem atropeladas.

A pergunta que não cala é feita por qualquer usuário: por que as passarelas não são retas? Pois daria total visibilidade ao pedestre. Sendo possível enxergar a luz ao final das passarelas, ou solar, ou lunar. A opção de passar ou não seria democrática. O risco de ser rendido na reta final seria banido. Uma solução que poderia ter sido executada há muitos anos atrás é alterar a “obra poética”. Mas, é claro, com toda humildade e reverência, pediríamos licença. Com isso, seria quebrado o reduto da criminalidade. Em vez das passarelas terem um formato de “L” de ladrão, teríamos uma Reta de retidão, ou também usufruindo da licença poética, poderia ser um “I” de Inviolabilidade e Integridade.

A avalanche do pensar positivo e a corrente do bem são louváveis. Mas, não podemos aceitar um destino pautado pela sorte. Enquanto as autoridades se beneficiam de segurança particular, helicópteros, aviões, veículos confortáveis e potentes, temos que nos contentar com a esperança de dias melhores. Com o sorriso no rosto, a cada aniversário de Brasília, cantamos parabéns. Felizes da vida por termos mais opções além daquela, habitualmente, de irmos ao zoológico, somos tratados como ilustres convidados a tomarmos banho no lago Paranoá e sem entender nada, ouvir a orquestra sinfônica sentados no gramado da torre.

DF em estado de alerta contra a dengue: 2.403 casos só em 2015

20150423230133410611uEm menos de quatro meses, 2.403 pessoas tiveram dengue no Distrito Federal. O número corresponde a 62,5% do total registrado no ano passado, quando 3.844 pessoas contraíram a doença. Até o último dia 20, quatro pacientes morreram por causa de complicações — em 2014, houve cinco óbitos. A febre chikungunya também preocupa. Até agora, três pessoas ficaram doentes, contra nove no ano passado. Com esses dados, o DF fica em alerta.

Uma pesquisa realizada pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde mostra que o Índice de Infestação Predial (IIP) do DF foi de 1,69%, em março. O estudo permite mapear a quantidade de residências com focos das larvas do mosquito Aedes aegypti. A classificação é satisfatória quando está abaixo de 1%. O alerta ocorre acima de 1% até 3,9%. Depois isso, é risco de surto.

Das 31 regiões administrativas, duas apresentaram perigo de epidemia das duas doenças: Sobradinho 2 e Varjão. Do total, 20 localidades apresentaram estado de alerta, como é o caso do Park Way e do Lago Norte. Os principais depósitos da larva foram encontrados em vasos, frascos, bebedouros, depósitos de obras, cisternas, caixa d’água, latas de lixo e em entulho.

A empregada doméstica Maria Aparecida de Souza, 43 anos, mora no Varjão e contraiu a dengue tipo 3. Ficou internada 15 dias. Ela vive ao lado de um terreno onde são despejados restos de construção. “Já tentei limpar o local, mas as pessoas não respeitam. Sem contar o tanto de objetos com água parada. Hoje, qualquer mosquito me dá medo. Não existe dor maior do que a da dengue”, afirmou.

Fonte: Correio Braziliense

Projeto que reduz administrações do DF ‘não corta gastos’, diz Celina Leão

deputada-celina-lec3a3o1A presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Celina Leão (PDT), afirmou nesta sexta-feira (24), em entrevista ao Bom Dia DF, que o projeto de lei enviado pelo GDF que pretendia reduzir o número de administrações regionais de 31 para 25 não prevê corte de gastos. O texto elaborado pelo Executivo foi retirado da pauta na última quarta-feira (22), após enfrentar resistência dos parlamentares e de associações de moradores das regiões.

“Ele [o projeto] simplesmente retira a figura do administrador. Fizemos audiências públicas para debater o projeto e a população esteve em peso na Câmara e todos foram contrários à alternativa do governo de extinguir as administrações.”

Celina Leão

presidente da Câmara Legislativa do DF

“O projeto atual da forma que está não prevê redução de gastos. Ele simplesmente retira a figura do administrador”, disse Celina. “Fizemos audiências públicas para debater o projeto e a população esteve em peso na Câmara e todos foram contrários à alternativa do governo de extinguir as administrações. A população sente como se aquele fosse o ponto de contato entre a comunidade e o governo.”

O GDF defendia a redução dos órgãos para diminuir os gastos com folha de pagamento, mas reconheceu nesta semana a dificuldade em aprovar a medida. O secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, afirmou que o governo estuda a exoneração de funcionários que foram nomeados nas administrações sem concurso.

Segundo o líder do PT e da oposição na Câmara, Chico Vigilante, os distritais vetaram a redução nos órgãos porque estão acostumados a indicar afilhados políticos para os cargos de confiança. No entanto, Celina afirmou que a proposta não previa extinção de cargos de deputados distritais. “Se um deputado tivesse uma administração, ele não teria perda de cargos políticos. Ele continuaria indicando os mesmos cargos, só seria retirada a figura do administrador.”

No início do ano, o GDF anunciou que Ceilândia teria duas administrações. O anúnciou levou a uma reação negativa de moradores e de entidades representativas. Quatro dias depois, Rollemberg voltou atrás da decisão e decidiu manter apenas um administrador na região.

A presidente da Câmara Legislativa considera que a decisão de colocar duas administrações em Ceilândia envolveu disputa política. “Como foi no começo do governo, envolveu muita disputa política e eu acho que isso talvez não foi bem interpretado, mas ainda há uma divisão muito grande, um pedaço da população de Ceilândia que gostaria de ter uma outra região administrativa, sim”, disse.

Fonte: G1 DF

Renan e Cunha usam terceirização para mostrar quem tem mais poder

20150424063345645966uNum jogo de cena típico de Brasília, para exibir poder, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal assumiram posturas divergentes em relação ao Projeto de Lei nº 4.330, que regulamenta a terceirização. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou que não terá pressa para discutir a matéria e alertou que autorizar a prestação de serviço para a atividade-fim de uma empresa “é uma pedalada no direito do trabalhador”. Em resposta às declarações do correligionário, que indicam que o projeto de lei pode ser engavetado, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que tratará as matérias oriundas do Senado da mesma maneira.

Cunha é o principal defensor da terceirização no país. Uma manobra orquestrada por ele na última sessão da Câmara garantiu a aprovação do projeto, que permite a transferência de qualquer atividade para uma prestadora de serviço. Sobre o tema, Calheiros tem afirmado que os pares terão cautela e maturidade para discutir o tema. Se os senadores alterarem a proposta, a matéria voltará para a Câmara. Com isso, caberá à presidente da República, Dilma Rousseff, vetar a regulamentação, mas ela aposta que a proposta será engavetada no Senado, evitando desgastes para o governo.

As divergências no Legislativo, mesmo que para a plateia, animaram o Palácio do Planalto a concentrar esforços para derrubar a extensão da terceirização às atividades-fim. A decisão foi tomada ontem durante reunião do Conselho Político com Dilma. O governo jogou a toalha em relação aos demais pontos do projeto, ciente de que, por ser uma bandeira do PMDB, dificilmente teria condições de derrotar os peemedebistas ao enterrar o projeto de lei como um todo.

Este ponto é visto pelo governo como questão crucial para evitar a precarização nas relações de trabalho. “O PL 4.330 não trata da regularização da terceirização. Ele extingue direitos trabalhistas”, declarou um ministro com assento no Conselho Político. Para ele, o governo não pode se omitir, sobretudo levando-se em conta a origem do PT, o partido de Dilma, nas bases trabalhistas. “Vamos ver até onde é possível reverter a terceirização na atividade-fim”, acrescentou.

Fonte: Correio Braziliense

Audiência pública discute o cumprimento da lei de libras no DF

17057381468_9c83732390O cumprimento da lei de libras no Distrito Federal é tema de audiência pública, proposta pela deputada Celina Leão (PDT). O debate aconteceu nesta quinta-feira (23) às 10h na sede do Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil – ICEP Brasil, no SIA Trecho 03, lote 1.240 galpão 1 e 2.

A lei 10.436 conhecida como lei de libras foi sancionada em abril de 2002 e passou a reconhecer a língua brasileira de sinais como meio de comunicação entre surdos, tornando a LIBRAS a segunda língua oficial no Brasil.

As discussões começaram, em âmbito nacional, sobre a necessidade da particularidade linguística da comunidade surda e o uso desta língua em todos os setores, bem como o desenvolvimento de práticas e ações para promover igualdade, inclusão e acessibilidade para esta população que atinge mais de 9,7 milhões de brasileiros e aproximadamente 145 mil pessoas com alguma deficiência auditiva no DF.

“Vamos discutir com a população interessada para buscar alternativas que tornem efetivo o cumprimento da lei de libras, um mecanismo essencial, para a inclusão desta parcela significativa da sociedade”, afirma Celina Leão.

 

Itália autoriza extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil

20150424102324147001eO Ministério da Justiça da Itália determinou a extradição do réu condenado no mensalão Henrique Pizzolato. A informação foi confirmada ao Correio na manhã desta sexta-feira (24/4) por fontes que acompanham o caso. A Justiça brasileira tem 15 dias para buscar o condenado, e conduzi-lo ao complexo da Papuda, em Brasília.

O ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão (além de multa de R$ 1,3 milhão) por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro na ação penal do mensalão. Pizzolato fugiu para o Norte da Itália em 2013, assim que o mandado de prisão foi expedido. Ele foi localizado em fevereiro de 2014, quando foi preso na cidade de Maranello por porte de documento falso.

O Ministério Público brasileiro e italiano pediram a extradição do réu, mas a Corte de Bolonha negou. O argumento dos juízes foi que os presídios brasileiros não tinham condições de receber Pizzolato com segurança. Houve recurso à Corte de Roma, que determinou a extradição.

O último passo era a decisão política do governo de Matteo Renzi. O ministro da Justiça é quem deveria determinar a extradição do condenado.

A Polícia Federal poderá buscar Pizzolato assim que chegar o aviso oficial do governo da Itália. Para investigadores do caso, o aviso deverá ser remetido entre hoje e amanhã.

Em fevereiro, a Corte de Cassação de Roma autorizou a extradição do réu – que tem dupla cidadania e havia obtido uma decisão favorável no primeiro julgamento, em Bolonha, no ano passado, porque as prisões brasileiras não teriam condições de segurança. Logo após a decisão, as autoridades italianas prenderam Pizzolato. A partir daí, dependia de uma decisão política mandar o réu de volta para o Brasi

A constituição italiana permite extraditar um cidadão nacional, ao contrário da brasileira. Mas havia a possibilidade de Pizzolato não ser trazido de volta pelo princípio de reciprocidade. O Brasil também não extraditou  ativista de esquerda Cesare Battisti, condenado por assassinato. Mas o histórico entre os dois países pesava contra Pizzolato. Em 1984, os brasileiros extraditaram para a Itália o mafioso Tommaso Buscetta, fundamental para desvendar os segredos da máfia italiana na operação Mãos Limpas. Depois do caso Battisti, outros italianos já foram extraditados de volta ao seu país de origem (veja quadro abaixo).

Em fevereiro, o advogado de Pizzolato, Alessandro Sivelli, dissera que as prisões brasileiras era inseguras. “O tratado de extradição ítalo-brasileiro prevê que uma extradição não deve ser concedida no caso em que a condenação pronunciada pelo Estado solicitante tenha sido emitida com a violação do direito de defesa e quando esteja fundamentado o pedido de que o país solicitante forneça tratamentos desumanos que violem o direito fundamental da pessoa.”

Filiado ao PT desde os anos 80, Henrique Pizzolato tem 62 anos e é aposentado. Foi condenado em 2012 a 12 anos e 7 meses de prisão e mais multa de R$ 1,27 milhão. Os crimes imputados foram corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Segundo a Procuradoria Geral da República, ele, o ex-diretor de marketing do banco recebeu R$ 336 mil do esquema do operador do esquema, o publicitário Marco Valério. E ainda autorizou que R$ 73 milhões do fundo Visanet fossem adiantados à agência DNA Propaganda, pertencente ao operador. O Ministério Público sustenta que o mensalão era o pagamento de dinheiro a parlamentares, operado pelo Palácio do Planalto, para que votassem em favor de projetos de interesse do Executivo no Congresso.

A fuga

Após os ministros do STF decidirem pela prisão de Pizzolato, o réu fugiu para a Itália em setembro de 2013, usando documentos do irmão morto em 1978. Ainda naquele ano, a Interpol colocou o réu condenado em lista de “difusão vermelha”, para. Em fevereiro do ano passado, foi preso em Maranello. Pizzolato só foi solto em 28 de outubro, quando a Corte de Bolonha negou sua extradição, alegando que as prisões brasileiras não tinham condições de segurança para manter o réu detido. A Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil recorreu à Corte de Cassação de Roma, uma espécie de “STJ” dos italianos, que reverteu a decisão anterior.

Pizzolato afirma ser inocente no processo do mensalão. Ele já disse que fiscalizar o contrato da Visanet com a DNA não era de sua responsabilidade. “Não fiz mal algum”, disse ele em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo em novembro passado, após ser solto. “Temos todas as provas no processo. Não foi um processo pela Justiça. A política é suja e sempre foi assim.”

Pizzolato disse que auditorias internas e do Tribunal de Contas aprovaram a gestão do contrato com a agência de publicidade e que não houve desvio de “um só centavo” sequer do banco do Brasil. Para ele, a acusação do mensalão era de responsabilidade da oposição. “Não estavam satisfeitos que um trabalhador, como Lula, estivesse no poder. Há 500 anos o comando do Brasil mudava de mãos entre as elites.”

Fonte: Correio Braziliense

STF suspende perdão de R$ 10 bi em dívidas de atacadistas com GDF

marcoaurelio620O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello emitiu decisão provisória que suspende o perdão de até R$ 10 bilhões em dívidas de empresas atacadistas com o governo do Distrito Federal. A renúncia está prevista em uma lei distrital de 2011 questionada pelo Ministério Público. A liminar foi concedida no último dia 16 e publicada nesta quarta-feira (22) no Diário de Justiça.

O valor se refere ao que o GDF deixou de arrecadar com o ICMS a partir da concessão de benefícios a mais de 600 empresas do setor. Os acordos foram considerados inconstitucionais pelo Tribunal de Justiça do DF e pelo Supremo, em ações que já tiveram julgamento concluído. Mesmo assim, os empresários foram dispensados de ressarcir os cofres públicos.

A Procuradoria-Geral do DF disse que aguarda ser notificada da medida cautelar para avaliar as medidas cabíveis, mas que acredita na manutenção da lei distrital pelo plenário do STF. O G1 não consegui contato com o Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista). Em 2013, o então presidente do sindicato, Fábio de Carvalho, defendeu que o perdão das dívidas era legal.

“Se o Ministério Público entende que é ilegal, tem que entrar com a ação no Brasil inteiro. De 2011 pra cá não temos nenhum incentivo fiscal entre estados. Todos os estados têm. Assim o DF perde a competitividade, pois sem incentivo o preço fica mais alto”, disse na época.

Ao permitir novas desonerações do imposto, o Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, em verdadeiro “jeitinho”, acabou por favorecer a convalidação de normas do Distrito Federal produzidas em ofensa ao artigo 155, § 2º, inciso XII, alínea “g”, da Carta. Autorizou tornar  constitucional o que veio ao mundo eivado de nulidade, flexibilizando a Constituição Federal”
Marco Aurélio Mello, ministro do STF,
em decisão liminar publicada nesta quarta

O MP também contesta dois convênios emitidos em 2011 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão nacional que reúne as secretarias de Fazenda dos 26 estados e do DF.

Batalha legal
Na liminar, Mello declara que já rejeitou quatro recursos enviados ao STF que questionavam a anulação dos acordos entre empresas e governo. O ministro diz ainda que o perdão das dívidas representa “nova desoneração relativa ao ICMS” e busca “tornar legítima medida de ‘guerra fiscal’, ‘driblando’ os atos formalizados” nas decisões da Justiça, e que os convênios do Confaz representam um “jeitinho”.

“Ao permitir novas desonerações do imposto, o Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, em verdadeiro “jeitinho”, acabou por favorecer a convalidação de normas do Distrito Federal produzidas em ofensa ao artigo 155, § 2º, inciso XII, alínea “g”, da Carta. Autorizou tornar constitucional o que veio ao mundo eivado de nulidade, flexibilizando a Constituição Federal”, diz a liminar.

Segundo o assessor para controle de constitucionalidade da Procuradoria-Geral do DF, promotor Antonio Henrique Suxberger, o MP questionou a lei na Justiça local em 2012, mas foi derrotado no ano seguinte.

“Quando foi julgada a ação no Tribunal de Justiça e nós perdemos, os empresários queriam acabar com todas as ações judiciais, parar a tramitação delas. É por isso que essa cautelar é tão importante. Se o Supremo decidir que a lei é inconstitucional, podemos executar essas dívidas e recuperar esses R$ 10 bilhões para os cofres públicos”, diz Suxberger.

Segundo o promotor, os benefícios oferecidos pelo GDF violaram a Constituição Federal e o pacto federativo, promovendo “guerra fiscal” com outros estados. “A justificativa era de atrair o setor produtivo para o DF. Ou seja, você oferece um benefício que não tem respaldo constitucional para ficar mais competitivo”, diz.

Fonte: G1 DF

Projeto de Sóstenes prevê pena a grupo que transmite HIV propositalmente

_DSC8229Visando desestimular e combater as ações criminosas de grupos homossexuais que estão infectando pessoas em todo o país, transmitindo o vírus HIV, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) apresentou na Câmara dos deputados o Projeto de Lei n°1048/2015, que tipifica o crime de perigo de contágio de moléstia incurável.

As ações vieram a tona após o jornal O Globo publicar, no mês fevereiro, matéria intitulada “Clube do carimbo: Soropositivos pregam técnicas de transmissão do HIV de propósito”. Em trecho da publicação, o jornal explica que ”um grupo de homossexuais soropositivos se reúne em sites para passar dicas de como transmitir Aids para outras pessoas. A premissa é que se todos tiverem a doença, ela não será mais um problema social. Junto com isso, a prática do bareback, o sexo sem camisinha, misturado com uma dita sensação de aventura, faz com que as ‘carimbadas’ aconteçam mais e já se tornem um problema de saúde pública.

Para o parlamentar, a situação é alarmante e precisa ser combatida. Antes de apresentar o projeto, Sóstenes protocolou junto aos ministérios da Justiça e Saúde, requerimento solicitando providências sobre as ações dos grupos.  “Fiquei tão chocado com a situação que logo enviei um documento para que os ministros tomassem as providências necessárias, desde a identificação e punição de quem pratica este ato, até campanhas de alerta e prevenção à população”, destacou.

Sóstenes afirma ainda, que como parlamentar quer contribuir para que a sociedade se sinta segura. “O PL objetiva conferir maior efetividade no combate a esse comportamento que vem trazendo grande insegurança à sociedade, e coibir não apenas a disseminação da AIDS, mas de todas as moléstias incuráveis”. De acordo com o projeto, quem for enquadrado no crime de perigo de contágio de moléstia incurável, poderá ser penalizado com reclusão de dois a oito anos, e multa.

Segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, a Aids avança tanto entre homossexuais quanto heterossexuais. Contudo, o aumento de infectados entre os gays é bastante superior. Atualmente, são 6.043 soropositivos diagnosticados anualmente. No levantamento de 2003, eram 4.679 novos casos por ano.

 

Voos internacionais são cancelados na Argentina devido a cinzas de vulcão

20150424115131783707aA erupção do vulcão localizado no sul do Chile também ameaça a realização de uma eleição de governadores na província patagônica de Neuquén (sudoeste), prevista para domingo.

Em Buenos Aires, o principal aeroporto internacional mantém canceladas tanto as chegadas, como as partidas das companhias aéreas American Airlines, United Airlines, Delta e Air France, apesar de o resto das companhias prosseguir com seu esquema normal de voos.

No aeroporto doméstico Jorge Newbery, também em Buenos Aires, os voos prosseguiam sem alteração, com exceção para viagens para as províncias de Rio Negro e Neuquén (sul), as mais afetadas pelas partículas.

As cinzas cobrem toda a zona central do país, incluindo Buenos Aires, La Pampa, Mendoza, San Luis, o sul de Córdoba e de Santa Fé, segundo o Serviço Meteorológico Nacional (SMN).

O vulcão Calbuco entrou em erupção na quarta-feira, depois de 54 anos de inatividade, provocando a evacuação de 5.000 pessoas no Chile.

Fonte: Correio Braziliense

Mutirão de limpeza transforma o Lunabel

Multirão de Limpeza (1)Nos próximos dias o bairro Lunabel estará totalmente revitalizado. A Prefeitura Municipal de Novo Gama realiza o mutirão de limpeza no local. Atualmente, 42 homens trabalham na roçagem, limpeza, manutenção e iluminação. Eles dispõem de caminhões e máquinas para auxiliarem o trabalho.

O assessor da prefeitura, Dean André Pereira, esta coordenando o serviço com a equipe da Secretaria de Infraestrutura Urbana e disse que essas ações também garantem a saúde da população. “Com a cidade limpa a gente evita a dengue, já que o mosquito aproveita o ambiente cheio de lixo e entulho para proliferar. Também afastamos os ratos e os animais peçonhentos, como cobras e escorpiões.”.

O morador do Lunabel 3, Francisco de Lima (45), é um exemplo de bom cidadão. Sem saber do mutirão de limpeza ele e o vizinho limparam a quadra em que moram, capinaram o mato alto em um lote vazio e varreram as ruas um dia antes da realização dos trabalhos. “Essa iniciativa é muito boa, porque quando limpa a cidade tudo fica com uma visão mais bonita. Mas a gente também pode conservar o trabalho da prefeitura”, garante.

Multirão de Limpeza (2)

A artesã, Regina dos Santos (45), caminha diariamente pelas ruas do bairro Lunabel e gostou da ação do mutirão de limpeza, mas adverte para cada um fazer a sua parte: “As pessoas jogam lixo nas ruas, principalmente em frente à creche e, é preciso conscientizar quem faz isso para manter tudo limpo”. Já uma moradora que não quis se identificar diz que o cidadão que poluir as ruas deveria receber uma multa. Assim como acontece, por exemplo, no Rio de Janeiro.

O prefeito de Novo Gama, Everaldo Vidal, está sempre empenhado em oferecer mais segurança e conforto para os moradores do município. Por isso, os mutirões são contínuos e assim que o serviço for concluído no Lunabel a equipe será deslocada para atender a região do Pedregal.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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