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Marina não será candidata pela capital

marina-silvaEstimulada pelas pesquisas que lhe dão 18% das intenções de voto em eleição presidencial, mesmo estando há dois anos fora da mídia, a ex-senadora Marina Silva (foto) já tomou decisões para o futuro. Não transferirá seu título de eleitor, hoje no Acre, mesmo tendo residência em Brasília. Isso significa que só será candidata a um cargo, a presidência da República. Nada de disputar o Buriti ou uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal, apesar de ser na capital que ela alcança os índices mais elevados. Marina também resolveu que o partido a ser criado por ela não apoiará, em hipótese alguma, o atual governo brasiliense.

Só três nomes em Brasília

Nos contatos feitos até agora, Marina tem se mostrado dura, intransigente até, na escolha de nomes para o novo partido. Pelo que já sinalizou, no Distrito Federal só aceitaria conviver com os deputados José Antônio Reguffe, Chico Leite e Joe Valle. Isso não significa, é claro, que qualquer um deles possa ser dado como aquisição certa. Todos eles terão cálculos eleitorais a fazer. Nas condições atuais, pode ser preferível — para os três — permanecerem onde estão.

Bases em todo o País

Ainda não se conhece sequer o nome do partido a ser criado por Marina. O núcleo, claro, será o seu Movimento Nova Política, mas nem os interlocutores da ex-senadora em Brasília sabem como o partido se chamará. Acham, porém, que não será difícil obter as 540 mil assinaturas indispensáveis, pois Marina conta com deputados estaduais e vereadores em todas as unidades da Federação.

Coordenação multipartidária

A ex-senadora preocupou-se em criar uma coordenação originária de múltiplos partidos, evitando assim dar à nova legenda a conotação de dissidência de partido maior, do PT, por exemplo. As figuras mais próximas a ela são, hoje, o secretário paulista Walter Feldmann, ex-deputado tucano, os deputados federais Domingos Dutra e Alessandro Molon, ambos petistas, e o também deputado brasiliense José Antônio Reguffe, do PDT.

Heloísa Helena de malas feitas

Marina Silva conta com adesões no PSOL. Aliás, deverá levar as duas figuras mais conhecidas do partido. A atual vereadora Heloísa Helena, ela própria ex-candidata presidencial, deverá disputar o Senado pelo Rio de Janeiro. E o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, também tem conversado com Marina.

Fonte: Do alto da torre – 8/1/2013

O telefone como mídia II: Para quem ligar?

telefonistaAntes de usar o telefone é preciso definir o tipo de eleitor que se quer atingir.

O candidato para usar o telefone como mídia precisa decidir sobre:

Para quem ligar
Com que objetivo ligar
Para quantos ligar

Para quem ligar

Campanha por telefone exige planejamento e organização

Há basicamente dois tipos de listas de eleitores para quem você vai destinar suas ligações:

Lista “cega”
Lista segmentada.

A lista cega, como o próprio nome indica, é uma lista de nomes, sobre os quais você não tem nenhuma informação, além do número do telefone, nome e endereço. O objetivo de ligar para essas pessoas é exatamente informar-se sobre a sua orientação de voto.

O resultado desta ligação deve ser a formação de duas listas quentes, com pessoas que declaram ou sua disposição em votar em você, ou que, embora ainda não tenham decidido em quem votar, admitem a possibilidade de votar em você.

Como se vê, a lista cega é uma forma de produzir a segmentação do eleitorado, dividindo-o em três grupos: apoiadores, potenciais e hostis.

Os primeiros – apoiadores – você não somente vai pedir o voto como vai explorar a possibilidade de contar com a colaboração dele, seja trabalhando na campanha, seja ajudando financeiramente, seja dispondo-se a falar com amigos e parentes, seja ainda aceitando receber material de campanha (bibliografia, panfletos, etc) ou até mesmo dispondo-se a afixar cartazes na sua casa/terreno.

Os segundos – potenciais – dão origem à sua lista mais importante para a continuidade dos contatos. Estes são os que você precisa conquistar. Cada um deles conquistado, sai da lista de potencial e entra na lista de apoiadores. Esta lista deve ser a maior, deve crescer continuadamente, e, é para ela que você destinará maior atenção. São pessoas que serão contactadas, por telefone ou pessoalmente, com regularidade, buscando acompanhar a sua definição.

Os terceiros – hostis – ou mais apropriadamente, eleitores que escolheram outro candidato, você também manterá, atualizando-a à medida em que os contatos os revelem. Porém, os deixará de lado, não insistirá com eles, respeitando a sua decisão. A “lista cega”, portanto, pelo tempo que exige e pela função de segmentação que possui, deve ser usada principalmente, antes de iniciar a campanha e no seu início. Ela é uma lista “mapeadora”, logo, grande parte dela já deve estar pronta ao começar a campanha.

A lista segmentada já representa um passo adiante da “cega”. Não apenas a segmentação que surge da “lista cega”, mas de outras que sua campanha produziu, com base em dados de pesquisa e outras informações. Assim, se as pesquisas indicaram que seus eleitores potenciais são pessoas de renda média e educação colegial e superior, por exemplo, você vai procurar identificar os bairros da (s) cidade(s) onde este segmento social vive, e montar o seu banco de dados telefônicos, com os moradores daqueles bairros.

Com o telefone você cria um importante banco de dados

Se, por outro lado, seu eleitorado potencial é de natureza profissional (advogados, médicos, comerciantes, operários sindicalizados, funcionários públicos, etc), você vai procurar bancos de dados telefônicos junto a organizações, associações, sindicatos.

A meta é sempre trabalhar com um banco de dados segmentado em função da possibilidade de votar em você. O que se busca é o eleitor potencial. O eleitor certo, deve receber alguma atenção, o eleitor hostil, nenhuma, e o eleitor potencial, muita atenção. O telemarketing de campanha será tanto mais eficiente quanto mais focado for o banco de dados telefônicos com o qual você vai trabalhar.

O telemarketing de campanha é uma arma muito eficiente, sobretudo em eleições municipais e eleições legislativas. Eleições para o governo de estados e para a presidência da república, ou mesmo para o Senado, o telemarketing ativo possui menor eficácia. Ainda assim, ele pode ser usado, sempre que for possível segmentar o eleitorado.

Quanto maior e mais disperso for o eleitorado, “mais fina e focada” precisa ser a segmentação, para que o uso do telemarketing seja produtivo.

Fonte: Política para Políticos

Direto do Facebook – Joe Valle

joe vallePelo segundo ano consecutivo à Secretaria de Educação do DF não executa as minhas emendas. Como isso pode acontecer? Centenas de jovens da área rural deixam de ser beneficiados com as quadras cobertas, por exemplo. Compromissos assumidos com a comunidade que não poderão ser cumpridos pela falta de gestão da Secretaria.

As quadras cobertas são importantes porque visam a inclusão social, a promoção de aulas de educação física e espaço de convívio da comunidade mais bem estruturados.

Perdem os alunos, os professores e toda comunidade!

Fonte: Facebook do Deputado Joe Valle – 8/1/2013

Direto do Facebook – Renato Rainha

renato rainhaOMISSÃO: Passadas as festas de final de ano e concluído o julgamento do mensalão do PT pelo Supremo Tribunal Federal, entendo que outras duas ações precisam ser executadas com eficiência e rapidez. A primeira delas diz respeito à investigação que deve ser feita pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República sobre o envolvimento do ex-Presidente Lula nos escândalos criminosos que envolvem o mensalão do PT e a Sra. Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo. Em ambos os casos o ex- Presidente foi citado e existe indícios mais do que suficiente para o início das investigações. Ninguém , absolutamente ninguém, está acima da lei. A sociedade espera e cobra essas investigações. É preciso que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem e informem à população se realmente o ex-Presidente estava ou não envolvido com os escândalos de corrupção mencionados. Se não estiver, receberá um atestado de bons antecedentes. Mas, se estiver, deve ser punido exemplarmente, com rigor e rapidez. Outra ação diz respeito à Operação Caixa de Pandora. As inverstigações se arrastaram por muito tempo e o Ministério Público demorou sobremaneira para apresentar a denúncia no judiciário.Agora a bola está com o Superior Tribunal de Justiça, que deve tratar o caso com prioridade e julgar o processo o mais rápido possível. A sociedade do Distrito Federal exige que os responsáveis pelos desvios de recursos públicos sejam punidos com rigor e com agilidade. Vamos continuar acompanhando e cobrando.

Fonte: Facebook – 7/1/2013

Eles querem desbancar Agnelo Queiroz do Palácio do Buriti

brasilia.qxdSe as eleições fossem realizadas neste ano, provavelmente os competidores do governador Agnelo Queiroz seriam no mínimo sete: Luiz Pitiman (PMDB, Rodrigo Rollemberg (PSB), Gim Argello (PTB), Tadeu Filippelli (PMDB), Izalci Lucas (PSDB), Alberto Fraga (DEM) e Rogério Rosso (PSD). Com poucas exceções, o pensamento deles é mais ou menos o mesmo: o brasiliense culpa os políticos pelas desgraças da gestão petista. As pesquisas internas feitas por Rodrigo Rollemberg, Luiz Pitiman, Izalci Lucas e Rogério Rosso confirmam o quanto o brasiliense está insatisfeito com seus representantes, sea na Câmara Legislativa, no Congresso ou no Executivo.

Embora nenhum deles confirme publicamente que estão monitorando o humor dos eleitores, todos estão preparando o discurso para convencê-los a mudar de opinião. Neste grupo, três nomes se destacam na dianteira: senadores Rodrigo Rol­lemberg, Gim Argello e o deputado federal Luiz Pitiman. Gim, além de pesquisas qualitativas, faz reuniões e participa até de festinhas de aniversários em casas de lideranças nas regiões administrativas, como Taguatinga, Samambaia e outras cidades onde tem apoiadores. O senador petebista trabalha para ser reeleito ao Senado, mas, se a maré mudar para outro desafio, com chances de vitória, não hesitaria em embarcar no projeto. No entanto, ele quer mesmo é permanecer no posto de senador a partir de 2015. “Gim não deseja outra coisa a não ser a reeleição para o Senado”, garante um amigo prefeito no Entorno. Cacife ele tem de sobra. Foi reconduzido novamente como líder do Bloco União e Força, formado por 14 senadores de quatro partidos, PTB, PR, PSC e PPL. Se tudo der certo, pode também ser eleito presidente do PTB nacional no lugar de Roberto Jefferson que está com a saúde debilitada. Com este poder, pode influenciar muitas siglas a embarcar em sua reeleição e quem sabe, ao Palácio do Buriti.

Quanto a Rollemberg, trabalha com afinco em quase todo o Distrito Federal, incluindo a zona rural, território que ele cultiva desde os tempos de deputado distrital. Também montou uma equipe afinada com o discurso de transformação e renovação “nas práticas políticas atrasadas e corruptas do Distrito Federal”. Esta bandeira vai ser um de seus carros-chefes na campanha eleitoral. Rollemberg percebe em suas andanças que parte do eleitor mais esclarecido, sua principal base de sustentação, não está decepcionada com sua atuação parlamentar e, por isso, trabalha para ampliar este índice de satisfação nas classes C e D.

Luiz Pitiman já preocupa muita gente, incluindo seu padrinho político, vice-governador Tadeu Filippeli. Pitiman foi muito além do que o experiente Filippelli imaginava. Conquistou a graça de várias lideranças na Câmara Federal e no Senado com sua capacidade inesgotável de trabalho. Teve um ano produtivo nos interesses do Distrito federal, tanto como coordenador da bancada brasiliense como destinando emendas parlamentares para projetos importantes na cidade. Outro ponto forte é sua atuação junto às camadas C, D e E. Estes estratos sociais, conforme pesquisas feitas, apontam Pitiman “como o melhor e mais atuante deputado do Distrito Federal”. Diferente do deputado Antônio Reguffe (PDT), que tem muitos votos só classe A, Pitiman já ameaça os redutos tidos como cativos do vice-governador Tadeu Filippelli, daí a preocupação em neutralizar o mais rápido possível este avanço do ex-pupilo. Outro dado relevante é o carisma de Pitiman que de empresário passou a ser um dos políticos mais respeitados do DF e com um potencial político acima da média. Vai dar muito trabalho para convencê-lo a mudar de rumo.

Izalci Lucas sabe que sua atuação marcadamente oposicionista rende votos, mas não o suficiente para uma candidatura majoritária. O PSDB nunca foi uma fortaleza no DF e agora menos ainda, por estar fora do poder há muito tempo. Dificilmente, arrebanha um grupo de oposição tendo ele na cabeça de chapa. Seu destino será negociar, no futuro, espaço dentro de uma coligação com chances de vencer Agnelo. Do lado do DEM de Alberto Fraga, a situação não é das melhores. Pra­ticamente sozinho, mesmo tendo um capital de mais de meio milhão de votos na conta da eleição passada, fica complicado repetir esta marca quando se está praticamente isolado pelos outros partidos. De acordo com pessoas próximas, Fraga espera uma decisão sobre a Caixa de Pandora para “buscar os aliados que estão a espera de um líder de oposição com coragem para denunciar as mazelas do GDF”.

Sobre Tadeu Filippelli, pouco se sabe de seus projetos futuros, mas pouca gente aposta que ele vá permanecer no barco de Agnelo por muito tempo. “É admirável sua lealdade aos acordos firmados com o PT quando apoiou Agnelo, mas como presidente de um partido importante como o PMDB, não acredito que Filippeli vá afundar com Agnelo”, resume um amigo de longas jornadas. Por fim, Rogério Rosso. Se ele conseguir segurar o PSD e ampliar seus filiados, torna-se um páreo duro na corrida eleitoral de 2014. Jovem, simpático, moderno como a paisagem arquitetônica de Brasília, tem tudo para entrar na corrida com chances de vencer, principalmente se mantiver seu discurso de conciliação. Esta estratégia, ao contrário do que os críticos dele imaginam, tem a concordância da maioria dos eleitores. Acabou o tempo dos radicais.

Fonte: Jornal Opção

A Construção partidária (Kassab x Marina) – 2014

marina-silvaa) Partido forte, eleição fraca

Kassab fundou o PSD, um partido que ainda não tem cara, nem ideologia (aliás, será que partidos tem ideologias, já tiveram?). Para isso, teve que se abdicar do cargo de prefeito, deixando em segundo plano os esforços que poderiam ser aplicados em sua última gestão. Certo, errado? Os dois.

Acertou com o PSD e construiu o 3.maior partido do país, operndo forças e lideranças nos 4 cantos (com muitos prefeitos já eleitos). No entanto, Errou ao cimentar as pretensões ao governo do estado em 2014, já que deixa a prefeitura sob péssima avaliação (*fato que culminou com a derrota de seu apoiado, Serra – evidentemente, e a vitória do novo, de alguém diferente – Haddad). Não há como negar que perto de Alckmin em 2014, será diminuto, apequenado – e não terá apoio da esquerda pra qualquer voo maior (por ora…).

O PSD é novo PMDB? O que virá daqui 02 anos, já que a derrota de Alckmin é latente?

b) Partido fraco, eleição forte

Do outro lado, Marina Silva. Uma mulher que saiu do PT e ingressou no PV com muitos desejos e sonhos, semeando e angariando 20% do eleitorado brasileiro em 2010.

Entreanto, enganada ou desiludida pela diretoria daquela agremiação/momento político, decidiu abandonar o barco, e agora reiniciará seu caminho em busca de uma nova possibilidade político-partidária e uma pretensão messiânica (mais remotas?) para 2014.

Marina terá um novo partido ou o novo partido terá Marina? É possível pensar verdadeiramente em algo a curto prazo? Com ou sem o PSDB?

Fonte: Guga Fleury

O mapa político-eleitoral em 2013

O ano começa com o rearranjo de Prefeitos por todo o país. No somatório de siglas e poder, o PMDB se mantém como o maior partido em número de prefeituras, mas diminuiu de tamanho em relação a 2008. O PSDB e PT dividem as grandes cidades, o PSB foi o que mais cresceu, enquanto o PSD surge forte no cenário nacional.

Entre os 10 partidos com o maior número de Prefeituras, o PMDB se mantém em primeiro com 1.024 (177 a menos que em 2008), o PSDB é o segundo com 702 (89 a menos), e o PT o terceiro com 635 (77 a mais). Os destaques para este quesito são o PSB que apresentou o maior crescimento (132 prefeituras a mais que em 2008), e a impactante primeira eleição do PSD, elegendo 497 Prefeitos. Enquanto que o DEM, antigo PFL, segue seu declínio constante com 218 prefeituras a menos em 2012.

Já na quantidade de habitantes governados, o PT é o primeiro, impulsionado pela conquista da capital São Paulo, somando 19,7% do total. PMDB é o segundo (16,3%) e o PSDB o terceiro (13,3%). Destaca-se a quarta posição do PSB (11,1%), proveniente das cinco capitais conquistadas (Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Cuiabá e Porto Velho), o maior número de capitais administradas dentre todos os partidos.

Números semelhantes se dão também na comparação dos orçamentos anuais administrados. O PT contará com R$70,3 bilhões, o PMDB R$52,4 bi., e o PSDB R$40,7 bi. Somente os três partidos serão responsáveis por quase metade do orçamento total disponível aos municípios em 2013.

Na análise da taxa de efetividade por partido, ou seja, o número de eleitos em relação a quantidade de concorrentes, o PSD  foi o primeiro com 45,5%. Foram 1.092 candidatos do PSD, sendo 497 eleitos. O PMDB foi o segundo com efetividade de 45,3%, ficando o PP em terceiro com 43,7%. Destaque para o PSB que teve o maior aumento da efetividade, saindo de 36,4% em 2008 para 42,8% em 2012. Resultado do forte trabalho interno desenvolvido pelo partido a nível nacional, credenciando-o a almejar vôos maiores nas próximas eleições. Além do PSB, apenas o PT apresentou pequena variação positiva da taxa de efetividade, comprovação imediata do forte impacto da criação do PSD.

Contudo, nem todos os 5.564 municípios brasileiros viram os prefeitos eleitos em 2012 tomarem posse neste 1º de janeiro. Por motivos judiciais, em 59 cidades deverão haver novas eleições a partir de fevereiro.

De todo modo, o quadro político inicial de 2013 projeta o que se deve esperar para as próximas eleições. As maiores bancadas de Prefeitos tendem a ter maior força estadual, e a fazer o maior número de deputados nas eleições seguintes, refletindo diretamente no “peso” dos partidos quanto a fundos e tempo de propaganda eleitoral, fatores de barganha fundamentais nas disputas ao executivo.

No cenário nacional o jogo permanecerá polarizado entre PT e PSDB, tendo como principais coadjuvantes o PSB e o PMDB. Reflexo do fato de que PT e PSDB comandarão as maiores cidades do país, incluindo capitais e municípios com mais de 200 mil habitantes. O PT tem 16, e o PSB 15. Enquanto o PMDB tem o maior número de prefeituras, e o PSB o maior número de capitais administradas, possuindo liderança em ascensão. Variáveis que começarão a ser discutidas visando a próxima eleição. Dessa forma, o primeiro dia de 2013 possibilita fortes indicadores do que veremos em 2014.

Fonte: Strattegy Comunicação & Marketing Político

Prováveis postulantes ao Planalto vão percorrer o país em 2013

DilmaO ano de 2013 será, definitivamente, de pé na estrada para os principais agentes políticos brasileiros. Os três possíveis postulantes ao Palácio do Planalto — Dilma Rousseff, Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos — viajarão pelo país discutindo política e economia. Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, refeito de um câncer na laringe, retomará as Caravanas da Cidadania, que fez entre 1992 e 1993, quando ainda era um calouro em disputas presidenciais — só havia disputado em 1989.

Dilma tem pela frente um ano para inaugurar obras, especialmente as de infraestrutura, que poderão ajudar a destravar a economia, que patinou no biênio 2011-2012. “A presidente sabe que o ciclo de crescimento econômico baseado nos pilares da distribuição de renda e do consumo cumpriu seu papel. Está na hora de investir em obras para garantir o crescimento do país”, disse ao Correio um assessor palaciano. O senador Aécio Neves — provável nome da oposição na disputa presidencial do ano que vem — também está de malas prontas. Além de trabalhar para eleger-se presidente nacional do PSDB em maio, Aécio intensificará as viagens pelo país para discutir política e economia

Recuperado do câncer e disposto a reverter a imagem negativa após o julgamento do mensalão e a deflagração da Operação Porto Seguro, Lula retomou a ideia das Caravanas da Cidadania. “ 2013 é ano 13, ano do PT. Nada melhor do que este contato com o povo para discutir os rumos do país”, disse Devanir Ribeiro.

Fonte: Correio Braziliense – 7/01/2013

Em declínio, DEM fala em se desgarrar dos tucanos

ACM-netoEmbalados pela vitória de ACM Neto para a Prefeitura de Salvador, líderes do DEM se reuniram no sábado, na capital baiana, para traçar planos e afastar o fantasma da fusão ou do fim do partido.

Eles decidiram se desgarrar do PSDB e ampliar o leque de alianças com PMDB, PDT e PSB, aliados do Planalto, para aumentar a participação no Congresso na disputa de 2014. É com base na bancada da Câmara que se definem o tempo na TV e o Fundo Partidário.

A meta é manter o DEM como “partido viável”: recuperar o total de deputados que tinha antes do racha que gerou o PSD, articulado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Eram em torno de 40. Hoje são 27, insuficientes para pavimentar, por exemplo, o futuro de ACM Neto na política nacional.

Fonte: Congresso em Foco

GDF aposta em investimentos recordes em 2013, de R$ 3,2 bilhões

gdfNo registro frio dos números, o governador Agnelo Queiroz (PT) terá um ano para não esquecer, na véspera do período eleitoral. A previsão no orçamento de 2013 é de investimentos da ordem de R$ 3,2 bilhão, um recorde no Distrito Federal.

Para se ter uma ideia, em 2012, ano em que mais se aplicou recursos em melhorias urbanas, o montante chegou a R$ 1,5 bilhão. Em entrevista nesta tarde (04), os secretários de Planejamento, Luiz Paulo Barreto, e de Fazenda, Adonias dos Reis Santiago, anunciaram as intenções do governo para este exercício.

Entre os projetos que mais terão recursos, estão o Estádio Nacional Mané Garrincha (R$ 444,3 milhões), que receberá em julho a abertura da Copa das Confederações, e obras de mobilidade urbana e infraestrutura e urbanismo.

A nova lei orçamentária traz ainda uma novidade: o Executivo terá mais liberdade para remanejar a verba bilionária. Os deputados distritais deram ao governo carta branca para aumentar recursos previstos e cancelar dotações. A Câmara Legislativa aprovou uma lista com 69 projetos prioritários para 2013 nos quais a distribuição do orçamento será livre. “Vamos administrar os recursos de forma que obras mais adiantadas sejam contempladas primeiro. Não deixaremos dinheiro do orçamento paralisado, o que é um desperdício, quando, por alguma eventualidade como decisão judicial ou questionamento do Tribunal de Contas, houver suspensão temporária da obra”, explica o secretário de Planejamento.

O Orçamento de 2013 é o maior da história. No total, são R$ 31,9 bilhões, sendo R$ 21,3 bilhões do próprio GDF e R$ 10,6 bilhões do Fundo Constitucional do DF.

A estimativa é de aumento de 12% da arrecadação própria. O Fundo Constitucional composto por valores repassados pela União para as áreas de saúde, segurança e educação cresceu 7% em relação a 2012. Essa acréscimo leva em conta a variação da receita corrente líquida da União entre julho de 2011 e junho de 2012. “Havia uma expectativa de crescimento maior, mas houve um impacto na arredacação federal provocado pela crise internacional”, explica Luiz Paulo Barreto.

A expectativa do governo para incrementar os investimentos em 2013 se deve a uma aposta no aumento da arrecadação tributária e de captação de financiamentos de organismos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e externos, no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Bird (Banco Mundial).

Além de liberdade para manejar os recursos, a gestão do orçamento é centralizada, de forma a atender as prioridades definidas pelo governador Agnelo Queiroz. Para isso, ele criou em abril do ano passado a Junta Orçamentária, coordenada pelo chefe da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, que tem também como integrantes os secretários de Planejamento e de Fazenda. Essa instância concentra a autorização para liberação de recursos de acordo com o programa central definido pela cúpula do Executivo. “É um modelo que adotamos com base na experiência federal”, explica Barreto, ex-ministro da Justiça.

Veja a evolução dos investimentos:

2009 R$ 1,382 bilhão
2010 R$ 1,041 bilhão
2011 R$ 974 milhões
2012 R$ 1,546 bilhão
2013 R$ 3,5 bilhões*

* Previsão orçamentária

Conheça alguns dos principais projetos para 2013:

* Estádio Nacional Mané Garrincha – R$ 444,3 milhões
* VLP – Eixo Sul    – R$ 333,8 milhões
* Ampliação do Metrô – R$ 286,5 milhões
* Recuperação de vias – R$ 226 milhões
* Corredor do Transporte Coletivo Eixo Norte (Balão do Torto-Colorado) – R$ 134,6 milhões
* Urbanização e ajardinamento – R$ 120,5 milhões
* Iluminação pública – R$ 108,9 milhões
* Infraestrutura Cidade Digital – R$ 103,3 milhões
* Construção do trevo de triagem Norte – Ponto do Bragueto     – R$ 86,6 milhões
* Corredor de Transporte Coletivo – Eixo Norte – R$ 84 milhões
* Linha Verde  – R$ 81 milhões
* Obras estruturantes da DF 047-EPAR    R$ 51,4 milhões
* Construção de unidades do sistema penitenciário – R$ 49,6 milhões

Fonte: Blog da Ana Maria Campos

 

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