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Novo governo Chávez tem início mesmo sem sua posse

chavezPela primeira vez desde 1959, ano da redemocratização na Venezuela, não haverá cerimônia de posse hoje para marcar o início do novo mandato presidencial de Hugo Chávez (2013-2019), numa decisão chancelada pelo Tribunal Supremo de Justiça venezuelano ontem.

A Corte, dominada por juízes alinhados ao chavismo, avalizou o plano do governo de adiar indefinidamente a cerimônia de posse, mesmo com o novo mandato começando hoje. Não foi descartada inclusive a possibilidade de o juramento de Chávez se realizar em Cuba, onde o presidente se trata de um câncer.

Fonte: Congresso em Foco

PPS discute possibilidade de receber Serra

jose-serraO presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), apresentou ontem ao partido a possibilidade de a legenda acolher o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com vistas à disputa pela Presidência da República em 2014. Ao abrir a reunião da Executiva Nacional do partido, Freire disse que a oposição não tem conseguido se posicionar como deveria.

“Há questões que deveriam ser discutidas, mas não estão sendo. Mesmo quando nós o fazemos, pelo nosso tamanho, há dificuldade de que seja ouvido. O Serra bem que poderia representar isso.”

Fonte: Congresso em Foco

Mensalão é muito maior, afirma procurador-geral

GurgelProtagonista no maior julgamento da história do Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, 58, afirmou à Folha que o esquema do mensalão é “muito maior, muito mais amplo, do que aquilo que acabou sendo objeto da denúncia”.

“O que constou da denúncia foi o que foi possível provar, com elementos razoáveis para dar a base [a ela]“, afirma Gurgel em uma de suas raras entrevistas exclusivas desde que assumiu, em 2009. Ele diz que o depoimento prestado em setembro pelo operador do esquema, Marcos Valério, pretendia “melar o julgamento”.

Gurgel afirma que o grande desafio do processo foi provar a responsabilidade do núcleo político do esquema, entre eles o do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT). Ele diz haver “uma série de de elementos de prova” que apontam para a participação efetiva de Dirceu.

Fonte: Congresso em Foco

O caminho de Kassab rumo à Esplanada

kassab1O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab quer ser ministro da presidente Dilma Rousseff. Mas só em 2015, caso Dilma seja reeleita. O presidente do PSD vai se candidatar no ano que vem, possivelmente a governador de São Paulo. Como sabe que provavelmente não terá chances na disputa pelo Palácio do Bandeirantes, polarizada entre PT e PSDB, quer se apresentar como fiel da balança em um provável segundo turno, apoiando o candidato petista ao governo paulista. “A política é um exercício de alternativas. Existe melhor forma de Kassab cacifar-se perante a presidente Dilma?” indagou ao Correio um dirigente do PSD.

Para assegurar, no entanto, espaço na reforma ministerial que será deflagrada após a eleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, Kassab tem dito aos dirigentes partidários que a legenda deveria aceitar os dois ministérios que estão sendo cogitados na cota do partido: a Secretaria de Aviação Civil e a pasta da Micro e Pequena Empresa — que ainda será criada.

Fonte: Congresso em Foco

Caprichando no bateu, levou

policarpoSe os tucanos brasilienses pretendiam elevar o tom do tiroteio político na capital, ao criticar a saúde, receberam ontem uma resposta igualmente agressiva. A Executiva do PT qualificou as acusações do PSDB como “covardes e levianas”. Partiram, aí, do pressuposto de que o ataque é a melhor defesa. Não apenas chamaram a posição tucana de  “mentirosa e desavergonhada” como disseram que o presidente regional “Márcio Machado e os tucanos de Brasília serviram ao governo mais corrupto da história da capital federal”.

Indignação ensaiada

Dizendo que os tucanos apostam na falta de memória da população, o PT afirma que “o governo Arruda, de triste memória, rezou aos pés da propina; encheu as meias de dinheiro e rodou as bolsas para abocanhar o dinheiro suado dos impostos do povo de Brasília”. Agora, completam, “acometidos por uma indignação ensaiada e seletiva, os tucanos da cidade querem posar de defensores da saúde e de alguma coisa pública”.

Problemas vêm de longe

Para o presidente regional do PT, Roberto Policarpo, “o PSDB não tem moral para ficar nos atacando”. Ainda mais, diz, nessa área. “À parte a corrupção em que se meteram durante o governo Arruda, os tucanos não podem dizer uma só palavra em defesa do que se fez na saúde durante todo o tempo em que participaram da administração”, afirma.

Fonte: Do alto da torre – 11/1/2013

Uma definição para Patrício

Cabo-Patricio_fotoElzaFiuza-300x199No início da semana que vem, quando o governador Agnelo Queiroz reassumir o cargo, terá uma conversa, já agendada, com o deputado Patrício (foto), ex-presidente da Câmara Legislativa. Deverão definir a ida de Patrício para o Executivo, conforme conversado entre os dois, antes mesmo de se equacionar o nome de Wasny de Roure como seu sucessor na Câmara.

Alternativas descartadas

Nessas conversas anteriores, Agnelo Queiroz acenou com quatro alternativas para Patrício. Estavam na lista as secretarias de Desenvolvimento Social, de Governo, de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho. Patrício descartou de imediato a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O Trabalho acabou destinado ao PR, em uma negociação posterior.

Potencial político

A verdade é que a ida de Patrício para a Secretaria do Desenvolvimento Social, considerada a de maior potencial político entre elas, passou a ser dada como praticamente certa. Houve reação do grupo do atual secretário Daniel Seidl, que chegou ao cargo com apoio da antecessora Arlete Sampaio. Mesmo assim, ainda se acredita que seria a opção preferencial de Patrício. Ele evita comentar a questão de público.

Para a coordenação

Atribui-se ao ex-secretário Paulo Tadeu, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, ingerência no sentido de que Patrício aceite a Secretaria de Governo. A pasta se  tornaria mais atraente, é claro, caso incorporasse novamente a articulação política. Seria preciso conferir se, como desejável em condições como essa, Patrício e o governador conseguiriam jogar
por música. Uma coordenação política pressupõe absoluto entrosamento.

Poderia permanecer

Patrício tem dito a interlocutores que não se importaria nem um pouco de permanecer na Câmara Legislativa. É…pode até ser.

Quem assume

De qualquer forma, a ida do ex-presidente para o Executivo seria extremamente útil para acomodar o segundo suplente do PT, Dirsomar Chaves. A primeira suplente, já alojada em uma secretaria, permaneceria no Executivo. É a vez de Dirsomar.

Fonte: Do alto da torre – 11/1/2013

De olho em 2014, PSDB já fala em reformular marketing eleitoral

psdbNa esteira da derrota em São Paulo, integrantes do partido pedem uma ‘roupagem do novo’ e já defendem mudanças como um distanciamento do marqueteiro Luiz González.

Na esteira da derrota sofrida na eleição pelo comando da maior cidade do País, integrantes do PSDB começam a repensar, com vistas a 2014, todo o modelo que hoje guia o marketing eleitoral da sigla. Depois de assistirem à vitória do prefeito eleito Fernando Haddad (PT) sobre o ex-governador José Serra (PSDB) em São Paulo, tucanos já falam na necessidade de investir na roupagem do novo, com base na ideia de que a maior mensagem tirada das urnas foi um clamor do eleitorado pela renovação.

Para alguns dirigentes, ganha força a tese de que o partido custou a atualizar sua forma de se comunicar com o eleitor. Faltaria à legenda a capacidade de “vender um sonho”, uma receita que, para eles, foi perfeitamente assimilada pelo PT. Foi assim, dizem, na campanha que elegeu Dilma Rousseff como sucessora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . O mesmo vale para a eleição de Haddad. Nos dois casos, a comunicação petista foi assinada pelo marqueteiro João Santana.

As discussões no PSDB, por enquanto, ocorrem de forma fragmentada. Até agora, o partido não reuniu sua direção para fazer uma avaliação do desempenho na eleição municipal. Mas uma das propostas de quem defende uma guinada no marketing é o distanciamento em relação ao marqueteiro Luiz González.

González foi recrutado por tucanos para comandar as principais campanhas do partido nos últimos anos. Foi ele quem assinou a campanha vitoriosa de Serra na prefeitura em 2004, assim como sua empreitada para o governo estadual em 2006. Foi González também quem comandou o marketing bem-sucedido da reeleição de Gilberto Kassab (PSD), em 2008, e a eleição de Geraldo Alckmin (PSDB) para o governo do Estado, em 2010.

É na esfera presidencial que reside a maior parte do desgaste. Além de ter comandado a campanha derrotada de Alckmin ao Planalto em 2006, González teve de digerir críticas de tucanos à forma como comandou a campanha presidencial de 2010. Por outro lado, na eleição deste ano em São Paulo, mesmo os mais críticos admitem que outros fatores contribuíram muito mais para o fracasso nas urnas, como a rejeição pessoal de Serra, o desgaste provocado por sua saída da prefeitura em 2006 e mesmo debates como o do kit anti-homofobia. Ainda assim, há quem critique, por exemplo, um investimento excessivo no tema do mensalão na campanha.

Defesa: Após derrota, líderes tucanos fazem defesa da renovação

González já repetiu várias vezes a dirigentes tucanos nos últimos anos que pensa em se aposentar de vez das campanhas eleitorais e voltar sua carreira para outro lado, mais especificamente para o cinema. Ainda assim, foi Serra quem pediu pessoalmente ao jornalista que assumisse a campanha de Kassab em 2008, marcada por ideias como “kassabinho”, boneco do prefeito que aparecia na mão de várias crianças durante a campanha.

Da mesma forma, Serra e Alckmin recrutaram o jornalista para assumir o marketing nas corridas presidencial e paulista de 2010, num esforço para assegurar uma linguagem única das campanhas tucanas. E, novamente, Serra o escalou este ano para a empreitada.

Cenário

No PSDB, líderes afirmam que a comunicação da campanha presidencial de 2014, assim como a da disputa ao Palácio dos Bandeirantes, só começará a ser decidida de fato quando as candidaturas ficarem mais claras. Tido como o primeiro da fila para a disputa para o Planalto, o senador mineiro Aécio Neves tende a exercer um papel de destaque nas negociações.

No círculo próximo de Alckmin – candidato natural à reeleição no Palácio dos Bandeirantes –, predomina a visão de que combinar uma renovação na imagem à experiência gerencial seria a chave para garantir um novo mandato. “Se o marqueteiro conseguir dar a ele o apelo do novo não tem pra ninguém”, disse um aliado do governador. Ele reconhece, entretanto, que o PSDB terá de fazer sua parte para não correr riscos. Até porque, lembrou o tucano, o governador pode ter que fazer frente a um nome como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que, além de representar a renovação no PT carrega as realizações de uma pasta com grande apelo popular.

Para um tucano próximo a Serra, por outro lado, o que se vê neste momento é uma tentativa de responsabilizar o marketing eleitoral por um problema maior. Para ele, o mesmo ocorreu com o próprio Haddad quando ele ainda custava a decolar nas pesquisas para a Prefeitura de São Paulo. A especulação, nesse caso, era a de que havia uma insatisfação com o trabalho executado por João Santana.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) faz coro: “Depois da eleição, nós nos acostumamos a aparecer com ideias maravilhosas. Em 2010, surgiu a questão da refundação, que nunca aconteceu”, opinou o senador tucano. “Agora, novamente, se busca uma solução em função de uma derrota. A solução não está na campanha eleitoral, mas na afirmação da posição do partido, fazendo oposição para combater o modelo vigente, deixando claro para a opinião pública que, com esse modelo promíscuo de governo, não vamos alcançar os níveis de desenvolvimento que o Brasil pode alcançar.”

Fonte: Último Segundo – 10/1/2013

Verdades e mentiras da política no DF

marina-silva1 – A Marina Silva, a ex-senadora petista que teve quase 20 milhões de votos nas eleições de 2010, quando concorreu à Presidência da República pelo PV, dará o start para a criação de um novo partido a partir do próximo mês de fevereiro.

2 – Dois nomes podem aparecer como candidatos ao GDF nas eleições de 2014: o ex-ministro do STF, Ayres Britto, e a ex-corregedora do CNJ, Eliana Calmon. A ex-senadora Marina Silva vem fazendo contatos com o intuito de atraí-los para o seu novo projeto político.

3 – Marina Silva acredita que Ayres Britto e Eliana Calmon são dois nomes com forte apelo, tanto para ser o seu vice na disputa pela Presidência da República como para a sucessão do governador Agnelo Queiroz.

4 – O senador Cristovam Buarque anda muito enciumado com a ex-senadora Marina Silva. O motivo é a intenção de Marina de fundar um novo partido e disputar à Presidência da República. Cristovam vem tentando convencer Marina a disputar o GDF. Isto porque o senador sonha em disputar mais uma vez à Presidência da República.

5 – Toninho do Psol vai disputar mais uma vez o GDF nas eleições de 2014. O partido está disposto a fazer alianças, mas não abre mão da cabeça da chapa.

6 – Está crescendo muito no PDT a resistência contra o apoio à candidatura do senador Rodrigo Rollemberg (PSB) ao GDF nas eleições de 2014. Rollemberg poderá ter apoio, mas apenas de alguns setores do PDT.

7 – A crise da saúde pode apressar a troca do secretário de Saúde, Rafael Barbosa, atualmente de férias. Só que ele não deixará o GDF. O que se comenta no Buriti é que ele irá ocupar a Secretaria de Governo do GDF. Filiado ao PT, Barbosa deverá ser um dos nomes do partido para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

8 – A Secretaria do Governo do GDF parece ser uma espécie de “joia da coroa”. Tanto que já se formou uma fila de pretendentes ao cargo: Roberto Policarpo, presidente do PT-DF, Wilmar Lacerda, secretário de Administração, e o capitão e deputado distrital Patrício.

9 – Quem anda rezando para que o deputado distrital Patrício (PT) aceite o convite para ir para a SEDEST é o ex-administrador de Vicente Pires, Dirsomar Chaves. Alguém fez um acordo para que ele assuma uma vaga na Câmara Legislativa. Só que nada acontece.

10 – O jornalista Donny Silva vem sendo assediado por vários partidos para entrar para a política. O curioso é que o mantra dos interessados é um só: tentar montar uma oposição de verdade. Até agora Donny não disse que sim nem que não
.

11 – No próximo dia 15, o Tribunal de Contas do DF deverá escolher um novo presidente, que poderá ser o decano conselheiro Manoel de Andrade. Só que o conselheiro Renato Rainha está forte na disputa e já conta com o voto do conselheiro Paulo Tadeu, que pode fazer a diferença.

12 – A estratégia é eleger o conselheiro Renato Rainha para presidência do TCDF. O objetivo é retirá-lo do dia-a-dia do tribunal. Tal medida ajudaria o GDF, pois Rainha vem sendo um feroz crítico das coisas do governo Agnelo Queiroz.

13 – Com crise na saúde ou não, Miami se tornou o point de muitos governistas endinheirados.

14 – A administração austera do hoje capitão Patrício – leia-se Câmara Legislativa – gastou algo em torno de R$ 600 mil na compra de tabletes. Alguns parlamentares não sabem sequer ligar o mimo.

15 – Os governistas da Câmara Legislativa estão ansiosos para encontrar o governador Agnelo Queiroz. Alguns querem desejar-lhe um 2013 se sucesso. Já outros querem cobrar a fatura da eleição da chapa Wasny de Roure/Agaciel Maia por unanimidade. Só falta a oposição querer a mesma coisa, pois votou no candidato de Agnelo.

16 – Tem muita gente no governo de Agnelo Queiroz com uma vontade louca de trair. Tem gente até sonhando com a cadeira de Agnelo. 

17 – Uma pesquisa que está circulando na cidade mostra que alguns supostos candidatos ao Buriti não conseguem se eleger nem dentro de casa.

18 – Tem um suposto candidato ao GDF que diz com todas as letras que “dinheiro não é problema”. Quer dizer: o problema é a falta de voto.

19 – O deputado distrital Chico Leite, um dos mais votados do PT, já estaria à procura de um novo caminho. Ele pode ser mais um soldado do partido de Marina Silva, que está procurando aliados no DF.

20 – O secretário-adjunto de Saúde, Elias Miziara, vem enfrentando sozinho a crise na saúde do DF após as denúncias da falta de médicos em alguns hospitais do DF. Pessoas do GDF dizem que titular Rafael Barbosa, que está de férias, é um especialista em fugir das crises. Até quando?

21 – O advogado paraense Antônio Amaral Júnior é o novo ouvidor da OAB/DF.

Fonte: Blog do Honorato

Amostra e amostragem I: princípios gerais

pesquisaO atributo da representatividade é a principal qualidade a ser buscada em uma amostra.

Amostra e amostragem são palavras que a todo o momento aparecem na campanha, quando se fala de pesquisa, nem sempre com a clareza necessária sobre seu real significado.

Obter amostra é econômico e rápido. Mais do que um censo.

A idéia básica da amostra é simples:

Busca-se informação sobre uma totalidade de indivíduos
Selecionam-se alguns deles que são estudados naquilo que diz respeito à informação que queremos obter
Estendem-se as descobertas obtidas com os indivíduos estudados para a totalidade que integram

Costumamos chamar a totalidade de universo e o conjunto de indivíduos selecionados e estudados de amostra. O conjunto de procedimentos mediante os quais os indivíduos são selecionados para formar a amostra chamamos de amostragem. O estudo do “universo”, isto é, de todos e cada um dos indivíduos que compõem aquela totalidade, chama-se de censo.

Adquirir conhecimento sobre uma totalidade de indivíduos por meio de amostras é mais econômico e muito mais rápido do que fazê-lo por censo. Na verdade, na quase totalidade de situações em que precisamos adquirir conhecimentos sobre um conjunto grande de indivíduos, o censo é inviável. Imagine a situação das pesquisas de intenção de voto que a todo o momento são divulgadas. Se tivéssemos que fazer um censo dos eleitores brasileiros para poder saber sua intenção de voto, nenhuma pesquisa seria feita, em razão de tempo e custos.

O problema está no fato de que, na medida em que nos afastamos do censo, corremos o risco de errar, se selecionarmos uma parte daquele conjunto que não é representativa dele. Portanto, a amostra que desejamos tem que ser representativa do conjunto de onde foi extraída, afim de que as descobertas que fizermos com poucos indivíduos possam ser generalizadas para a totalidade de indivíduos (universo).

Em outras palavras, espera-se que os resultados obtidos com a amostra representem a população de indivíduos, no sentido de que resultados semelhantes seriam obtidos se, ao invés de uma amostra tivéssemos feito um censo. O requisito da representatividade, entretanto, não se resume aos indivíduos da amostra. Numa pesquisa de opinião (“survey”) o que nos interessa é estudar certas variáveis, e a amostra precisa também ser representativa, da distribuição dos indivíduos da amostra naquelas variáveis, em relação à distribuição dos indivíduos do universo nas mesmas variáveis.

Há aqui dois conceitos que precisam ser melhor explicados. Variável significa um atributo que está presente em graus diferentes em todos os indivíduos do conjunto (universo). Renda, por exemplo, é uma variável.

Todos os indivíduos de um universo têm alguma renda, mas a quantidade de renda de cada um é diferente da dos demais, portanto ela “varia”. Distribuição diz respeito à forma como o atributo em questão se dispersa entre os indivíduos.

Na variável renda os indivíduos do universo
poderiam ser classificados assim:
Com uma classificação como a demonstrada na página anterior se consegue que:

(1)    todas as possibilidades de renda estejam contempladas na classificação (critério da exaustividade das categorias)

(2)    cada um dos indivíduos da amostra situa-se em uma e apenas uma categoria (critério da mútua exclusão das categorias)

Os indivíduos então se distribuem entre as categorias, e assim obtém-se a distribuição da variável renda. Numa amostra busca-se igualmente representatividade das variáveis. Em outras palavras, se a amostra foi bem realizada, espera-se que os indivíduos que a compoem distribuam-se dentro das categorias das variáveis de maneira semelhante à distribuição que têm no universo. Não basta que os indivíduos sejam representativos do conjunto da população estudada, é preciso que a variação existente entre eles seja também representativa da que existe na população.

A variação também é decisiva para determinação da amostra
É por meio das variáveis, e das relações existentes entre elas que podemos explicar os fatos políticos, prever tendências, e antecipar as conseqüências das ações políticas. Em uma palavra, é este procedimento que nos permite conceber uma estratégia. Por exemplo, não é bastante saber qual a intenção de voto dos entrevistados de uma pesquisa e estimar que aquela é a situação real do conjunto do eleitorado. Preciso saber qual a relação que existe entre sexo, idade, renda, educação, e preferência de voto.

Preciso pois relacionar uma variável (sexo, idade, renda etc) com outra (preferência de voto). Somente conhecendo estas relações eu posso saber, por exemplo, onde concentrar minha publicidade, que tipo de eleitor eu preciso dar mais atenção.

A variação também é decisiva para a determinação do tamanho da amostra. Se a população que eu pesquisar for muito homogênea, isto é, exibir pouca variação entre os indivíduos, posso trabalhar com uma amostra reduzida.

Se, por outro lado, a população estudada for muito heterogênea, exibir muita variação entre os indivíduos, e se eu não tiver uma amostra grande, não serei capaz de ter uma adequada representação do universo. Perderei algumas variações que existem no universo, mas que não estarão representadas na minha amostra.

Para dar um exemplo claro. Se eu estiver pesquisando a crença na imortalidade da alma num mosteiro (população de sacerdotes), posso trabalhar com uma amostra de 1 indivíduo apenas e ela será representativa do conjunto.

Porquê? Pela razão de que todos os sacerdotes, por definição, acreditam neste princípio. Se eu estiver pesquisando a mesma questão para a população do país, minha amostra terá que ser grande para poder captar toda a variação de opinião que existe sobre o assunto.

Fonte: Política para Políticos

Fraga quer união da “centro-direita”

alberto fragaPouco antes do Natal, o presidente regional do DEM, Alberto Fraga (foto), telefonou para o ex-governador Joaquim Roriz. Combinaram de retomar a conversa neste início de ano. O objetivo do presidente do DEM é justamente manter contato permanente entre as forças que chama de “centro-direita” e entre as quais se inclui. Acha que falar em sucessão, por enquanto, é “precipitação”, mas que a partir de fevereiro ou março já se deve pensar no futuro. “O importante”, diz Fraga, “é que não pode haver divisão na centro-direita”. Além de Roriz e dele próprio, o presidente do DEM quer ver em uma mesma coligação figuras como Eliana Pedrosa e Izalci Lucas.

Rollemberg dividirá só esquerda

A virtual candidatura de Rodrigo Rollemberg ao Buriti, na avaliação de Fraga, divide votos apenas à esquerda. “A posição do senador é cômoda, pois terá mais quatro anos de mandato após a eleição qualquer que seja o resultado e, portanto, pode ser franco-atirador, pode ser o que quiser”. Será um problema para as aspirações de outros candidatos da mesma vertente, em especial o governador Agnelo Queiroz, mas também, eventualmente, Cristovam Buarque ou José Antônio Reguffe.

Sem risco real

Fraga não acredita que Rollemberg possa representar risco real para o governador Agnelo Queiroz. Previsivelmente, lembra o desempenho do atual senador em 2002, quando disputou o Buriti e amargou um quarto lugar, ficando abaixo dos 7% dos votos e atrás não apenas de Roriz e do petista Geraldo Magela, mas também do hoje distrital Benedito Domingos. Rollemberg, acredita Fraga, precisará de uma coligação para puxar votos, como ocorreu na eleição passada.

Fonte: Do alto da torre

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