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A FORMAÇÃO DE UM NOVO GOVERNO

Com a finalização do processo eleitoral, definido agora no 2º turno das eleições municipais, é o momento onde acontece as avaliações dos partidos quanto ao seu desempenho nas eleições, identificando os seus opositores no embate de 2014. Acontece que milhares de cidades elegeram  os seus prefeitos no 1º turno, os militantes comemoram muito, mais o prefeito eleito tem muito trabalho pela frente, na formação do seu governo, vivemos em um país democrático de direito onde temos um governo de coalizão.

A formação de um novo governo não é fácil, por isso a prudência é essencial  nessa fase de transição do governo, onde se conhece real estrutura do município, os projetos em andamentos, as receitas e despesas. De posse  desses dados é elaborado diversos relatórios para a confecção do organograma do novo governo, tudo dentro do plano de governo do prefeito eleito apresentado no momento do registro da candidatura.

Após apuração do resultado das eleições, o habitual é ver as forças políticas ou grupos políticos que fazem  parte da composição da Câmara de Vereadores, porque a partir  dai  começa a governabilidade do novo governo.Em Águas Lindas de Goiás, para ter a governabilidade é necessário 09 (nove) vereadores para ter apoio da maioria da Câmara de Vereadores, ou seja e preciso compor uma coalizão (aliança) com homogeneidade ideológica e uma agenda de convergência. É bom para o município que exista vereadores de oposição ao novo governo, assim eles vão  fiscalizar, corrigir e cobrar dos novos gestores.
Na continuidade da formação do novo governo vem à pergunta. Quais os partidos que me  elegeram? São definidas as pastas para cada partido, desta forma cada  tem oportunidade de mostrar o seu trabalho para comunidade e contribuir com o novo governo.

Em um governo de coalizão, que nesse caso é o nosso modelo, fica muito difícil fazer um governo de TECNOCRATA, ou seja, quem governa são os técnicos, dá-se prioridade aos técnicos envolvidos na política, não consigo enxergar um resultado positivo para os governos tecnocratas, é sim muita turbulência, uma vez que o novo gestor precisa fazer um governo de coalizão (aliança) para ter uma agenda de convergência no Legislativo Municipal.

A composição das pastas (secretarias), são formadas por partidos políticos que contribuíram  com a vitória  do novo  gestor, que por sinal quem indica é o partido através do grupo de correligionários que o compõe, o novo gestor indica o nome de sua preferência, agora sim o corpo administrativo da secretária é formado por especialistas, no nosso caso podemos fazer convênios de cooperação técnica uma vez que mão de obra de especialista é cara. Agora imagine você, vivendo em um governo de TECNOCRATA?

A moralização de um governo esta no dia-a-dia, no modelo administrativo adotado, em técnicas eficientes de gestão, um controle interno rígido, valorização do servidor público, cumprimento da Lei da Informação, tendo um portal de transparência dos atos do governo é por fim uma gestão participativa, descentralizada e cumprindo os princípios da administração pública.

Por: Marcelo Lins

Direto do Facebook – Rogerio Rosso

Queridas amigas e amigos do Facebook, um feliz e abençoado feriado a todos. Para ‘variar’ o nosso Vice-Governador Tadeu Felipelli esta na radio Bandnews falando mal da gente!!! Portanto, Faço aqui no Face, publicamente, um desafio ao Filipelli: vc tem coragem de fazer um debate comigo sobre o DF? sobre os problemas que enfrentamos, sobre o que ele fez nesses ultimos 2 anos? o que melhorou na cidade? o que ele pensa do entorno? e fora é clato várias perguntas e dúvidas que perguntaria a ele ao vivo. A Bandnews, que tenho muito respeito e admiraçao, certamente daria o espaço para isso. Não se trata de antecipar debate eleitoral, mas, principalmente, de me dar o direito do contraditorio, de falar. Passo de longe do estilo de muitos de falar mal das pessoas. Me foco em projetos para a cidade. Me foco na melhoria da vida de todos aqui do DF e do entorno. Nunca coloquei a culpa nos outros. Ele que foi assessor direto do Governador Roriz por 14 anos tem muito a nos dizer. Fica portanto o desafio: venha debater comigo Tadeu Filipelli, as claras. A cidade não precisa de ódio mas sim de soluções para os problemas.

Um abraço a todos.
Fonte: Facebook

Fale para todos como se falasse para cada um

A comunicação pessoal é a forma mais antiga de transferência de informação.

Não nascemos com o dom da oratória, mas muito cedo adquirimos o hábito da comunicação pessoal. Esta é a forma mais antiga de transferência de informação, mais universal, e mais perene no tempo. É por meio dela que as conversações mais reservadas, sobre assuntos mais delicados, se realiza. Na política, este tipo de comunicação também tem muita importância.

Tancredo costumava dizer que ficava “rouco de tanto ouvir”…

Alguns políticos notabilizam-se por usá-la com grande maestria, deixando para os pronunciamentos públicos apenas as generalidades, e, para as comunicações telefônicas, apenas os assuntos “inofensivos”.

Este estilo de fazer política, que, no Brasil,ficou conhecido como o estilo do PSD mineiro (Tancredo Neves costumava dizer “Estou rouco de tanto ouvir”), ocorre em todos os países e em todos os tempos. Nos EUA, o Presidente Johnson notabilizou-se por adotá-lo, como sua principal forma de comunicação. Johnson não se saía bem nos discursos, mas no contato pessoal era imbatível.

As causas e os efeitos, que fazem com que a comunicação pessoa a pessoa tenha se tornado a “norma” estabelecida, decorrem da precedência da comunicação pessoal sobre a pública, e da intensidade e freqüência com que a praticamos, desde a infância.

Esta “norma” compõe-se de centenas de elementos não conscientes, que se integram na comunicação espontânea pessoa a pessoa. Padrões vocais, tais como o tom, o ritmo do falar, o volume da voz, as pausas, os movimentos do corpo – a linguagem corporal – são alguns destes elementos que identificam a comunicação pessoal um a um.

Quando um discurso logra se acomodar dentro desta norma, e o orador fala para todos, como se falasse para cada um, sua comunicação tende a ser aceita como autêntica e verdadeira. Este é o “desempenho” ideal para um orador, e o formato em que o discurso adquire maior efeito persuasivo. Equivocam-se os que pensam que ao falar em público precisam entrar “em modo de eloqüência”, e adotam um estilo diferente de falar, aos brados, dirigindo-se a todos de maneira indistinta, com uma linguagem diferente da que usualmente se emprega.

Quanto mais nos afastamos do formato da comunicação um a um, menos autenticidade possui a nossa comunicação, e mais artificial ela parece. É óbvio que, num discurso público, não se pode falar exatamente como numa conversa privada.

É preciso que todos ouçam, não há diálogo – um fala e os outros escutam – o discurso, sendo o resultado de um planejamento prévio, não possui a mesma espontaneidade da conversa a dois, olhar para um público não é o mesmo que o olhar para uma pessoa, os gestos são diferentes dos que se fazem na conversa individual, etc. Há, porém, meios de se aproximar do estilo coloquial. Os recursos mais poderosos para esta aproximação são: o volume da voz, o contato visual e os gestos.

O microfone ajuda a manter um tom de voz assemelhado ao que se usa na conversação privada

O volume da voz

O microfone permite não apenas a amplificação da voz, mas, mais importante, ele permite a modulação e enseja a você manter um tom de voz assemelhado ao que se usa na conversação privada e, ainda assim, ser ouvido por todos.

As pessoas, salvo situações de grande excitação, não querem ouvir gritos num salão como não gostariam de ouvi-los na sala de sua casa. Preferem ouvir alguém falando com elas num volume de voz normal.

O tom da voz também deve ser modulado. Tons mais graves, quando o assunto for solene, grave ou preocupante; uma entonação mais sussurrante quando se busca a intimidade com o público; vocalização mais rápida, animada, forte, quando se tratar da expressão do entusiasmo.

Evite sempre os extremos de uma voz demasiado grave ou demasiado aguda, que tendem a ser percebidas como artificiais teatrais e até mesmo ridículas. Não esqueça nunca que a eloqüência não é sinônimo de voz alta, de gritos e arrebatamentos.

O contato visual

O contato visual é essencial para lograr uma comunicação convincente. Não é possível, porém, numa situação de discurso para um público, obter contato visual com cada um dos presentes (ainda que certos políticos o tentem, fazendo seu olhar saltar de uma pessoa para outra).

A tentativa de travar contato pessoal pelo olhar com o maior número possível de pessoas, passa a sensação de nervosismo, insegurança, e até mesmo de não confiabilidade.

Uma forma de contornar este problema é dividir o público em três seções. O centro e os dois lados. Ao falar, olhe para as pessoas (ou câmera) que estão no centro de cada uma dessas seções do auditório, alternando livremente entre elas. Cada pessoa de cada uma das seções sentirá como se você estivesse olhando para ela, já que o olhar, numa distância média, possui um espectro de abrangência muito maior do que à curta distância.

Contato visual: essencial para se obter comunicação convincente

Três advertências:

Ao alternar o seu olhar entre as três seções do auditório varie a seqüência. Evite a monotonia e o esquematismo de alternar o olhar sempre na mesma ordem. Isto seria percebido como artificial.

O tempo em que você foca cada seção, não deve ser nem longo demais, nem rápido demais. Mantenha o foco enquanto sentir a situação como confortável.

Se você começou a articular um argumento, focando numa das três seções, conclua seu argumento primeiro, para só então mudar o foco do olhar.

Gestos discretos

O seu gestual deve também procurar aproximar-se do modelo de comunicação coloquial. Quando se conversa frente a frente, os gestos que fazemos são, geralmente, discretos, sóbrios e moderados. Não fica bem, numa conversa, gestos largos, exagerados e dramáticos, como não fica bem falar aos gritos.

No seu discurso pratique então gestos discretos, embora expressivos. A linguagem corporal é muito importante. Ela deve, entretanto, estar em harmonia com o conteúdo do seu discurso e nunca deve ser transformada numa atração à parte.

Nunca esqueça o sentido do gesto. Ele corresponde a um sublinhador de texto. Você pratica o gesto para sublinhar o que diz, para enfatizar, para assinalar a importância. O gesto então está diretamente subordinado ao conteúdo do discurso.

Muito cuidado para evitar a rima entre o gesto e o ritmo da fala. Muitos oradores, sem perceber, reproduzem o mesmo gesto para acompanhar o ritmo de sua fala. Este é um erro muito praticado, e que compromete a qualidade do discurso e do orador. O gesto chama a atenção do público. Por isso, ele só pode ser usado quando for necessário, e praticada da forma adequada.

Fonte: Política para Políticos

Genoino poderá assumir mandato e cumprir pena em regime aberto

Mesmo condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão a quase sete anos de prisão, o ex-presidente do PT José Genoino poderá reassumir uma vaga na Câmara dos Deputados em janeiro. O Supremo ainda precisará definir se a perda da função pública é imediata, o que impediria sua posse.

O entendimento de ministros ouvidos pela Folha é que ele só perde os direitos políticos após o julgamento de todos os recursos, que ocorre depois da publicação do acórdão (os termos da decisão). A defesa do petista já anunciou que vai questionar a condenação pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Genoino é suplente do petista Carlinhos Almeida, eleito para a Prefeitura de São José dos Campos, no interior paulista. Ele tem aval do PT para assumir a vaga. Genoino também pode ser beneficiado pela falta de vagas em colônias agrícolas passando a cumprir a punição em regime aberto. Pelo Código Penal, condenados de 4 a 8 anos de prisão devem ser enquadrados no regime semiaberto. Nesse sistema, o réu vai para uma colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar, podendo também receber autorização para trabalhar fora durante o dia.

Fonte: Congresso em Foco

Orçamento para 2013 recebe 750 emendas

Deputado Agaciel Maia fez balanço sobre emendas.

O projeto de lei que fixa o Orçamento do Distrito Federal para 2013 recebeu 750 emendas na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF). O balanço foi apresentado pelo presidente da CEOF, deputado Agaciel Maia (PTC), na sessão ordinária desta terça-feira (13). De acordo com o cronograma, a Comissão deverá analisar os pareceres preliminares ao projeto no dia 27 de novembro. (terça-feira)

De acordo com o balanço, 64% do valor das emendas, R$ 207,6 milhões, são para obras e equipamentos. Já para a secretaria de Cultura, os deputados destinaram R$ 46,8 milhões, 14% do total das emendas apresentadas. A área de segurança foi contemplada com R$ 9 milhões em emendas. Já para outras despesas, como material de consumo e subvenções sociais, por exemplo, os parlamentares destinaram 21% do valor das emendas, R$ 68,9 milhões.

Agaciel também informou as dez principais unidades orçamentárias que receberam emendas parlamentares: secretaria de Cultura (R$ 46,8 milhões), secretaria de Obras (R$ 44,1 milhões), secretaria de Educação (R$ 20,7 milhões), Novacap (R$ 19,8 milhões), administração de Taguatinga (R$ 14,8 milhões), administração do Guará (R$ 12,2 milhões), administração de São Sebastião (R$ 10,1 milhões), secretaria de Esportes (R$ 9,9 milhões), administração de Planaltina (R$ 8,9 milhões) e administração de Ceilândia (R$ 8,7 milhões).

Lixo – A deputada Eliana Pedrosa (PSD) apelou ao GDF por maior tempo para discussão da proposta de Parceria Público Privada (PPP) do lixo. Ela relatou audiência pública realizada para discutir o tema, com grande participação de trabalhadores de reciclagem de lixo, que se manifestaram unanimidade contra a proposta do governo. Segundo ela, a proposta apresenta vários problemas e precisa ser melhor debatida. (Luís Cláudio Alves – Coordenadoria de Comunicação Social).

Fonte: Blog do Callado

BID propõe parceria com o GDF para fazer de Brasília vitrine de sustentabilidade

Munido com números, argumentos e projetos, Agnelo se preparou para surpreender o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mas foi o governador do DF quem saiu da reunião com o presidente do BID surpreso.

Luis Alberto Moreno sinalizou que o banco de fomento está disposto a financiar os programas trazidos pela comitiva de Agnelo. Mas o destaque do encontro na capital americana foi a proposta que o presidente do BID fez ao governador do DF: de que a capital brasileira se torne uma cidade referência em sustentabilidade com a ajuda financeira do banco. E sirva assim de vitrine do BID para outras capitais no Brasil e  de outros países.

A ideia é que o BID levante uma parte dos recursos e que Agnelo capte outra quantia da Caixa Econômica. O volume de dinheiro, que ainda não foi acertado, vai financiar iniciativas nas áreas de saneamento, desenvolvimento fiscal e de sustentabilidade.

Segundo Moreno, Brasília teria de cumprir em torno de 150 exigências voltadas para o desenvolvimento sustentável para ter acesso aos recursos oferecidos pelo banco.

A ideia animou Agnelo, que está em missão nos EUA na tentative de aumentar a capacidade de investimento do DF. Logo após a reunião com Luis Alberto Moreno, o presidente da Adasa, Vinícius Benevides, o secretário de Planejamento, Luiz Paulo Barreto, o secretário de Esporte e o subsecretário de Captação de Recursos, Genésio Vicente, se reuniram com a equipe de técnicos do banco para iniciar as tratativas do programa proposto pela direção do BID.

Trata-se de uma oportunidade que Brasília não pode perder. O governador e sua equipe terão, pois, de demonstrar capacidade de gestão para agarrar com força a oportunidade oferecida pelo BID.

Califórnia

Pouco depois da reunião no BID, Agnelo seguiu para São Francisco, na Califórnia, onde fará uma palestra sobre o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha em um congress de construção sustentável organizado pela U.S. Green Building Council.

Fonte: Blog da Lilian Tahan

Brasília sem Pedofilia

Ontem, 13 de novembro aconteceu o encerramento das palestras do projeto Brasília sem Pedofilia da Secretaria de Justiça do GDF, que atendeu em 2012 trinta e cinco mil pessoas, entre crianças, pais e educadores.

A palestra foi ministrada às dez da manhã para cerca de 400 alunos do curso de direito da Universidade Paulista (Unip) na 913 sul. Estiveram presentes o Subsecretário de promoção dos direitos Humanos Todi Moreno, palestrantes participantes do projeto ao longo desse ano: Ernandes Reis e Luiz Cesar Fuiza.

O Projeto volta em 2013 com palestras, as blitzes e ainda uma novidade; apresentação de uma peça teatral.

Aprovado projeto que proíbe a cobrança de valores adicionais para a matrícula ou mensalidade de estudantes com síndrome de down

Foi aprovado ontem, dia 13-11-2012 o Projeto de Lei nº 852/2012 de autoria do Deputado Robério Negreiros, na Comissão de Educação, Saúde e Cultura – CESC. O Projeto proíbe a cobrança de valores adicionais (sobretaxa) para a matrícula ou mensalidade de estudantes com síndrome de down, autismo, transtorno invasivo do desenvolvimento ou outras síndromes. É uma solicitação da sociedade civil que buscava uma solução para incluir os alunos especiais, sem ônus direto para os pais e sem discriminação.

Dentre outros temas, o Projeto sujeita a instituição infratora ao pagamento de multa com valor revertido para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização de Profissionais da Educação (Fundeb), sem prejuízo da apuração das sanções civis e criminais.

Uma democracia tem que governar

Pesquisa divulgada pela ONU em 2004 mostrou que 55% dos entrevistados preferia um governo autoritário a um democrático desde que fossem resolvidos os problemas econômicos.

Os resultados da pesquisa patrocinada pela ONU, divulgada em 2004 e realizada em países da América Latina, na qual 55% dos entrevistados declara preferir um governo autoritário a um democrático, desde que resolvesse os problemas econômicos, ocupou as manchetes da imprensa e perturbou políticos, analistas e governantes.

Manifestações de caráter político são uma rotina na América Latina

Afinal, sofreu-se tanto com as ditaduras no continente, lutou-se tanto pela democracia que, resultados como aquele aparecem como uma profunda demonstração de ingratidão, de incapacidade de perceber e de corretamente valorizar, a enorme, descomunal diferença existente entre viver numa democracia e viver num regime autoritário.

É oportuno alertar, apesar do tempo de divulgação da pesquisa, que este tipo de pensamento não é tão surpreendente. Resultados semelhantes já foram obtidos em outras pesquisas feitas em países da América Latina, em períodos recentes. Além disso, resultados análogos ou tolerância com práticas autoritárias que desvirtuam uma democracia, ocorrem, por igual, em países desenvolvidos.

Na Alemanha da década de 1920, um povo educado e religioso vivendo uma democracia irrepreensível, a República de Weimar, elegeu pelo voto, em 1932, um partido mais que autoritário, totalitário, e entregou seu governo a um brutal ditador chamado de Adolf Hitler.

Nos EUA pós 11 de setembro, o pânico causado pelos atentados terroristas legitimou o governo para impor uma série de restrições aos direitos individuais e à liberdade dos cidadãos sob o argumento de que eram necessários para combater o terrorismo. Aquelas medidas, tão facilmente aceitas quando promulgadas, se tornaram crescentemente controvertidas e contestadas e – acreditam alguns – desvirtuaram profundamente a democracia americana.

O que está em questão, em todos esses casos, entretanto, não é um desprezo pelos valores democráticos, mas sim situações como:

O pavor diante de uma ameaça – terrorismo – que faz com que o povo legitime a suspensão de direitos e liberdades (EUA);
O trauma causado pela crise econômica e pela derrota militar (Alemanha) que estimula governos fortes e postura vingativa no plano internacional;
Uma profunda decepção com o desvirtuamento da democracia e uma conseqüente revolta pessoal com os políticos que se beneficiam deste desvirtuamento (América Latina).
É preciso ir às origens

Um governo democrático é, ao mesmo tempo, um legítimo representante da maioria da população, escolhido na forma legalmente prescrita pela constituição e uma estrutura que deve ser capaz de responder aos principais desafios de sua sociedade e de resolver os problemas mais prementes de sua população, o que não vem ocorrendo nas regiões atingidas pela pesquisa da ONU. Na América Latina, o Estado não vem conseguindo redistribuir renda e melhorar a vida dos mais pobres. Em outras palavras, não basta a um governo democrático representar, é preciso também governar.

Ocorre que qualquer democracia pode fazer uma eleição legítima, mas poucas, muito poucas, possuem uma classe política e uma cidadania capazes de subordinar os interesses imediatistas e as pressões conjunturais aos interesses maiores da sociedade. São muito raros os casos em que uma classe política, e o governo que a lidera, tem a coragem de propor a segmentos de eleitores, ou ao conjunto dos eleitores, sacrifícios no curto prazo, para obter os frutos no médio e longo prazo. Mais raros ainda aqueles casos em que os eleitores os entendem, confiam e aceitam. O resultado é uma democracia que representa, mas que não governa.

Interesses da própria classe política geralmente superam os interesses da sociedade

Nestes casos, a prática da democracia encontra-se delimitada por um interdito político absoluto: evitar a impopularidade. Faz-se qualquer concessão e evita-se qualquer decisão que possa provocar impopularidade. Inversamente, se é capaz de aprovar qualquer medida, mesmo as que se revelam prejudiciais no médio prazo, desde que ajudem a fazer votos na próxima eleição.

De concessão em concessão ao imperativo da popularidade, uma democracia, com muita facilidade, se desvirtua no fugaz jogo das aparências de poder, no tráfico de influências, na demagogia fácil, na promessa oportunista, e perde a estima e o respeito da população, especialmente daqueles setores mais pobres que maiores esperanças depositaram no governo que elegeram.

Não deve, pois, surpreender que, na ocasião em que um pesquisador chega à casa de um cidadão para entrevistá-lo, e formula aquela questão sobre sua preferência entre uma democracia que não resolve os problemas sociais e um governo autoritário que governa, 55% prefiram o último.

O problema não está na democracia como forma de governo. O povo a valoriza, a deseja e a pratica da melhor forma que sabe e pode. O problema está na forma desvirtuada como é praticada, com sua obsessiva preocupação com a próxima eleição e sua crônica resistência para governar.

Fonte: Política para Políticos

Considerações preliminares sobre a questão da imagem

Não há vida política fora do âmbito da imagem. Atenção, portanto, aos agentes e processos de constituição desta identidade pública.

Um homem público somente pode ser conhecido por sua imagem. A muito poucos é dado conhecê-lo de maneira mais completa, íntima e pessoal. Hoje se tornou praticamente impossível falar-se em política, sobretudo, em eleições, sem recorrer ao farto uso da palavra imagem, cujo conceito é dos mais ricos e complexos da linguagem política. Trata-se de um termo que pertence simultaneamente aos campos da publicidade, da psicologia e da política.

Além de positiva ou negativa uma imagem pode precisar correções

Além de positiva ou negativa, a imagem, pode ter ficado “arranhada”, “comprometida”, “prejudicada”; pode precisar de “correções” e “ajustes”; pode, ainda, estar em processo de “criação”, “construção” ou “mudança”; pode estar em consonância com a expectativa dos eleitores ou em conflito com elas; possui “atributos” pessoais e profissionais nos quais pode ser decomposta; pode ser um “produto” de publicitários e marqueteiros ou só o “jeitão” do candidato, para citar apenas algumas das referências mais comuns que são feitas.

Não há saída: assumir uma carreira pública significa, inevitavelmente, aceitar que você adquirirá uma imagem – que pode ou não ser compatível com a que você tem de si mesmo – e que terá de administrá-la, para evitar que ela venha a ser deturpada.

Administrar a imagem é, portanto, matéria da maior relevância para o sucesso político e para o desempenho de suas funções administrativas. Administrar a imagem é, contudo, um empreendimento muito complexo e difícil. Porque a imagem, uma vez constituída, torna-se uma construção social, suscetível de um controle apenas parcial da parte do homem público que a detém. Se mal administrada, pode escapar ao seu controle e dar origem a uma caricatura que, embora não corresponda aos seus sentimentos, torna-se socialmente uma realidade.

Esse processo perverso é mais comum do que se imagina, porque os potenciais homens públicos encontram-se na peculiar condição de possuir um grau de visibilidade – frequência e intensidade de exposição social – inversamente proporcional às reais possibilidades de contato pessoal com o público.

As pessoas comuns lidam com esta situação de contato mediatizado e intermitente codificando e etiquetando o político de forma mais ou menos arbitrária, com base em características e atributos que acabam por conformar uma imagem definida.

Ora, é esta imagem codificada que pode, por sua reiteração, adquirir vida própria, vindo a constituir-se de maneira simultânea numa irrealidade pessoal que, não obstante, é uma realidade social. A visão ingênua do político e, incidentalmente, de muitos marketeiros sobre esse tema tende a assumir duas formas:

O poder “demiúrgico” do marqueteiro para criar uma nova imagem
A ingênua suposição do candidato de que basta transpor as mesmas características pessoais do mundo privado para o mundo político

Em ambos os casos, o pressuposto é o mesmo: a crença na capacidade de a vontade política impor socialmente a imagem desejada. No primeiro, incide-se na ilusão de que os profissionais da publicidade e da comunicação têm o poder de compor, vender e socialmente impor a imagem desejada, pelo uso adequado das respectivas técnicas guiadas pelo talento e criatividade. A imagem desejada, “construída na prancheta” é ensinada ao político, por ele introjetada e interpretada, tornando-se, a seguir, sua segunda natureza. No segundo caso, cede-se à falácia de acreditar que a transposição linear das características pessoais e de estilo que constituem a real personalidade – cristalizada ao longo dos anos numa situação de privacidade protegida – podem vir a ser transferidas ao mundo da política com igual eficiência, embora sem a proteção da privacidade e sujeitas a uma exposição pública constante.

A imagem será construída com seu consentimento e sua participação

As duas falácias – a “demiúrgica” e a da “transposição” – evidenciam uma incapacidade de entender as verdadeiras natureza e dimensão do fenômeno de construção e administração da imagem desejada como uma metamorfose. Metamorfose, neste contexto, não é a substituição oportunista de uma identidade por outra, tampouco a imposição da personalidade plena e total da pessoa, constituída ao abrigo da vida privada, como identidade política, “gostem ou não”.

Ela é a exteriorização e o desenvolvimento de uma vocação latente – embora autêntica, orientada, corrigida e conduzida por profissionais talentosos, experientes e sensíveis – para uma composição entre imagem e personalidade livre, lúcida e conscientemente assumida. Trata-se de uma construção mais de negociação de diferenças que de imposição; mais de descoberta e aprendizado que de representação.

A metamorfose é indispensável e inevitável na transição do mundo privado para o mundo da política. Ela vai ocorrer de qualquer forma. Ao político nessa situação oferecem-se duas alternativas:

A imagem será construída apesar e até mesmo contra ele – situação em que ela for socialmente constituída
A imagem será construída com seu consentimento e participação, o que lhe oferece os critérios necessários para administrá-la
.

Além disso, a metamorfose possui balizamentos nítidos. De um lado, encontra-se delimitada pela personalidade do político – a autenticidade – e de outro pelas exigências que o exercício do cargo impõe – poderes e responsabilidades, definição institucional e imagem do órgão, qualificações necessárias, expectativas sociais etc.). Além desses limites à latitude do poder criativo sobre a imagem, há também o fato de que o homem público, mesmo o iniciante, possui uma história de vida e uma imagem pré-existentes. Sua nova fase precisará guardar uma razoável coerência com sua prévia história profissional, pessoal, familiar e, sobretudo, política.

Fonte: Política para Políticos

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