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Quem chega e quem já deixou a Câmara

camara_dos_deputadosArapiraca (AL)
Prefeita eleita: Célia Rocha (PTB)
Assume o mandato: José Francisco Cerqueira Tenório (PMN)

Belém (PA)
Prefeito eleito: Zenaldo Coutinho (PSDB)
Assume o mandato: João Dudimar de Azevedo Paxiúba (PSDB)

Betim (MG)
Prefeito eleito: Carlaile Pedrosa (PSDB).
Assume o mandato: Humberto Souto (PPS)

Boa Vista (RR)
Prefeito eleito: Teresa Surita (PMDB).
Assume o mandato: Urzeni da Rocha Freitas Filho (PSDB)

Campina Grande (PB)
Prefeito eleito: Romero Rodrigues (PSDB)
Assume o mandato: Fábio Rodrigues de Oliveira (DEM)

Campinas (SP)
Prefeito eleito: Jonas Donizete (PSB)
Assume o mandato: Dr. Ubiali (PSB)

Canindé de São Francisco (SE)
Prefeito eleito: Heleno Silva (PRB)
Assume o mandato: Fábio de Almeida Reis (PMDB)

Coruripe (AL)
Prefeito eleito: Joaquim Beltrão (PMDB).
Assume o mandato: Paulo Fernando dos Santos (PT)

Duque de Caxias (RJ)
Prefeito eleito: Alexandre Cardoso (PSB)
Assume o mandato: Carlos Alberto Lopes (PMN)

Gurupi (TO)
Prefeito eleito: Laurez Moreira (PSB).
Assume o mandato: Osvaldo de Souza Reis (PMDB)

Juazeiro do Norte (CE)
Prefeito eleito: Raimundão (PMDB).
Assume o mandato: Mário Feitoza de Carvalho Freitas (PMDB)

Macaé (RJ)
Prefeito eleito: Dr. Aluizio (PV).
Assume o mandato: Eurico Pinheiro Bernardes Júnior (PV)

Maceió (AL)
Prefeito eleito: Rui Palmeira (PSDB).
Assume o mandato: Alexandre de Melo Toledo (PSDB)

Nova Iguaçu (RJ)
Prefeito eleito: Nelson Bornier (PMDB)
Assume o mandato: Deley (PSC)

Porto Velho (RO)
Prefeito eleito: Dr. Mauro Nazif (PSB)
Assume o mandato: Anselmo de Jesus Abreu (PT)

Praia Grande (SP)
Prefeito eleito: Alberto Mourão (PSDB)
Assume o mandato: Walter Ihoshi (PSD)

Salvador (BA)
Prefeito eleito: ACM Neto (DEM)
Assume o mandato: Luiz Barbosa de Deus (DEM)

Santa Inês (MA)
Prefeito eleito: Ribamar Alves (PSB).
Assume o mandato: José Simplício Alves de Araújo (PPS)

São Gonçalo (RJ)
Prefeito eleito: Neilton Mulin (PR)
Assume o mandato: Manuel Rosa da Silva (PR)

São José dos Campos (SP)
Prefeito eleito: Carlinhos Almeida (PT).
Assume o mandato: Vanderlei Siraque (PT)

São José dos Pinhais (PR)
Prefeito eleito: Luiz Carlos Setim (DEM)
Assume o mandato: Bernardino Barreto de Oliveira (PRB)

São Luís (MA)
Prefeito eleito: Edivaldo Holanda Júnior (PTC)
Assume o mandato: Weverton Rocha Marques de Sousa (PDT)

Serra (ES)
Prefeito eleito: Audifax (PSB).
Assume o mandato: Camilo Cola (PMDB)

Sete Lagoas (MG)
Prefeito eleito: Márcio Moreira (PP).
Assume o mandato: Renato Barbosa de Andrade (PP)

Uberaba (MG)
Prefeito eleito: Paulo Piau (PMDB)
Assume o mandato: Maria Margarida Martins Salomão (PT) ou Nilmário de Miranda (PT), que é segundo suplente.

Uberlândia (MG)
Prefeito eleito: Gilmar Machado (PT)
Assume o mandato: Maria Margarida Martins Salomão (PT) ou Nilmário de Miranda (PT), que é segundo suplente.

Fonte: Congresso em Foco

Mensalão

josegenoino

Condenado a seis anos e 11 meses de prisão pelo Supremo, em regime semiaberto, José Genoino volta à Câmara três anos após deixar a Casa e não conseguir se reeleger. O ex-presidente nacional do PT foi condenado pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa no processo do mensalão. Ele volta à Câmara numa dança das cadeiras promovida pela efetivação do deputado Vanderlei Siraque (PT-SP), efetivado com a renúncia de Carlinhos Almeida (PT-SP), novo prefeito de São José dos Campos. Como Siraque, que vinha ocupando a suplência do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), herda a vaga de Carlinhos, o caminho fica aberto para a posse de Genoino como suplente da coligação.

Em uma decisão controversa, os ministros do Supremo decidiram pela perda do mandato dos parlamentares condenados no processo do mensalão. O ex-presidente do PT se junta, então, ao grupo formado por Valdemar Costa Neto (PR-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT), que esperam manter o mandato e se livrar das penas quando seus recursos assim que apresentarem seus recursos.

Fonte: Congresso em Foco

Dicas do Facebook para campanhas políticas

Mark Zuckerberg , FacebookPara acompanhar a política norte-americana, o Facebook tem uma fan page específica, a U.S. Politics on Facebook. A equipe de lá aproveitou este período eleitoral para postar no início de agosto uma série de dicas para políticos em campanha utilizarem melhor a rede social criada por Mark Zuckerberg.

O texto do Facebook Politics & Government Team cita que, de acordo com a pesquisa Pew Internet and American Life, os usuários do Facebook que se engajam com políticos são mais que duas vezes mais inclinados a votar do que os que não são usuários da rede. Eles também são mais propensos a influenciar o voto dos amigos, o que comprova a necessidade de utilizar esta rede estratégica e adequadamente. A internet como um todo é um meio cada vez mais inescapável.

Confira abaixo as sete dicas do time do Facebook:

1. Tente subir uma imagem ou foto em cada post – Eles constataram que posts com imagens estão recebendo o dobro de engajamento com relação a outras formas de atualização. “Precisa de voluntários? Mostre a foto de pessoas batendo em portas ou fazendo ligações. Tem cavaletes e adesivos para carro disponíveis? Mostre uma foto do cavalete ou do adesivo em um carro”.

2. Programe posts entre as 9 e 10 horas da noite – Segundo o pessoal do Facebook este é um dos horários com maior retorno. A própria rede lançou há pouco tempo uma função que permite programar as postagens.

3. Atualize a fan page pelo menos uma vez todos os dias – Isso mantém os apoiadores mais engajados e também o seu conteúdo no Feed de Notícias deles.

4. Use o Facebook Ads – Bom, esta dica NÃO serve para nós. Anúncios pagos não são permitidos na legislação eleitoral brasileira.

5. Crie uma experiência interativa envolvendo sua audiência na discussão – Um bom caminho para motivar o público e reunir insights é avaliando as opiniões dos eleitores através de enquetes na ferramenta “Perguntar” do Facebook. Também encorajar os fãs a fazer perguntas e comentar gera um diálogo genuíno entre eles e o político.

6. Faça posts com a sua própria voz – Os usuários do Facebook querem uma experiência genuína quando interagem com os amigos e as causas que apoiam. Compartilhar fotos dos ‘bastidores’ e valorizar o aspecto humano da campanha é o melhor caminho para que os apoiadores vejam o candidato como uma pessoa real.

7. Seja multimídia! – Incluir vídeos ao vivo ou pré-gravados na fan page é um ótimo modo de envolver os fãs no que está acontecendo durante a campanha. Utilizar aplicativos para páginas nas abas da fan page para hospedar vídeos ao vivo é também um meio de fornecer uma boa gama de material de engajamento para os apoiadores compartilharem.

Obviamente o Facebook não vai determinar uma eleição, apesar das redes sociais serem cada vez mais relevantes por uma série de motivos. Além disso, as estratégias de marketing para qualquer segmento dependem de pesquisa, análise do público, de mercado, de conjuntura e também de um bom planejamento para alcançar os objetivos.

Muitas das dicas podem não se aplicar a uma situação específica ou podem variar bastante, como a questão do melhor horário. Até o próprio uso do Facebook depende de análises e estratégia. Mesmo assim, as melhores práticas citadas são bem válidas e podem fazer uma boa diferença no modo de conduzir a interação com os fãs da página.

Por Bruno Chagas

Fonte: Blog Gabriel Rossi

Big Data e a pesquisa brasileira

obama vitoriaPassada as eleições no Brasil e nos Estados Unidos, é possível determinar: a pesquisa brasileira precisa mudar. E mudar muito. Não vou me ater à eterna discussão, que aflora a cada dois anos, sobre a correção ética dos institutos, pois parto do princípio de que são empresas limpas. Mas é chegada a hora de aprendermos com o novo modelo norte-americano.

No embate Barack Obama e Mitt Romney, a grande novidade foi o chamado Big Data. Utilizada em silêncio por Obama e sua equipe, essa ferramenta afundou o jornalismo político americano, assim como a oposição republicana. Depois da eleição, é possível afirmar que nunca mais uma campanha presidencial americana será igual.

A campanha de Obama decidiu utilizar a análise de grandes dados de bancos de dados. É disso que se trata o Big Data. É o grande armazenamento de dados, gerando informações em alta velocidade. Em 2008, a equipe vencedora de Barack Obama já havia utilizado análises de dados de forma sistemática. E também foi um exemplo para o resto do mundo.

Mas, na época, todo o foco ficou na então novidade, as redes sociais Facebook e Twitter. Já nas eleições de novembro deste ano, com Mitt Romney equilibrando essa força, partiu-se para uma análise intensa e eficaz de dados captados de maneira abrangente. Não se trata de uma amostragem ou algo com margem de erro. É muito mais do que isso. É, sim, algo preciso.

Toda a captação de dados na campanha de Obama em 2012 foi integrada. Enquanto Romney trabalhava com o tradicional método de pesquisa, sabendo em termos gerais a opinião de seus eleitores, Obama tinha dados fundamentais certeiros. Esse diferencial foi fundamental na campanha e lhe garantiu a permanência na Casa Branca.

Tudo sobre uma pessoa que pode ser medido foi medido. Combinando com análise apurada, o sistema permitiu que a campanha não só encontrasse eleitores, mas também determinasse que tipos de mensagens deveriam ser difundidas para obter a atenção deles.

Um exemplo do uso dos dados: verificou-se que havia em Nova York um público sedento por um tipo de programa noturno peculiar, um possível jantar com celebridades, especialmente a atriz Sara Jessica Parker. Esse grupo existia e, verificou-se, tinha bolso profundo. Aí nasceu um concurso de doação para a campanha. Quem doasse poderia jantar com ela e Obama. Sucesso imediato.

É claro que muito mais foi feito. A campanha democrata de Obama pôde saber qual a mensagem correta para levar aos eleitores de cada região dos estados mais disputados. Todo o dinheiro passou a ser escoado para determinada região, não apenas pelo “achômetro” ou pela pesquisa que “indicava” tal área. Com um banco de dados monumental, foi possível ter certeza de onde investir força e dinheiro.

Com o Big Data, a equipe de Obama identificou o perfil do eleitor indeciso, o que ele precisava ouvir, que argumentos o fariam sair de casa e votar. As pesquisas eram diárias, via internet, com dezenas de milhares de eleitores, podendo-se perceber, precisamente, as mais tênues flutuações. Jamais se conduziu uma campanha eleitoral com tanta informação. Nunca tantas decisões foram tomadas com tanta tranquilidade.

O resultado da eleição americana — 332 votos do colégio eleitoral para Obama, contra 206 do rival — mostra como a imprensa e os políticos no geral estavam enganados. Durante toda a campanha, mostrou-se um placar apertado, inclusive com alguns institutos dando Mitt Romney à frente na intenção de votos. A poucas horas da urna, pesquisas eram divulgadas mostrando, no máximo, uma vitória apertada do presidente. Convenhamos: 61,7% a 38,3% nada tem de aperto. Obama e sua equipe sabiam exatamente o que estavam fazendo. E acertaram em cheio. Eles e alguns poucos “seguidores” do Big Data.

Esse sistema indica o futuro. Não há previsão. Há análise de dados em massa. A captação de dados já está no cotidiano das pessoas, mesmo que não se perceba. Ou o Brasil começa a pensar nesse modelo de precisão, ou viverá eternamente na margem de erro. Não fazemos pesquisas em número suficiente para dar precisão ao Big Data… ainda.

Por GABRIEL ROSSI

Fonte: Gabriel Rossi / Correio Braziliense – 25/12/2012

Blog do Sandro Gianelli deseja um Feliz 2013

2013Neste novo ano o mais importante é que tenhamos atitudes novas. Cada um sabe o que deve ser feito para a sua transformação. Então em 2013, desejo que você tenha forças o suficiente para ser a sua transformação, o seu novo, o seu milagre, pois temos o livre arbítrio para fazermos o que sonhamos e desejamos, basta força, fé e planejamento.

Se você me perguntar se será fácil? Acredito que não.

Agora se você me perguntar se é possível? Ai eu digo que sim e que você terá 365 chances de fazer o novo, o surpreendente.

Agora é com você!

Feliz 2013, com muita saúde, fé e esperança.

Sandro Gianelli

Prefeitos derrotados nas eleições deixam cidades ao abandono

derrotadosAtrasos no pagamento de salários a servidores e na coleta de lixo prejudicam a população.

Às vésperas da troca de prefeitos, a população e os servidores de vários municípios do país enfrentam problemas como a ausência de serviços públicos básicos e atrasos de salários.

Em alguns estados, o Ministério Público foi à Justiça para garantir que prefeituras mantenham pagamentos em dia, repassem as contas em ordem aos prefeitos eleitos e mantenham serviços essenciais à população. Mesmo assim, muitas cidades pelo país enfrentam situação de abandono, com lixo na rua, falta de atendimento médico e serviços paralisados.

Fonte: Blog do Noblat

Candidaturas do PSB para valer

eduardocampos-300x225Para quem duvida de que seja para valer a candidatura do senador Rodrigo Rollemberg a governador do Distrito Federal, veio aí uma sinalização importante. A liderança do seu partido, o PSB, foi entregue na Câmara dos Deputados ao gaúcho Beto Albuquerque. Há uma mensagem embutida nisso. Beto Albuquerque é o mais agressivo defensor do lançamento de candidaturas majoritárias do PSB, não só ao governo do maior número de unidades da Federação, mas até a presidente da República. O nome, claro, seria o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB.

Liderança com sentido especial

Secretário de Infraestrutura do Rio Grande do Sul desde o início do governo Tarso Dutra, há dois anos, Beto Albuquerque renunciou ao cargo no início do mês para retornar à Câmara. Disse que cumpria missão partidária. Gente malvada, dessas que existem muito em Brasília, disse que só deixara a secretaria, uma das mais importantes do governo gaúcho, por ter batido de frente com os luas-pretas do governador. Beto desembarcou no Congresso avisando que seu papel seria garantir visibilidade à candidatura de Campos. Virou líder.

Fonte: Do alto da torre

Secretaria de Governo

Cabo-Patricio_fotoElzaFiuza-300x199O comentário mais especulado nos bastidores da política é o da possível ida do deputado distrital patrício (PT) para a Secretaria de Governo. Conforme adiantou o próprio presidente da Câmara Legislativa ao Alô Brasília, em entrevista na semana passada, teria sido oferecida a Patrício duas secretarias em 2013: Sedest e Governo. Há quem diga que ele deverá ficar mesmo com a de Governo.

Pimentinha: Resta saber o que o super-secretário Swedenberger Barbosa, o Berger, tem falado sobre isso. Neste ano, correu notícia de que Berger deixaria o GDF ainda este ano – o que, até agora, não aconteceu.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Perguntas que você deve fazer, antes de criar um novo programa

estrategiaAtenção! Novos programas também implicam em custos, muitas vezes sem qualquer previsão orçamentária.

Uma administração dinâmica está sempre criando novos programas. Ou surgem internamente, pela criatividade de seus membros, ou surgem como resposta a demandas sociais expressivas.

Programas sempre têm custo e precisam previsão orçamentária

Muitas vezes, estes novos programas resultam mais eficientes e populares do que aqueles anunciados na campanha. Destinam-se a atender áreas que estavam desatendidas ou a reformular programas existentes de desempenho insatisfatório.

Eles podem representar inovação, sensibilidade política, agilidade decisória e capacidade resolutiva de problemas. Como tal, são sinais visíveis de uma administração ágil, dinâmica e criativa, o que a qualifica perante os eleitores. Desde que…. produzam os resultados esperados, dentro dos prazos estipulados.

Novos programas também implicam necessariamente, em custos, muitas vezes sem qualquer previsão orçamentária que lhes dê cobertura.

Por estas razões, novos programas, para serem criados, devem atender a dois requisitos prévios e básicos:

existência de recursos, em quantidade suficiente, para que seja viabilizado;
critérios claros para medir desempenho e resultados.

Ao criar um novo programa na sua administração leve em conta que:

1. Você precisa ter recursos disponíveis para investir na sua criação, administração e operação;

2. Uma vez criado, forma-se em torno dele, uma coletividade que, ou depende dele, ou dele se beneficia, e que vai lutar pela sua continuidade, expansão e aperfeiçoamento (o que vai implicar em mais despesas);

3. Portanto, assegure-se de que, não apenas dispõe dos recursos para criá-lo, como para mantê-lo nos exercícios seguintes;

4. Na hipótese de ser um programa que, após o investimento inicial, tem condições de se auto-sustentar, antecipe com precisão, qual valor do investimento até o momento de seu autofinanciamento;

Algumas perguntas cruciais devem ser feitas, e respondidas de forma satisfatória, para que você se decida a criá-lo. Um exemplo de perguntas úteis para esclarecê-lo seriam as seguintes:

Qual o objetivo do programa?
Não aceite respostas vagas. Clareza no objetivo é o primeiro requisito para que venha a funcionar. Se a proposta não tiver uma clareza meridiana, quanto ao objetivo, interrompa a discussão e mande que o problema seja re-estudado.

Por que ele é necessário?
Quem o necessita? Muitos programas novos são propostos porque quem os necessita é o próprio staff. Identifique com esta questão qual a base social que precisa dos benefícios do programa, o quão organizada é, o quanto de mobilização ocorreu.

Por que a proposta só está sendo apresentada agora?
Deve haver uma razão para ser apresentada agora e não antes, ou depois. Conhecer esta razão é importante para o governante, como forma de identificar os motivos de quem propõe e o grau de urgência das necessidades de quem vai se beneficiar.
Quais os resultados específicos que se busca com o programa?
Com esta pergunta, aprofunda-se a questão dos objetivos. Agora o que se quer saber é quantificável, mensurável. Uma resposta boa e convincente neste item mostra que o staff conseguiu chegar ao plano operacional.

Novos programas devem acertar um alvo e ter resultados próprios

Quais os indicadores que serão usados para medir resultados?
Não basta ao governante saber os resultados específicos do programa. É preciso acordar também sobre os indicadores que vão medir os resultados, sem os quais o julgamento se torna subjetivo.

Quais os projetos alternativos que foram considerados
Sempre haverá mais de uma maneira de fazer as coisas. Quais os outros projetos que foram estudados, em que se diferenciavam do que atualmente se considera?

Por que eles foram descartados?
Com estas duas últimas perguntas, o governante amplia o espaço da sua liberdade de escolha. Ao discutir sobre outras alternativas ele está adquirindo uma visão mais completa do quadro, que de outra forma não teria, e que permitirá uma decisão mais segura.

Como será financiado o programa
O staff deve ser capaz de informar a origem dos recursos para financiar o programa. Sem esta informação tudo o mais perde sentido. A hesitação nesta informação é fatal ao projeto.

O custo proposto é o custo total ou vai exigir mais no futuro?
Com esta pergunta o governante visa evitar cair numa armadilha, na qual tem recursos para começar e não para concluir; ou tem para concluir, mas não para operar. Tais situações cobram um alto custo político, porque criam expectativas, naqueles que se beneficiariam do projeto, e que não podem satisfazer.

Como foi possível “levar as coisas” por tanto tempo sem ele?
Justificado o projeto por sua necessidade, demonstrado que pode ser executado, cabe fazer esta pergunta. A resposta pode apontar para a sua relevância e prioridade, como pode registrar a sua inconsistência e irrelevância. É forçar o raciocínio ao contrário.

O que vai acontecer se o programa não for criado?
Esta pergunta, combinada com a anterior, dá ao governante uma informação preciosa. Em primeiro lugar, ele é uma medida da real necessidade do programa. Em segundo lugar, ela permite medir a relação custo/benefício político da sua criação, já que enseja a comparação das vantagens de criá-lo com as desvantagens de não criá-lo. Combinada esta relação com o preço real e físico de sua implantação, o governante pode chegar a uma decisão racional e estratégica.

Há muitas outras perguntas que se pode conceber para testar a necessidade e viabilidade da criação de um novo programa. Você pode usar esta listagem de perguntas, acrescentar outras, remover algumas, mas, basicamente, não poderá se afastar muito do conjunto de questionamentos que elas conformam.

Entre outras vantagens, ao agir assim, você cria uma cultura de maior profissionalismo na sua equipe e ganha um critério importante para avaliar o desempenho e qualificação de seu staff.

Fonte: Política para Políticos

Como conseguir uma mídia hostil à sua candidatura I

candidato com a familiaCuidado. O elogio ameaça o patrimônio mais valioso do jornalista: sua reputação de independência.

Durante a campanha, a relação de poder entre ambos é assimétrica, já que o jornalista possui maior poder que o candidato (por seu acesso direto a um veículo de comunicação de massa). Em conseqüência, uma relação que deve ser conduzida com muito cuidado. Não se desconhece o fato da existência de situações em que um candidato enfrenta um veículo abertamente hostil às suas pretensões. Como é óbvio não é este o caso que estamos abordando aqui.

A relação com a imprensa deve ser conduzida com cuidado

Na situação que estamos analisando, embora possa haver maior ou menor simpatia por um ou outro candidato, a mídia não assume uma posição de aberta adesão ou hostilidade a nenhum candidato, fazendo uma cobertura razoavelmente independente da campanha eleitoral. Nesta relação, então, haverá erros de parte a parte. Vamos cuidar aqui apenas dos erros que o candidato pode cometer. Destes, um erro muito comum que os candidatos cometem e que muitas vezes até aqueles mais experimentados incidem, é o de elogiar o jornalista por uma matéria que o beneficiou.

Do ponto de vista do candidato, trata-se de um ato de justiça, de reconhecimento, mérito e incentivo. Este é o verdadeiro sentimento do candidato. Ao elogiar, está sendo sincero e dando vazão a uma autêntica satisfação íntima. Afinal, ao longo de uma campanha, os candidatos sempre têm mais queixas do que satisfação com a cobertura da mídia.

Já lidei com candidatos que estavam à frente nas pesquisas, outros atrás, outros caindo, outros subindo, mas nunca encontrei um candidato que se declarasse satisfeito com a cobertura que estava ganhando nos veículos. Candidatos são inevitavelmente “paranóicos” em relação à mídia, “ciumentos” em relação aos seus adversários, e nunca estão satisfeitos com o que recebem.

Quando depara com uma matéria que, no seu julgamento, lhe faz justiça, portanto uma matéria que lhe é favorável politicamente, a tentação de cumprimentar o jornalista e agradecer é muito grande. Nada pode ser pior recebido pelo jornalista que este elogio.

Se for feito em público, então, o jornalista o recebe como um “vexame”, como uma “vergonha”, como uma agressão à sua reputação de jornalista sério e independente, como uma diminuição da sua respeitabilidade profissional. E a tendência será passar a tratá-lo com excessivo rigor, no futuro, para provar o seu não engajamento. Se for feito em privado, também não muda muito, porque ele vai supor que o candidato estará fazendo aqueles comentários para todos que encontrar, inclusive outros jornalistas de outros veículos, e o resultado será o mesmo. Para os políticos que cometem este erro fatal, a reação hostil do jornalista elogiado parece-lhes a manifestação de um sentimento de ingratidão, e, quando as razões para aquela reação são explicadas como um excesso de suscetibilidade. O que ele não percebe é que, embora não fosse sua intenção, o elogio significa um abalo de grandes proporções no patrimônio mais valioso do jornalista: sua reputação de independência.

Elogiar abala o patrimônio mais valioso do jornalista, a reputação

O jornalista que foi “vítima” deste equivocado elogio sente-se estigmatizado, é objeto de piadas e chacotas de colegas, pode ser visto por alguns como “chapa branca”, e, no limite, até mesmo podem surgir suspeitas de que foi comprado. O candidato que cometer este erro não deixa ao jornalista outra alternativa a não ser a de “devolver o elogio”, com uma matéria que seja contundentemente prejudicial ao candidato que o homenageou! E o mais breve possível.

A partir deste momento, o jornalista ficará sempre na posição “defensiva” em relação aquele candidato. Tendo “devolvido o elogio” na medida certa, e reconquistado sua condição de independência, não vai transformar a sua cobertura numa “vendetta” pessoal. Mas, vai ficar duplamente cauteloso sempre que sua matéria contiver qualquer menção que possa ser lida como favorável aquele candidato. Se puder evitar a menção, evitará. Se não puder dará o menor destaque possível, que não afete a objetividade de seu texto.

Este erro foi caracterizado como fatal porque não há correção para ele, pelo menos durante aquela campanha. Só há uma maneira de reagir a uma matéria que lhe seja favorável (ou lhe faça justiça): ficar calado, contentar-se com a satisfação íntima que lhe deu.

Se seus auxiliares estiverem exultantes com a matéria, contenha-os, e, aos que ainda não tinham entendido a peculiar natureza da relação da campanha com a imprensa, aproveite a oportunidade para explicar, e advertí-los que, em nenhuma hipótese podem deixar vazar o sentimento de satisfação com aquela matéria.

Não basta, pois, o candidato evitar o erro, seus auxiliares de confiança cometendo-o vão produzir o mesmo resultado. Nunca, mas nunca mesmo, elogie um jornalista por uma matéria que o beneficie. Só assim poderá deixá-lo à vontade para, se for o caso, continuar merecendo este tipo de destaque sem constranger o seu autor. Do contrário, não será apenas o jornalista que passará a criticá-lo para comprovar sua isenção, mas os demais colegas que passarão a controlá-lo. O jornalista que o elogiou será levado fatalmente a buscar razões para atacá-lo.

A melhor forma de conviver com jornalistas em época eleitoral é atendê-los, cortez e prontamente, respondendo às indagações, propiciando-lhes a matéria-prima que desejam. E agir sempre com sinceridade e transparência. Fugir do jornalista também é negativo, até porque é através dele que estará atendendo à opinião pública.

Fonte: Política para Políticos

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